História Wild Love - Slash - Capítulo 1


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Categorias Grimm
Personagens Adalind Schade, Capitão Sean Renard, Hank Griffin, Juliette Silverton, Monroe, Nick Burkhardt, Rosalee Calvert
Tags Nick, Nien, Sean, Seck, Talvezmpreg, Tentativa De Fic
Visualizações 27
Palavras 3.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Lemon, Magia, Policial, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Está Fanfic foi uma sugestão da minha mãe. Eu nunca li fanfic de Grimm, em nenhuma especie, mas minha mãe é viciada nessa série então ela me deu a ideia desse shipp e está ansiosa para ler.

Obrigada Fabi mamis <3

A proposito... eu não sei se devo continuar, nunca escrevi fanfic de nada que eu não pudesse ler. Me senti um pouco insegura... me avisem se devo ou não continuar...
Ainda nem editei... se vocês gostarem eu reviso... Vlw meu povo...

****AAHHHH! EU nunca li nenhuma fanfic dessa serie, comecei nesse momento por que achei propício... só para fins de registro.****

Esse Capítulo foi feito com base no capítulo 22 da primeira temporada (Capítulo a Mulher de preto)

Capítulo 1 - Parte 1 - Era uma vez uma princesa adormecida.


Fanfic / Fanfiction Wild Love - Slash - Capítulo 1 - Parte 1 - Era uma vez uma princesa adormecida.

PARTE 1 - ERA UMA VEZ UMA PRINCESA ADORMECIDA...

Não Será morte,

mas um sono de cem anos em que a princesa deverá cair.

 

– Valeu. – O detetive Nick Burkhardt agradeceu, levantando o olhar, quando Hank o entregou um copo com café. Virando-se na direção do outro notando o cansaço evidente, Nick continuou comentando amigavelmente. – Parece que você não dormiu bem.

– Não dormi. – Hank Griffin confirmou distraidamente enquanto se preparava para sentar em seu lugar a mesa.

– O que é que houve? – Nick perguntou olhando para o parceiro, que logava rapidamente em seu servidor.

– A mesma coisa de sempre, rolando na cama. Foi alguma coisa que comi. – o detetive Griffin encerrou, voltando-se para o que o Nick analisava, perguntando subitamente – Pegou o que na Interpol?

– Um arquivo sobre Aquira Kimura. – Nick respondeu.

– A sei, um dos culpados pela morte de seus pais. Que jeito de começar o dia. – Hank murmurou com ironia.

– É... E olha só isso, ele está ligado ao assassinato de um colecionador de moedas em Hamburgo. Parece que a vitima era o fornecedor que vendeu as moedas aqui em Portland – Burkhart explicou.

– Confesso que não lamento o sumiço dessas moedas. – Hank concluiu antes que o Sargento Wu aparecesse caminhando em direção à deles.

– Detetives Nick e Hanks. – O oriental chamou, continuando quando teve suas atenções direcionadas a ele. – Temos um chamado, Hotel The Governor quarto 125. Parece que é... um assassinato. –

Erguendo a sobrancelha direita levemente, Nick trocou olhares com Hank. Pegando os casacos, ambos partindo rumo ao local da denuncia.

– Vamos no meu carro. – Nick comentou abrindo a porta de seu.

– Tudo bem. – Hank comentou como se não houvesse nenhuma novidade nisso, mas assim que ambos entraram no carro, algo estranho aconteceu. Os olhos do Nick se dilataram e ele ficou em transe olhando pelo retrovisor como se algo ameaçador estivesse sentado no banco de trás.

Olhando para trás procurando a razão pela qual Burkhardt estava agindo de forma tão estranha, Griffin enrugou a face com preocupação e duvida quando nada incomum fora encontrado.

– Nick? –Hank gritou, sacudindo o amigo pesadamente. – O que está acontecendo com você cara?

Balançando a cabeça, Nick olhou para o amigo de forma surpresa. – O Que?

– Você estava me assustando cara. – Hank reclamou desconfiadamente. – Quer me contar algo? –

– Eu não sei Hank, só sei que preciso ligar para Juliette. Por um momento tive a impressão de que algum ruim estava para acontecer. – O Grimm explicou ainda envolto em pensamentos.

– Que tipo de impressão? Como é essa tal impressão? Um pressentimento talvez? – O moreno tentou compreender

– Eu não sei... é... é só uma necessidade. Como se isso fosse o certo a se fazer. – Nick se interrompeu respirando profundamente enquanto apanhava o telefone.

– O que vai fazer cara? Pra quem está ligando? – Hank questionou assustado com o comportamento incomum de Nick. Fazia algum tempo desde que coisas estranhas o estavam incomodando. Era como se houvesse algo que ele deveria saber, bem ali, mas ele era incapaz de perceber a olho nu e isso o deixava vulnerável e assustado.

Sem dar atenção ao parceiro ao lado que retirava o cinto, recém-colocado, virando-se para encara-lo. Nick discou o numero de Juliette ligando varias e varias vezes para o telefone dela, mas em todas às vezes a ligação caiu em caixa postal. – Droga! – O mesmo gritou jogando o celular no porta luvas do carro, batendo as mãos no volante enquanto refletia o que deveria fazer a seguir.

– Espero que não se importe com um desvio. – Burkhardt constatou sem responder o parceiro, de fato.

– Espera. Nick? Pra onde estamos indo? Será que dá para me explicar o que diabos está acontecendo aqui? – Hank pediu em tom pesado.

Olhando para o companheiro pelo reflexo do vidro, o Grimm deu a volta com o carro em alta velocidade enquanto respondia focado no caminho. – Não sei, essa é a verdade, eu não sei, mas sinto que há algo errado com Juliette e o telefone dela não está chamando. Preciso, preciso ver isso com meus próprios olhos. – Ele terminou acionando a sirene, coisa que ele raramente utilizava.

Enrugando o cenho com a boca aberta sem saber o que dizer. Hank rapidamente recolocou o cinto, enquanto se segurava no banco de couro do carro, resmungando levemente. – Tá Ok. Vamos lá então.

─━━━━━━⊱※⊰━━━━━━─

– Senhora Juliette. – Uma senhora esbaforida correu até a veterinária que estava prestes a retornar ao seu consultório.

– Senhora Pontes? – Juliette parou seu caminho e virando-se para sua doce secretaria, questionou com um olhar amigável.

– Senhora, uma mulher loira exigiu um horário para seu animal de estimação, um felino que segundo ela está muito doente. Como a mesma disse ser sua conhecida eu pedi que aguardasse em seu consultório, já que Dona Euphemia ligou mais cedo desmarcando a consulta deste horário. Eu fiz algo errado? – A mulher perguntou um de forma sussurrada enquanto fazia uma careta nervosa.

Olhando distraidamente para a mulher, Juliette negou com a cabeça. – Claro que não. Magina. Ela não disse como se chamava? –

Sorrindo sem jeito, Pontes, a secretaria apenas sussurrou ainda mais baixo. – Ela parecia tão aflita que eu mal consegui conte-la. –

Analisando a ata em mãos, a morena mordeu a ponta da caneta tentando adivinhar quem poderia ser. Talvez fosse Alicia, mas ela não se lembrava de sua amiga mencionar ter um felino ou algo assim. 
– Tudo bem. Eu vou até lá atender o paciente. – Juliette falou com um sorriso tranquilizador, fazendo com que Pontes suspirasse internamente. 

Assim, entrando na sala, a veterinária se surpreendeu. 

– Adalind? – A morena esbanjou um sorriso acolhedor. 

– Oie Juliette, que bom que se lembra de mim. — A loira sorriu, não tentando disfarçar sua satisfação cruel. 

— Claro que não — Juliette comentou com sinceridade. 

— Que bom — Adalind comemorou o quão fácil estava sendo concluir seus planos. 

— Então deixe me ver quem é que você trouxe para mim? — A morena olhou para o felino nas mãos de Adalind prestes a toma-lo nos braços. 

Adalind sabia para o que estava aqui, ela queria vingança e a teria agora. Comprar um gato, o alimentar com poção Adormentia, traze-lo aqui. Tudo isso fazia parte dos seus planos. Era hora de ensinar aquele Grimm e seus amigos, como era ter algo precioso tirado de si. Nick descobriria isso em poucos instantes. Ela estava contando os segundos para isso. 

─━━━━━━⊱※⊰━━━━━━─ 

Descendo do carro em disparada. Nick esqueceu Hank para trás quando entrou no estabelecimento comercial onde sua namorada trabalhava. Algo dentro dele estava cantando, ele precisava estar lá naquele momento, Nick se sentia atraído para algo ali como Narciso pelo próprio reflexo. Ele era incapaz de lutar contra seu instinto. 

Passando pelo balcão de triagem onde Senhora Pontes lia alguns memorandos. Nick a ouviu falar alarmada. 

— Senhor Burkhardt? Não pode entrar ai, Juliette está atendendo. — Sendo completamente ignorada, a mulher tentou acompanha-lo quando esbarrou com Hank que vinha logo atrás também gritando. 

— Nick. Nick. Pare onde está. Nick o que você está fazendo, cara? 

Incapaz de atender aos chamados externos. O Grimm entrou na sala que mantinha a porta encostada. Uma pequena plaquinha pendurada alertava quem era a dona daquele consultório.

 — Juliette — Ele ofegou sem se decidir se a estava chamando ou apenas lendo o que estava escrito ali, não que fosse alguma novidade ele conhecia bem esse lugar, afinal, anos de companheirismo. 

Ao entrar, ele se surpreendeu com o que viu.  

—Adalind — O Grimm rosnou para  a mulher que estava prestes a entregar o gato para a morena. Ouvindo-o falar, a loira parou o que fazia com um profundo olhar de ódio contorcendo seu rostinho bonito e refinado. 

— Detetive Nick — Ela sibilou com nojo se movendo para frente. Prestes a forçar o animal infectado para Juliette, Adalind só tinha uma chance e ela não queria desperdiça-la. Ela faria vingança. 

Arregalando os olhos em surpresa, Juliette deu um passo para trás por instinto. Aquela situação a surpreendeu, na verdade, desde que tia Marrie veio trazendo aquele trailer maluco com todas aquelas coisas estranhas, seu namorado não tem sido mais o mesmo. — Nick o que você está fazendo aqui? — 

Olhando para o gato como se em transe, Nick se jogou na morena virando a para trás, recebendo o gato que enfurecido o arranhou profundamente no pulso. 
—Merda.— ele exclamou quando a loira sorrindo fugiu pela porta enquanto sua cabeça parecia rodar como se ele estivesse em um carrossel. 

— O que foi tudo isso? O que é que aquela mulher fazia aqui? — Griffin questionou completamente embasbacado. Depois de tudo o que ele havia sofrido com aquela mulher, a última coisa que ele queria ver seria ela. 

— Nick, por que você está aqui? Tem ideia do que você acabou de fazer? — Juliette questionou voltando a si. — Como você pôde vir no meu trabalho e se prestar a um papel como esse.

— Juliette você não entende. Aquela mulher é perigosa, ela poderia ter feito algo com você — Nick respondeu franzindo o cenho enquanto acariciava a ferida sem perceber.

— Sim, é claro que ela é. — A morena respondeu com ironia velada. — Você também acha isso, Hank? —  Ela se voltou para o segundo homem quando fez a pergunta, olhando diretamente nos olhos.

Sem saber como responder a isso, Griffin começou — Olha Juliette, eu sei como isso se parece, mas... — Contudo, ele não conseguiu continuar o que dizia, quando fora interrompido pela mulher.

— Eu sinceramente esperava mais de você, Hank. Nick, saia, em casa conversaremos. — Ela encerrou dando-lhe um olhar mortal enquanto sumia pela porta, deixando os dois para trás. Ela pretendia alcançar Adalind e se desculpar pelo tumulto, mas foi em vão, a mulher já havia desaparecido.

— Pronto, acabamos de irritar ela e eu nem tenho culpa disso. — Hank constatou, quando sozinhos na sala. Questionando Nick, logo depois, ao perceber que o mesmo mal se movia no lugar e tinha uma das mãos pressionando a fronte. — O que você tem cara? Você parece mais pálido que um papel.

Esfregando o rosto com as mãos, ao ser questionado, Nick suspirou quando a dor de cabeça retornou com toda a glória, mas não querendo preocupar o parceiro e nem perder o dia de serviço, murmurou.

— Está tudo bem, vamos embora. Teremos um dia longo pela frente.

Ainda que evidentemente descrentes das desculpas dadas pelo amigo, o detetive Griffin o acompanhou até o carro. Quando de volta ao curso, ele se voltou para Nick e apontando o dedo para o ferimento feito pelo gato, questionou.

— Deveríamos parar em alguma farmácia e comprar alguns curativos.

Olhando para a própria mão, Nick fez uma careta de desgosto. Ele estava prestes a dizer que possuía um kit de primeiros socorros no caro quando lhe ocorreu alguma coisa.

Mais tarde ele deveria ligar para o Monroe e Rosalie para verificar esse ferimento melhor.

— Vou dar um jeito quando chegarmos à cena do crime.

Olhando desconfiado para Nick, que parecia bastante alheio hoje, ainda mais depois do infeliz encontro, Hank comentou em um tom de brincadeira — Que dia. Que loucura.

Sentindo a cabeça doer e seus sentidos se perderem rapidamente, Nick piscou algumas vezes, pisando no freio subitamente quando o farol ficou vermelho. Este estava sendo sem duvidas um dia difícil. Retirando o celular do porta-luvas, quando o som de notificações reverberou pelo interior o carro, nick sentiu seu estomago girar e sua mente se perder ao ler a mensagem que Juliette lhe acabara de mandar.

─━━━━━━━━━━━━─ 

Precisamos conversar, não podemos continuar como estamos.

Te espero hoje à noite.

Juliette.

─━━━━━━━━━━━━─ 

Respirando profundamente, Nick olhou para Hank que dando de ombros fingiu não ver nada. O parceiro sabia que algo estava errado com Burkhardt hoje, mas ele esperava que isso passasse com o decorrer do dia.

Na cena do crime, Nicholas teve mais duas dores de cabeça forte, seus olhos se tornaram embaçados e seu corpo quente e amolecido. Às vezes ele sentia como se fosse desmaiar ou perder o controle de si mesmo e isso começava a assusta-lo.

Na delegacia, as coisas pareceram piorar, pensando em ligar para o Monroe assim que saísse do trabalho ou até mesmo passar lá para conversar, o lembrou da conversa que teria de ter com Juliette, ele sabia que a mulher não estava mais tão feliz com ele, mas como ele poderia culpa-la? As coisas mudaram muito desde que ele soube quem realmente era.

— Nick. Venha isso. —  Hank o chamou tirando-o do estado ponderativo em que estava.

— Mais o quê que é isso? — Nick questionou quando olhou pelo monitor de Hank. Respondendo sua pergunta, Wu que estava ao lado e havia trazido às provas, comentou.

— Pelo visto o locador daquele quarto de hotel estava espionando vocês, mas por que motivos? Eu não faço à mínima idéia. Ah... esse é o trabalho de vocês... — Wu finalizou seus típicos comentários cheios de humor negro.

Olhando fixamente para a tela do computado, Hank murmurou.

— Aqui somos você, eu, o capitão e até o Monroe, mas o que Monroe, aquele seu amigo faz aqui?

— Boa pergunta. — Nick respondeu levemente com uma careta enquanto tentava esconder a dor que sentia na cabeça. Quanto mais às horas se passavam; mais sonolento e fotossensível ele se sentia. A dor se tornara constante e só se fazia mais forte a cada minuto. Ignorando a vontade de tomar outro analgésico, Nick suspirou quando a dor intensa se aliviou instantaneamente ao som daquela voz...?

— Detetives Burkhardt, Griffin. O que temos aqui? —A voz firme e grave soou atrás dos dois, por algum motivo àquela dor de cabeça ‘dos infernos’ que Nick sentia se suavizou no mesmo instante, fazendo com que ele desejasse ouvir um pouco mais daquele som.

— Capitão. — Cumprimentou Hank, enquanto Nick tentava ignorar a vontade de pedir que seu capitão falasse mais algumas palavras.

—Detetive Burkhardt, você está se sentindo bem? — O homem perguntou se aproximando um pouco mais do detetive que o olhara com os olhos vidrados...

‘Aqueles olhos Grimm...’ Renard pensou secretamente enquanto imaginava tudo o que aquele par de belos olhos negros profundos poderiam proporcionar a ele se tivesse o Grimm em suas mãos, com toda a sua glória, para seu bel-prazer.

Desviando o olhar de seu capitão, Nick respirou ao sentir a dor de cabeça voltando a se intensificar. Ele não poderia manter o homem ao seu lado e nem fazê-lo falar sem parar. Talvez devesse grava-lo falando? Mas essa não era a questão. A questão era... Porque a voz do capitão acalmava a sua dor de cabeça e por que ele tinha essa maldita dor de cabeça.

— Maldição. — Ele disse por acaso rangendo os dentes, para conter-se. — Está tudo bem. Preciso ir a farmácia comprar algo mais forte para dor. — Ele comentou tentando não olhar nos olhos de Sean. Aquilo parecia uma piada, mas estava se sentindo estranho por contar essa pequena mentira infeliz.

Passando os olhos sobre a mesa do detetive, Sean encontrou uma pequena caixinha rasurada contendo analgésicos de uso controlado. Se era isso que ele estava tomando e não estava resolvendo, então o que mais Nick pretendia comprar? Analisando seu Grimm dos pés a cabeça, Sean quase bufou ao perceber o quão preocupado parecia estar e o quão infeliz se sentia por Nick não confiar nele.

— Mas não é o que parece? Vai a farmácia comprar o que? Sedativos? Estes já são os analgésicos mais fortes que você pode adquirir sem receita. Vá para casa Detetive. Mandarei escolta e guardas para ficarem de campana próximos das casas de todos os alvos dessa espionagem. Se Kimura aparecer, não seremos pegos desprevenidos. — Sean concluiu virando-se para seu escritório, mas antes de entrar, comandou. — Para casa Nick, não quero você aqui e isso é uma ordem.

Vendo o homem desaparecer pela porta, Nick se levantou e com um tom irritado murmurou. — Tá.

Despedindo-se de Wu e Hank que parecia mais que satisfeito com sua dispensa. Ele saiu pela porta da frente, tentando entender o que estava acontecendo consigo.

Nicholas queria ir diretamente para a loja de Rosalee, mas precisava ver Juliette, antes de mais nada.

Chegando em casa, Nick caminhou pela sala silenciosa.

— Juliette, estou em casa.

Respondendo a seu chamado, a morena apareceu escorando-se na parede da sala.

— Nick. Você está aqui... precisamos conversar.

Antes que a mulher pudesse dizer, algo mais a dor que o Grimm sentia se intensificou de forma a quase fazê-lo perder a consciência.

— Escuta Juliette, aquilo foi...

Respirando fundo a morena se aproximou.

— Não Nick, eu sei o que você pretende falar. Aquilo não foi por um acaso e nem um acidente...

Lutando para não se curvar de dor, Burkhardt a interrompeu.

— Eu não pretendia envadir seu consultório daquela forma, é só que aquela mulher, você não sabe o quão perigosa ela poderia ser...

Balançando a cabeça negativamente para ele, Juliete refutou.

—Ah então você realmente sabia que ela estava lá? E por que eu não entendo? Nick você não está bem. Está precisando de ajuda, de uma ajuda clinica, um medico psiquiátrico que possa ajuda-lo a voltar à normalidade. —

Piscando algumas vezes, Nick olhou para a amada que o olhava com medo e desconfiança. Juliette também não o via mais como antes.

— Eu não sabia de nada Juliette, eu apenas tive um pressentimento e ...

— Para Nick. Para. Por que está mentindo para mim. Eu não posso mais. — A morena disse com ímpeto e desespero. — Eu sinto muito, mas eu não posso. Você não quer ser ajudado, está claramente precisando de ajuda, mas... — A morena começou a chorar, fazendo-o ofegar com o quão doloroso esse som poderia ser em seus ouvidos, mas o pior de tudo, não estava sendo em seu coração. Ele a amava... não era isso?

— Juliette não fale assim, a gente pode...

— Não Nick. — Ela o interrompeu, ainda chorando — Vamos parar agora! Eu... Eu preciso de um tempo para pensar. Por favor. Você foi longe demais dessa vez. —

Sem saber o que dizer, o homem sugou uma lufada de ar apertando as mãos em punhos. Ele suava frio e calafrios começavam a acontecer esporadicamente.

— Juliette por favor... — Nick tentou argumentar, mas a morena apenas caminhou até a porta abrindo-a, sinalizando para que ele saísse.

—Por favor, Nick. —

Olhando para a mulher de cabeça baixa, Nicholas andou pelas escadas, subiu até o quarto que ambos dividiam. Suspirando profundamente, ele apanhou algumas roupas, colocando-as em uma bolsa rapidamente. Ele precisava pensar... Adalind... O que ela queria? O que estava acontecendo com ele? Como ele faria essa dor passar? Nick suspirou apoiando-se no corrimão da escada.

Esse dia não estava sendo fácil.

Seguindo para a porta, Nick parou ao lado da ex-namorada e respirando fundo tentou novamente.

— Juliette eu...

Erguendo a cabeça, exibindo olhos chorosos, a morena o cortou.

— Não Nick. Apenas vá embora. Não torne isso mais difícil do que já está.

Depois de um minuto em silencio, Nicholas apenas sussurrou.

— Eu sinto muito.

Deixando tudo para trás. Nick entrou no carro e assistindo a porta se fechar para ele, selando seu passado. Ele se amaldiçoou por não ter podido separar sua vida de Grimm e manter tudo como antes.

Parando em um farol, Nick relembrou as palavras de sua tia dizendo para que ele deixasse juliette ir, se ele a amasse de verdade. Agora ele entendia isso, talvez ele precisasse fazer exatamente disso.

Dirigindo por mais algumas quadras na esperança de alcançar a casa de seu amigo Monroe, Nick sentiu-se incapaz de respirar, incapaz de manter-se são.

Parando em frente a algo semelhante a uma mercearia, Burkhardt se soltando do cinto, jogou-se pela porta. Foi tudo o que ele conseguiu fazer antes de apagar completamente.

Um pedestre que passava naquele instante assistiu a tudo, ligou para a emergência.

O caso era estranho e misterioso...

 A princesa se furou na roca

 e adormeceu a espera do beijo de amor verdadeiro...

  


Notas Finais


Deixem suas opiniões sobre tudo e qualquer coisa.
Tenho um grupo no zap para minhas fanfics, entrem lá. https://chat.whatsapp.com/FXRju9hkFoB9MZrSk8gDzj


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