História Will You Remember Me? - L3ddy - Capítulo 16


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Categorias Gabriela "Gabbie" Fadel, Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti
Personagens Gabriela "Gabbie" Fadel, Lucas "LubaTV", Lucas Olioti
Tags Fanfic, L3ddy, Luba, T3ddy, Youtubers
Visualizações 172
Palavras 1.425
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


DEPOIS DE OITENTA E QUATRO ANOS

Eu tava com esse cap pronto há décadas - porque talvez eu tenha ficado escrevendo durante a aula :v - mas a minha preguiça de passar do caderno para o site aqui era tanta que acabei enrolando até o último minuto hehehe

Perdoem-me por isso e boa leitura, xuxus <3

Capítulo 16 - Nós Não Andamos De Carro


- Então... Como você está? - Foi a pergunta feita pelo de cabelo azulado, que jogou o braço por cima de meus ombros, puxando-me para mais perto de si.

Durante os dias que se passaram, saí mais de casa do que achei que faria. Na maior parte do tempo eu estava com T3ddy ou até mesmo sozinho. E hoje é a primeira vez que decidi sair com alguém diferente, sendo assim essas pessoas, Rafael e Gabriela.

Sinto-me meio culpado por não me lembrar dos momentos que nós passamos juntos. Sinto-me culpado também por não ter tentado uma aproximação maior com os dois depois do acidente, e ao invés disso, ter apenas me afastado. Fui péssimo nesse quesito se formos ver e analisar a situação agora. Sabe, eles ficaram no hospital comigo durante o coma, se importaram e demonstraram isso, e eu, eu não tratei eles da maneira como deveria ter feito.

Como sei dessas coisas sobre eles terem ficado no quarto de hospital comigo? Bem, digamos que minha mãe me ligou algumas vezes essa semana e eu tive a maravilhosa oportunidade de conversar com ela em relação a isso tudo.

Aparentemente os três - Gabbie, Rafa e Carminha - se alternavam para tomar conta de mim, para que assim eu não ficasse sozinho e eles todos terem a chance de descansar em suas devidas casas enquanto o outro estivesse no meu quarto.

"Eles ficaram abalados com o acontecido, assim como eu... Particularmente eu acho que Rafael se sente um tanto quanto culpado..." foi o que ela me disse pelo telefone durante a ligação.

Não entendi o motivo de Rafael se sentir culpado, afinal, ele não tem nada a ver com isso, sabe, sobre o acidente e o coma, certo? Ou será que ele tem?

Perguntei sobre para a minha mãe, mas ela disse que não sabia exatamente, já que não tinha certeza se ele se sentia realmente desse modo, e sim, que foi apenas uma impressão de sua parte ao analisar o modo como Rafael ficava estando perto de mim ou falando sobre o acidente.

- Sim, estou - Respondi, sorrindo, depois de alguns minutos perdido em meus pensamentos. - Sabem, eu queria... Hm... Eu queria me desculpar... - Os dois irmãos olharam para mim ao mesmo tempo, com a confusão estampada em seus rostos.

- E por qual motivo você está se desculpando? - Gabbie questionou, antes que Rafael pudesse fazer o mesmo.

Eles parecem mais confusos nesse momento do que como ficaram quando decidi ir na casa deles - a qual T3ddy disse ser o apartamento logo abaixo do nosso - e chama-los para dar uma volta comigo pela cidade que agora conheço tão pouco. Ao mesmo tempo que ficaram confusos, pareciam ainda mais surpresos, mas mesmo assim, acabaram por aceitar o meu simples convite e como podem ver, cá estamos nós.

Ah, sim, falando em Lucas, chamei-o para vir conosco, porém, ele disse que eu deveria passar um tempo com os dois a só. Sendo assim, não fiz nenhuma pergunta sobre isso, mesmo imaginando que ele tinha motivos para dizer esse tipo de coisa, mas não parecia ser algo de extrema importância, por esse motivo, apenas deixei de lado e ele ficou em casa.

- Por, sabe não ter... Não ter tratado vocês do modo certo. O que eu quero dizer é que... Eu estou pedindo desculpas exatamente por... - Dou uma pausa em minha fala, respirando fundo e tentando organizar melhor os meus pensamentos, para que dessa forma, eu conseguisse dizer uma frase decente e com algum sentindo, dando para entender o que quero dizer - Sinto muito por estar tratando vocês dois como estranhos e nada mais do que isso.

Não é como se a culpa fosse minha, afinal, eu não fiz isso de propósito, mas mesmo assim, me sinto culpado de qualquer maneira...

- Tá tudo bem - Disse Gabbie, com um pequeno sorriso no rosto.

- Não é culpa sua - Foi a vez de Rafael falar, levando a sua mão, que antes estava em meus ombros, para a minha cintura e apertando levemente o lugar.

A aproximação entre nós dois não me incomodava mais como incomodou no dia em que acordei do coma ou como no resto da primeira semana em que eu não sabia nem quem eu era. Não que eu tenha alguma certeza de quem eu sou agora, mas enfim...

Acho que estar próximo de Rafael dessa forma não me incomoda mais, pois, acredito eu que não tenho motivos para desconfiar de algo da parte dele. Sinto-me até mesmo bem e mais do que confortável estando perto dele, assim como também me sinto estando com Gabriela.

- É, eu sei que a culpa não é exatamente minha, mas... - Tentei começar uma explicação sobre o motivo de minhas desculpas direcionadas a eles, mas acabei sendo cortado por Gabbie.

- Lucas, é sério, tá tudo bem, não precisa disso. Não estamos e nem ficamos chateados com você por causa disso em nenhum momento. Não é, Rafa? - Ela voltou o olhar para o irmão, que moveu a cabeça em modo afirmativo e murmurou um "claro" quase inaudível.

Não tinha certeza de que aquilo era uma verdade absoluta, mas provavelmente sim. Afinal, até onde eu sei, o que deixou pelo menos um deles dois mais do que decepcionado e triste no começo, foi o fato de eu nem ao menos me lembrar de quem eles eram. Não que a culpa fosse minha, mais uma vez, mas deu para perceber que mesmo assim, isso parecia ter abalado Rafael no início. Provavelmente ainda o incomode, mas ele consegue esconder bem.

Sorri para os irmãos, sentindo-me mais calmo e aliviado, tendo a certeza de que estava tudo relativamente bem quanto ao assunto tratado nessa conversa.

Ainda estávamos caminhando e eu não sabia quanto tempo fazia desde que começamos a andar à toa pela cidade, mas eu tinha uma quase certeza de que faziam mais do que quarenta minutos e até o momento, não sei para onde estamos indo ou se ao menos estamos indo para algum lugar específico.

Fico me perguntando o motivo pelo qual não estamos indo de carro.

- Posso perguntar uma coisa? - Questiono, levantando a minha cabeça antes apoiada no peitoral do mais alto.

- Tudo o que quiser - Um sorriso doce apareceu nos lábios de Rafael logo depois de dizer essas palavras, o que, por algum motivo que ainda não sei bem, me incomodava. Talvez "incomodar" não seja a palavra certa para expressar exatamente o que sinto ao ver ele sorrir dessa maneira, mas sim, que parecia algo estranho. Talvez isso fosse porque no fundo eu sabia que não era esse sorriso que costumava estar presente em seu rosto.

- Por que não estamos andando por aí de carro? - A pergunta, pelo menos para mim, era algo normal e simples. Não parecia ter nada errado com isso, mas a reação, tanto de Rafael quanto de Gabbie, fizeram-me imaginar que talvez tivesse sido um erro tremendo perguntar sobre isso.

Ambos pareciam tensos e desconfortáveis. Ficaram tão estranhos que não estavam mais sorrindo, nem ao menos abriam a boca. Um silêncio tomou conta do local e parecia que o clima ficava mais pesado e ruim a cada minuto que se passava. O único barulho que eu passei a escutar depois de mais alguns segundos - além do de nossas respirações, obviamente - era o barulho que a bota de Rafael fazia conforme batia no chão constantemente, indicando que ele estava inquieto.

A culpa estava me corroendo. Se eu tivesse ficado quieto e não deixasse a minha curiosidade falar mais alto, nada disso aqui teria acontecido e as coisas continuariam normais.

- A gente... - Gabbie finalmente disse algo. - Nós não andamos de carro. - Ela passou os braços ao redor de seu próprio corpo, como abraçasse a si mesma. - Na verdade, nós nunca andamos...

- A não ser uma vez... - Rafael disse, enquanto bagunçava seus fios de cabelo azuis, com o tom de voz muito baixo, o que fez com que eu imaginasse que na verdade, a intenção era que eu não fosse capaz de escutar essa sua frase.

- E o que aconteceu nessa vez? - Eu sei que não deveria perguntar isso, que na verdade deveria esquecer e fingir que nada aconteceu, mas eu não consigo. Eu apenas não consigo não perguntar e seguir com essas dúvidas me incomodando. - Rafa? - Chamei, depois de muito tempo em silêncio, recebendo um suspiro em resposta antes que ele começasse a falar...


Notas Finais


SHUASHUASHUASHUASHUASHUA


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