1. Spirit Fanfics >
  2. Wild Hearts Can't Be Broken >
  3. Descobertas

História Wild Hearts Can't Be Broken - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Vamos lá... Eu sei que estou em dívida com vocês em relação a essa fic, mas tenho bloqueios criativos constantes. E há alguns meses estou lutando contra outra inimiga da minha criatividade: a depressão. Então, às vezes eu quero escrever mas não consigo. Por mim, se dependesse só de mim eu já teria finalizado essa fic e as outras em andamento, mas não consigo sozinha.
Ansiedade, depressão e esgotamento mental não deixam. Eles drenam a minha energia e minha criatividade. Mas estou aqui hoje atualizando depois de meses. Eu não desisti dessa estória. Por favor, não desistam de mim também ok? <3

Capítulo 10 - Descobertas


Sarah logo se arrependeu de ter esboçado aquele sorriso. Mais do que isso, ela se arrependeu de ter ido abelhudar o trabalho alheio. Agora ela tem mais um problema para enfrentar. Como se fosse pouco lidar com a possibilidade de um casamento arranjado, a ruiva de olhos azuis tem diante de si um Twisted Fate demasiado irritado. Sua raiva era tanta que ele chegou a rosnar para ela, erguendo um punho. Claro que ele jamais se atreveria a bater naquela mulher ou em qualquer mulher, porém ele estava sendo passado para trás. Logo ele, o trapaceiro.

Twisted Fate rosnou para Sarah e bufou ao olhá-la nos olhos. Sarah engoliu em seco e teve uma pontinha de medo do que Fate poderia fazer. No entanto, ela se lembrou de que é uma princesa e ele não tem outra escolha a não ser abaixar a crista. Sarah arqueou uma sobrancelha e sorriu de canto para ele, vendo o mais alto ficar ainda mais chateado. Os dois se encararam em silêncio até o instante em que Graves surgiu, chamando o amigo para irem embora. Twisted Fate parecia surdo, era como se todos os seus sentidos fossem bloqueados para o restante do mundo. O homem saiu marchando pesado, empurrando Sarah com o cotovelo esquerdo.
_Desgraçada. –ele falou entre os dentes antes de partir, caminhando sem olhar para trás.

Sarah ainda o provocou mais um pouco, jogando um beijo ruidoso para ele e acenando quando o mesmo estava a uma boa distância de si. Certamente o homem está enfurecido e ela não o culpa. Não era intenção da princesa, fazê-lo de trouxa, mas era a única forma encontrada por ela de ser tratada como uma pessoa e não como um título de nobreza. Talvez ele o perdoe depois de algumas doses de cachaça e uns bons beijos; ou talvez ela perca seu parceiro de dança e fanfarras.

As horas seguintes foram tediosas e eternas para a princesa. Por um momento, ela se sentiu culpada pelas mentiras ditas ao homem; logo depois a ruiva deu de ombros e passou a tarde comendo e lendo... Sobre venenos.

Em terras piltovenses, todos agiam para que o caos fosse deixado para trás. A rainha governava com mãos de ferro, era incansável quando se tratava de suas terras e implacável com quem ousasse ficar contra ela. A princesa Caitlyn apesar de ser sub julgada pela mãe algumas vezes também se mostrava tão empenhada e rígida quanto a rainha de expressão fechada. Porém com a cara menos azeda. Em seu íntimo, Camille nutria dentro de si o orgulho pelo que sua filha parecia se tornar; no entanto jamais deixaria transparecer que possui sentimentos. Algo a impede de externar suas emoções boas. Seja orgulho ou um trauma, mas isso já faz muito tempo, tanto tempo que deixou de ser relevante.

Os demacianos também se recuperavam do baque sofrido e lamentavam cada morte. Jarvan estava pesaroso não somente pelo prejuízo material, mas principalmente por aquelas vidas tiradas de forma tão brusca e sem motivo. Havia chegado do reino de Targon uma carta de Taric lamentando o ocorrido e mandando suas condolências. Para alívio do rei demaciano, o príncipe regente de Targon parecia ser alguém compreensivo.

Lux via a movimentação fora do comum e a correria dos transeuntes, queria perguntar a alguém o que de fato estava acontecendo e como ela poderia ajudar, mas não sabia a quem perguntar e como fazer isso. O rei obviamente a pouparia de qualquer detalhe mais “pesado”. Garen zombaria de sua curiosidade e preocupação, dizendo ser assunto de gente grande. Só resta perguntar ao Senescal.
_Eu já sei que tem alguma coisa ruim acontecendo, nem pense em mentir para mim, Senescal! –a loira bradou com o mais velho, fazendo-o arquear as sobrancelhas.
_Se Vossa Alteza sabe que tem algo ruim acontecendo, também deve saber que não posso lhe dar atenção por muito tempo. Continuaremos esta prosa depois. –ele respondeu, tentando sair.
_FIQUE AÍ!

Xin Zhao não conseguiu mover um músculo sequer. Fora enraizado por uma energia incomum lançada pela princesa. Aquela luz o prendia não apenas impedindo de andar, mas de se mover por completo, causando pressão mediana. Era como se algo muito grande apertasse seu corpo e o fizesse permanecer onde estava. Xin afastou os lábios, porém não sabia oque dizer, não lhe vinha nenhuma palavra em resposta. Assim que o efeito daquela luz cessou, o mais alto fitou firme na direção da princesa. A loira de feição angelical tinha um olhar bravo desta vez. Seus olhos azuis que sempre têm um brilho de doçura agora ostentam autoridade.
_Não faça isso novamente. Eu a previno. –Xin ditou baixo, recuperando o fôlego.
_Eu ainda sou a princesa de Demacia, Xin Zhao. E não sou mais uma garotinha boba para me esconderem as coisas. –ela começou a falar. –Não aja comigo como se fosse o rei ou o bobão do Garen. Pode começar a falar, Lorde Senescal.
_Não posso demorar mais, há muita coisa a ser feita e infelizmente não posso lhe dar a atenção que merece. Por favor, Alteza me perdoe! –o mais alto juntou as mãos e cruzou os dedos após apoiar sua enorme lança em uma parede. Seu olhar era de preocupação e cansaço.
_Você me dá sua palavra de que contará toda a verdade? Sem esconder nenhum detalhe? –Lux se aproximou do rapaz, acariciando seus braços e mantendo o contato visual. –Estou farta de ser tratada como uma criança, Xin... –a loira confessou ao fazer um bico manhoso.
_Você não é uma criança, Lux. É uma jovem inteligente, linda, forte... Mas que não sabe guardar segredo! –ele se referia ao ato impulsivo da loira. –Eu te amo, por isso vou lembrá-la de novo para ter mais cuidado! Há uma crise lá fora e eu me sentirei um lixo se não puder te proteger aqui dentro do palácio. –o tom de voz de Xin era baixo e calmo, mas ao mesmo instante passava firmeza. Ele selou o topo da cabeça da jovem e prometeu que conversariam depois. –Agora eu preciso mesmo ir. Não faça isso de novo! Não em qualquer lugar!
_Está bem! Eu também te amo, Xin! –ela o deixava ir, sorrindo outra vez.

Em Águas Santas, Sarah se preparava novamente para suas escapadas noturnas. Havia forjado um corpo feito de almofadas sob as cobertas e até usou uma boneca para isso, deixando os cabelos da mesma para fora das cobertas. A princesa está se aperfeiçoando cada vez mais na arte de passar a perna. A ruiva de olhos azuis usou as passagens secretas para chegar ao lado de fora do castelo, sempre vestida como uma serviçal e nunca desprevenida. Aproveitando-se das diversas camadas de tecido de suas vestes, a jovem carregava um punhal e um pequeno frasco com um líquido roxo no decote de seu vestido. Nas mãos, uma garrafa de vidro vazia, a qual usaria para acertar a cabeça de alguém, no caso de ser vista por quem não deve.

Ela seguiu pelas ruas de sempre, rumo ao local onde estava convicta de encontrar seu parceiro sem nenhuma elegância. Ela decidiu perambular pelas tavernas, em busca de Fate ou mesmo de seu amigo Graves. Afinal, aonde vai a corda, vai a caçamba. A busca estava demasiado demorada e a princesa dava sinais de impaciência, esbarrando e xingando quem cruzasse seu caminho. Uma mulher mais velha e nitidamente bêbada cismou de arranjar briga justamente com ela. Sua aparência era desagradável aos olhos, lhe faltavam dentes, gorda, descabelada e falava cuspindo. Um nojo só. Mas Sarah não deixaria por menos. Já estava irritada mesmo, então já que não pode bater em quem tem vontade, dá para aliviar sua vontade reprimida em alguém.
_Eu vou arrancar o cabelo dessa lambisgoia e vai ser agora! –gritou a mulher, puxando a saia para cima e arregaçando as mangas.
_Eu só não lhe arranco os dentes porque você não tem sua velha fedorenta! Ouse levantar um dedo contra mim para ver o que acontece! –a ruiva provocou de volta, altiva como sua irmã mais velha.

No momento em que a maluca partiria para cima de Sarah, perdeu o equilíbrio e acertou uma mãozada na pessoa errada. Sarah então fez uso da garrafa de vidro que trazia e acertou em cheio a cabeça daquela louca. A confusão começava e logo o marido dela apareceu, querendo bater em quem derrubou sua gorducha. Sarah empunhou o gargalo daquela garrafa quebrada para intimidar o homem, mas ele seria bem mais difícil de derrubar. Era grande, gordo e forte. Ela era forte também e muito petulante, mas não estava acostumada a sair por aí no braço com a plebe. Apesar disso, ela não se daria por intimidada, não queria abaixar sua crista para homem nenhum. Ela desafiava a autoridade do rei todos os dias, então faria o mesmo com ele. Certamente, esta não foi a ideia mais inteligente que ela já teve...

O homem investiu furioso contra ela, ignorando o fato de ser uma mulher, ignorando o vidro pontiagudo que ela tinha na canhota. O sujeito segurou Sarah pelo punho com a destra, enquanto acertava uma bofetada em seu rosto com a outra mão. Aquilo fez o sangue da garota ferver. Tinha gente incitando o homem a continuar com as agressões, alguns mais sensatos gritavam para que aquilo parasse. Depois de algumas tentativas frustradas de apartar a briga na qual Sarah estava em desvantagem, pôde-se ouvir um estampido forte, capaz de dispersar multidões. Sarah estava com os cabelos desalinhados, suada e chorando de raiva. Ela não permitiria que um homem a tratasse de tal forma e ficasse por isso mesmo. Assim que ele se recuperou do susto pelo “estouro”, fora atingido por uma cusparada na cara e em seguida a garota revidou cada tabefe que recebeu, sacando o punhal que trazia escondido. As coisas fugiriam do controle novamente se ele não disparasse outro tiro para o ar. De repente, todos decidiram correr e agora era cada um por si.
_É melhor largar isso, menina. Assim ninguém se machuca. –ecoou a voz conhecida atrás de si. Falava baixo, mas sua voz era firme e marcante de mais. –Sarah, não finja que não estás a me ouvir.
_Graves... –sussurrou ela, mantendo o olhar em seu oponente.
_Tens um atrativo e tanto para confusão. Não imaginei que fosse assim. –comentou o de olhos verdes, rindo. –Vamos, é melhor se limpar.
_Ela é muito pior do que o amigo pode imaginar. Deixa essa peste aí! –bradou o outro. Sua voz estava alterada, alguém misturou bebidas novamente. –Mentirosa!

Graves rosnou para Twisted Fate, que imediatamente calou a boca. O problema é que Sarah ainda estava com sangue nos olhos.
_Bêbado! Vulgar! Trouxa!
_Cuidado com a petulância, porque aqui teu sangue azul não vale nada, ordinária! Trapaceira!
_Do que as comadres estão a falar? –Graves não entendia nada. –Fate! Tu ficaste um porre durante o dia inteiro, o que está havendo?
_Ela é uma farsante. A desgraçada nos enganou o tempo todo! Sarah não é o que parece! –o de cabelos compridos logo começou sua acusação, entre soluços.
_Tu te apresentas por um nome de mentira e eu que sou farsante? Isto é alguma galhofa? –Sarah riu sem nenhuma alegria. –Teu mal é orgulho ferido, porque fora enganado por uma mulher. Aposto que estás acostumado a iludir muitas por aí com esse sorriso cretino e o timbre malandro... –ela se aproximou dele, ficando cara a cara. –Mas o trapaceiro foi trapaceado. Eu lhe disse Fate. A sorte não está a favor dos tolos. –ela sorriu de canto, arqueando uma sobrancelha.
_Quanto mais eu escuto, menos sentido faz... –Graves passou a resmungar.
_Ela não é plebeia coisa nenhuma, seu parvo! A encrenqueira diante do teu nariz é a filha de Marcus! Sarah é a princesa mais nova! Por quanto tempo pretendia manter o teatrinho? –ele segurou o queixo da jovem de forma rude e logo se arrependeu, ao encontrar o olhar alheio.
_Eu avisei para pegar leve na bebida, só que tu não deste ouvidos! –debochou aos risos. –Daqui a pouco verá chifre na cabeça de cavalo!
_Não era para ser assim. Não era para acontecer desta forma... –ela começou a falar, retirando a mão do outro de seu queixo e ajeitando os cabelos. Guardou novamente o punhal dentro da roupa e decidiu contar a verdade. –Ele não está tão bêbado quanto parece. Não sou uma plebeia, não sou como as outras que saíram correndo com os estouros desta coisa. Eu sou uma princesa, mas meu nome é Sarah! Eu menti fingindo ser uma pobretona qualquer... Mas meu nome é realmente Sarah! Pronto, falei!

Graves não sabia se achava graça da situação ou dava um tiro na testa daquela garota. Durante semanas, meses... Eles bebiam, dançavam e riam juntos, passavam a perna em alguns desavisados e ele nunca desconfiou do fato de ela ter o mesmo nome de uma das princesas. Afinal, muitos plebeus colocam os nomes de seus rebentos em homenagem à família real.
_Demônia... –foi tudo o que o de olhos verdes conseguiu proferir.


Notas Finais


Com toda certeza este é o capítulo mais curto que eu já escrevi aqui, mas estava em dívida com todes e precisava postar algo. Agradeço a quem leu tudo e nos vemos por aí <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...