História Wild Thoughts - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias The Flash
Tags Candice Patton, Grandice, Grant Gustin
Visualizações 49
Palavras 8.869
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa one shot é dedicada à minha amiga, Beatriz. Migs, você sempre pediu uma história deles e esse é seu presente (agora você entende as perguntas sobre entrevista favorita e roupa favorita da Candice né). Espero de todo o coração que você goste e que seja como você imagina o nosso casalzinho. Eu te amo, muito. Feliz aniversário.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Grant POV

 

Era um daqueles sábados nublados tão típicos de Vancouver, depois de quase quatro anos morando e filmando ali eu já estava habituado ao clima da cidade. Naquela tarde o elenco principal de The Flash tinha uma entrevista agendada na FanExpo, uma convenção que acontecia anualmente na cidade, eu não costumava fazer tantos eventos como esse, a rotina intensa de filmagens somada a meus projetos paralelos não me deixava com tanto tempo sobrando quanto gostaria, por isso estava particularmente animado para aquele dia.

Algumas semanas atrás eu havia terminado meu noivado com a Andrea. Nosso relacionamento como um todo havia sido muito repentino, namoramos por menos de um ano para que eu a pedisse em casamento, na verdade o pedido não estava realmente em meus planos, acabou acontecendo por um impulso e agora meses depois já não fazia mais sentido. Honestamente parando para analisar, toda aquela relação nunca fez muito sentido. Houve muito carinho sim, mas no fundo eu sempre soube que não era ao lado dela que eu sonhava viver o resto de minha vida, quando as brigas se tornaram maiores achamos melhor seguir em caminhos opostos. De certa forma chegou a ser um alívio.

Já estava quase pronto, iria encontrar o restante do cast no estúdio e de lá um carro nos levaria ao evento. Parei em frente ao espelho por alguns minutos analisando o reflexo. Estava usando uma calça preta, camiseta azul com uma estampa e tênis de cano alto, o visual despojado que eu gostava. Alcancei minha jaqueta da sorte que estava em cima da cama e enquanto a vestia foi inevitável um sorriso ao ouvir a voz dela em minha cabeça

“você vai colar tudo o que ver pela frente nessa jaqueta?”

“é minha jaqueta da sorte, eu coloco nela tudo o que me dá sorte"

O som daquela risada ao me encontrar sentado no camarim colando outro patch na jaqueta que já estava abarrotada daqueles adesivos. Eu amava aquela risada.

Dei uma última olhada no espelho, guardei o celular no bolso, peguei as chaves do carro e segui em direção aos estúdios da CW. Liguei o rádio do carro e mais uma vez me peguei pensando nela, tocava a música It Girl do Jason Derulo, ela costumava dizer que aquela era sua música

“ You could be my it girl

Baby you're the shit girl

Lovin' you could be a crime

Crazy how we fit girl

This is it girl

Give me twenty five to life”

Me peguei cantarolando aquele refrão que tantas vezes a ouvia cantar nos intervalos de gravação.

“Essa é a sua música ou a música da Iris?”

Eu costumava dizer para provoca-la

“Digamos que eu compartilhe a trilha sonora da minha personagem com ela"

Ela respondia com um sorriso de canto, sorriso esse que exercia mais poder sobre mim do que eu gostava de admitir. De fato a música se encaixava perfeitamente com ela, aquela mulher conseguia prender todas as atenções onde quer que ela estivesse. Era como se um holofote estivesse sempre ligado sobre ela e eu não conseguisse prestar atenção em mais nada. Foi assim desde o primeiro momento em que a vi na sala de audições. Me lembro claramente como foi vê-la primeira vez, a Candice era capaz de iluminar qualquer lugar só com um sorriso. Ela entrou na sala de audições com tanta confiança, eu soube assim que pus meus olhos nela que seria a escolhida. Ela foi incrível no teste, não restava a menor dúvida de que havia sido feita para dar vida à Iris West, nem eu e nem os produtores pudemos questionar o talento da mulher até então desconhecida por mim, mas foi no nosso teste de química que a certeza se concretizou. Interpretamos uma cena do piloto, onde Barry tentava se declarar para Iris enquanto eles aguardavam a inauguração do acelerador de partículas, mas ela o interrompia falando sobre a amizade dos dois. A cena fluiu extremamente fácil entre nós e quando eu menos esperava, ela me fez cócegas. Eu nunca entendi o porquê, nem de onde ela havia tido essa ideia, só me lembro de dar a minha última fala e ela se virar e me fazer cócegas como se fôssemos melhores amigos, exatamente como Barry e Iris eram.

“Me desculpa, eu não sei de onde eu tive essa ideia maluca”

Ela disse um pouco envergonhada após ouvimos o diretor gritar corta. Suas bochechas ficaram um pouco vermelhas e ela tentou colocar o cabelo atrás da orelha de um jeito tão doce que me fez sorrir.

“Imagina, você foi incrível

Respondi sem conseguir desviar meus olhos dos dela, era como se estivesse hipnotizado. Era ela, eu não correria o risco de contracenar com outra pessoa. Ela era perfeita.

Estacionei o carro na minha vaga no estacionamento do estúdio, olhei para a vaga ao lado o carro dela ainda não estava ali. Decidi ir até a cafeteria encontrar o pessoal. Carlos e Danielle já haviam chego e estavam conversando, me juntei a eles numa mesa.

— Ei cara – Carlos me cumprimentou puxando para um abraço. – finalmente saiu da toca.

— Verdade, você tem feito falta nas nossas saídas com o pessoal – foi a vez de Danielle me cumprimentar com um beijo no rosto.

— Poxa pessoal, vocês sabem que eu andava meio desanimado – eles sabiam do término do meu namoro, éramos todos grandes amigos assim como na ficção. – eu só precisava colocar algumas coisas no lugar, agora já está tudo de volta ao normal. Alguém sabe da Candice? – perguntei olhando em volta.

— Ela mandou uma mensagem, disse que já estava a caminho – Danielle respondeu.- olha falando nela, o Tom já a encontrou.

Olhei na direção da porta, Candice vinha toda sorridente ao lado de Tom. Ela parecia se divertir com uma das piadas do nosso amigo. Vi que em seu colo ela trazia sua cachorrinha, Zoe. Eu amava cachorros e Zoe particularmente era uma alegria, eu adorava quando Candice a trazia para as gravações. Assim que me viu a cachorra saltou de seu colo e veio correndo em minha direção.

— Tá vendo só, essa cachorra parece gostar mais dele do que de mim as vezes – Candice disse se aproximando de mim que já estava com sua cachorra no colo ganhando lambidas no rosto . – parece até que ela acha que você é pai dela.

— Ela é uma cachorra esperta e sabe quem é legal com ela – respondi sorrindo e fazendo carinho na cachorra que saltou de volta para o colo de sua dona. – como você está, senhorita Patton?

— Bem, Sr. Gustin. E você?

Eu poderia responder “estou bem, admirando a sua beleza estonteante, Candice. A propósito você está ainda mais maravilhosa hoje” sim, ela estava maravilhosa, isso não era difícil para ela afinal. Ela estava usando uma mini-saia cinza que evidenciava suas belas pernas. Uma blusa de gola alta e casaco também pretos. Estava de tênis e ainda que isso desse um toque casual a sua roupa mesmo assim parecia a mulher mais elegante e deslumbrante que eu já havia visto, mas eu não iria responder isso, claro que eu não iria.

— Estou bem. - me puxou para um abraço e pude sentir um cheiro doce de seu perfume. O cheiro combinava tão bem com ela que chegava a ser inebriante.

—Ei, depois da entrevista o pessoal estava pensando em dar uma saída, quem sabe um barzinho ou algo do tipo.

—Eu não sei, Candy.

Uma vez ela havia me dito que durante a adolescência odiava que a chamassem de Candy, pois achava que parecia nome de stripper, para provocar passei a chamá-la assim de vez em quando. Ela disse que acabou acostumando e até passou a gostar, mas que apenas eu poderia chamá-la assim. Eu me sentia como um adolescente, mas era gostoso saber que havia que apenas eu poderia fazer por ela.

—Você usou o apelido. – ela disse com um sorrisinho e olhos de quem pedia alguma coisa. – por favor, vai ser divertido. Deus, sabe que você realmente precisa sair daquela caverna. E além do mais você pode dançar comigo.

Ficar em casa mais uma noite sozinho assistindo Netflix e me entupindo de Doritos ou poder assistir a Candice dançando? Eu já havia visto ela dançar e meu Deus, realmente eu não poderia recusar.

—Ok, ok você venceu. – respondi entregue.

—Yaaay. – ela comemorou. – você ouviu, Zoe. O Grant vai sair da toca para se divertir com a mamãe, ele sabe que a mamãe é a melhor não é?

A cachorra deu um latido como se concordasse com o que a dona dizia e eu apenas ri confirmado, afinal como eu poderia questionar aquilo?

—Ei vocês dois, vamos logo. – Tom chamou nossa atenção. Eu nem sequer havia reparado que o pessoal havia se distanciado.

Fomos juntos de volta ao estacionamento onde uma van iria nos levar ao local da convenção. Me sentei ao lado de Carlos e Candice na minha frente com Danielle, as duas foram conversando e brincando com Zoe durante todo o caminho.

—Já pode fechar a boca pra baba não cair sabia? – Carlos disse baixo ao meu lado.

—O que? – perguntei sem entender.

—Você nunca foi de disfarçar muito bem, mas nos últimos dias parece que jogou a toalha, cara.

—Eu não sei do que você tá falando. – tentei disfarçar.

—Aham, vocês pensam que eu nasci ontem.- ele deu uma última risada me fazendo dar-lhe um pequeno soco no braço.

O caminho todo foi regado de risos e brincadeiras, éramos muito amigos e sempre que o grupo estava reunido nos divertiamos muito. Vez ou outra eu me pegava observando-a. A maneira com que Candice brincava com Zoe fazendo uma voz mais infantil e aguda, o jeito com que ela sorria. Sem que eu sequer percebesse havíamos chegado ao local, ouvi alguns gritos da multidão que nos aguardava dentro do salão onde ocorreria a entrevista, nosso carro estacionou numa entrada privada logo atrás do local. Eu desci primeiro abrindo a porta do carro para as meninas e ajudando Candice com Zoe, ela me agradeceu com um sorriso que eu não pude deixar de admirar.

— Tem um pouco de baba escorrendo ali no canto, Gustin – foi a vez de Tom fazer piada comigo.

— Eu já avisei ele, cara. – Carlos se juntou na conversa.

— Qual o problema de vocês hein? – perguntei tentando disfarçar. Claro que falhei miseravelmente.

Fui andando na frente deixando meus amigos para trás rindo de mim. Eles tinham razão, estava cada vez mais difícil disfarçar. Durante meu namoro eu fiz o possível para esquecer como me sentia em relação a minha companheira de cena, afinal ela só me via como um amigo, mas agora que eu estava solteiro novamente era difícil não imaginar como as coisas seriam se eu tivesse alguma chance. Que ironia do destino, assim como Barry Allen na primeira temporada eu estava mais preso na friendzone do que meu personagem na força da aceleração, chegava a ser sarcasmo do destino eu me ver ali apaixonado pela minha amiga que não fazia a menor ideia desses sentimentos, assim como foi com Barry e Iris, porém eu não acreditava que teríamos o mesmo destino. Nós até chegamos perto de ter alguma coisa, na primeira temporada, logo após gravarmos o primeiro beijo de Barry e Iris, sim aquele que ele a fez esquecer quando mexeu com a linha do tempo. Digamos que o beijo talvez tenha sido mais real do que eu planejava, provavelmente começou de minha parte, mas me lembro perfeitamente de sensação que foi seus lábios abrindo passagem para minha língua, como tudo pareceu se encaixar naquele momento. Infelizmente eu nunca tive coragem de falar do assunto. Sempre houveram brincadeiras entre nós, como eu falar em entrevistas que ela era a minha “celebrity crush”, os abraços e toques roubados, as mãos dadas em momentos que apenas nós entendíamos, mas eu nunca disse com todas as letras. É esse foi o meu eu erro, pois é o ator que interpreta o homem mais rápido da terra é um lerdo, amorosamente falando.

Ao entrar no local fomos levados ao camarim. O das meninas ficava ao lado do nosso. Haviam alguns canapés e doces servidos, também refrigerante, água e suco. Peguei uma Coca-Cola e me sentei no sofá no canto da sala, resolvi entrar no twitter enquanto aguardávamos a chamada. Vi algumas notificações de fãs, algumas fan-arts de westallen, nossos fãs eram realmente talentosos.

—Você sabe que ela está na sala ali ao lado não é? – Carlos sentou-se ao meu lado rindo ao ver uma foto minha e de Candice aberta no Twitter. – não precisa morrer de saudades não.

— Cala essa boca cara. – era impossível não rir das provocações dele. – nossos fãs sempre me marcam em fotos com ela.

— E você não gosta nem um pouco né, Gustin? – dessa vez foi Tom quem comentou.

Eu apenas cocei a cabeça e dei um riso envergonhado. Eu não precisava admitir nada, eles me conheciam bem demais.

— Agora falando sério meu amigo. – Carlos deu um gole em sua garrafa de suco.- agora você está solteiro, não acha que já passou da hora de tentar algo com a Candice?

— Cara, é complicado. – dei um gole de minha coca. – vocês sabem, ela é minha amiga. Somos companheiros de cena e sem contar que ela não parece se sentir da mesma forma em relação a mim.

— Papo furado. – Tom respondeu. – você está pensando como o Barry da primeira temporada. Na verdade está demorando ainda mais que o seu personagem para conquistar a garota.

— Eu só não quero forçar nada sabe? – respirei fundo ao responder. – ela é incrível. Ela é tão livre sabe? Tão intensa, gosta da vida solta que leva e eu admiro tanto essa liberdade que ela exala, eu não quero força-la a entrar em algo que provavelmente não seja recíproco.

— Bem você nunca vai saber se não tentar. – meu amigo mais velho passou um braço pelo meu ombro. – a Candice pode te surpreender.

Assim que ele finalizou a frase, ouvimos batidas na porta eram as meninas.

— Ei no nosso camarim não tinham Donuts. – Candice disse ao entrar colocando Zoe em sentada no sofá e indo até a mesa de doces.

— Eu de verdade não sei como ela consegue ser tão magra comendo tantos Donuts. – Danielle disse rindo da amiga se deliciando com o doce, enquanto eu a admirava feito um bobo.

É impressionante como nós achamos os mínimos detalhes tão bonitos na pessoa pela qual somos apaixonados. Candice amava Donuts (especialmente os de chocolate), ela estava ali parecendo uma criança em festa de aniversário enquanto comia aquele doce. Assim que terminou limpou a boca com um guardanapo e foi indo em direção ao banheiro.

— É a melanina, Dani. Eu já te falei isso. – gritou ela do banheiro respondendo o comentário da amiga.

Conversamos por mais alguns instantes até que uma moça da produção chegou nos solicitando que fôssemos até a entrada do palco pois já seríamos chamados.

— Ei, madame – Carlos bateu na porta do banheiro. – a gente tem de ir.

— Prontinho. Estava retocando a maquiagem. – respondeu ela saindo da cabine ajeitando a saia. – Como estou?- perguntou para mim.

— Incrível, como sempre. – respondi lhe fazendo sorrir. – a Zoe vai ficar aqui?

—Não, ela está muito manhosa hoje. Vai participar da entrevista com a gente.

— Isso com certeza vai ser uma das coisas mais fofas que eu já vi. – brinquei vendo-a pegar a cachorra no colo.- vamos então?

Abri a porta lhe dando passagem e nos encaminhamos até a entrada do palco onde os outros já estavam posicionados. O público já gritava animado. Fomos anunciados e a multidão gritou ainda mais, era muito bom termos esse contato com nossos fãs. Danielle foi a primeira a entrar, seguida por Carlos e Tom, Candice e eu fomos os últimos e o público que torcia pelo casal WestAllen foi a loucura ao nos ver ali. Acenamos para a plateia e tomamos nossos lugares, quando minha parceira foi se ajeitar na cadeira com Zoe no colo, sua saia acabou subindo um pouco, eu não consegui desviar meu olhar de suas pernas, meu deus se havia algo que podia me deixar louco, eram as pernas de Candice Patton. Como se ela soubesse que estava me provocando cruzou as pernas e ajeitou a cachorra no colo, assim que ela olhou em minha direção tentei desviar para a plateia e disfarçar.

Tom como sempre logo começou com suas gracinhas para o público fazendo todos rirem. Danielle brincou com o entrevistador dizendo que ele não havia anunciado Zoe, eu comecei a brincar colocando o microfone na frente da cachorra enquanto Candice falava um pouco sobre ela para o público, ela riu ao ver o que eu estava fazendo enquanto Zoe fazia pose em seu colo, de fato era uma das cenas mais fofas que eu poderia ver.

A primeira pergunta foi para Candice sobre as personagens femininas da série e o empoderamento de Iris. Eu a ouvia atentamente e adorava a maneira com que ela dissertava sobre esses assuntos, ela era uma mulher tão inteligente. Mesmo com a entrevista seguindo eu só conseguia prestar atenção nela e quando o entrevistador disse meu nome eu cheguei até me assustar um pouco, ele comentou sobre a minha jaqueta e eu mostrei os patches que havia colado ali ao longo do tempo, inclusive o do símbolo de Flash e do Star Lab.

— Isso é o rótulo do seu Gel de cabelo? – Candice viu um círculo dourado eu havia colado no braço direito da jaqueta.

— É esse é o produto que eu uso no meu cabelo. – mostrei ao público e ela gargalhava ao meu lado, eu faria tudo para ouvir aquele som o tempo inteiro. – eu literalmente colo tudo nessa jaqueta, pessoal.

As perguntas continuaram, eu não costumava participar de eventos como esse, então estava sendo bem divertido estar ali com meus amigos, mas confesso que em diversos momentos era como se não houvesse mais ninguém além dela ali, eu me perdia admirando-a e vez ou outra me pegava brincando com Zoe para fazê-la sorrir para mim e quando ela sorria eu sequer ouvia o que meus amigos diziam ou os gritos do público, era como se tudo girasse em torno dela.

— Ei, Candice me fala sobre a química entre você e seu co-star? – essa pergunta despertou meu interesse.

— Química com o Tom? – ela respondeu brincando. – é incrivel...

— Candice. – chamei sua atenção.- seu Co-star.

— Ah ele quis dizer química em cena. – Tom completou a brincadeira.

— Desculpa ai Tom. – ela riu e eu fiz uma cara de ciúmes para ela que não era totalmente brincadeira. – eu quero dizer é ótima. Quando eu cheguei para a minha audição, Grant já tinha o papel. – ela respondia olhando para mim e eu não desviava o olhar dela. - mas existe algo muito fácil quando fazemos cenas juntos. É muito simples. Eu não sei como explicar, mas tudo acontece de forma fácil e simples entre a gente.

— Assim que a Candice terminou a audição que eu tive com ela, logo que ela saiu pela porta nós olhamos todos uns para os outros e eu disse: é ela. – contei e ela sorriu para mim.

Era verdade, eu soube desde o primeiro momento que era ela. Não apenas que era ela a Iris West que nós buscávamos, mas também que era ela que faltava na minha vida.

As perguntas continuaram e vez ou outra eu me transportava novamente para o meu mundo particular. Acho que por isso eu não costumava ir a esses eventos, era difícil demais ficar ao lado dela em frente à tanta gente assim.

O apresentador pediu que cada um de nós falasse sobre o que mais gostava em seu personagem. Eu falei sobre como Barry havia mudado e amadurecido desde a primeira temporada e como isso era divertido e desafiador ao mesmo tempo. Candice falou sobre a importância de sua personagem para o público feminino, especialmente para as mulheres negras. Eu sempre me impressionava com a maneira com que ela lidava com isso, todo o racismo que ela sofreu ao longo da vida e ainda mais agora por conta da personagem e ainda assim ela continuava levantando a bandeira de sua comunidade, usando sua voz para apoiar jovens garotas como ela. Confesso que eu mesmo havia me tornado alguém mais maduro com a nossa convivência, ela me ensinava sobre os meus privilégios, até mesmo me dando broncas quando necessário, falava sobre as dificuldades de ser uma mulher negra e eu só queria ser alguém melhor depois de tudo o que ela me ensinava.

A entrevista já estava se aproximando do fim e Zoe parecia cansada, ela apoiou a cabeça no braço de sua dona e me olhou. Eu não resisti aquela cena e peguei o celular no bolso. Candice olhou em minha direção bem na hora que eu estava tirando uma foto dela e Zoe, ela deu um risinho de canto e mostrou a língua me deixando capturar aquele momento. A foto ficou linda.

Tivemos mais algumas perguntas e logo a entrevista foi finalizada. Agradecemos ao público, nos despedimos e seguimos de volta aos camarins. As meninas pegaram suas respectivas e bolsas e sem demora voltamos para o carro.

Dessa vez Candice sentou ao meu lado. Ela abriu a bolsa e tirou outro Donut de chocolate de dentro já foi logo o levando a boca.

— Eu não acredito que você trouxe um dos Donuts do camarim, Candice Patton. – chamei a atenção fazendo nossos amigos olharem para ela.

— Trouxe mesmo, achou que eu ia desperdiçar essa delícia. – respondeu saboreando um pedaço do doce. – prova isso aqui.

Ela levou o donut a minha boca me fazendo morder um pedaço, estava realmente delicioso, mas o mais gostoso era vê-la ali com seu doce sem se importar com mais nada.

—Hum, você vai com a gente pro barzinho né? – ela me perguntou limpando os lábios no guardanapo de papel.

— Eu não sei, eu to meio cansado.

— Larga mão de ser mentiroso, você vai ficar em casa jogando videogame à noite toda. – ela estava certa, era isso que eu faria. – por favor, por mim vai.

Como negar um pedido com aquela deusa fazendo beicinho na minha frente e pedindo daquele jeito.

— Tá ok! Você venceu, eu vou.

— Yaaaaaaay! – ela comemorou batendo palmas o que fez Zoe latir. – eu vou encontrar vocês lá então, preciso ir em casa deixar essa neném e arrumar a comida dela.

— Tá certo. Só não demora muito tá? – pedi segurando em sua mão.

— Pode deixar. Você não vai se arrepender – respondeu piscando um olho para mim.

— Ei Candice. – Carlos chamou do banco da frente. – me diz uma coisa?

— Claro, o que?

— Como você sabe qual o gel que o Grant usa no cabelo dele? – meu amigo perguntou me fazendo engasgar. Era óbvio que ele queria me deixar envergonhado.

— Eu, Eu... Eu já vi no camarim dele oras. – ela respondeu enrolada.

— É vocês passam muito tempo naquele camarim mesmo. – meu amigo fez graça e eu lhe dei um chute pelo banco fazendo todos rirem.

De volta ao estúdio acompanhei Candice até seu carro ajudando a ajustar Zoe que dormia cansada na bolsa de transporte, nos despedimos com ela mais uma vez prometendo que não iria demorar para nos encontrar. Como sabia que iria beber com o pessoal decidi passar em casa apenas para deixar o carro e iria de uber encontra-los. Em casa apenas deixei o carro na garagem do prédio, subi até meu apartamento coloquei mais agua e comida para Jett, meu cachorro. Até pensei em trocar de roupa, mas eu estava me sentindo bem com a jaqueta da sorte e sem contar que acabaria demorando muito, eu não queria deixar o pessoal esperando. Desci para a entrada do prédio onde um uber já me esperava. O bar não era longe de casa e logo cheguei ao local onde meus amigos me aguardavam na entrada. Tom foi na frente, pois ele que havia se encarregado das reservas. Deixamos nossos casacos na chapelaria e fomos para nossa mesa que ficava num local mais afastado com vista para o lounge externo, nos dava privacidade e ainda assim conseguíamos aproveitar o movimento. Era a primeira vez que eu ia ao lugar, mas Tom e Carlos já haviam ido outras vezes e haviam feito diversos elogios. A decoração era muito bonita e aconchegante, as mesas todas em madeira envernizada, sofás confortáveis ao redor alguns pufes no mesmo estilo espalhados pelo local. Havia uma mesa de sinuca e alguns outros jogos próximos do bar, além de uma pequena pista de dança.

Carlos pediu cerveja para nós enquanto esperávamos Candice e ficamos jogando conversa fora enquanto ela não chegava. Eu olhei o relógio e em seguida para a porta de entrada.

— Cara, da um tempo. – ouvi a voz de Carlos. – ela já deve estar chegando.

— Ahn? O que?

— Grant, não precisa se fazer de desentendido. – até Danielle entrou na brincadeira.

— Eu só fiquei preocupado porque ela disse que não iria demorar. – respondi voltando a atenção para meus amigos.

— Cara tem só meia hora que nós chegamos. – Tom comentou.- Daqui a pouco ela chega, o apartamento dela não é tão longe.

— E com certeza ela foi trocar de roupa. – completou Danielle. – Você sabe como é a Candice.

Apenas dei um gole em minha cerveja e mudamos de assunto. Tom fazia suas habituais palhaçadas e falamos sobre o curta metragem que nós dois estávamos produzindo juntos, era um projeto que nos deixava muito animados, trabalhar com aquele grupo era realmente inspirador. Algum tempo depois, Danielle me cutucou e indicou a porta de entrada. Candice estava entrando no bar de mãos dadas com uma loira que eu logo reconheci sendo Caity Lotz, elas eram melhores amigas e mesmo que ela não fizesse parte do nosso cast estava sempre conosco. Como Danielle havia previsto, Candice havia trocado de roupa, ela estava ainda mais linda do que hoje a tarde, se é que isso era possível, vestia um top justo, sem mangas e colorido que deixava sua barriga a mostra, uma saia de comprimento midi em tom de lilás que tinha um pouco de transparência abaixo do joelho, estava com sandália preta de salto fino e uma maquiagem leve. Dessa vez eu mesmo admitiria se Carlos fizesse alguma piada, eu estava de boca aberta. Aquela mulher era meu céu e meu inferno.

Elas chegaram sorrindo e nos cumprimentaram. Candice sentou-se entre mim e Caity, se hoje a tarde já estava difícil tirar os olhos dela imagine agora. Ela precisava mesmo fazer aquilo comigo? Porra o corpo daquela mulher era incrível, eu precisei tomar minha cerveja com mais rapidez do que imaginava de tão seca que minha boca estava ao lado dela.

— Ei Caity, parabéns. – a voz de Tom despertou minha atenção que estava presa na barriga sarada de Candice. – nós ficamos sabendo que Legends of tomorrow foi renovada.

— Sim, nós ficamos muito felizes. Obrigada Tom. – a loira respondeu. – e a melhor parte é que se tivermos outro crossover no ano que vem quem sabe eu posso atuar com essa princesa aqui? – completou fazendo a amiga deitar a cabeça em seu ombro sorrindo.

— Eu ainda acho que foi um absurdo a falta de interações entre Iris e a Sara. – Candice fez um bico para a amiga.

— Vai ver eles ficaram com medo que a Sara tentasse roubar a Iris do Barry no dia do casamento. – respondeu Carlos fazendo todos rirem.

— Nada disso, nada disso. – disse eu dando mais um gole da cerveja. – WestAllen é totalmente endgame , todo mundo sabe disso.

— Não precisa ficar com ciúmes, Gustin. – Caity respondeu rindo . – a Candice é só minha melhor amiga.

Candice abaixou a cabeça envergonhada e eu apenas cocei a parte de trás da cabeça. A conversa seguiu animada, pedimos alguns petiscos e já havíamos bebido algumas taças com exceção de Tom que seria o motorista do pessoal já que moravam perto. O riso corria ainda mais solto entre nós, estava sendo uma noite muito agradável, eu não percebi exatamente quando, mas passei meu braço por cima do sofá sobre o ombro de Candice e ela se aconchegou ali, era uma coisa tão natural entre nós esse carinho que nem havíamos reparado, era gostoso tê-la ali perto de mim.

— Quem topa uma sinuca? – perguntou, Caity animada.

— Vamos? – Candice perguntou olhando para mim.

— Eu topo também. – Carlos se animou.

— Eu prefiro apenas assistir. – Danielle disse. – sou péssima nesse jogo.

— E eu faço companhia para minha amiga.- Tom informou.

— Então, vamos. – disse eu me levantando e dando a mão para ajudar Candice.

Formamos as duplas, Candice e Carlos contra Caity e eu. Fomos em direção à mesa onde Carlos preparou o jogo.

— Como vocês devem saber, eu não jogo de brincadeira. – Caity falou com um sorrisinho nos lábios e o taco já em mãos.

— Aí, Deus. Lá vem. – minha adversária já começou a rir.

— A cada bola encaçapada, a dupla adversária vira uma dose de tequila. – a loira disse.

— Por mim, demorou. Candice e eu somos muito melhores mesmo. – Carlos se gabou erguendo a mão para Candice cumprimentar.

— Por mim, fechado. Resta saber se a Srta. Patton está pronta? – provoquei encarando-a.

— Você tem alguma dúvida disso, Gustin? – respondeu segurando o taco apoiado no chão, Deus como ela podia ser tão sexy.

Caity pediu que o garçom deixasse os copos e a garrafa de tequila, Tom e Danielle ficariam tomando conta para que as doses fossem tomadas a cada bola encaçapada e contagiam o placar. Tiramos par ou ímpar e Candice e Carlos saíram na frente, ela foi a primeira a jogar. Se debruçou sobre a mesa com o taco em posição e minha boca automaticamente voltou a ficar seca vendo-a daquele jeito, ela mirou e com perfeição acertou encaçapando a primeira bola, correndo para abraçar Carlos comemorando.

— Pode virar a primeira da noite, Sr. Gustin. – ela disse com um sorrisinho provocante.

— Pode vir também, Lotz – chamei buscando nossas doses que foram servidas por Danielle que já ria. – a ideia foi sua.

Caity e eu viramos as doses sendo observados pelos nossos amigos que riam e logo voltamos para o jogo. Carlos acertou mais uma nos fazendo beber outra dose e Candice acabou errando a seguinte finalmente dando chance para nossa dupla. Era minha vez e eu acertei tranquilamente.

— Sua vez, Patton. – provoquei.

Carlos lhe entregou sua dose e sem dizer nada ela veio até mim, parou na minha frente e virou a dose de uma só vez, aquela mulher pretendia me enlouquecer até o final da noite ou o quê?

O jogo estava bem acirrado, as duas duplas eram muito boas e ambas já haviam bebido algumas doses. Tocava uma música de fundo e reconheci ser Party Monster de The Weeknd. Me preparava para minha jogada quando vi Candice do outro lado, ela dançava animada ao som da música com o taco na mão esperando sua vez, eu comecei a suar assistindo aquilo. Vi quando um cara alto veio até ela e disse algo em seu ouvido, ela sorriu para ele e aquilo tirou completamente minha concentração me fazendo errar.

— Grant, como você errou essa? – Caity perguntou vindo até mim, ela olhou na direção de Candice que se despedia do cara. – ah tá, entendi. – deu um tapinha no meu ombro e trouxe nossas doses.

— Depois dessa bola que o Gustin perdeu, o jogo fica empatado. – Tom informou.

— Vamos terminar com isso agora mesmo.- Patton disse se aproximando da mesa.

Ela se posicionou e com calma mirou corretamente, de forma incrível ela conseguiu encaçapar as duas últimas bolas vencendo o jogo para ela e Carlos.

— E a dupla, Patton e Valdés é a vencedora. – Tom anunciou aplaudindo nossos amigos que comemoravam com um abraço.

— Da próxima a gente joga basquete. – eu disse rindo.

— E você sabe que eu vou ganhar de novo. – ela disse presunçosa. – não fujam não, foram duas bolas, então bebam duas doses.

— Eu nunca mais jogo contra você, Kristina. – Caity chamou a amiga pelo nome do meio levando um tapinha no ombro.

Viramos as doses enquanto os outros riam de nós. Candice se aproximou de mim me encarando e eu sorri para ela.

— Parabéns, vocês jogaram muito bem. – disse lhe estendendo a mão.

— Obrigada, vocês foram bons adversários sabe? É que eu sou muito boa mesmo.

— Ah para de se achar. – passei o braço em volta do seu ombro de novo. – quem era aquele cara falando com você ?

— Um cara do bar, pediu meu telefone. – respondeu tranquilamente.

— E você deu? – tentei parecer casual, mas foi completamente em vão.

— Por quê? Está com ciúmes?

— Vamos dançar, pessoal.

Por sorte Caity interrompeu aquela conversa puxando todos para a pista de dança. Todos dançavamos juntos. Era maravilhoso observar Patton dançando, a maneira sensual como seu corpo se movia, como ela jogava os cabelos e fechava os olhos sentindo a batida da música. Todas as doses de tequila haviam nos deixado bem mais soltos, ela já estava bem próxima de mim quando começou a tocar Wild Thoughts e Candice se animou ainda mais, ela amava Rihanna.

— Dança essa comigo? – disse ela muito próxima de meu ouvido. – Você me deve uma dança.

Sem dizer nada passei meu braço em volta de sua cintura puxando seu corpo para mim. Ela começou a se mover no ritmo da música, eu não me lembrava de ter estado com o corpo dela tão próximo do meu em nenhum momento antes. Senti-la ali tão perto me despertou um calor imenso, me fazendo suar. Ela passou um braço pelo meu pescoço e passou a rebolar em meu joelho e eu a acompanhava, eu podia sentir minha respiração cada vez mais pesada. Sem dizer nada ela virou-se de costas colocando minhas duas mãos em sua cintura. Eu podia sentir sua bunda contra a minha calça e já estava difícil conseguir me controlar, ela rebolava fazendo meu coração acelerar cada vez mais. Era uma dança extremamente sensual, por sorte nossos amigos estavam entretidos demais e a pista de dança era mais escura. Ainda de costas ela passou sua mão pelo meu pescoço fazendo nossos corpos ficarem ainda mais grudados, ela não parava de mexer sua bunda e sua cintura com minhas mãos pressionadas ali, eu podia sentir o cheiro de sua pele e estava a ponto de enlouquecer. Ela estava de olhos fechados com a cabeça deitada em meu ombro, era a minha verdadeira perdição . Não pude mais me conter e sem dizer nada a empurrei até uma parede mais afastada fazendo -a se virar de frente pra mim. Estávamos ali, os corpos ainda colados, as respirações aceleradas. Meu olhar intercalava entre seus olhos e seus lábios.

— Está esperando o que para fazer o que quer, Gustin?

Ao ouvi-la dizer aquelas palavras levei minhas mãos novamente até sua cintura fazendo nossos corpos se chocaram e selei nossos lábios num beijo sedento de quem esperou anos para sentir aquilo. Minha língua pediu passagem pelos seus lábios com voracidade e ela cedeu. Suas mãos estavam em meu pescoço, eu podia sentir suas unhas arranhando minha nuca me deixando com ainda mais vontade de sentir cada pedaço dela. Nosso beijo era quente, intenso. O ar já fazia falta, mas não queríamos parar até que ouvimos uma voz conhecida se aproximando fazendo com que nós soltassemos rapidamente.

— Candice é você aí? – era a voz de Caity.

— Aqui, amiga. – Candice chamou de volta e a loira se aproximou.

— Amiga o pessoal está querendo ir embora. O que vocês dois estão fazendo aqui? – perguntou desconfiada.

— Conversando, Lotz. – ela respondeu a amiga. – estava fazendo muito barulho na pista.

— Aham, então por que diabos o Gustin está com o seu batom espalhado pela cara? – apontou para mim que comecei a limpar o rosto com a jaqueta. – eu não estou tão bêbada assim.

— Caity. – Patton gritou envergonhada.

— Relaxa, eu dou uma desculpa pra ir embora com o pessoal e vocês podem ir juntos. Sinceramente ninguém mais aguentava esperar um dos dois tomar uma atitude. Divirtam-se os dois,

Caity nem esperou responderemos nada e se afastou indo de encontro aos nossos amigos de novo.

— De certa forma ela tem razão. – Candice disse voltando a me olhar.

— Em que? Perguntei.

— Eu também não esperava mais você tomar uma atitude, Gustin.

Dei uma risada envergonhada, cocei a parte de trás da cabeça e segurei a mão dela puxando-a novamente para mim. Mais uma vez ela passou os braços pelo meu pescoço e me encarou.

— Tá ok então. Hoje você vem pra minha casa. – disse antes de mais uma vez beijar a mulher que eu tanto sonhei.

 

POV Candice.

Durante o caminho até o apartamento de Grant não dissemos uma palavra, ele não soltou da minha mão desde que saímos do bar e também tinha um sorriso lindo no rosto o tempo inteiro. Eu confesso que ainda estava um pouco confusa, sim eu sempre me senti atraída por ele. Até mais do que isso, por mais que eu não admitisse eu sempre tive sentimentos por ele, sentimos que eu nunca ousei nomear. Desde o primeiro dia nos tornamos amigos, construímos uma amizade baseada na confiança, respeito e companheirismo, tanto em cena quanto fora. Ele era sempre a primeira pessoa que eu ligava para contar algo divertido, também era ele quem me oferecia colo quando algo me deixava chateada. A química entre nós sempre foi imensa, o nosso primeiro beijo eu desejei imensamente que fôssemos Grant e Candice ali ao invés de Iris e Barry, mas também veio o medo. E se eu estragasse nossa amizade? Meus relacionamentos não costumavam dar muito certo e se algo desse errado ainda teríamos de trabalhar juntos, era a minha carreira e eu não podia estragar tudo por um cara que talvez nem sentisse o mesmo por mim. Um tempo depois ele começou a namorar e por mais que sempre houvesse um clima entre nós, que nossos colegas constantemente brincassem sobre isso, eu acreditei que não era nada demais, foquei na nossa amizade e no meu trabalho, até que ele chegou me contando que havia terminado o namoro, sentamos ali no chão do seu camarim e ele deitou eu meu colo explicando que as brigas eram constantes e que não via um futuro ao lado dela. Eu não quis admitir, mas aquele momento uma faísca de esperança se reacendeu em mim. Olhei para nossas mãos entrelaçadas e senti um conforto imenso, como se tudo estivesse acontecendo da maneira certa, no momento certo. Sorri para ele que retribuiu com carinho.

Chegamos em seu prédio, ele me ajudou a descer o carro e sem soltar da minha mão entrou pelo lobby comigo. Eu já havia estado ali inúmeras vezes, mas estar segurando a mão dele me dava um certo frio na barriga. Enquanto aguardávamos o elevador ainda em silêncio, ele levou a mão ao meu rosto e me fez um carinho, senti como se uma corrente passasse pelo meu corpo. Não demorou muito o elevador chegou, Grant morava na cobertura. Assim que as portas se fecharam ele me puxou para um beijo, com as mãos em meu rosto ele me tocava como se quisesse ter certeza que era real. O beijo começou a se tornar mais intenso, entrelacei meus braços em seu pescoço e senti quando suas mãos desceram até minha cintura, pressionando com força. Se não chegássemos logo ao seu apartamento eu mesma não sei o que poderia acontecer. As portas finalmente se abriram novamente, nos soltamos sorrindo e novamente ele me guiou pela mão.

Entramos em seu apartamento e Jett veio correndo até mim me reconhecendo.

— Bom, não é só a Zoe que te ama tá vendo. – ele disse me vendo brincando com o cachorro.

— Eu já disse que seu cachorro sabe quem é legal com ele.

Olhei ao redor. O apartamento estava exatamente igual da última vez que eu havia estado ali, exceto por algumas caixas espalhadas pela sala.

— Me desculpa por essa bagunça. – ele disse envergonhado. – são coisas que que estavam com a Andrea e ela devolveu.

— Não se preocupa, está tudo bem. – o acalmei.

— Eu vou buscar algo para a gente beber.

Eu podia ver que ele estava nervoso. Eu também estava, afinal não fazia ideia do que estávamos fazendo, mas ao mesmo tempo eu estava certa do que sentia por ele pela primeira vez. Ele voltou com duas garrafas de cerveja já abertas me entregando uma. Nos sentamos no sofá e brindamos. Ele não tirava os olhos de mim, eu precisava perguntar. Estava muito nervosa para guardar todas as minhas perguntas para outro momento que talvez não viesse a acontecer.

— Grant, o que a gente está fazendo?

— Honestamente? Eu não sei – ele respondeu com aquele sorriso lindo. – eu sei que eu sempre quis isso. Nossos amigos estavam certos esse tempo todo, eu quis você desde o início, acho que isso é a única coisa que tenho certeza.

— Por quê você nunca disse nada antes? – mesmo cheia de dúvidas eu não conseguia tirar o sorriso do rosto. Estava apoiada no braço do sofá, sem tirar os olhos dele aguardando suas respostas.

— Tanta coisa, mas principalmente estragar a nossa amizade. – ele segurou minha mão e me encarou profundamente. – sua amizade sempre significou muito pra mim, eu não queria perder isso que a gente tem. Sem contar que eu nunca acreditei que você sentisse algo por mim também.

Ouvi-lo confirmar que também tinha sentimentos por mim aqueceu meu coração, era tão no finalmente estar colocando ali tudo as claras.

— Eu também quis muito você.- disse e dei um gole de minha cerveja. – eu lembro do nosso primeiro beijo como Iris e Barry, eu esperei você dizer alguma coisa depois daquilo, mas como não disse nada achei melhor ficar na minha. – ele ouvia atentamente. – eu também não queria estragar nossa amizade, além disso eu tive medo pela minha carreira. Depois você começou a namorar e eu achei que era melhor deixar tudo quieto mesmo.

Ele deu um último gole em sua cerveja e se aproximou mais de mim. Pegou minhas duas mãos entre as suas e me olhou nos olhos, como se pudesse ler a minha alma.

— Candice, eu não sei o que vai acontecer. Não posso prever um futuro para a gente. E se você quiser sair por essa porta, eu te prometo nunca mais tocar nesse assunto e que nossa amizade vai continuar sendo a mesma. Mas se você me der uma chance, eu também prometo que vamos com calma, que eu vou acalmar as suas inseguranças e que juntos nós vamos encontrar um caminho.

Era impossível não sorrir ao ouvi-lo dizer aquelas palavras. Era óbvio que eu daria uma chance para ele. Mesmo com medo, mesmo sem saber o que aconteceria eu queria descobrir com ele. Levei minha mão ao seu rosto e o puxei para mim, selei nossos lábios suavemente mantendo a mão em seu rosto lhe fazendo carinho. Delicadamente sua língua pediu passagem e nos entregamos aqueles sentimentos que finalmente não precisavam ser guardados. Ele levou suas mãos a minha cintura e pressionou suavemente. O calor de suas mãos ardia em minha pele me arrepiando por inteira. O beijo que começou suave agora se tornava mais intenso, enrolei minhas duas mãos em torno de seu pescoço e ele colocou mais pressão em minha cintura. Ele me puxou para si fazendo-me sentar em seu colo sem parar de me beijar nem por um instante. Nossas respirações pesavam, levei minhas mãos até seu cabelo dando um leve puxão na nuca fazendo ele suspirar entre o beijo, suas mãos desceram pelas minhas pernas que estavam apoiadas no sofá e apertou minhas coxas, eu pude sentir a excitação dele através da calça jeans e aquilo mexeu ainda mais comigo. Me esfreguei ali provocando em seu colo e ele gemeu contra minha boca, levou sua mão até minha bunda e apertou com vontade, foi a minha vez de gemer contra seus lábios.

Eu não queria mais esperar, meu corpo todo já ardia e eu queria sentir ele por completo o quanto antes. Levei minhas mãos até seu rosto e de lá até seu cabelo puxando fazendo ele parar de me beijar e me encarar. Nossas respirações estavam falhas e aceleradas, eu podia sentir as batidas do meu coração descompassadas.

— Nesse momento eu não quero ter calma, Gustin. – disse e ele me deu um sorriso sacana em resposta.

Com força ele se levantou comigo em seu colo, entrelacei minhas pernas ao redor de sua cintura. Grant voltou a me beijar com ainda mais intensidade, minhas mãos percorriam seus cabelos bagunçando completamente. Senti seus lábios descerem pelo meu pescoço, sua língua escorregando pela minha pele me fazendo suspirar. Voltou a colar seus lábios com os meus e sem parar de me beijar foi andando pela casa comigo em seu colo, esbarramos em uma parede no caminho e ele me apoiou ali para voltar a beijar meu pescoço, eu sentia sua excitação cada vez mais evidente. Com jeito consegui fazê-lo tirar a jaqueta e joguei a peça em um canto qualquer. Ele voltou a andar comigo no colo, derrubados algumas coisas pelo caminho, mas não nos importamos. Sem me soltar ele abriu a porta do quarto e só parou quando alcançamos a cama. Nós beijávamos como se o mundo fosse acabar, sua língua percorria toda minha boca com uma vontade que eu jamais havia experimentado. Ele me deitou ali e ficou por cima de mim. Pressionei os músculos de seus braços com as unhas e depois levei minhas mãos até suas costas, usei toda minha habilidade para puxar sua camiseta, ele se levantou um pouco para me ajudar e tirou a peça puxando-a pela cabeça. Me apoiei em meus cotovelos e admirei seu corpo, ele me olhava com tamanho desejo que eu podia sentir seu olhar queimar minha pele. Novamente ele se deitou sobre mim me beijando, minhas mãos percorriam suas costas e minhas unhas deixavam sua pele arranhada, ele levantou um pouco uma de minhas pernas e pressionou minha coxa, se encaixou entre elas e novamente desceu seus beijos pelo meu pescoço. Sua mão direita ainda estava em minha coxa e a outra ele levou até meu seio massageando-o por cima do top, o que me fez soltar um pequeno gemido. Levou sua mão direita até a parte interna de minhas pernas, minha saia que já estava praticamente na cintura facilitava seu trabalho, ele levou sua mão até minha calcinha e sorriu ao sentir o tecido molhado pela minha excitação. Ele me provocava me tocando por cima da calcinha me deixando cada vez mais excitada. Puxei sei cabelo com um pouco mais de força e ele afastou a peça me penetrando com o indicador o que me fez dar um gemer contra seus lábios. Seu dedo se movia lentamente dentro de mim, entrando e saindo com força. Ele colocou mais um dedo e eu rebolei em sua mão, eu queria mais eu precisava de mais. Ele passou a provocar meu clitóris com movimentos circulares e certeiros, eu arranhava suas costas sem pudor nenhum. Eu queria ele, queria ele por completo. Me aproveitei de um momento de distração dele e inverti nossas posições ficando por cima. Ele me olhava com admiração, levou suas mãos até minha cintura. Sentou -se na cama comigo em seu colo e levou e com as duas mãos na barra de meu top me fez erguer os braços e tirou a peça de meu corpo. Seu olhar de surpresa ao ver que eu não usava sutiã me fez sorrir. Me levantei de seu colo e fiquei em pé, andei até a beira da cama, ele não tirava os olhos de mim como se estivesse hipnotizado, com um sorriso malicioso virei de costas para ele, abri o zíper de minha saia e deixei que ele caísse aos meus pés revelando minha calcinha roxa minúscula, ele se aproximou de mim e me manteve ali de costas, suas mãos foram direto para minha bunda massageando-a, senti sua língua em minhas costas lambendo a minha espinha. Me virei de frente para ele e apoiei o pé direito com salto em seu joelho.

— Tira. – ordenei.

Ele sorriu, levou a mão até minha coxa e lentamente desceu pelas minhas pernas finalmente tirando a sandália. Fiz o mesmo com o outro pé e ele repetiu o gesto. Sentei novamente em seu colo pressionando minha intimidade contra sua calça. Habilmente ele me deitou na cama e mais uma vez me beijou, o peso de seu corpo sobre o meu acelerava meu coração. Suas mãos firmes em minha cintura, envolvi seus ombros com meus braços e aprofundei ainda mais o beijo, ele mordeu meu lábio inferior com um pouco de força e puxou. Grant desceu os beijos pelo meu pescoço, lambendo e chupando com vontade. Percorreu todo meu colo até alcançar meus seios, ele sugou-os fazendo movimentos circulares com a ponta língua em meus mamilos, aquilo me fazia arquear as costas e gemer cada vez mais alto, o tesão cada vez mais forte.Ele se concentrava ali e me fazia sentir um prazer imenso. Percorreu com os lábios pela minha barriga e só parou quando chegou a minha calcinha, me lançando um olhar cheio de malícia, sem demora ele arrancou a pequena peça dali, encaixou o rosto entre minhas pernas e depositou um beijo em meu clitóris me fazendo suspirar. Senti todo meu corpo tremer quando sua língua tocou minha intimidade, ele não tinha pressa, seus movimentos eram precisos fazendo ondas de prazer percorrerem todo meu corpo, a cada segundo ele me lambia e chupava com mais vontade e eu gemia ainda mais até que cheguei ao clímax com intensidade arqueando todo meu corpo. Ele voltou com os lábios pelo meu corpo até chegar mais uma vez em meus lábios, assim que me beijou novamente senti meu corpo se recuperar do orgasmo, minhas mãos percorreram seu abdômen até alcançar sua calça. Abri seu zíper e ele me ajudou a descer a peça pelas suas pernas, jogando-a com os pés ao chão. Foi minha vez de beijar seu pescoço, levei minha mão até sua boxer sentindo o quanto ele estava duro. Abaixei a cueca devagar e passei a masturba-lo com intensidade, ele gemia e eu lambia seu pescoço sentindo-o cada vez mais duro, ele tirou a cueca e eu voltei a marturba-lo com ainda mais vontade. Abri minhas pernas e ele se encaixou entre eles, ele suspirava e gemia enquanto eu percorria toda a extensão de seu pênis com minha mão. Voltei a beijar seus lábios e mordi o inferior, levei minha outra mão até sua nuca e puxei seu cabelo fazendo-o novamente me olhar.

— Chega de brincar, Gustin. – disse olhando-o nos olhos. – eu quero você agora.

Ele esticou o braço até a mesa de cabeceira e abriu a gaveta trazendo um preservativo, rapidamente ele abriu e o colocou. Ele me beijou com a maior intensidade que eu havia sentido naquela noite e sem que eu esperasse me penetrou com força. Um gemido alto saiu de meus lábios e eu puxei seus cabelos com força. Eu podia senti-lo profundamente, ele investia com força atingindo todos os pontos certos dentro de mim, nossos gemidos tomavam todo o quarto, minhas mãos percorriam todas as suas costas deixando-o com marcas de meus arranhões. Ele apertava minha cintura enquanto me penetrava cada vez mais forte. Avancei em seus lábios o beijando e gemendo sentindo-o totalmente dentro de mim, entrando e saindo com uma força que me levava a loucura, nossa conexão era imensa, o suor escorria pelos nossos corpos e eu sentia um prazer monstruoso dentro de mim. Quando estava muito perto de alcançar meu segundo orgasmo ele passou a diminuir a velocidade. Eu gemi reclamando, eu queria mais, queria tudo dele. Passei as pernas em torno de sua cintura e o prendi ali.

Ele me encarou por alguns segundos então finalmente me penetrou com toda sua força, do jeito que eu queria e sabia que ele também. Ele meteu ainda mais fundo e finalmente atingiu uma a velocidade que eu queria, minhas pernas ao redor de sua cintura faziam com que eu o sentisse completamente. Ele já estava prestes a me rasgar, mas era exatamente o que eu queria. Cada estocada dele me levava ao céu e de volta. Eu ouvi gemendo meu nome e eu gemia o dele como se assim pudéssemos ter mais ainda um do outro. Toda a espera, todo o tempo que guardamos tanta vontade finalmente se concretizando e era ainda melhor do que imaginávamos. Minhas paredes internas o pressionavam indicando que eu estava próxima do orgasmo e ele colocou ainda mais velocidade. Seus lábios tomaram os meus com vontade e eu gozei ofegante. Ele investiu mais uma algumas vezes com força e finalmente também alcançou o clímax se deitando sobre mim.

 

 

 

O abracei com força sem querer perder a sensação de tê-lo ali comigo, permanecemos assim abraçados até que nossas respirações se normalizassem. Ele se apoiou nos cotovelos e levou a mão até meu rosto me fazendo um carinho suave, sorrindo docemente. Ele saiu de dentro de mim e jogou o preservativo no lixo logo em seguida deitando na cama e me puxando para deitar sobre seu peito. Eu podia sentir seu coração bater no mesmo o ritmo que o meu. Ele me fazia carinhos no cabelo e depositava beijos em minha cabeça da maneira mais doce possível. Ali abraçada a ele eu finalmente entendi tudo o que sentia, não havia mais perguntas. Eu havia entendido que Grant, era o meu lar e eu era o dele. Ali adormecermos juntos, sem nenhuma outra dúvida, dali em diante seriam apenas certezas ao lado dele.


Notas Finais


Feliz aniversário, miga.E se mais alguém ler pode comentar aqui ou no meu twitter @candicepvtton


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...