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História Wild Thoughts - WOLFSTAR - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi oi meus amores, tudo bem?
Escrevi essa one shot inspirada em um vídeo que vi no tiktok.
Espero que gostem...
Boa leitura!!

Capítulo 1 - Capítulo Único


O relógio marcava uma e meia da tarde. James, Sirius e Remus estavam sentados no chão do banheiro de Murta, um caldeirão borbulhando entre eles e diversos livros e frascos abertos espalhados ao redor.

- Acho que está pronta. – James disse, olhando nervoso para o líquido esbranquiçado em sua frente. – Quem vai provar?

Remus e Sirius trocaram um olhar.

- Nem vem, eu fiz toda a pesquisa e fui atrás dos ingredientes, o que foi bem complicado. – Remus argumentou, cruzando os braços. – Não vou beber isso!

- Se ele não vai tomar, eu também não vou. -Sirius fez uma careta emburrada e cruzou os braços, imitando a posição superior do amigo.

James revirou os olhos.

- Alguém tem que beber.

- Então beba você, Prongs. – os olhos de Sirius brilharam na direção de James. – Isso, ótima ideia. Você não tem nada para esconder mesmo.

Remus olhou curioso para ele.

- E você tem, Pads?

Sirius descruzou os braços e arregalou os olhos, parecendo desesperado ao olhar de Remus para James.

- O que? Não...quer dizer, claro que não. Eu sou um livro aberto.

- Então você pode beber. – James rebateu firme.

- Eu não tenho segredos, não quer dizer que eu quero que todos os meus pensamentos sejam expostos para todo mundo ouvir, Prongs.

- Ótimo, eu também não quero.

Remus bufou, revirando os olhos para os amigos.

- Acho que vocês dois tem que beber. – Ele argumentou enquanto servia a poção em dois frascos pequenos. – É só um teste, misturar veritasserum com os outros ingredientes do livro não quer dizer necessariamente que a poção vai funcionar.

- Mas se ela funcionar, praticamente tudo o que pensarmos vai ser dito em voz alta, Moony, para todo mundo ouvir. – Sirius disse, olhando aterrorizado para o frasco estendido.

- Olha só, faltam vinte minutos para a aula começar e Moony disse que nas pesquisas indicavam que a poção demorava pelo menos quarenta minutos para fazer efeito. – James alternou seu olhar de Remus para Sirius com uma expressão indecifrável. – Ela vai começar a fazer efeito quando estivermos no meio da aula, é só nos concentramos na matéria que nada pode dar errado, não é?

James olhou para Remus em busca de confirmação.

Sirius balançou a cabeça.

- Mas como vamos saber se deu certo então?

Remus sorriu travesso.

- O efeito dura pelo menos duas horas. Depois que as aulas das tarde acabarem ainda teremos, mais ou menos, uns trinta minutos para testar a poção corretamente. – Ele estendeu o frasco novamente. – Vai dar certo.

Sirius e James trocaram um olhar e se viraram para Remus, hesitantes.

Eles pegaram o frasco.

Remus sorriu em expectativa.

- Tudo bem, vamos juntos? – Sirius pediu, suas mãos tremendo.

- Não fique tão nervoso, Pads. – James sorriu para ele, cúmplice. – Não importa o que aconteça, seus segredos estarão seguros conosco.

Prongs lançou uma piscadela marota na direção de Padfoot.

Sirius engoliu em seco, os olhos piscando freneticamente.

Remus olhou confuso para os amigos.

Eles viraram o frasco.

~

Depois de recolherem toda a bagunça do chão do banheiro e pegarem os matériais no dormitório, os marotos estavam sentados, sem realmente prestar atenção no que aa Professora Minerva falava.  

Geralmente Remus se sentava na frente, acompanhando as falas dos professores de perto. Mas, como os amigos tinham tomado o experimento, ele decidiu se sentar com eles para, caso seja necessário, intervir se eles disserem algo indevido. Então eles estavam no fundo da sala, James e Sirius nas carteiras da parede, um atrás do outro, e Remus ao lado de James.

- Acho que não funcionou. – Sirius reclamou – Já se passaram quase cinquenta minutos e eu não tô sentindo nada de diferente.

- Mas a poção não tem efeitos colaterais, tem Moony? – James olhou para o lobisomem com curiosidade.

- Não que eu saiba. – Remus respondeu – Provavelmente vocês só vão começar a falar tudo, talvez de sede, mas não é certeza.

- Eu não estou com sede. Você está, Prongs?

- Acho que não, não sei ao certo. – James abriu e fechou a boca várias vezes, como se para testar se estava ou não querendo água.

Remus o olhou divertido.

- Prestem atenção na aula, quando sairmos daqui vamos ver se realmente não funcionou.

James continuou a testar suas papilas gustativas, agora pegando um pacote de feijoeszinhos de todos os sabores para ver se ficava ou não com sede.

Sirius abaixou a cabeça, apoiando o queixo nos antebraços com um bico nos lábios.

Remus voltou às suas anotações e olhou para a Professora tentando se concentrar.

James despejou os doces dentro de seu bolso, de modo que pudesse continuar comendo sem ser pego.

Sirius deitou a cabeça para o lado, a bochecha encostando nos braços apoiados na mesa. Nessa posição seu olhar caia diretamente em Moony, dando a ele livre acesso à todos os movimentos do licantropo.

Os cachos cor de areia caindo em seus olhos faziam com que ele passasse as mãos pelos fios despreocupadamente, como quem nem percebe o que faz. Os olhos âmbar alteravam o foco entre a Professora e os pergaminhos em sua mesa. Ele mordia o lábio inferior deixando-os vermelhos e convidativos.

Droga.

Sirius tentou desviar o olhar, afinal, o único ser humano no mundo que não percebia que ele era completamente apaixonado por Remus, era Remus. E ele preferia que continuasse assim.

Seu consciênte sabia que precisava desviar o olhar antes que seus pensamentos entrassem em algum lugar obscuro, mas seu corpo parecia não obedecer. Seus olhos acompanhando cada movimento do amigo.

Remus olhou para James e deu um sorriso. Suas mãos passearam por seu cabelo, levando-o para trás numa tentativa falha de arruma-lo, e continuaram descendo, passando por seu pescoço coberto de cicatrizes – as mesmas cicatrizes que Sirius sonhava em beijar, uma a uma com paixão - e continuando o trajeto por seu peito desenhado - que Sirius sempre admirava quando Remus saia do banho sem camisa deixando as gotas de agua escorrerem perigosamente por ele - ate parar em sua perna, perto demais do local que Sirius estava tentando evitar pensar sobre.

Ele sentia que iria colapsar a qualquer momento, suas bochechas queimando e o coração batendo rápido.

Remus estava ali, apenas sendo inteligente como sempre, sem fazer nada demais.

E Remus era lindo.

Sirius não conseguia entender como era possível não se apaixonar por alguém como ele.

Remus era muito gostoso.

E Sirius não conseguia parar de pensar em como transaria com ele loucamente e sem parar, se tivesse a chance.

Ele levantou a cabeça, apoiando-a em uma das mãos e passou a língua pelos lábios, suspirando baixinho.

- Eu faria amor com você até esquecer como se anda.

Remus congelou no lugar, a pena caindo de suas mãos e as bochechas corando violentamente.

Ah não.

Sirius não teria dito em voz alta, teria?

Lupin virou a cabeça lentamente na direção dos amigos, a voz saindo baixinha de seus lábios avermelhados, quase como se estivesse com medo de perguntar.

- O que você disse?

Sirius se endireitou na cadeira, pensando em algo para burlar a poção e dizer qualquer outra coisa que não seja relacionada a Remus.

- Eu...quer dizer...eu não disse nada... eu disse...na verdade... – Sirius não sabia o que fazer, sua garganta se apertando com a verdade querendo sair.

James olhou para os amigos com um olhar divertido, pegou outro feijão e colocou na boca com um sorriso travesso.

- Ele disse que foderia com você até não conseguir mais andar.

Sirius se virou para ele com os olhos arregalados de desespero.

- Prongs!!

- Qual é, Padfoot, você sabe que pensa nisso desde o quarto ano. Não adianta mais esconder. – Ele pegou outro doce e fez uma careta engraçada quando colocou na boca. – A poção não te deixa mais mentir.

Sirius não tinha coragem de olhar para Remus, com medo de sua reação. Ele sabia que o amigo não correspondia seus sentimentos, mas ver ele o negar e realmente constatar os fatos fazia o coração de Sirius se apertar em seu peito.

Por mais que soubesse que Remus não o amava de volta, era impossível não fantasiar sobre ele, era impossível não deixar sua mente vagar aos mais obscuros e proibidos lugares, imaginando como seria se eles ficassem juntos. Como seria se namorassem e Sirius pudesse fazer tudo o que sempre sonhou.

Como seria beijar os lábios vermelhos e macios, deixar sua língua dançar com a de Remus enquanto suas mãos o seguravam firme contra seu corpo, permitindo que ele o sentisse por completo. Como seria ter as mãos de Remus em seu cabelo, puxando-os com vontade enquanto sussurra ao pé de seu ouvido. Como seria beijar cada cicatriz que ele amava, mas sabia que o amigo odiava, com paixão. Como seria deixar seus lábios explorarem cada canto desconhecido do corpo de Remus, deslizar as mãos pela pele macia e deixar marcas por todo o seu corpo. Ele seria de Remus e Remus seria dele.

Sirius sentia que não poderia ficar mais vermelho. Ele desviou o olhar para Remus.

Ele não olhava de volta. Seus olhos estavam fixos em um canto qualquer do chão, as mãos segurando firme a borda da carteira, a boca levemente aberta e a respiração descompassada.

Ele nunca seria dele.

Nunca poderia beijar seus lábios ou segurar suas mãos. Nunca poderia leva-lo à um encontro em Hogsmead ou qualquer outro lugar. Nunca poderia deixa-lo descansar em seus bracos enquanto mexe em seu cabelo sem que fosse estranho. Nunca poderia ir até sua cama quando estivesse tendo um pesadelo e dormir abraçado com ele. Nunca poderia dizer o quão lindo ele era, o quão inteligente ou especial ele era. Nunca poderia dizer o quanto o amava. Nunca poderia ser dele e ele ser seu.

- Pads...

Sirius olhou na direção do amigo que agora o encarava de volta e não pode aguentar.

Ignorando os chamados da Professora Minerva e os protestos de James, ele saiu da sala, correndo o máximo que podia, sem realmente saber para onde ir.

~

Remus o encontrou no topo da Torre de Astronomia, debruçado na grade e falando sozinho.

- Burro, idiota, imbecil, parabéns você estragou tudo. Destruiu qualquer chance que tinha com ele e também provavelmente toda a amizade de vocês. – Ele mexia as mãos rapidamente enquanto falava. – Ele deve odiar você agora, deve estar morrendo de nojo. Você é um idiota, poção idiota.

Remus revirou os olhos com um sorriso no canto dos lábios e se aproximou sorrateiramente do animago.

- Se com estragar tudo você estiver tentando dizer deixar tudo mais fácil então eu não poderia concordar mais.

Sirius se virou para ele bruscamente.

Seus olhos estavam inchados e vermelhos e seu rosto molhado.

- Moony.

Remus sorriu divertido.

- Padfoot.

- Olha, Remus, eu sinto muito mesmo. Eu não queria que você soubesse dessa maneira, na verdade eu nem queria que você soubesse. – Ele começou a andar de um lado para o outro, falando sem realmente olhar para algum lugar. – Foi essa poção idiota, e aquele James idiota e os meus sentimentos idiotas. Eu realmente sinto muito.

Ele parou de andar, erguendo os olhos até encontrar os de Remus.

- Eu sei que você não sente o mesmo e está tudo bem, sério. Eu entendo se você quiser que eu me afaste e nunca mais fale sobre isso. Eu vou esquecer você com o tempo, provavelmente você vai se casar com uma garota legal e ter vários mini Remus. Eu vou ficar bem, mesmo, se você me dar um tempo pra te superar nós ainda podemos ser amigos. Se você ainda me quiser.

Remus se aproximou ainda mais, ficando a apenas alguns passos de distância de Sirius .

- Eu não quero ser seu amigo, Sirius.

Sirius abaixou a cabeça. A última centelha de esperança se apagando devagar em seu peito.

- Eu entendo...

- Eu não quero ser seu amigo e não quero que você me esqueça. Eu quero você.

Os olhos de Sirius se arregalaram com espanto.

- O que?

Não podia ser verdade. Ele com certeza entendeu errado.

Seu coração batia com força em seus ouvidos.

- Eu quero você, Padfoot. Desde o terceiro ano. Sempre quis. Mas nunca achei que você me quisesse de volta.

- Olha só, Remus, eu não estou brincando. É sério, você não pode falar essas coisas pra mim se não for sincero.

Remus quebrou a distância entre eles pegando as mãos de Sirius e pressionando contra seu peito. Seu coração batia muito rápido e muito forte. Sirius ergueu os olhos para encontrar os de Remus. Eles brilhavam.

- Você...gosta de mim também?

Remus riu.

- Não, Pads. Eu amo você.

O moreno sorriu sem conseguir se conter. Remus o amava de volta. E ele nem estava sonhando dessa vez.

- Sempre foi você, Padfoot. – Remus levou umas das mãos aos cabelos de Sirius, colocando uma mecha que rebelde que caia em seus olhos atrás de sua orelha.

Sirius não podia aguentar mais e acabou totalmente com qualquer distância entre eles  colando seus lábios com os de Remus. Suas mãos, que antes descansavam no peito de Moony, desceram lentamente até encontrar sua cintura, trazendo-o para mais perto. As de Remus em resposta subiram pelo pescoço de Sirius, agarrando seus cabelos e puxando levemente as mechas atrás de seus nuca. Do jeito que Sirius sempre imaginou. Suas línguas dançavam uma com a outra enquanto seus corpos pareciam se atrair cada vez mais, como imãs. Do jeito que Remus sempre imaginou. Eles eram um do outro.

Quando o ar faltou, Remus quebrou o beijo, distribuindo selinhos nos lábios de Sirius  passando por suas bochechas, até chegar em seu ouvido.

- Então quer dizer que você foderia comigo até não conseguir andar... – Ele sussurrou rouco e mordiscou de leve o lóbulo da orelha de Sirius, em uma provocação.

Sirius sorriu preguiçoso, a cabeça se inclinando, dando a Remus total acesso ao seu pescoço.

- Era a poção falando.

Remus riu baixinho, roçando levemente os lábios pelo pescoço de Sirius, da orelha até a clavícula e voltando.

- A poção só revelava o que você estava pensando.

- Com certeza fizemos errado então, eu jamais pensaria algo assim.

- Eu pensaria. – Remus voltou a cabeça para olhar no fundo dos olhos do moreno. – Eu sempre pensei. – Ele revelou, trazendo os dedos para baixo, desenhando pequenos círculos no peito de Sirius. – Eu estou pensando.

Sirius o encarou, os olhos transbordando luxúria e desejo.

Merlin, como ele amava aquele homem.

- Dormitório ou Casa dos Gritos?

Remus sorriu.

- Casa dos Gritos.



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