História Will you like hunt with me? - Capítulo 78


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Categorias Supernatural
Personagens Dean Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Dean Winchester, Sobrenatural, Supernatural
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Palavras 1.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leituura <3 <3

Capítulo 78 - Ele Disse - Parte 01


Fanfic / Fanfiction Will you like hunt with me? - Capítulo 78 - Ele Disse - Parte 01

Dean POV

Harriet não dormiu um minuto sequer. Eu não sabia o que fazer, ou se ela precisava de algo, pois ela simplesmente ficou muda desde que eu a carreguei para fora da casa. Isso mesmo, carreguei. Eu não faço ideia do tempo em que Harriet ficou chorando em meus braços, mas a partir de um momento, ela pareceu ficar entorpecida, sem forças, então eu a carreguei para fora da casa.

Ela havia ficado com um corte em sua sobrancelha e suas mãos estavam arranhadas pelo o que devia ser o vidro que estava no chão. Enquanto eu limpava os cortes em suas mãos, ela permaneceu de olhos fechados, mas as lágrimas insistiam em descer pelo seu rosto lentamente. Eu sabia que ela estava profundamente machucada, quebrada, mas...

Eu não sabia o que fazer.

Durante a noite, ela ficou imóvel como uma estátua, sentada na poltrona abraçada aos joelhos, fitando o céu escuro pela janela. A única que eu pude fazer foi ir até ela e segurar sua mão, deixar que ela soubesse que eu estaria ali quando ela precisasse. Eu me sentia perdido e também profundamente culpado por ter levado ela até lá, por ter deixado tudo isso acontecer quando eu sabia que a chance de dar errado era enorme. Diga-me, o que eu devo fazer?

Quando amanheceu, nós partimos da cidade. Paramos em um posto de gasolina e Sam foi ao banheiro. Assim que percebi que ele estava demorando demais, fui atrás.

- Ei, cara, precisamos… - eu comecei a falar mas parei ao perceber que ele estava ofegante, inclinado sobre a pia - o que foi?

- Sei lá, cara - falei à Sam - fique frio e vamos pensar nisso.

- O que há pra pensar? - ele respondeu, inquieto.

- Eu só não sei se ir para o Roadhouse é uma boa ideia - falei e olhei de relance para Harriet, que olhava para suas mãos, como se houvesse algo extraordinário nelas.

- Dean, é outra premonição, eu sei. Isso vai acontecer. E Ash pode nos dizer onde.

- Eu sei, cara, mas…

- E deve ter ligação com o demônio. Minhas visões sempre têm.

- Por isso mesmo. Tem caçadores lá e chegar dizendo que você é um pirado sobrenatural com ligações demoníacas não é uma boa, sacou?

- Acha que a gente é pirado? - Harriet perguntou e eu olhei-a, sorrindo sem jeito.

- Vocês sempre foram pirados.

Logo que nós entramos no Roadhouse, eu dei de cara com Jo.

- Não pode ficar longe, né? - ela disse.

- Oi, querida - Harriet apareceu ao meu lado - morri de saudades.

Jo revirou os olhos e olhou para Sam.

- Cadê o Ash? - Sam perguntou.

- No quarto dos fundos - Jo respondeu - tudo bem?

- Tudo - Sam respondeu apressado e seguiu para os fundos.

- E eu estou ótima - Jo disse, irônica.

- Ninguém liga - Harriet disse enquanto seguia Sam, o que me fez sorrir.

Nós nos aproximamos de Sam, que batia na porta onde uma placa dizendo “doutor pirado está” estava pendurada.

- Ash! - Sam gritou e eu vi Ash aparecer com metade do corpo oculto pela porta, nu.

Instintivamente, eu empurrei Harriet e ouvi ela rir.

- Precisamos de ajuda - Sam disse.

- Droga - Ash respondeu - vou ter que vestir as calças.

- Não precisa se incomodar com isso - Harriet disse e eu olhei-a - eu tô brincando, Dean.

- Não preciso vestir minhas calças então? - Ash perguntou e eu peguei a maçaneta da porta, fechando-a.

- Combina - Ash disse ao buscar pelo símbolo que Sam desenhou em um papel, alegando ter visto em sua visão - é o logo da companhia Serra Azul de ônibus. Guthrie, Oklahoma.

- Está bom - Sam respondeu e eu me encostei no balcão ao lado de Harriet, passando meu braço por trás dela - me faz um favor. Cheque Guthrie. Se tem sinais do demônio ou de profecias, coisas do tipo.

- Acha que o demônio está lá? - Ellen perguntou.

- É, pode ser.

- Por que acha isso? - Ash perguntou.

- Ande logo, está bem?

Ash digitou algo no notebook e, segundos depois, olhou para Sam.

- Não, senhor. Nada. Sem demônio.

- Tente outra coisa para mim - Sam sugeriu - procure um incêndio em Guthrie. Seria em 1983. Fogo no quarto do bebê. Na noite em que ele fez seis meses.

- Que estranho, cara. Por que vou procurar isso?

- Por que tem uma loura aqui pra você - Sam respondeu e colocou uma garrafa de cerveja na frente de Ash.

- Me dê 15 minutos.

Eu e Harriet nos sentamos em uma mesa do bar. Eu pedi uma cerveja e Harriet não quis nada, ficando apenas tamborilando os dedos na mesa. Jo desfilava pelo bar, limpando as mesas e passando desnecessariamente diversas vezes perto na mesa onde eu estava, fato que eu sabia que Harriet havia percebido. Jo foi até a jukebox e colocou um rock mas suave. Eu olhei-a e ela me olhou de volta.

- O que é? - ela disse, dando de ombros.

- REO Speedwagon? - perguntei.

- Isso mesmo. REO. Kevin Croin canta com o coração.

- Ele canta com o cabelão - respondi - tem uma diferença.

Harriet encarava-a, com a cabeça apoiada na mão, sorrindo forçadamente quando Jo a olhou.

- O perfil que Sam pediu para procurar - Jo começou - sua mãe morreu do mesmo jeito, não foi? Incêndio no quarto da mãe?

- Olha, Jo - falei - é assunto de família.

- Eu posso ajudar - ela insistiu.

- E pra que a gente iria querer sua ajuda? - Harriet questionou.

- Nós vamos resolver sozinhos - continuei - e de qualquer forma, sua mãe iria me matar se eu te levasse comigo.

- Está com medo da minha mãe? - ela perguntou em meio ao riso.

Eu assenti e Jo continuou rindo.

- Achamos - Sam disse e eu olhei - temos que ir.

- Tudo bem - falei para Jo - a gente se fala.

Estendi minha mão para Harriet, mas ela simplesmente seguiu Sam, deixando-me para trás.

- Tá me zoando, né? - Harriet disse depois que eu cantarolei metade de uma música enquanto dirigia o Impala.

- Eu ouvi esta música não sei onde - respondi - não sai da minha cabeça.

- Ah, não sabe? Eu sei onde - ela respondeu - coincidentemente Jo estava escutando esta música. Estranho, não?

- Você fica adorável quando está morrendo de ciúmes - provoquei e ela abriu a boca para dizer algo, mas acabou desistindo.

- Cretino - ela murmurou por fim.

Eu sorri e pisquei para ela, o que fez com que ela revirasse os olhos.

- Ei, Sam - falei e olhei-o pelo retrovisor - o que achou?

- Andrew Gallagher. Nascido em 1983, como eu e Harriet. Perdeu a mãe em um incêndio exatos seis meses depois.

- Acha que um demônio matou a mãe?

- É o que parece - Sam sussurrou.

- Por que pensou em procurar este cara? - perguntei para Sam.

- Cada premonição minha, se não é sobre o demônio é sobre outras crianças que visitou. Como Max Miller, lembra dele?

- É, mas Max Miller era um psicopata.

- A questão é: ele matava pessoas e eu tive o mesmo tipo de visões com ele. E agora, pode acontecer de novo com esse Gallagher.

- Cara, eu me pergunto como você nunca teve nenhuma visão como Harriet. Digo, ela estava aqui desde sempre - comentei.

- Eu nunca pensei nisso - Sam interrompeu.

- Talvez… - Harriet começou - ah, não sei. Voltando a Gallagher, como vamos achá-lo?

- Eu não sei - Sam respondeu - sem endereço. Sem trabalho. Não paga nenhuma conta. Telefone, crédito, compras.

- Algum aviso de cobrança?

- Não no sistema.

- Ninguém aperta o cara?

- É o que parece. Tem o endereço do último trabalho, há um ano.

- Podemos começar lá - Harriet concluiu.

 

Harriet POV

- Você não vão tirar nada do Andy - a simpática garçonete disse - eles nunca tiram, desculpe.

- Eles? - Sam perguntou.

- São cobradores, não são? De vez em quando eles aparecem. Não sei o que Andy diz, mas eles nunca voltam.

- Nós somos advogados. Representamos a tia-avó dele, Lita - mentiu Dean - ela morreu, Deus a tenha. Deixou uma herança para o Andy. E você é amiga dele?

- Eu era, sim - ela respondeu - não tenho visto muito o Andy agora.

- Andy? - um cara apareceu e se sentou na mesa em que nós estávamos - o Andy detona, cara.

- É sério? - perguntei, sarcasticamente.

- Andy pode fazer qualquer coisa. Cara, ele até me levou ao show do Aerosmith. Foi lindo, cara.

- Quer arrumar as mesas, Webber? - a garçonete disse.

- Tá, você manda, chefe - ele respondeu e saiu dali.

- Se querem falar com ele, tentem a Rua Orchard - ela sugeriu - procurem uma van com uma rainha dos bárbaros pintada.

- Rainha dos bárbaros? - Dean perguntou.

- Ela monta um urso polar. É difícil de não ver.


Notas Finais


:3


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