História Will you like hunt with me? - Capítulo 79


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Categorias Supernatural
Personagens Dean Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Dean Winchester, Sobrenatural, Supernatural
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Palavras 1.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Opa, boa leitura!

Capítulo 79 - Ele Disse - Parte 02


Fanfic / Fanfiction Will you like hunt with me? - Capítulo 79 - Ele Disse - Parte 02

Harriet POV

Qual o problema? - Dean perguntou para Sam e eu olhei-os.

- Nada - Sam respondeu.

- Sam, você tá com cara de limão azedo. O que está havendo?

- Este Andrew Gallagher. Ele é o terceiro cara assim que achamos, Dean. O demônio chegou neles quando eram bebês. Agora, eles matam gente.

- Não sabemos se foi o Andrew Gallagher, tá? Pode ser inocente. E nem todos os que são como você matam. Harriet não assassinou ninguém.

- Repita a frase devagar e encontre o erro - falei e Dean me olhou.

- Desculpe - ele murmurou e eu ri da repentina expressão de culpa que surgiu em seu rosto.

- Minhas visões ainda não erraram - Sam continuou - e Harriet parece prever coisas que vão acontecer por perto. Como se conseguisse se conectar com a realidade do local.

- É uma boa teoria - concordei.

- Aonde quer chegar, Sam? - Dean indagou.

- Nós somos um deles - Sam concluiu.

- Não, não são.

- Dean, o demônio disse que tem planos para mim e crianças como eu.

- É?

- É. E talvez esse seja o plano. Talvez sejamos um bando de médiuns pirados. Talvez sejamos o que temos que ser.

- Assassinos? - perguntei e Sam me olhou, suspirando.

- É.

- O demônio quer vocês todos por aí, matando com a mente? É isto? - Dean perguntou, perplexo. Fala sério, vocês não são assassinos - ele continuou e eu abri a boca para falar, mas ele ergueu a mão em minha frente - não diga que você é. Não vou mais admitir isso. E além do mais, vocês não levam jeito pra assassinos.

- Não? - Sam perguntou - pelo o que eu sei eu mato todo o tipo de coisas.

- Mas essas coisas estão pedindo. É diferente.

- Olhem - falei ao ver quem devia ser Andrew saindo da casa. Ele andou pela calçada e parou para conversar com um homem de terno próximo à uma loja.

- É ele - Sam disse em um sobressalto - o cara mais velho. É ele, o atirador que eu vi em minha visão.

- Fiquem de olho nele - Dean disse - eu vou atrás do Andy. Vão.

Eu e Sam descemos do Impala e seguimos aquele homem, misturando-nos no meio das pessoas.

- Tive uma ideia - Sam disse e andou até a loja de armas, disparando o alarme.

Eu ouvi um estrondo e o vulto de um ônibus, o qual havia atingido alguém. Quando me virei, não havia nada, tudo estava normal. Sam voltou até mim e, segundos depois, Andy passou dirigindo o Impala pela rua. Eu olhei para Sam e ele rapidamente pegou o telefone, ligando para Dean.

- Dean! - Sam disse - Andy pegou o Impala - ele esperou e eu olhei para o suspeito atirando conversando ao telefone - como é?

O cara desligou o telefone e olhou na direção da rua, andando até ela. Ouvi o ônibus aproximando-se ao longe e meu corpo gelou.

 - Sam! - eu disse e corri na direção do homem.

- Não! - Sam gritou - Harriet!

Senti os braços de Sam puxando-me para trás segundos antes de o ônibus passar, atropelando o homem.

- Eu o tirei da loja de armas - Sam disse à Dean. Nós estávamos ali, olhando o trabalho dos socorristas de longe. Sam estava sentado na calçada e eu me sentei ao seu lado, encostada na árvore. Dean estava agachado ao meu lado, olhando para o local do acidente - achei que ele estava bem. Achei que ele estava livre. Eu deveria ter ficado com ele.

- Não foi sua culpa, Sam - eu disse, sem olhá-lo, afinal aquilo parecia algo que nós sempre teríamos que repetir. Nunca é sua culpa.

- Graças a Deus - Dean disse ao encontrar o Impala estacionado na rua - desculpe, eu nunca mais vou deixar você - ele sussurrou ao carro e eu franzi a testa, olhando-o - pelo menos deixou as chaves dentro.

- É - Sam respondeu - um bom samaritano, o cara.

- Parece que ele não sabe fazer feitiço torcendo o nariz - Dean comentou - ele usa comandos verbais.

- O doutor falava no celular quando passou na frente do ônibus - comentei.

- Andy deve ter ligado pra ele - Sam concluiu.

- Eu não sei - Dean respondeu - pode ser.

- Como é?

- Não sei se ele é o nosso cara, Sam.

- Dean, você condenou o O. J. antes de ele sair do Bronco e tem dúvidas nesse caso?

- Andy não parece o tipo de assassino de sangue frio. E O. J. era culpado. Mesmo assim, como vamos rastrear o cara?

- Sem problema - Sam disse e apontou para uma van com a rainhas dos bárbaros pintada - não é bem um carro discreto.

- Vamos dar uma olhada - Dean disse ao se aproximar do carro, abrindo as portas e revelando o que parecia ser uma cama e um globo de discoteca pendurado - ah, fala sério. Não parece a toca de uma assassino em série. Não tem palhaço pintado na parede ou tesoura fincada no rosto da vítima. Só o tigre - ele disse  e apontou para a pintura de um tigre na parede.

Eu olhei para os livros espalhados e peguei-os.

- Hegel, Kant, Wittgenstein - li os nomes - é uma literatura de peso.

- É - Dean concordou - um Bong do Moby Dick.

Mais tarde, havíamos comprado as típicas fast-food e Dean terminava de comer um x-burguer no Impala enquanto Sam revirava os papéis do caso em seu colo e eu ajudava-o.

- Sabe - Dean disse - um dia eu quero comer alguma coisa que não seja aquecida no microondas do mercadinho.

- Eu só não entendo o motivo - Sam disse e me entregou a ficha do doutor que morreu atropelado - o doutor era imaculado. Por que Andy iria querer matá-lo?

- Se for o Andy - Dean rebateu.

- Cara, já chega - falei.

- O que é?

- O doutor se jogou na frente do ônibus. Andy tem o poder de controlar mentes. É só ligar os fatos.

- Eu só não acho que esse cara seja capaz.

- E como você sabe? Por que está defendendo o cara?

- Você não está certa nesse caso.  

- Sobre o Andy?

- Ei! - Andy disse, aparecendo na janela do carro - acha que eu não vi vocês? Por que estão me seguindo?

- Nós somos advogados - Sam respondeu - um parente seu faleceu.

- Diga a verdade - Andy insistiu.

- É o que estamos… - comecei a dizer e Dean me interrompeu.

- Caçamos demônios - ele disse e eu olhei-o, boquiaberta.

- O quê? - Andy perguntou.

- Dean! - Sam repreendeu-o.

- Demônios e espíritos - Dean continuou - coisas que estão no seu pior pesadelo. O Sam aqui é meu irmão…

- Cale a boca! - eu disse e Dean me ignorou.

- Estou tentando - Dean disse - Sam e Harriet são médiuns, como você, nem tanto como você, mas eles acham que você é um assassino e Sam teme virar um também, porque você fazem parte de uma coisa terrível. Eu espero que ele esteja errado, mas estou com medo de ele estar certo.

- Tudo bem - Andy disse - quer saber? Larguem do meu pé. Tudo bem?

- Tudo bem - Dean respondeu e eu vi Andy se distanciar. Instintivamente, eu abri a porta do carro e fui atrás dele, sendo seguida por Sam.

- Vá embora - Andy disse - vire e vá. Não pare de dirigir nunca mais.

- Não funciona comigo - respondi e vi Dean se aproximar, mas Sam fez sinal para que ele ficasse ara trás - você faz as pessoas fazerem coisas, não é? - perguntei à Andy - você diz a elas o que pensar.

- Olhe, eu… Que loucura - Andy respondeu.

- Tudo começou há mais ou menos um ano, não foi? - Sam perguntou - quando fez 22 anos. Começou devagar, mas quando você conseguiu controlar…

- Como você sabe tudo isso? - Andy perguntou.

- Porque a mesma coisa aconteceu comigo - Sam disse - e agora tá acontecendo com Harriet. Nossa mãe também morreu queimada. E nós também temos poderes. Sabe, nós somos ligados. Nós três.

- Quer saber? Dê o fora daqui - Andy ordenou.

- Por que disse ao doutor para ir para a frente do ônibus? - perguntei.

- Como é?

- Por que você o matou?

- Eu não! Não matei!

Sam levou a mão até a cabeça e eu olhei-o. Ele se desequilibrou e veio para cima de mim, o que fez com que eu forçasse meu corpo a mantê-lo em pé.

- Sam - falei - ei, Sam. O que é?

- Sam! - Dean veio até nós e me ajudou a manter Sam em pé.

- Uma mulher - Sam disse - queimada viva…

- O que mais você vê? - Dean perguntou.

- Um posto de gasolina. A mulher vai se matar.

- Por que ele diz que “ela vai”? O que ele… - Andy estava dizendo mas Dean o interrompeu.

- Cale a boca.

- Ela é acionada pela ligação do celular - Sam disse.

- Quando? - perguntei.

- Eu não sei. Mas, enquanto ficarmos de olho em Andy, ele não vai machucá-la.

- Eu? - Andy respondeu - eu não machuco ninguém.

- Ainda não.

Um caminhão do corpo de bombeiros passou por ali e eu  olhei para Dean.

- Vá - falei e ele assentiu, indo até o Impala e seguindo o caminhão.



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