História Wigned Hearts - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.453
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura (^.^)

Capítulo 2 - Festa e um bom começo de dia


Fanfic / Fanfiction Wigned Hearts - Capítulo 2 - Festa e um bom começo de dia

Depois que eu cuidei do problema principal que era expulsar Safira da festa e não deixar Pamela beber tanto, eu consegui parar e beber um pouco e teria sido um momento maravilhoso, beber um pouco e ir dançar um pouco depois, mas Gabriel parecia realmente querer falar comigo ou simplesmente ficar no meu caminho a noite inteira. O que eu acho uma tremenda de uma falta de educação, mas só piorou quando eu resolvi, por causa de três shots de coragem vulgo tequila, conversar com ele.

Fomos para um canto e ele ficou me encarando por um tempo.

- Então...? – Perguntei e ele umedeceu os lábios, parecia nervoso e estava mesmo, mas eu não estava me sentindo muito simpática em relação a ele.

- Você tem me evitado a noite inteira...

- Eu sei. – Eu fiz o brilho da magoa e do choque correr por seu rosto ao ouvir aquilo. – Por que eu não estaria? Não temos nada e você está igual a um psicótico atrás de mim, queria que eu fizesse o quê? – Eu estava sendo cruel? Muito provável, mas tem gente que só aprende assim e ele era uma dessas pessoas.

- Isso é sério? – Ele realmente estava chocado. – Eu achei...

- Errado. E, para ser muito sincera, está errando novamente só por implorar a minha atenção – falei e o seu rosto se transfigurou em uma máscara de raiva/ódio.

- Você é uma vadia – ele fechou o punho com força e eu sorri abertamente.

- Eu sei. – Eu vi de relance o flash de um cabelo azul e desviei das mãos de Gabriel quando ele tentou me agarrar. – Lento – cantarolei antes de ir até Pamela, assim que nós nos vimos, ficamos rindo por uns cinco minutos por motivo nenhum, começou a tocar uma música que eu já não lembro qual é e nós fomos dançar.

Por volta de quase três horas, havia apenas alguns gatos pingados na casa da Pamela e que iriam passar a noite.

 

Acordei no dia seguinte com pesos sobre mim, apertei os olhos, estava morrendo de sede e olhei para as prateleiras da dispensa, empurrei as pessoas que só rolaram para o lado e continuaram dormindo. Sentei na cama, passei a mão no rosto e joguei o cabelo para trás, passei uns vinte segundos me questionando como havia parado ali, olhei para o lado quando um braço enlaçou a minha cintura e um rapaz dormia como um gatinho. Cocei a cabeça e inspirei profundamente, levantei com cuidado, olhei ao meu redor e ali só estavam minha calcinha e sutiã. Vesti a calcinha a contragosto e encontrei sob o meu sutiã, o meu maço com apenas dois cigarros sobrando, meu isqueiro e celular.

Acendi um e saí deixando os dois ali.

Assim que saí da dispensa, um aroma maravilhoso de café fresco invadiu as minhas narinas e o plano inicial de procurar a minha blusa foi para o brejo. Prendi o cabelo em um coque desarrumado e traguei antes de soltar um “Bom dia” sorridente para o anjo que resolveu me agraciar com aquele presente.

Igor me olhou rapidamente antes de quase deixar o coador cair ao olhar novamente para mim, completamente atordoado:

- Bom dia – ri da reação dele. Ele estava usando uma calça moletom cinza e uma camisa vermelha de manga longa que eu invejei por parecer quentinha, principalmente depois do vento frio que soprou. Infelizmente, eu sempre acordo cedo, independente da hora que eu vá dormir, então devia ser por volta das sete e meia, por que esse é o mais tarde que eu consigo ir. – Dormiu? – Perguntou enquanto eu me aproximava.

- Não sei dizer. Espero que sim – brinquei rindo enquanto me sentava no balcão ao lado dele. – E tu? – Rimos enquanto eu tragava.

- Não, mas obrigado por perguntar...

- Disponha, meu Senhor – falei em tom solene e ele me encarou risonho. – Quer? – Ofereci enquanto batia para tirar o excesso de cinzas, Igor assentiu e emendou dizendo:

- Aproveita e pega uma xícara pra ti. – Desci do balcão e fui pegar uma das portas do armário. – Que bom que tu não é uma Pamela ao acordar – comentou e me voltei para ele estreitando os olhos para ele – quando eu acordei e cumprimentei ela no corredor, ela só faltou tacar um dos quadros da tia na minha cabeça – ri, ou melhor, gargalhei imaginando a cena. – É, ela me olhou meio... – E fez uma careta muito mal feita de psicopata com raiva que só me fez rir mais.

- A primeira vez que ela dormiu em casa, os meus gatos foram expulsos do meu quarto por causa da aura maligna que ela exalava – ele me olhou chocado – e eles são muito corajosos, então eu só encontrei os dois no cantinho da cozinha sem soltar um miado – ele riu alto se entalando com a fumaça do trago que deu. Tirei o cigarro da sua boca e foi a minha vez de fumar enquanto conversávamos.

- A gente literalmente vê como efeito – olhei confusa para ele – pam, pam! PAM! – Eu tive que me segurar no balcão para não cair de tanto rir.

- Nossa cara, que piada bosta – e continuei rindo.

- Mas funciona – e nós dois continuamos rindo por um bom tempo.

- Por me fazer rir, eu vou preparar uns ovos, pode ser? – Ele assentiu pegando o meu último cigarro e acendendo como se fosse dele. – Pode encher a xícara para mim, por favozinho – pedi fazendo a fofa e ele consentiu.

Por sorte, não sei, ele estava menos tímido que na noite anterior e até me ofereceu a blusa que eu aceitei imediatamente. A gente ficou batendo papo enquanto eu fazia uma das poucas receitas da minha mãe que eu sabia preparar, ovo mexidos com queijo, presunto parma, pimenta calabresa e cheiro verde, e pão, por que não podia faltar o essencial.

Servi, lavei a louça – mais por mania, que por higiene – e fomos para o quintal tomar café nosso café da manhã, além de termos levado uma garrafa e copos, por nós dois estávamos morrendo de sede, mais eu que ele na verdade. Ele pôs o que deu no pão, depois comeu só os ovos e se estirou na cadeira deliciado, me diverti com a sua reação e fui comendo também, estava mais gostoso que de costume, mas não comentei.

- São os melhores ovos que eu já comi – estreitei os olhos para ele. – É sério, eu poderia ti pagar só pra fazer eles pra mim – falou e eu tomei um gole profundo do meu café.

- Ok. Agora isso é exagero – ele balançou a cabeça imediatamente – sem contar, que os da minha mãe são os melhores mesmo – falei dando de ombros comendo devagar ao contrário dele.

- Duvido muito...

- Pois não duvide – ele apenas me olhou por alguns segundos, um olhar estranho que eu não consegui decifrar, mas também não me foi explicado de nenhuma forma. Até que tive uma ideia, levantei e corri até a cozinha, peguei meu celular e voltei. – Pra uma manhã muito boa... – Sentei enquanto me olhava curioso – Uma trilha sonora a altura – mordi o lábio esperando que ele reconhecesse e a parte cantada começasse para eu ir na vibe.

Enquanto você prometer e eu acreditar

Serão só manhãs, um dia, um meio tom

Ele pareceu surpreso ao ouvir a letra, porém não mais do que quando eu comecei a dançar na minha cadeira ao som de Liniker. Aquele trecho se repetiu e eu meio que fingi ser uma das back-in-vocals.

E amanhã de manhã, quando você acordar

E quiser saber de mim

Não adianta, não adianta, não!

Pus a mão no peito e depois a joguei para trás como se despachasse a ideia, ele riu de mim.

E como já diziam:

Não adianta vir com guaraná

Que eu quero é chocolate

Fiz não com o dedinho inclinado para frente.

É assim... vê se aprende e gosta mais de mim

Joguei os braços para o alto, apontei para ele e depois para mim.

- Não conhece? – Perguntei chocada, por que ele estava muito parado.

- Conheço, só... Admirando a interpretação – agora ele estava me zoando. Mandei língua, rimos e voltamos a comer enquanto interpretávamos a música cuja letra se repetia de formas maravilhosas. Abaixei o volume e o resto do álbum virou pano de fundo para aquele inicio de manhã bem humorado. Não só um começo de dia, mas um começo de ano também, eu lembrei disse enquanto dava o último gole no meu café. – Ei... – Minha voz saiu tão suave que eu até me espantei, ele me olhou quase desconfiado como se dissesse “aí vem coisa”. – Feliz ano novo. – Ele sorriu para mim, de um jeito especialmente bonito e respondeu no mesmo tom:

- Feliz ano novo.



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