História Will you love me? - Capítulo 9


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Ouat, Regina Mills, Swan Queen Emma Swan
Visualizações 518
Palavras 1.645
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Intersexualidade (G!P)
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - O jantar


POV REGINA

No hospital eu precisava ver sobre os tratamentos que a mãe de Emma foi submetida. Emma estava atrás do médico e a deixei ter um momento com a mãe. Enrolei alguns minutos no corredor e encostei-me à porta, pensei em abrir, mas pude ouvir claramente Emma conversando com ela a voz embargada. Ouvir a conversa de alguém é algo tão errado, mas minhas pernas travaram ali, encostei-me à parede e permaneci olhando o teto, as palavras dela entravam em mim me machucando, era como sentir a dor dela. Tão nova, não merece passar por nem 1/3 disso.

Quando não aguentei mais, eu entrei. Ela dizer que não queria que eu saísse foi tranquilizador, não que eu pudesse mudar o que ela estava sentindo, mas queria me manter perto e acima de tudo, queria que ela entendesse que não está sozinha.

Constantemente me perguntava o que era isso que eu estava desenvolvendo por essa menina, me importar é algo da qual eu não estou acostumada e de repente eu vivo preocupada, vivo pensando coisas tipo “o que ela sente?”, “será que ela está bem?”, já pensei até em investigar o que a mãe dela esconde, porque ninguém some a noite assim. Mas seria invasão de privacidade.

Voltamos e combinei de busca-la para o jantar, eu sabia que teria problemas. Eva é uma predadora nata, notei seu olhar sobre Emma quando se conheceram, mas eu realmente almejo contratos com a empresa dela e arriscaria. Emma não curtiu a ideia de usar vestido e me acostumei a vê-la com uma roupa social básica, não consegui visualizar como ficaria.

Coloquei um vestido mais solto azul, sempre tomo muito cuidado com as roupas que uso, não gosto de deixar evidente certas coisas, para evitar falatório e possivelmente um escândalo, tendo em vista que poucas pessoas além do circula familiar, sabem.

Fui buscá-la e fiquei impressionada, acredito que seja essa a palavra que descreve melhor o que senti ao ver Emma em um vestido preto e justo, ela ganhou uma expressão mais adulta, linda mesmo. Não consegui disfarçar isso quando soltei a pergunta sobre Eva, que a deixou sem graça.

Fomos para o jantar em silêncio, eu prestava atenção à estrada, porém sempre que parávamos em algum semáforo a olhava, ela permaneceu olhando para fora o caminho inteiro, eu queria ler mentes para saber o que se passa na cabeça dela.

Chegaram ao restaurante e Emma enrolou para descer.

— Regina nunca mais faz isso, sou muito tímida. – Falou descendo. – E fico parecendo um ET de vestido.

— Se os ETs se parecerem com você, eles são lindos, Swan. Para com isso, você está ótima assim, seja segura e firme como é no escritório, certo? – Falei pensando nas investidas descaradas que Eva faria.

Entramos lado a lado, logo avistei Eva com mais duas pessoas sentada à mesa. Eva estava com um vestido vermelho, mas tão vermelho que doeu meus olhos.

— Olha quem chegou. – Falou se levantando com os demais.

— Emma, você está linda! – Falou dando um beijo na bochecha dela. Notei que os rapazes que estavam juntos também a analisavam. – Esses são David e Killian. Boa noite Regina. – Falou me cumprimentando.

Olhei para David e estranhei a semelhança dele com Emma, os olhos, os cabelos. Analisei alguns segundos e deixei isso de lado, Emma estava totalmente sem jeito e além de Eva, Killian deixou claro o interesse nela.

— Você deveria me convidar para mais jantares com loiras lindas. – Falou quando nos sentamos.

— Essa loira linda é responsável por esse jantar. Regina deve isso a ela. – Falou colocando a mão sobre a de Emma, que a tirou instantaneamente.

— Você namora? – Perguntou e ela me olhou, pude sentir seu olhar pedindo ajuda.

— Vamos falar de mim mesmo? Não era um jantar de negócios? – Ela perguntou séria e eu não contive o sorriso.

— Ingrid me disse que ela é mal educada, gosta de dar patadas. – Eva disse rindo alto. – Gosto assim.

— Ela é firme, é diferente, esse é um dos motivos de estar trabalhando comigo. Vamos ao que interessa? – Perguntei impaciente.

— Regina a sua proposta continua a mesma? – Eva perguntou e neguei lhe entregando uma nova proposta.

— Mudamos algumas coisas Eva, temos outra linha de raciocínio outra visão dessa vez. Emma me ajudou a modificar algumas coisas pequenas que deixei passar.

— Certo. – Falou colocando os óculos na ponta do nariz, lendo página a página.

— Você não respondeu se namora. – Killian cortou o silêncio.

— Sou casada! – Emma falou. – Tenho cinco filhos.

— Regina, onde você encontrou ela tem mais? – Ele perguntou em tom divertido.

— Peça única. – falei arqueando a sobrancelha. – E minha.

Todos me olharam, até Eva desviou o olhar para mim. Talvez eu tenha exagerado, o olhar de Emma me invadia. Olhei para um ponto qualquer fugindo dos olhares curiosos.

— Eu aceito a proposta. – Eva disse.

— Sério? – Perguntei voltando a atenção a ela.

— Sim, porém quero contato direto com você e Emma, há pessoas na sua empresa que não me agradam. – Falou séria.

— Emma é minha secretária, impossível não ter contato com ela. Mas seja profissional, obrigada. – Enfatizei.

— O que acontece fora da empresa não lhe diz respeito, né querida? – Eva piscou pra mim e revirei os olhos.

Fizemos nossos pedidos e demoraria alguns minutos, Emma estava incomodada e notei isso.

— Vou ao banheiro. – Falou já se levantando.

— Eu mostro onde é. – Eva se levantou. Meu sangue ferveu, minha vontade era levantar e ir atrás daquela doida.

— Ela é daqui? – David se pronunciou, acredito que pela primeira vez na noite.

— É, mora só com a mãe. – Falei, olhando em direção ao banheiro.

— Eva raramente se interessa tanto por alguém, passou a semana falando dela, tive que conferir. – Killian disse com aquele sorriso cafajeste. Que raiva desses dois.

— Emma é muito fechada, nem sei se fica com mulheres ou se namora. Ela não conta nada. – Falei tentando cortar o assunto.

— Não temos ciúmes. – Piscou para mim.

Passaram uns dez minutos e fiquei completamente impaciente, pedi licença e fui até o banheiro pensando no que estava acontecendo. Na porta pude escutar a voz de Eva falando.

— Você não vai me deixar na mão, né? – Me segurei para não entrar.

— Só me solta, eu odeio lugares fechados, mais ainda com pessoas que eu não conheço. – Emma disse.

— Não estou te segurando, Emma. – Eva disse e abri a porta. Ela prensou Emma na parede, estava com uma mão em cada lado dela. Minhas mãos tremiam.

— Eva, solta ela. – Falei tentando manter a voz calma.

— Regina, deixa eu me divertir, eu sei que ela quer! – Falou sem se virar.

— Eu não gosto de mulher! – Emma falou em alto e bom tom e afastou Eva, que a olhou sorrindo.

— Toda mulher é bi, garota. – Falou saindo do banheiro nos deixando a sós.

Ficamos paradas por alguns minutos sem dizer nada. Ela olhava para o espelho e eu olhava para ela. Sua expressão séria me deixava curiosa e ao mesmo tempo preocupada.

— Vou matar ela. – Falei por fim.

— Por quê? – Emma se virou me perguntando.

— Ela não pode simplesmente te prensar contra a parede. – Deixei claro meu descontentamento.

— Porque está tão nervosa? – Emma perguntou se aproximando. – Ela é louca, mas não é para tanto.

— Não é pra tanto? Emma ela pegou na sua mão, te comeu com os olhos quando te viu nesse vestido, te prensou na parede. Perdi mais alguma coisa? – Perguntei nervosa para valer, há muito tempo não ficava assim e não deveria estar assim.

— Você está falando alto Regina. Eu acho que já disse que odeio que gritem comigo e você está fazendo isso e nem sei por quê. Aquela doida dá em cima de mim e sou a culpada? Tá certo. – Falou revirando os olhos, estávamos próximas enquanto falava próxima demais, era a segunda ou a terceira vez que isso acontecia e uma tensão pesava sobre nós.

— Emma. – Ia falar, porém ela saiu. Permaneci me olhando no espelho, pensando nas palavras dela. “Eu não gosto de mulher”, e nem ao menos sei por que pensei nisso.

Cheguei à mesa e o silêncio reinou enquanto comíamos. Eu a olhava às vezes, porem seu olhar ora estava sobre o prato, ora estava sobre David. Mais meia hora e finalmente concordamos em irmos embora.

Não perguntei se ela queria ir para a casa dela, fiz o caminho da minha e não fui questionada, entendi como um “tudo bem”. Odiava brigar com ela, porque pior que ela me dizendo qualquer coisa é o silêncio que vem depois ou as respostas curtas.

— Emma. – A chamei depois de chegarmos e ela tomar banho e se sentar na escadinha.

— Pode dormir, estou sem sono. – Respondeu seca.

— Vai ficar assim? – Perguntei me sentando ao seu lado.

— Sou assim. – A resposta veio direta.

— Eu também sou assim. Eu te disse no primeiro dia. – Tentei me explicar, não precisava, mas senti uma necessidade enorme de fazer isso.

— Disse que surtaria, eu me lembro claramente. Mas por que Regina, você ficou completamente alterada naquele restaurante, por quê? – Ela disse se virando para mim, me encarando.

A resposta da pergunta entalou em minha garganta. “Ciúmes”, “não quero Eva dando em cima de você.” Primeiro eu não deveria sentir isso, não tenho esse direito e segundo, não sei de mais nada.

— Desculpa ter gritado com você. – Falei por fim.

— Tudo bem.. – Ela disse passando uma mão da outra. - Você gosta de mim, Regina? – Sua pergunta me deixou abalada, como assim? – Digo, como secretária ou como pessoa que te atrapalha e se apossa da sua casa, da sua escadinha..

— Gosto. – Respondi com sinceridade. – E olha que eu nunca gosto de ninguém. – Completei e ela encostou a cabeça em meu ombro.



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