História Wicked Heart - Capítulo 18


Escrita por:

Postado
Categorias Candelaria Molfese, Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli
Tags Lutteo, Ruggarol, Ruggelaria, Soy Luna
Visualizações 166
Palavras 3.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura. ♡

Capítulo 18 - Chapter Eighteen.



Quatro dias depois.

Salas de ensaio do Píer 23.

Nova York.


— Cande! Ruggero! Por aqui! À esquerda!

— Aqui, gente! Por favor! Aqui!

— Podemos ouvir uma declaração?! Como vocês estão hoje?

— Cande, você realmente perdoou Ruggero por ficar com outra mulher? O casamento ainda está de pé?

Uma equipe de guardas corpulentos divide a multidão furiosa de repórteres que bloqueou a entrada do nosso espaço de ensaio pelo quarto dia seguido. Ainda assim, vans e caminhões de equipamentos das emissoras estão por toda parte, criando um congestionamento na frente do nosso prédio e travando a rua.

Acrescente a isso as dúzias de fãs apaixonados que acreditam que gritar para seus ídolos vai salvar o relacionamento deles, e certamente dá para afirmar que nosso endereço é West Bedlam Street, na Malucolândia.

Antes mesmo de eu ter de pedir, Jorge está no telefone com a delegacia local, chamando os policiais. Ele sabe o roteiro agora. Talvez tenhamos de viver com essa loucura, mas podemos ao menos mantê-la um pouco mais sob controle. Cande e Rugg forçam a passagem pela multidão com tanta compostura quanto podem, mas percebo que os dois estão achando mais difícil manter a farsa agora.

Especialmente Rugg.

— Vocês estão bem? — pergunto, enquanto os dirijo até o saguão e fecho as portas de vidro atrás deles.

— Ótimos — diz ele, através dos dentes cerrados. Ele sorri e mostra o dedo do meio para os fotógrafos, que agora estão comprimindo suas lentes contra o vidro. — Ainda não soquei ninguém, o que garanto ser uma vitória.

Cande o pega pelo braço e o puxa escada acima.

— Sim, mas você está ficando com aquele olhar que significa que está perto disso. Só se acalme, cara. Isso não pode continuar por muito tempo. Quando os fofoqueiros forem embora, vamos nos desapaixonar num passe de mágica, seguir nossos caminhos e começar a dar em cima de pessoas com quem realmente queremos trepar.

Percebo que ela olha para Jorge, no final do saguão, quando chegamos ao topo das escadas.

— Você tem alguém na cabeça em particular quando fala disso? — pergunto.

— Não — diz ela, com um movimento dos cabelos. — Apenas pessoas em geral. Ninguém que vocês conheçam.

Jorge estica o pescoço e faz um movimento com o queixo em sua direção. O sorriso que se espalha pelo rosto de Cande é mais brilhante que o sol. Jorge franze as sobrancelhas algumas vezes seguidas para ela. Com todo seu falatório, não acho que realmente tenha esperado que Cande pensasse duas vezes nele, e provavelmente acredita que ela só está lhe dando atenção agora como uma brincadeira. Estou tentada a contar para ele que Cande o acha gostoso, mas é muito divertido vê-lo se contorcer.

— Vejo vocês na reunião — diz ela, olhando de relance para mim e para Rugg, e vai falar com meu melhor amigo.

Logo que ela sai, Rugg me surpreende agarrando meu braço e me puxando pelo corredor até meu escritório. Quando estamos lá dentro, ele tranca a porta e me empurra contra a parede, me beijando esmagadoramente. Por alguns minutos, somos uma confusão de mãos e bocas ansiosas, e quando ele finalmente se afasta, estamos ambos ofegantes demais, principalmente levando em conta que há outras pessoas no prédio.

— Não ver você toda noite está me matando — diz ele, acariciando meu rosto. — Lionel recebeu aquele memorando dizendo que me deve seis anos de Karol? Por que ele está me torturando, merda?

Durante toda a semana, Rugg e Cande têm feito hora extra para coletivas de imprensa. Por isso mal temos nos visto fora dos ensaios, e nenhum de nós está gostando da ideia.

— Tenho que te perguntar — diz ele, avaliando minha calça skinny e minhas botas de combate. — Seria viável eu te comer agora? Sei que temos a reunião em cinco minutos, mas prometo que posso terminar em dois. Talvez menos.

Dou um tapinha em seu braço.

— Sinto muito, mas o procedimento padrão é de sete minutos no paraíso.

— Não tenho certeza se consigo segurar tanto. Fantasiei com você a noite toda.

— Não foi estranho, considerando que você e Cande estavam num jantar romântico em público? Bem na janela de um dos restaurantes da moda de Nova York?

— Viu as fotos?

— Claro. Muito conveniente que os paparazzi soubessem que vocês estavam lá. Presumo que foi Lionel quem deu a dica? Aquele beijo foi muito crível, a propósito. E pareceu durar pra sempre.

— Engraçado é que nossas bocas nem mesmo se tocaram. Coloquei minha cabeça na frente da dela e fingi beijá-la enquanto conversávamos sobre como pôr você no meu apartamento sem ninguém ver. Chegamos à decisão de que você é pequena o bastante pra caber em uma mala. Podemos carregá-la no carro e levá-la à minha cobertura pelo elevador de serviço da garagem. Planejamos também uma cena de caçada pela cidade na qual paparazzi em motos nos perseguem antes de morrerem de maneira horrorosa. Além disso, não irrite Cande jamais, ou ela vai inventar um final aterrador pra você, que vai incluir ter de assistir a um musical da Broadway completamente composto com banjos e gaitas de fole. E ninguém merece esse tipo de tortura. Nem mesmo os paparazzi.

— Vocês falaram de tudo isso enquanto fingiam se beijar?

— Somos multitarefas.

— Prove.

Ele me beija novamente, e o modo como usa as mãos ao mesmo tempo me faz considerar seriamente aceitar sua proposta de dois minutos no paraíso. Ele está abrindo os botões da minha calça quando há uma batida seca na porta.

— Karol? Está aí? É o Lionel. — Damos um pulo e nos separamos ao som da voz de Lionel. A porta chacoalha. — Olá?

Eu me endireito enquanto Ruggero olha em volta, procurando algum lugar para se esconder. Eu o enfio atrás da porta, então a destranco e a entreabro.

— Lionel, oi. O que posso fazer por você?

Lionel olha por cima da minha cabeça e franze a testa.

— Você está bem? Por que sua porta está trancada?

— Ah… Estou no telefone. Com o meu… ginecologista. — Eu me encolho involuntariamente, mas o que mais eu poderia dizer para não estimular mais perguntas? — Você precisa de algo?

Ele me entrega um papel.

— Só queria saber se você poderia fotocopiar esta agenda para nossa reunião.

— Claro. Sem problemas.

— E você viu Ruggero? Pensei tê-lo ouvido chegar alguns minutos atrás, mas agora não consigo achá-lo.

Uma de suas enormes e quentes mãos se fecha sobre meu seio esquerdo, que abençoadamente está escondido atrás da porta.

Minhas pálpebras tremulam quando Rugg brinca gentilmente com meu mamilo.

— Ah… hum… não. Não vi. Não o vi, quero dizer. Ele está aqui. Eu o vi chegando. Mas não sei onde ele está agora. — A outra mão de Rugg desce para minha bunda. Um suspiro me escapa.

Lionel me olha com preocupação.

— Karol, está tudo bem? Espero que a ligação não tenha trazido más notícias.

Rugg desliza a mão que estava no meu seio para baixo, entre minhas pernas e me acaricia da maneira mais excitante que pode.

— Não — digo, e minha voz se quebra. — Está tudo bem. Lá embaixo. Hum… — Aceno com o papel que ele me deu. — Então, vou copiar isso pra você e nos encontramos na reunião em alguns minutos, certo? Certo, tchau.

Fecho a porta e me apoio contra ela enquanto Rugg continua fazendo sua mágica.

— Ao menos nem tudo que você disse era mentira — sussurra ele, e seus lábios roçam a minha orelha. — Tudo está muito bem aqui embaixo. Tão bem que quero arrancar esse jeans e deitar você sobre a mesa.

— Você é malvado — gemo.

Ele aperta com mais força e eu paro de respirar.

— Então parece que você tem uma queda pela maldade.

— Tenho. Ah, meu Deus. Eu tenho, eu tenho.

Estou apertando meus olhos fechados e esperando que meu orgasmo chegue quando subitamente Rugg tira as mãos de mim e dá um passo para trás. Abro os olhos e o encaro, em choque.

— Mas é assim que a verdadeira maldade é: você precisa fazer suas cópias e precisamos ir. Lionel vai ficar puto se nos atrasarmos.

Levo um momento para perceber que ele está falando sério sobre me privar do meu orgasmo, então o empurro.

— Você é mau!

Ele dá uma risadinha quando me viro e tiro as cópias da agenda da reunião de Lionel.

— Nossa, você fica gostosa quando está brava — murmura ele, dando beijos suaves no meu pescoço. — Não deixe de me lembrar de irritar mais você.

Alguns minutos depois, Mary e Lionel chamam todos para a sala de reuniões. A reunião começa com Mary nos atualizando sobre a “crise” Ruggelaria.

Como ela previu, as pré-vendas da peça explodiram graças à enorme quantidade de publicidade gratuita que recebemos.

— Com números como esses — diz ela, com um sorriso —, poderíamos estender a temporada por semanas. Até meses. Imaginem, poderíamos ficar por tanto tempo que daria pra fazer o casamento no palco. Isso não seria lindo?

O rosto de Rugg escurece.

— Não.

Mary franze o rosto.

— Desculpe?

Lanço um olhar para Rugg e ele deixa a cara feia de lado para dar um sorriso encantador para Mary.

— Desculpe, Mary. Isso foi rude. Quis dizer “nem fodendo”. Obrigado.

Cande coloca a mão sobre a de Rugg.

— O que meu amado está tentando dizer é que já sabemos o que queremos que aconteça nos próximos meses, Mary, e nos casarmos em um teatro não faz realmente parte do plano.

— É claro — diz Mary, amuada. — Entendo. Tenho certeza que vocês têm tudo planejado.

Rugg me lança um olhar.

— Ainda não. Mas estamos bem próximos de ter exatamente o que queremos.

Quando entramos na sala de ensaios, faço o melhor que posso para não olhar para Rugg. Desde nossa reconciliação, é assim que preciso agir. Não sou atriz, então não sei como impedir que cada emoção que ele desperta em mim apareça em meu rosto. Graças a Deus eu tenho Jorge ao meu lado. Toda vez que ele me vê encarando por um tempo óbvio demais, ele me dá uma cotovelada gentil. Com esperança, o restante do elenco não pode perceber a frequência com que eu aterrisso na terra da fantasia.

No final do ensaio, Cande vem à mesa da produção.

Jorge e eu estamos recolhendo os materiais.

— Ei — diz ela, baixinho. — Tenho uma ideia. Se você quer passar um tempo com Ruggero sem acabar dentro de uma mala, siga minha dica.

— O quê?

Ela olha ao redor antes de dizer em voz alta:

— Ei, Jorge e Karol. Não acredito que vocês finalmente cederam e começaram a namorar. É incrível! Por que vocês não vêm à nossa casa hoje à noite pra comemorar comigo e com Ruggero? Sempre quisemos outro casal como amigos.

Rugg nos olha em choque por alguns segundos, antes de captar a deixa de Cande.

— Ah… ah, sim. Venham. Os dois. Adoraríamos… passar um tempo com vocês. Com os dois.

Jorge fica mais do que feliz de participar. Ele me abraça.

— Ah, obrigado, pessoal. Isso seria ótimo. Desde que Karol cedeu à atração irresistível que sente por mim, ela está muito exigente. Sexualmente. Será ótimo deixar o quarto por uma noite.

O restante do elenco parece perplexo. Marco não poderia parecer mais confuso se tentasse.

— Não tenho ideia do motivo pelo qual vocês todos estão agindo como em um drama vitoriano, mas, por favor, parem. É desestimulante e errado.

Errado ou não, Cande acabou de dar a mim e a Jorge a desculpa perfeita para sermos vistos entrando e saindo do prédio deles quando quisermos. Sem precisar  de malas ou de perseguição de paparazzi.

Graças a Deus.

— Vejo vocês em algumas horas — diz Jorge, quando ele e Cande saem do elevador no andar dela.

— Divirtam-se! — digo, esperando contra todas as possibilidades que esta noite seja aquela em que Jorge tome a iniciativa e beije Cande pela primeira vez.



Graças à cortina de fumaça de Cande, temos passado as últimas noites vindo aqui depois dos ensaios. É claro que Cande e Jorge têm tesão um pelo outro, e ainda assim eles parecem incapazes de dar o primeiro passo. Eles têm se aproximado de um jeito estranho, como calouros num baile de formatura, e a tensão sexual atingiu níveis tão impressionantes que não sei como eles aguentam isso.

Provavelmente da mesma forma como Rugg e eu lidamos com a estreita proximidade antes de começarmos a nos ver nus.

Olho para Rugg. Ele está fitando o chão, com uma ruga profunda no rosto.

Levo minha mão ao seu braço quando o elevador começa a se mover novamente.

Nos últimos dias, nossa rotina noturna tem sido uma bênção. O assistente de Rugg ainda está na Inglaterra, cuidando do pai doente, então eu o ajudo com seus emails e correspondência, além de passar as falas quando necessário. Também o ajudo com orgasmos. Muitos, muitos orgasmos e em muitas posições diferentes.

Na maioria das noites, depois de tirarmos nossa luxúria imunda do caminho, pedimos comida e a comemos nus. Assistimos a filmes, ou conversamos, ou eu leio para ele. É a melhor fase da minha vida. Nunca percebi que poderia ser tão feliz. Estou tão enlouquecidamente apaixonada por esse homem que fico tonta.

Mas esta noite é diferente. Por causa da agenda apertada da semana de ensaio técnico, que está próxima, esta será a última vez que nos veremos em seis dias, e o pensamento de voltar a não nos ver me faz querer socar as coisas.

— É só uma semana — digo, tentando convencer tanto a mim quanto a ele.

Ele deixa escapar uma risada seca.

— Você fala como se fosse possível. Seis anos? Sem problemas. Seis dias? Nem fodendo. Me conte de novo por que isso precisa acontecer?

— Você sabe como são as semanas de ensaio técnico. Jorge e eu vamos ficar enfiados no teatro dia e noite. Temos de repassar cenários, figurinos, acessórios, luz, som. Basicamente, vamos nos matar de trabalhar para que quando você e Cande entrem em cena, desabrochando como os pentelhos de Hollywood que são, tudo aconteça sem problemas.

Ele passa a mão pelo meu cabelo e o agarra com força suficiente para me fazer gemer.

— Preferiria que o maldito cenário caísse na minha cabeça a ter de ficar sem você.

— Sim, mas Marco não pensa assim. Ele jamais gostaria que um cenário caísse na cabeça de suas estrelas. Ele é antiquado a esse ponto.

As portas do elevador se abrem e Rugg pega minha mão antes de acelerar o passo pelo corredor.

— Ei, tenho pernas curtas — digo, me apressando para manter o ritmo. — Devagar.

— Não posso. Preciso de você lá dentro. E estar dentro de você. Imediatamente. Tão logo quanto possível. — Ele não desacelera, e sua determinação sombria faz minhas coxas formigarem.

Quando ele chega junto da porta, me pressiona contra ela, lutando com as chaves.

— Ótimo — diz ele, irritado. — Uma semana. Vou lidar com isso. Mas assim que Lionel voltar de Los Angeles, vamos definir quando queimar aquele maldito contrato. Assim que a peça estrear, ele acaba. — Ele envolve meu rosto com as duas mãos e me beija profundamente. Como sempre, senti-lo e saboreá-lo me deixa sem fôlego e em êxtase.

— Ótimo. Agora, abra essa porcaria de porta. E suas calças.

Ele abre a porta com um empurrão tão forte que ela bate na parede.

Nenhum de nós liga. Ele me faz andar de costas e me beija novamente. Sua jaqueta de couro está morna nas minhas mãos quando eu o agarro. Acho que meu corpo já começou a sentir a sua falta, porque agora ele acendeu para a vida com uma intensidade renovada.

Assim que entramos, ele chuta a porta para fechá-la e me pressiona contra ela. Estou zonza e sem fôlego, de cabeça virada com o desespero dele e também com o meu. Quero dobrar o tempo à nossa volta e viver esses momentos longos quando ele se agarra às minhas roupas. Adoro quando ele se torna feroz e as desabotoa e as abre brutalmente, até que seus dedos sejam capazes de entrar em lugares que me fazem ofegar.

— Ah, Rugg… — Agora ele já conhece cada segredo do meu corpo. Cada ponto doce e cada zona erógena.

Ele faz cada um deles gritar por seu toque.

A tensão em espiral dentro de mim me faz gemer. Enfio as mãos em sua jaqueta, camisa, calça. Ele se junta a mim, desesperado para ter tudo fora do caminho, menos a pele nua.

— Eu te amo — diz Rugg, com uma voz estrangulada e inspirações curtas. — Não posso esperar até que todos saibam disso. Até que eu possa sair com você em público e te exibir. — Ele arranca minha calcinha, seu jeans e a cueca. — Preciso mostrar a todos que você é minha. E eu sou seu. Finalmente.

Ele me pressiona contra a parede e puxa minha perna esquerda na direção de seu quadril. Quando ele dobra os joelhos e me penetra, tudo que sinto se duplica. Eu me penduro em seus ombros e seus beijos quentes aceleram meus gemidos.

— Meu Deus, Karol. Uma semana sem isso? Impossível.

Ele se move para dentro e para fora, com arremetidas fortes. Cada uma delas me deixa mais tensa, e durante o tempo mais longo, eu me seguro, inacreditavelmente em êxtase, simplesmente esticando e esticando e apertando os olhos enquanto luto para respirar.

— Você sabe que me arruinou na primeira vez em que fizemos amor, certo? — diz ele, aumentando o ritmo. — Olhe pra mim.

Não posso. Realmente não posso. Ele está me fazendo voar tão alto que estou aterrorizada de cair de volta na Terra.

— Ka. Olhe pra mim.

Com esforço, afasto a cabeça da parede e olho para ele. Seu rosto é magnífico. Ruborizado e glorioso.

— Veja o que você faz comigo. — Ele trava o maxilar, e é como se tentasse me mostrar como eu o afeto enquanto esconde aquilo de si mesmo. — Você é tudo pra mim. Sempre foi.

Ele me beija novamente, e então se mexe tão rápido e com tanta força que não consigo me conter mais. Grito enquanto a tensão acumulada explode, e o orgasmo mais intenso que já tive me atravessa.

— Porra, assim — murmura Rugg. Ele geme quando arremete algumas vezes mais, então congela e geme na carne quente do meu pescoço.

Ficamos parados lá por alguns minutos até que nossas respirações se tornem menos ofegantes e se normalizem. Quando conseguimos nos mexer novamente, nos soltamos um do outro e das roupas meio retiradas.

— Está com fome? — pergunta ele, antes de dar beijos suaves em meus lábios.

Passo o dedo por seu cabelo, somente aproveitando a proximidade.

— Só de você.

— Cama, então?

— Sim.

Vamos para o quarto e desfrutamos um do outro, até que Jorge me manda uma mensagem dizendo que é hora de ir. Depois de me limpar e de relutantemente me vestir, me dirijo à porta. Ruggero me segue, usando apenas cueca.

Ele abre a porta bem quando Jorge vai bater.

Jorge deixa a mão cair e se vira para mim.

— Você está tentando fazer com que eu tenha um complexo de inferioridade? Ele não pode te dar tchau vestido?

Dou um tapa no braço dele.

— Cale essa boca suja. Por mim, ele nunca usaria roupas. — Viro para um Rugg amuado e fico na ponta dos pés para beijá-lo. — Vejo você na semana que vem. Já sinto sua falta.

Ele dá de ombros.

— Hum, eu decidi que não vou sentir sua falta. Não é conveniente pra mim. Desculpe.

Dou risada e o beijo novamente, então vou para o elevador com Josh. Rugg me observa da porta e grita:

— Eu ligo pra você.

Isso bem antes de a porta se fechar e me privar de sua glória seminua.

Fiel à sua palavra, Rugg me liga diversas vezes por dia enquanto estou aprisionada no teatro. Ele me deixa uma quantidade ridícula de mensagens, e cada uma me faz sentir mais sua falta.

Quanto a mim e Jorge, passamos cada momento em que estamos acordados trabalhando: conferimos a construção do cenário, limpamos e organizamos camarins, etiquetamos e classificamos acessórios e, é claro, sentamos no auditório por horas, anotando interminavelmente enquanto Marco e o iluminador mapeiam cada cena da peça.

No domingo à noite, estou exausta. Acabei de despencar na cama quando meu celular toca. Confiro o identificador de chamadas e sorrio.

— Ei, bonitão.

Ele expira de alívio.

— Oi. Meu Deus, eu sinto sua falta.

— Eu também.

— Como está tudo no teatro?

— Tudo bem. Muito trabalho, mas estamos prontos para os ensaios técnicos amanhã. Como foi seu dia?

— Bom. Algo assim. Finalmente convenci Lionel a almoçar comigo. Falei com ele sobre mim e Candr, que queremos romper o contrato após a estreia da peça.

Uma onda de nervosismo me atinge.

— E?

Ele suspira.

— Ficou em choque. Meio puto, eu acho. Ele tem orquestrado nosso caso de amor por tanto tempo que acho que vai realmente sentir falta dele.

— Mas ele concordou em conversar com os produtores sobre o contrato?

— Sim, mas acha que é um erro romper o contrato. Ele disse que vamos ser prejudicados porque o acordo é rígido. Eu disse que não ligo, que quero interrompê-lo e que vou fazer qualquer coisa pra conseguir isso.

O som de sua voz me acalma tanto que não consigo impedir meus olhos de se fecharem.

— Então, como acabaram as coisas?

— Ele disse que pensaria em algo. Afinal de contas, ele ainda trabalha pra mim. Tem de pensar nos meus interesses, certo?

— Certo.

Tento conter um bocejo, mas ele sai de qualquer maneira.

— Você deveria dormir — diz Rugg, e mesmo querendo falar mais, não posso negar que mal estou consciente.

— Certo. Vejo você amanhã, sim?

Sim. Estarei lá às nove horas. Provavelmente salivando ao te ver. Você chega cedo de novo?

— Aham. Sete da manhã.

Certo, descanse um pouco. Amo você.

— Amo você também.

Desligo e começo a dizer a mim mesma para me levantar e escovar os dentes, mas pego no sono antes mesmo de terminar de pensar.





Notas Finais


Os vejo no próximo capítulo. ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...