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História Wind Flower - Zhang Yixing (Lay) - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Não revisado!!
Boa leitura nini's♡
Espero realmente q gostem ^^

Capítulo 3 - Wind Flower 03


Fanfic / Fanfiction Wind Flower - Zhang Yixing (Lay) - Capítulo 3 - Wind Flower 03

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Sei que eu deveria ter ligado imediatamente para a polícia quando consegui desvencilhar-me dele; mas algo me conteve. Parando pra' pensar nas coisas que o tal príncipe Yixing tinha dito algumas faziam sentido outras não.

Sentada no chão da sala de estar segurando o telefone fixo na mão direita eu olhava atentamente para aquele homem vestido numa camisola hospitalar de cor verde-clara, ele também se encontrava sentado no relento do lado de fora de meu apartamento, na pequena sacada que é ligada a sala.

Mordi o lábio sem saber o que fazer mais, a não ser esperar Jack chegar aqui… Foi a única coisa que consegui pensar… chamá-lo aqui prá' me ajudar a pensar no que fazer.

— Cadê você Jack? — Apertei o telefone mais ainda.

Completamente inquieta eu levantei, o estranho olhou-me por cima do ombro levantando aquela bendita pulseira com pedrinhas de jade. Ele estava sério, mas deixou um sorrisinho brotar no canto esquerdo da boca quando as pedras brilharam.

Levei a mão até a boca roendo as unhas, meus pés automaticamente moveram-se um pouco para frente porém detive os movimentos virando-me para a porta da frente quando ouvi a campainha tocando.

"Jackson!!"

Corre abrindo a porta lhe agarrando pelo braço e o puxei pra' dentro mal dando tempo para ele dizer qualquer coisa já dizendo e apontando:

— Ele está alí! Disse que sou a serva dele! E que não adianta pra onde eu vá… ele irá me achar usando aquela bendita...

— S|N você está bem? — Jackson segurou meu rosto focando seus olhos em mim. Não entendi porque ele perguntou isto quando deveria ter ido tirar um maluco da minha varanda.

— Porque está perguntando isso? Tem um maluco na minha janela, que se diz príncipe da China…

— S|N…

— O que?

— Não tem ninguém lá…

— Hã… Como não? — Olhei para lá e realmente não havia ninguém ali… — Como assim? Não é possível, eu juro pra' você que havia uma pessoa alí... O homem que eu atropelei a dois dias atrás estava na minha varanda agorinha.

— S|N — Jack fez uma pausa voltando a falar num tom baixo, bastante calmo. — Você tem passado tempo demais sozinha nesse apartamento. — Ele olhou em volta notando um montão de folhas amassadas aqui e alí. — Tem se esforçando demais no seu livro. — Roupas sem dobrar dentro de um pequeno cesto de plástico sobre a mesa do centro juntamente com vários pratos, talheres, e copos sujos… Tudo isso fora a zona total que eu chamo de apartamento. — Precisa parar um pouco… Descansar isso aqui… — Ele juntou nossas testas.

— Eu não estou ficando louca, Jack… — Murmurei passando meus braços por seu corpo. — Juro pra você que ele estava aqui…

Jackson não disse nada; porém consentiu fingindo acreditar em mim passando a me abraçou ainda mais forte. Ele apoiou o queixo no topo da minha cabeça; e ficamos desse jeito por alguns segundos.                 

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Ele foi embora por volta das 20:37 porque eu não queria tomar todo seu tempo… Afinal ele também tinha que pegar Mei na casa da avó materna dela, a qual não gostava muito da ideia do Jack criar a menina sozinho. Mas quem ela era pra' falar algo sobre criação de filhos né? Ela não deu um bom exemplo cuidando da dela… Que bem… A filha dela foi uma desleixada que apenas fez a menina e depois à abandonou; largou na porta do pai no meio da noite… Ao menos sabia que o Jack era o pai.

— Será que eu realmente estou ficando louca? — Me perguntei coçando a cabeça olhando rapidamente para varanda atrás dos vidros passando a recolher aquela louça suja amontoada na mesinha do centro da sala. — Preciso organizar minha vida… Que bagunça! — Bufo arrastando os pés no chão indo até a cozinha. — Amanhã tenho que tentar fazer uma faxina aqui… seguir o conselho do Jack. Quem sabe com tudo limpo e organizado eu consiga escrever um bom capítulo final... — Sugando o lábio inferior consente balançando a cabeça.

Lavei tanta coisa, mais tanta que meus dedos até tinham ficado enrugados… Acho que lavei até à alma depois desse amontoado de louça suja. Quando terminei, voltava pra sala pronta para me jogar no sofá e esticar as costas deparei-me com aqueles olhos pequenos observando todo o cômodo.

— Estou tentando imaginar que tipo de serva é você? — Travei no mesmo lugar, os braços dele estavam cruzados sobre o peito mostrando assim seus bíceps torneados e definidos.

"UaU! Quer dizer… Como ele entrou aqui?"

— E que tipo de aposentos são esses? Parece mais um…

— Ya!! — Apontei o dedo indicador acusadora — Como foi que você entrou aqui? Isso é invasão à domicílio sabia!

Ignorando-me completamente o invasor de apartamento sentou na posição de índio no meu sofá e ainda com os braços cruzados ele ergueu o rosto, arqueou a sobrancelha direita olhando para mim.

— Responda a minha pergunta? Êh… Quem deixou você entrar aqui? Não! — Neguei balançando a cabeça reformulando a pergunta. — Como entrou no meu apartamento?

— Pra' uma serva você é bem insolente… — Entortou a boca.

— Serva? Eu? — Ri alto — Já te disse que eu não sou sua serva!

— Esse não é o comportamento que você deveria estar adotando com alguém como eu. — Rolei os olhos. — Eu sou o príncipe. O seu dever é me ajudar e servir durante a busca pela flor do vento.

— Você literalmente é louco, e usando essa camisola de hospital só me faz confirmar ainda mais essa conclusão.

Ele olhou para baixo examinando suas vestes voltando a olhar-me com um pequeno bico nos lábios.

— Essas vestes não são as minhas acordei usando-as, as minhas desapareceram assim como a minha espada. Eu preciso delas e você sendo minha serva vai trazê-las até mim…

— Como é que é? — Abri a boca incrédula, mas não consegui conter um sorriso debochado — Quando chegamos a esse ponto na conversa? E quanto a você ter invadido minha casa?

— Sua casa também é minha. Não é um palácio mas deve servir. — Yixing voltou a olhar toda sua volta. — Esse é o dever de uma serva… — Disse simplista.

— Dá pra' parar de me chamar assim? Quantas vezes vou ter que te dizer? Não sou sua serva.

— Isso aqui diz outra coisa...

— Posso saber porque a sua bijuteria brilham quando aponta o braço pra' mim?

— Sua família a muito tempo fez um juramento, sempre servir a família real. É por isso que minha pulseira de jade brilha quando está perto de alguém da descendência. Ela não é bijuteria e foi confeccionada pelos seus antepassados…

Por um momento fiquei quieta, meus pais e grande parte dos meus familiares realmente trabalham com jóias devido aos nossos antepassados… Mas isso não significa que esse homem no mínimo incomum estava falando a verdade não é?

— Você está tentando me dizer que veio do passado? — Ri sem acreditar muito nas coisas que estavam saindo da minha própria boca — É uma brincadeira né'? Está querendo aplicar um golpe e se instalar na minha casa por eu ter te atropelado sem querer. É isso né'? Nem machucado de verdade ficou… — Franze o queixo formando um bico com meus lábios passando a examinar todo ele de longe.

"Até que ele não é de se jogar fora… É o louco mais bonito que eu já conheci na vida."

— Não é uma brincadeira, eu vim do passado sim e preciso da flor do vento pra' voltar para meu tempo.

— Nossa, você falou isso assim tão… Sério. Eu quase acreditei. Agora vai embora da minha casa por onde entrou antes que eu ligue para polícia. Há… Isso me faz lembrar que alguém está devendo um celular novo pra' mim.

— Se refere a caixinha falante?

— Aquilo é muito mais que uma "caixinha falante". Mas sim, eu estou falando daquilo.

— Oh! — O estômago dele roncou bem auto.

"Desde quando ele não come? Não estavam te alimentando no hospital não?"

— Tá' com fome né'? — Andei de um lado para o outro no mesmo lugar, minhas mãos dentro dos bolsos de meu shortinho de algodão enquanto o encarava massageando a barriga sem cessar, a qual não parava de roncar. — Vamos fazer um acordo… — Uma ideia me ocorreu — Eu te dou comida, depois você vai embora da minha casa. Já te pedi desculpas por te atropelar e também… está todo inteirinho aí.

— Me dar comida? Você não estará fazendo mais que a sua obrigação. — Abri a boca incrédula, e com os olhos arregalados olhei pra ele e a tamanha audácia desse idiota. — Você é a…

— Eu juro por Buda, se você me chamar de serva mais uma vez te jogo na rua agora mesmo… usando essa sua roupinha de hospital e com fome!

— Não seria capaz? Eu sou o…

— Eu já sei, sou o príncipe, blá blá blá! Aqui na minha casa você não é nada disso apenas um louco sem teto invasor de residências que está com fome.               

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Por Buda, o que eu estava pensando e fazendo deixando que esse estranho incomum permanecer dentro da minha casa e comendo da minha comida?

— Mais!

— Já é a quinta tigela de arroz com acompanhamento que você come. Ainda tem espaço para mais aí dentro dessa barriga!? — O tom de surpresa era notável em minha voz.

— A comida daquele lugar era horrível… eu não comi nada.  E, até que você cozinha bem ser…

— Há! Eu já te disse para não me chamar disso. — Fiz um 'X' com os braços. — Cuidado com a boca ou vai ficar sem a comida, entendeu bem?

Tentei tomar a tigela das mãos dele; mas ele não deixou levando até a boca apressado bebendo todo o caldo restante. "Que guloso!" Fazendo careta fui buscar mais arroz para ele logo voltando ainda resmungando baixinho.

— Toma… — Yixing pegou a tigela. — O que é isso que tem aí na sua outra mão? — Perguntei.

— Esse papel colou na sola do meu pé... Sua casa é bem… Suja. — Riu.

— Suja mas é minha. E devolve… Isso é…

— É bonito. Quem escreveu? — Comentou olhando da folha para mim.

— Bonito? — Ri sem acreditar — Eu diria que é um monte de lixo junto, ainda não está do jeito certo… A editora está me apressando e colocando bastante pressão em mim para que eu termine logo de escrever. Eles querem um final excepcional, mas você não entende isso…

— Você quem escreveu?

— Na verdade eu deveria estar tentando escrever agora. Essa é a minha última tentativa, se vender bem posso fazer a minha família entender que é isso o que eu gosto de fazer… Mas… Primeiro tenho que terminar o livro todo não é? E você tem que ir embora.

— Ainda não desistiu de me mandar embora?

— Não.

— Que maldade, eu sou o príncipe…

— Eu Já ouvi isso meia hora atrás quando você começou a com essa mesma ladainha. Sou o príncipe Yixing, seu dever é me servir e ajudar a encontrar a flor do vento. Só tenho quatro dias para fazer isso agora.

— Na verdade são cinco dias. E porque quer me mandar embora?

— Porque você é louco. Ou uma alucinação, ainda não sei como te qualificar.

— Eu sou bem real. Como explica então eu ter aparecido na frente da sua fera de metal? Ou a minha pulseira brilhar quando é apontada pra você?

— ….. — Bem aquilo realmente eram pergunta as quais eu não sabia responder. Ele apareceu do nada como se viajasse através de um raio ou tivesse atravessado uma espécie de portal…

— Onde fica o meu quarto? — Ainda sentada no chão do outro lado da mesa onde ele comia vi a figura se levantar alongando o corpo.

"Quarto… Espera… Ele disse meu quarto? Ele deve estar delirando não é?!"

— Seu quarto?

— Sim, e eu preciso de um banho quente e relaxante também. Você deveria providenciar isso.

— Por Buda! — Bati a mão na testa diversas vezes tentando acordar desse pesadelo. — Ah não! É real, você ainda está aqui? — Cutuquei seu ombro.

— Sim. E não vou embora. Mas se você me ajudar a encontrar a flor do vento eu irei retornar para meu palácio. Meu mundo.

— Eu tenho outra escolha? — Yixing negou — Onde eu estou com a cabeça?

— Sobre os ombros eu suponho…

— Que engraçado ele… Como diabos é essa tal flor?

— Decidiu cumprir seu dever como minha ser/

— Não sou a sua serva!  Mais eu preciso terminar meu livro e com você aqui isso nunca vai ser possível… Por isso vou te ajudar… — Digo derrotada.

— Isso é um juramento? — Ele perguntou olhando-me de cima e dentro dos meus olhos.

— É. Mas primeiro, preciso saber como é a coisa que procura…

— Você não sabe?

— Óbvio que não. Como eu saberia como é essa tal flor?

— Eu também não. Você é a serva aqui…

— Como é!?

— Vou reconhecer quando a vir. — Sorriu sem muita convicção. — Agora onde ficam os meus aposentos? — Se pôs a andar pelo meu apartamento indo rumo ao quarto enquanto murmurava sobre o lugar precisar de limpeza. Quanto a mim, permaneci parada em choque no mesmo lugar.

"Acho que Jack tem razão. Fiquei louca."

— Ya! Você não pode sair assim, andando pela casa das pessoas como se ela fosse sua! — Gritei correndo atrás dele encontrando-o já dentro do banheiro olhando com os olhos compridos para' banheira. — Nem pense nisso!

                                     Continua??



Notas Finais


Como prometido mais um capítulo ^^
Espero que tenham gostado Nini's♡
Por hoje é só beijos.
Meu perfil @H_E_R


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