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História Wild - Capítulo 44


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Capítulo 44 - Capítulo 44


Território Canídeo

Hendrik acorda de supetão após ouvir um barulho de copo caindo. Procura rapidamente pelo celular e respira aliviado por ainda ser dez horas da noite. Deita novamente e respira fundo passando as mãos sobre o rosto. Fica encarando o teto, sente um frio na barriga ao pensar que daqui algumas horas, possivelmente, estará com Zachary.

Levanta-se lentamente e segue para o banheiro, toma um banho demorado, pois não sabe quando vai ter a chance de usar um chuveiro novamente. Saiu enrolado na toalha e foi procurar roupa no armário. Pegou uma camiseta preta básica e uma calça jeans velha que ainda dava para usar, não sabia se ia precisar se transformar em lobo e caso isso seja necessário, não queria estragar alguma roupa nova. Colocou chinelos e saiu do quarto, quando estiver na hora de ir colocará um tênis.

Ao chegar à sala, avista seus pais assistindo a algum programa na televisão, Sherry estava dormindo no sofá do lado.

— O que quebrou? - perguntou Hendrik apoiando os braços no encosto do sofá onde seus pais estavam sentados.

— Como assim? - perguntou seu pai todo entretido com a TV.

— Eu acordei com o barulho de algo quebrando, o que foi?

— Foi o copo, querido, Sherry derrubou, não ande descalço lá na cozinha, com certeza ainda restam alguns cacos pequenos.

— Eu amo vocês - Hendrik diz do nada e seus pais olham para trás confusos.

— Também amamos você, querido - a mãe responde enquanto o pai da um tapinha nas costas dele.

Hendrik se abaixa e da um beijo na testa da irmã e volta para o quarto, checa o celular e tinha uma mensagem de Zachary de dois minutos atrás, seu coração da uma palpitada e ele abre a mensagem, dizia: "meia noite", o felino estava lembrando o lobo do compromisso. O moreno sorriu e respondeu: "estarei lá".

Olhou no relógio novamente e viu que era 11 horas da noite e seus pais ainda estavam na sala. Teria de sair agora para chegar ao local marcado a tempo.

— Mãe, pai, boa noite! - gritou Hendrik e teve um "boa noite" em conjunto como resposta.

Esticou uma coberta e colocou travesseiros embaixo para parecer que estava dormindo, pois Violeta sempre da uma olhada no filho mais velho antes de dormir, então como vai estar escuro, enganará quem ver de longe.

Teve de ser muito cautelosos ao entrar no quarto de seus pais para pular pela janela, já que era o único lugar que dava para sair depois da porta, agradeceu mentalmente por seus responsáveis estarem bem concentrados na TV e não prestaram atenção nos ruídos ao redor.

Quando estava na rua, saiu correndo o mais rápido que podia para se afastar da própria casa. Quando estava a muitos metros de distância a chuva começou a cair.

Olhou ao redor e percebeu que a rua estava vazia. Quando chegou à entrada da floresta viu que tinha cinco guardas, porém quatro deles estavam jogando alguma coisa com baralho e o outro estava tirando uma soneca. Imprestáveis, pensou Hendrik. Afastou-se um pouco até não ficar na possível visão dos guardas e entrou com facilidade por entre as árvores, talvez esteja fácil assim lá no rio, pensou Hendrik.

Território Felino

Diferente do território canídeo, os felinos estavam muito mais atentos, quase que Zachary não entra nem na floresta, já que havia guardas a cada dez metros, só conseguiu por causa de Apollo que falsificou uma autorização com uma assinatura falsa de seu pai já que o futuro líder também não tinha acesso.

Zachary e Apollo caminhavam em silêncio até o rio, o mais velho estava preocupado enquanto o mais novo parece não ligar para a gravidade da situação em que ambos se encontravam.

Ao chegarem próximos ao rio, se esconderam atrás de uma árvore grande e observaram o outro lado, porém esqueceram-se do próprio lado, havia guardas felinos em toda a extensão do rio, seria impossível Zachary passar sem ser visto.

— Preciso que você vá falar com aqueles guardas, distraia-os, quando eu ver uma brecha vou correndo, tenta chamar a atenção dos canídeos também, faça com que eles prestem atenção em vocês - disse Zach.

Apollo apenas assentiu e saiu de onde estava atrás da árvore, rapidamente os felinos o viram e apontaram as armas em direção a ele, mas logo as abaixaram quando viram quem era.

— Tenho um comunicado do meu pai — Zachary ouviu Apollo dizer.

— Vamos para outro lugar, eles vão poder nos ouvir - sugeriu um guarda.

— Essa é a intenção - disse Apollo bem baixo.

O garoto esperava por qualquer brecha que os guardas de ambos os lados poderiam dar, todos estavam se aproximando de Apollo para ouvirem o suposto recado de Bali, observou também que todos os canídeos estavam prestando atenção no aglomerado de felinos, lembrou-se que uma vez Hendrik disse que você precisa de concentração para ouvir um som muito baixo, ou de certa distância, é difícil prestar atenção em duas coisas ao mesmo tempo, são poucos canídeos que conseguem e Zachary rezou para que não exista um canídeo no meio dos guardas que consiga prestar atenção em dois sons ao mesmo tempo.

Quando viu que estavam bem afastados, Zachary sentiu que era o momento, saiu correndo o mais rápido que podia e pulou no rio, para surpresa do felino ninguém prestou atenção nele, tentava nadar rápido, porém silenciosamente, quando chegou ao território inimigo, rapidamente transformou-se em um leão rasgando suas roupas e saiu correndo para o meio das árvores. Alguns canídeos ouviram uns ruídos, porém não conseguiam enxergar direito, pois estava chovendo, e as nuvens cheias de água estavam tampando o brilho da lua, entretanto sentiram um odor diferente e decidiram ir investigar.

Apollo via de longe os canídeos seguirem pelo lado em que Zachary foi, seu coração se apertou e ficou com muito medo pelo irmão mais novo, se o pegarem, o que vão fazer com ele? pensou o futuro líder.

Os canídeos estavam seguindo um rastro de cheiro que estava se desfazendo aos poucos por causa dá chuva, e isso dificultava muito para identificar a que pertencia o odor, a visão não ajudava também, já que não conseguiam enxergar um palmo na cara, a sorte de Zachary é que sua visão é excelente no escuro, ainda mais quando está transformado e já estava a muitos metros da margem do rio, mas e agora? Como Hendrik vai me encontrar se nem os guardas conseguiram? pensou Zachary.

O leão parou de correr e se chacoalhou tentando tirar o excesso de água de seus pelos, olhou para cima, a noite estava bem escura. Queria encontrar Hendrik logo, mas não sabia o que fazer. Começou a correr novamente sem rumo, até que algo bate em si fazendo-o ser empurrado para longe e bater em uma árvore, com o impacto, o leão ficou meio zonzo, mas quando conseguiu focar a visão viu um lobo negro se levantando do chão, ficou em modo de ataque, mas logo soltou a respiração quando viu os olhos esmeraldas que tanto conhecia.

Ambos os animais ficaram se encarando por um tempo até o lobo dar um passo para frente chegando perto do leão que não se afastou. Quando estavam próximos o suficiente, começaram a esfregar a cabeça um no outro, como se estivessem se abraçando.

O lobo olhou para o leão e logo depois começou a correr, como se estivesse falando para o felino o seguir. Correram um longo percurso, a chuva continuava a cair bem forte, mas sem ventos, raios ou trovões.

O leão percebeu que o lobo estava meio desgovernado pelo fato de que não estar enxergando muito bem. Depois de alguns minutos correndo, o canídeo para e consequentemente o felino também. O lobo começa a se destransfosmar revelando sua forma humana do modo como veio ao mundo, o leão ficou meio envergonhado.

— Me desculpa por bater em você, é que eu senti seu cheiro, porém não estava enxergando nada, fui guiado pelo seu odor - disse Hendrik abaixando e abrindo a portinhola.

O felino ficou o encarando.

— Você já pode se destransfosmar, ou você quer entrar transformado? - disse Hendrik rindo — está com vergonha? - o leão assente — não tem motivo, eu já vi tudo, e toquei também - o leão rosna e o moreno ri mais ainda — fique ai, espere um pouco.

O menino lobo pulou dentro do esconderijo e logo fechou a porta para não entrar mais água, depois de alguns minutos saiu já vestido e com uma toalha na mão, jogou-a sobre as costas do leão, porém não se afastou, passou a mão sobre a juba molhada que ainda estava em crescimento e então encarou os olhos da fera, fez carinho próximo à orelha e no pescoço e lá estava um grande leão parecendo um pequeno gatinho.

— Você é muito lindo - disse Hendrik encarando o felino.

O animal começou a se destransfosmar e voltar a ser apenas um garoto enrolado em uma toalha já encharcada por conta da chuva.

— Obrigado - respondeu Zachary envergonhado.

— Vem, vamos entrar se não acabaremos doentes - disse Hendrik puxando o mais novo para dentro do esconderijo.



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