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História Wildest Dreams. - SaiDa - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Alguém aí? Quanto tempo né... Enfim, capítulo novinho aí, não gostei tanto então peço desculpas se tiver ruim.

Boa leitura e perdoem se ainda tiver erros, revisei por cima.

Capítulo 15 - Bad Times.


Sana se encontrava em seu apartamento, havia exatamente um dia que a japonesa sequer saía dali, levantava de sua cama apenas para tomar banho e comer alguma besteira, já que a comida de verdade havia acabado. A japonesa ainda se sentia mal e bastante magoada, a todo instante as palavras ditas por Dahyun ecoavam em sua mente, fazendo com que ela novamente viesse a chorar, e bem, ela já havia perdido as contas de quantas vezes havia chorado.

"Eis aqui as consequências de se apaixonar", pensou consigo mesma, rindo sem humor.

Minatozaki estava jogada em sua cama ouvindo música após ter tomado seu banho e se enchido de besteiras, as últimas que haviam em sua dispensa. Curiosamente, a japonesa não sentia vontade de fazer nada, apenas desejava dormir e acordar somente quando tudo aquilo já tivesse acabado, quando o que sentia por Dahyun tivesse passado, infelizmente aquilo era a vida real, e não mais um dos filmes em que Sana estava atuando. Enquanto se lamentava, Sana parou para prestar atenção na música que tocava em seus fones, e mesmo com seu inglês bastante enferrujado, se deu conta de que ela se encaixava perfeitamente em sua atual situação.

- Tudo seria tão fácil se a idiota aqui não tivesse se apaixonado. - Falou baixo. - Por que você tinha que estragar tudo, idiota? - Perguntou a si mesma, sentindo a vontade de chorar invadindo-a novamente.

Sana enxugou as lágrimas que teimaram em cair e voltou a deitar sua cabeça no travesseiro, iria tentar dormir, pois ao menos dormindo, ela poderia fugir um pouco daquilo tudo.


*


Do lado de fora do prédio, um carro estacionava bem em frente ao enorme edifício. Após estacionar, a figura de quem o dirigia se projetou para fora do automóvel e caminhou na direção da entrada, antes checando se não havia alguém que pudesse à reconhecer ali, e quando certificou-se de que não havia, entrou no edifício.

- Boa noite, poderia me informar se a senhorita Minatozaki Sana se encontra? - Perguntou após se aproximar o suficiente do porteiro.

- Oh, boa noite, senhorita. - Respondeu com um sorriso educado no rosto. - Ela se encontra, quer deixar algum recado?

- Na verdade, eu preciso falar com ela pessoalmente. - Respondeu, se preparando para sair dali, sendo rapidamente barrada pelo rapaz. - Algum problema?

- Desculpe, mas a senhorita não está autorizada a subir até lá. - Alertou o rapaz.

- Como assim?

- A senhorita Minatozaki proibiu a sua subida, não posso deixá-la passar.

A loira se chocou um pouco ao saber daquilo, mas logo uma ideia passou por sua cabeça, fazendo-a sorrir minimamente. Ela iria ver Minatozaki Sana aquela noite custe o que custasse. Dahyun acenou levemente com a cabeça, fingindo concordar com o que foi dito e em seguida virou as costas, indo em direção à saída novamente. No meio do caminho, a loira pegou seu celular e passou a fingir estar fazendo uma ligação enquanto andava de forma lenta até o lado de fora.

Discretamente, Dahyun foi virando sua cabeça para checar se a passagem estava livre, por sorte, no mesmo instante em que ela virou, o rapaz responsável pela portaria entrou em uma porta que daria em algum lugar, a Kim só torcia para que ele não voltasse antes de ela passar por ali. Sentindo-se em um filme de ação, Dahyun passou como um raio pelo local e logo chamou o elevador, rezando para que o mesmo chegasse logo.

A loira suspirou aliviada ao entrar no elevador e encostou-se na parede de metal, sentindo uma certa tensão tomar conta de si ao longo que se aproximava do andar de Sana. Quando o elevador parou no andar desejado e as portas se abriram, Dahyun saiu de dentro e andou até o apartamento de Sana.

Ela só esperava que a japonesa quisesse vê-la.


*


Sana estava praticamente entregue ao sono quando ouviu a campainha ser tocada, a japonesa permaneceu deitada, aguardando aquele barulho insuportável parar, mas não aconteceu. Quase que se arrastando, Sana desceu as escadas e andou até a porta, não fazendo questão de checar pelo olho mágico quem estava do outro lado, talvez esse tenha sido seu maior erro.


No minuto seguinte, Sana abriu a porta e assim que levantou o olhar para ver de quem se tratava, seus olhos arregalaram ao mesmo tempo em que sentiu o sangue se esvair de seu corpo. Ela estava ali. Dahyun estava ali. Isso era tudo o que se passava na mente da japonesa naquele instante.


- Não vai me convidar para entrar?


A voz de Dahyun trouxe Sana de volta à realidade, de modo que a única coisa que a mais velha sentia naquele momento, era uma raiva crescendo dentro de si, mas ainda sim, ela se manteve controlada, não queria causar um escândalo ali e consequentemente chamar a atenção de outras pessoas.


- O que veio fazer aqui? - Perguntou com a voz assustadoramente baixa.


- Você sabe o que eu vim fazer aqui. - A loira respondeu com um típico sorriso cafajeste.


Há algum tempo atrás, Sana acharia aquilo atraente e sem sombra de dúvidas iria ceder, mas naquele momento, tudo o que ela sentia era raiva e nojo, será que Dahyun não se tocaria nunca do quão babaca estava sendo?


- Você não tem noção mesmo, não é Kim? - Perguntou com sarcasmo. - Esperava não ver sua cara nem tão cedo, mas já que insiste em me procurar, eu tenho algo para te falar, mas presta bem atenção porque eu só irei dizer uma vez.


Sana fez uma pausa e olhou ao redor, certificando-se de que não havia ninguém ali além das duas, por outro lado, Dahyun a encarava com a sobrancelha arqueada, esperando a japonesa finalmente falar.


- Eu não sou e nunca vou ser o seu brinquedinho, como você mesma sugeriu que eu fui, lá no meu camarim, lembra? - A essa altura, Sana já tinha sua voz levemente elevada. - Você não pode falar o que bem entender, me magoar e depois vir atrás como um cão arrependido, eu não vou cair na sua lábia novamente, Kim.


Dahyun encarava Sana com os olhos levemente arregalados, não esperava que a japonesa explodisse daquela forma. Quando a loira estava prestes a responder, Minatozaki fez um sinal com a mão, indicando que ainda não havia terminado.


- Você não se importa se vai magoar ou não os sentimentos de alguém, contanto que você se dê bem, não é? Posso estar pegando pesado agora, mas é o que penso. - A japonesa soltou tudo de uma vez. - Agora por favor, se ainda te resta alguma vergonha na cara, não me procure por um bom tempo.


Dahyun apenas deu de ombros e deu um passo à frente, consequentemente fazendo Sana dar um passo para trás.


- Sei que vai se arrepender disso depois, mas tudo bem, eu vou embora.


Logo que Dahyun virou as costas e começou a se afastar dali, Sana rapidamente entrou em seu apartamento e fechou a porta. No corredor, a loira andava até o elevador, que havia parado naquele mesmo andar. Enquanto andava em direção ao mesmo, Dahyun acabou esbarrando em alguém sem querer.


- Eu realmente sabia que você era cara de pau, mas não ao ponto de vir atrás de Sana depois do que fez. - A voz de Mina surpreendeu Dahyun.


- Como assim depois do que eu fiz?


- Ora, não se faça de desentendida, Kim, não pra cima de mim. Sana me contou o que aconteceu. Eu ainda tinha uma certa esperança de que você realmente se importasse com Sana, mas vejo que estava enganada, você só a quer por perto pra satisfazer seus desejos.


- Mina...


- Eu não terminei ainda. - Disse séria. - Não desejo que você passe pelo mesmo, ninguém merece ser tratado como o brinquedinho de outra pessoa, eu só espero que você tenha um pouco de vergonha na cara e tenha consciência da merda que fez. Me admira o fato de Sana ainda ter aberto a porta pra você, pois no lugar dela eu não olharia nem na sua cara. - Mina cuspiu as palavras com toda a raiva que sentia. - Não que eu esteja realmente interessada, mas o que faz aqui?


- Eu vim perguntar se Sana queria fazer alguma coisa...


Dahyun sequer teve tempo de raciocínio, apenas sentiu um tapa forte no lado direito de seu rosto, tão forte que chegou a latejar.


- Você realmente não tem noção do quão babaca está sendo, não é? - Perguntou, se aproximando da loira. - Esse tapa foi por tudo que você fez pra Sana nesses últimos dias. Agora, Kim, volte pra sua casa e nunca mais apareça aqui, porque se eu souber que você andou machucando a minha amiga novamente, tenho certeza que não irá gostar de saber o que eu vou fazer. Passar bem.

Mina saiu sem esperar por uma resposta de Dahyun, que ficou plantada durante alguns segundos no mesmo lugar, até voltar pra realidade de forma automática.

- Só há uma pessoa com quem eu posso contar agora, e é pra lá que eu vou.



*


Dahyun estacionou seu carro em frente ao prédio de Momo, era a primeira vez que visitava sua amiga após ela ter se mudado de seu apartamento. A loira passou rapidamente pela portaria do prédio e em um curto espaço de tempo já se encontrava em frente à porta do apartamento de Momo, dando leves batidas na mesma.

- O que faz aqui? - Hirai perguntou assim que abriu.

- É assim que me recebe?

- Desculpe, não esperava sua visita. Aconteceu alguma coisa? E por que seu rosto está vermelho?

- Sana acabou descontando toda a raiva dela em mim. - Riu fraco. - E isso aqui é culpa de Mina.

- Não me diga que foi atrás de Sana. - Momo disse, obtendo a resposta no silêncio de Dahyun. - Pelo amor de Deus, Dahyun, depois de tudo que você aprontou, ainda foi atrás dela?

- Oh, você já sabe...

- Sim, eu sei, Mina me contou. E saiba que eu repudio a sua atitude.

- Eu não fiz nada demais.

Momo parou imediatamente o que fazia ao ouvir Dahyun e encarou a amiga seriamente.

- Não fez nada demais? Dahyun, você tratou Sana como um brinquedo, usou a garota, depois descartou e ainda jogou isso na cara dela, sem se importar se isso iria magoar ela ou não.

- Ela sabia que isso iria acontecer. - Tentou se defender.

- Isso não muda nada Dahyun. Ela sabendo ou não, não te dá o direito de tratá-la como você bem entender. - A mais velha disse em forma de advertência. - Agora consigo entender o porque de Mina ter te dado um tapa, não tiro a razão dela.

- Pensei que você fosse minha amiga. - Dahyun falou em tom de falsa mágoa.

- Ser sua amiga não significa que eu seja obrigada a fechar os olhos para as suas babaquices, Dahyun. - Hirai rebateu.

- Já acabou o sermão, mamãe?

- Não, não acabei. - A japonesa ainda estava séria. - Você não pode tratar Sana da forma que tratou apenas pra manter essa sua fama de "pego todas e não me apaixono", aliás, nem Sana e nem qualquer outra mulher. Já passou da hora de você colocar a mão na consciência e pensar sobre seus atos, e vá por mim, é melhor aprender por bem do que por mal.

Após a breve conversa com Momo, Dahyun permaneceu apenas mais alguns minutos com a amiga e depois decidiu finalmente ir embora. Já no trânsito, a loira aproveitou o sinal vermelho para ligar para um de seus contatos, estava com a cabeça cheia e talvez fosse uma boa ideia dar uma relaxada.


*


Já em seu apartamento, Dahyun mal esperou fechar a porta atrás de si e logo atacou os lábios da garota que estava em sua companhia aquela noite. As duas caminharam cegamente até o quarto, onde assim que chegaram, Dahyun guiou o corpo da garota até que estivesse deitado sobre a cama. Quando as coisas estavam prestes a ficar mais quentes, a loira subitamente parou o que fazia.

- Desculpe, isso nunca aconteceu antes, eu... Apenas me desculpe. - Dahyun disse, se jogando na cama.

- Está tudo bem, você deve estar com a cabeça cheia. - A voz calma da garota foi ouvida em seguida. - Acho melhor eu ir embora.

Quando a jovem garota se levantou de sua cama, Dahyun prontamente se levantou junto e se apressou para pegar sua carteira.

- Espere! - Pediu. - Tome, pra você pagar um táxi até sua casa.

- Não precisa.

- É o mínimo que eu posso fazer após isso.

Vendo que Dahyun não iria desistir, a garota apenas aceitou o dinheiro e saiu do apartamento, deixando a Kim sozinha com seus pensamentos. Toda aquela situação estava deixando-a mais afetada do que ela deveria estar, era no mínimo estranho para a coreana. Por algum motivo ela não queria permanecer naquela situação com Sana, mas não sabia exatamente qual era esse motivo. Dahyun só tinha uma certeza no meio daquilo tudo.

Minatozaki Sana havia conseguido enlouquecê-la de vez.


Notas Finais


E aí? O que acharam? Aiai, essa Mina hein... Espero que tenham gostado.

Enfim, como estão nessa quarentena? Espero que bem e que estejam se cuidando.

Pra quem ainda não lê, dêem uma olhada na minha fanfic mimo, acabei de atualizar também, link: https://www.spiritfanfiction.com/historia/forbidden-love--mimo-19033032

Beijos e até a próxima. ♡


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