História Wild Cards - O Inquebrável - Capítulo 12


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Categorias Chris Wood, Daniel Gillies, Joseph Morgan, Melissa Benoist, Nathaniel Buzolic, Supergirl, The Originals
Personagens Chris Wood, Daniel Gillies, Joseph Morgan, Melissa Benoist, Nathaniel Buzolic, Personagens Originais
Tags Amor, Chris Wood, Escolhas, Esporte, Joseph, Namoro, Recomeço, Romance, Superação, Supergirl, Tênis, Theoriginals
Visualizações 9
Palavras 1.486
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Um não para Angus - Por Chris


- Melissa é sua nova namorada? - Callard perguntou quando nos afastamos o suficiente da casa.

- Nós estamos nos conhecendo.  Não sei se ela vai conseguir se adequar ao meu mundo. - Suspirei. - É tudo bem mais complicado do que parece e às vezes acho que não devo levar outra pessoa comigo na montanha-russa desgovernada da minha vida.

- Ela está interessada em você. Dá pra ver nos olhos dela. - Ele insistiu.

- Desde quando você se tornou tão sensível ao sentimentos femininos? Pensei que só entendesse de cérebros e nervos.

- Não precisa ser sensível para perceber que a maneira como ela te trata é diferente de qualquer uma das cem garotas que você trouxe aqui antes.

- Cem? Você contou? - Gargalhei.

- Não chegou a cem, mas passou de sessenta. Exagerei, não é?

- Sim! - Confirmei sacudindo a cabeça. - Melissa realmente é diferente, mas as outras não me conheceram assim! - Apontei para minhas pernas.

- Que bom que não tiveram esse prazer. Nenhuma delas era sensível o suficiente para compreender, meu amigo! - Callard tocou meu ombro.

- Ufa! Alcancei vocês! - Melissa surgiu ofegante diante de nós.

- Você correu até aqui? - Ergui uma sobrancelha. - Achei que fosse ficar de papo com Iza.

- Izabella está trabalhando, Chris! - Ela revirou os olhos. 

- Honey está dando sinais que dará a luz hoje. Iza está atenta, pois será seu primeiro parto eqüino depois de formada. - Callard disse. - Você gosta de cavalos, Melissa?

- Nunca andei a cavalo. - Suas bochechas enrubesceram.

- Sério? Quer aprender? - Perguntei.

- Mas você não... - Ela olhou para cadeira de rodas e não completou a frase.

- Infelizmente não dá para eu te ensinar. Provavelmente Angus não aceitaria que eu colocasse a cadeira em suas costas, mas Callard pode te acompanhar, não é? - Girei minha cadeira ficando de frente para meu amigo.

- Claro! Eu vou buscar um cavalo. - Callard se afastou caminhando em direção às baias.

- Eu não vou. - Melissa disse decidida.  - Não tem lógica eu ter uma experiência maravilhosa com outro cara em nosso primeiro encontro, Chris!

- Melissa, eu estou aqui. Eu vou ver você montar em um cavalo pela primeira vez! - Forcei um sorriso para encoraja-la.

- Não insista. - Ela foi firme em sua resposta.

- Tá ok! Tudo bem! - Respondi um tanto desapontado.

Permanecemos em silêncio até que o galope de um cavalo cortou o ar. Fechei os olhos para recordar de quando eu cavalgava com o Angus. Um dos motivos de eu não voltar para a fazenda depois do acidente era não poder cavalgar. Eu amava sair sem destino com ele. Só nós dois. Era com ele que eu dividia meus problemas e era sobre ele que eu apagava tudo de ruim que havia em minha memória.

Quando abri os olhos, estava ali diante de mim uma das cenas que eu mais amava ver: Meu cavalo galopando livre.  Angus galopou veloz ao redor da cerca e vagarosamente diminuiu o ritmo. Meus olhos marejaram ao ve-lo parar a poucos metros de onde estávamos e olhar em minha direção.

- Calma, garoto! - Callard veio correndo logo atrás. 

- Angus! - Gritei com a voz embargada e ergui o braço fazendo-o relinchar e erguer as patas dianteiras. Ele ainda me obedecia!

Vendo minha emoção Callard o guiou até onde eu estava. Melissa apenas observava calada como se estivesse anotando mentalmente o que estava acontecendo ali.

- Bom garoto! - Puxei delicadamente suas rédea para tocar seu rosto e Angus me suspreendeu encostando a cabeça em meu ombro como antigamente.

- Ele lembra de você mesmo depois de quatro anos longe! - Callard comentou acariciando a pelagem negra de Angus.

- Ele é lindo, Chris! Estou fascinada! - Melissa não conseguia esconder seu encantamento.

- Tem certeza que não quer montar? - Insisti.

- Nele não. Angus merece ser montado por você, meu bem! 

- Eu não posso mais... - Suspirei e um sentimento angustiante fez meu estômago revirar. - Vamos para a casa. Estou cansado e daqui a pouco o sol se põe.

Não esperei Callard voltar das baias. Girei as rodas o mais rápido que pude deixando Melissa para trás. A cada metro que me distanciava do haras a angústia crescia mais no meu estômago. Eu simplesmente não conseguia controlar a frustração que tomava conta de mim. Depois de quatro anos tentando me acostumar com a minha condição física percebi que eu apenas tinha fugido de tudo que amava antes do acidente para me poupar de sentir o que eu não queria sentir: A saudade de ser quem eu era de verdade.

Passei pela cozinha sem responder à pergunta de Marie sobre os biscoitos caseiros que eu sempre amei. Empurrei a porta do quarto com toda força e ao atravessa-la não percebi que um pedaço de madeira do piso estava solto. A roda da cadeira ficou presa e meu corpo foi de encontro ao chão antes que eu pudesse me segurar.

- Socorro! Chris! Pelo amor de Deus! Meu menino! - Vi Marie correr em minha direção. - Tem sangue no rosto dele! Oh, meu Deus!

- Ele caiu, mãe? - Ouvi a voz de Callard ao longe.

- Chris! - A voz de Melissa soou de forma estranha em meus ouvidos.

Senti um líquido quente escorrer pela minha boca e nariz. Toquei meu rosto e uma ardência me fez espremer os olhos e ser sugado para uma escuridão que há tempos eu não visitava.

- Você acha que ele vai ficar bem? - Uma voz masculina perguntou ao longe emanando preocupação.

- Vai. Foi uma pancada forte na cabeça, mas nada grave. O desmaio é um meio de proteção do corpo humano nessas situações. - Reconheci rapidamente a voz e os termos médicos de Callard.

- Melissa... - Comecei a falar imediatamente depois de abrir meus olhos e dar de cara com a luz no teto do quarto.

- Ei, Bela Adormecida! Não se esforce! - Meu amigo falou aparecendo em minha frente.

- Melissa... - Repeti.

- Oi, Chris, eu tô aqui! - Ela apareceu em minha frente com o nariz e os olhos vermelhos.

- Oi! Você tá bem? - Perguntei em um sussurro.

- Como você me pergunta isso? - Ela estava indignada. - Essa fala é minha.

- Típico dele! - A voz grave de Nate invadiu o quarto. Virei a cabeça e o vi recostado na porta.

- O que você tá fazendo aqui?

- Recebemos uma ligação da Marie dizendo que você estava testando a qualidade das madeiras do casarão e viemos às pressas para cá. Quando chegamos você estava apagadão. Cogitamos levar você para a emergência, mas tivemos a sorte do doutor Callard estar em casa. -  A ironia emanava da voz dele.

- Eu preciso me levantar. - Falei tentando me erguer.

- Calma, amigão! - Callard tocou minha testa suavemente. - Agora você só vai levantar quando amanhecer. Está em observação. Preciso saber o que você está sentindo antes de tira-lo daí. 

- Eu estou bem. Preciso sair daqui e tomar um ar.

- Você cortou a boca e machucou o nariz quando caiu. Por pouco não quebrou ele. - Callard deu um sorriso solidário. - A pancada foi forte. Melhor descansar.

- Droga! - Tentei erguer o braço direito para tocar meu rosto e uma dor lancinante o tomou.

- Você torceu o pulso também. - Melissa respondeu antes que eu perguntasse. - Por que você entrou tão rápido na casa?

- Bom... Nate, vamos deixar a Melissa cuidar um pouco do Chris. - Callard se ergueu e ao passar pela porta puxou meu irmão nos deixando a sós.

- Daniel e Jos também estão aqui? - Perguntei.

- Sim! Eles chegaram muito rápido! Estavam enlouquecidos porque você não acordava. Nathaniel era o mais preocupado.

- Então você já foi apresentada a todos? 

- Fui. - Ela respondeu timidamente.

- Mais um passo que eu estraguei em nosso encontro. - Virei o rosto para esconder minha frustração.

- Você vai poder me apresentar melhor a todos eles no café da manhã novamente. - Melissa lançou um sorriso brilhante para mim. - Isso é  fácil de resolver, Christopher.

- Eu vou vender o Angus! - Libertei enfim a notícia que me incomodava ignorando a afirmação de Melissa.

- Por que você faria isso?

- Porque ele precisa de um dono que possa monta-lo. - Engoli em seco. - Eu não posso fazer nada além de oferecer a oportunidade de ter um novo parceiro para ele.

- Então você desiste fácil assim de quem você ama?

- Eu não amo Angus. - Falei friamente.

Melissa ficou em silêncio pelo que pareceu uma eternidade. Acho que naquele momento eu consegui faze-la perceber que eu não era um bom partido. Ela se ergueu e sem olhar para trás saiu do quarto me deixando sozinho.




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