História Windrunner - Capítulo 9


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Categorias World of Warcraft
Personagens Personagens Originais
Tags Alíria Windrunner, Forsakens, Muitos Forsakens, Sylíria, Sylvanas Windrunner, Sylvanas X Oc
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Palavras 1.983
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Mutilação, Necrofilia, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Opa! Mais capítulo hehhehehe espero que gostem!

Capítulo 9 - Ato Huit


Fanfic / Fanfiction Windrunner - Capítulo 9 - Ato Huit

“What joy is there in this curse?”

Não importasse a hora do dia, o céu que pairava diante de Tirisfal Glades e as regiões adjacentes era o mesmo. Era sempre escuro, de um verde sem vida. A ausência de vivacidade dos forsakens era compartilhada com aquela atmosfera desprovida de qualquer energia. Um retrato oposto à exuberância das terras de Quel’thalas.

Eu nunca gostei das terras de Lordaeron desde que pus os pés nela. O ar era pesado, o clima era frio, a grama morta e o odor impregnado de morte jazia em todos os lugares em que eu ficava. Já havia aceitado de que nunca acostumar-me-ia, porém desde que voltei à vida… Não mais me importei. Não importava a cor ou a aparência da grama. Não me importava o cheiro podre do qual sequer sentia, tampouco as gélidas correntes de ar que chicoteavam minha pele. Nada ali me incomodava. Era tudo mórbido e insignificante.

Tedioso.

É dessa forma que todos os mortos-vivos se sentem? Nesse mar de tédio e a mais profunda infelicidade; sem a capacidade de sentir prazer pelos detalhes da vida. Viver dessa forma soa tão depressivo. Então por que será… Por que será que não sinto um pingo de tristeza? Será que perdi a capacidade de chorar? Os meus olhos veem as mesmas imagens de outrora, entretanto por algum motivo estou vendo tudo por um novo ângulo. Um que até então era desconhecido por mim. E o que mais me incomoda nisso tudo é que eu deveria estar infeliz. Eu… deveria estar triste, mas já nada sinto.

O que será que precisarei fazer para preencher esse buraco em minha alma?

Será que os demais mortos-vivos encontraram essa resposta?

Será que Sylvanas encontrou?

Não. Se tivessem encontrado, eles não estariam aqui. Talvez essa seja a real maldição por trás da ressurreição. A eterna busca por algo, qualquer coisa, que possa preencher esse vazio. Seja por meios éticos ou condenáveis, talvez eles apenas procurem de forma incessante um jeito de sentirem já que o mundo dos vivos pouco os satisfazem. Os mortos podem não ter a mesma facilidade com a cadeia de emoções existente, mas será que é realmente impossível de senti-la? Será que existe alguma forma alternativa de sentir determinada emoção através de um ato que deveria proporcionar outra?

Talvez, só talvez…

A cada momento que passa, mais consigo entender as motivações por trás dos atos questionáveis de Sylvanas. Motivações que eu seria incapaz de entender se ainda estivesse presa ao fio da vida. Se essa é a forma a qual Sylvanas se sente desde aquele fatídico dia, então ela deve estar muito… muito sozinha.

“Alí! Alí!” Ouvi a voz de Alenny zumbindo ao meu lado. “Alí-ri-a-zi-nha~!”

“O que conversamos anteriormente, Alenny?” Perguntei, à medida que minhas atenções permaneciam na estrada que dava à Hearthglen.

“Ah… Não te perturbar a menos que eu esteja morta ou morrendo?

“Precisamente.” Concordei. “E você está morta ou morrendo?”

“Não…”

“Então não me chame.”

“Mas é que eu vou terminar morrendo se a gente não parar!” Reclamou ela em um tom manhoso de criança reclamona. “A gente já tá cavalgando faz HORAS, poxa. Minha bunda tá doendo tanto que já deve tá marcada com a sela do meu pônei. E eu também to morrendo de fome, a última coisa que comi foi um cereal mofado lá em Bulwark. Falando nisso, acho que preciso dar uma alivia—”

“Já chega.” A interrompi, parando o corcel de imediato ao imaginar a cena que desejei nunca ter em minha mente. “Vamos acampar.”

“UHU!” Alenny levantou os braços em animação. Seu pônei relinchou ao brusco toque.

Já era noite quando achamos um local agradável para descansar. Desde que a Praga foi contida da terra e permitiu que a Horde e Alliance brigassem, a Argent Crusade tem dominado uma pequena parte como a força neutra que ajuda os viajantes alheios às disputas de facção.

A campanha em Andorhal foi um sucesso para as tropas de Sylvanas graças à minha ajuda. Trabalhar sob às ordens de Koltira não passou de uma fachada, e, quando percebi, o cavaleiro já havia sido levado por Sylvanas por causa de seu namorico com o outro cavaleiro da Alliance. Desde aquele desfecho, Charise, a irmã dele que também segue às ordens da Dama Sombria, nunca compartilhou do mesmo cômodo que eu. Ou assim eu pensava. Saber que era perseguida de alguma forma não trazia medo ou qualquer outra emoção.

Nada que ela fizesse teria o poder de me quebrar mais do que eu já estava.

Juntamente ao domínio dos forsakens aqui em Western Plaguelands depois de enxotar os remanescentes da Alliance, também havia a suspeita de que um dos cultos prol ao Flagelo se escondia em Scholomance. Mas eram só boatos sem fundamento, visto que a escola foi invadida e teve seus membros mortos.

Em resumo, o clima aqui poderia ser considerado mais agradável do que o de Tirisfal. Sylvanas jamais permitiria que o Cenarion Circle tocasse em sua casa, porém aqui de nada podia fazer. Por mais que uma possível cura à Praga muito lhe incomodasse, eu sabia que a Banshee Queen não desperdiçaria seu tempo com essas facções neutras irrelevantes. Enquanto os druidas estivessem muito ocupados curando as cicatrizes da praga do Flagelo, mal eles sabiam que a Dama Sombria tinha uma maior e melhor em mãos.

Quando dei por mim, Alenny já havia preparado uma fogueira e voltava com um lobo morto. Ela parecia feliz. Feliz até demais com aquele sorriso besta na cara feia dela. Os cavalos estavam amarrados em uma árvore e fogo estalava junto ao som das corujas.

“Peguei carne pra comer!” Alenny jogou a carcaça perto de mim. “Mas ah, não sei se dá pra comer. Deve ter praga e tal. E agora?”

“… Deixa que eu vejo isso.” Suspirei, ao que me arrastei mais para próximo do animal.

Muitos bichos—apesar de não aparentarem—podiam ter a pestilência em si. O ritual para descobrir se estavam infectados era simples: bastava esfolar a carne e ver se o tecido estava putrefado.

Não foi difícil para mim, pelo que só precisei de usar minha adaga para cortar o pedaço próximo da barriga e verificar. Não havia cheiro nem nenhuma marca de pestilência. Alenny havia caçado uma espécie rara, pois eram poucos aqueles que não estavam já em processo de decomposição.

“Pode comer.” Disse. Larguei o pedaço em cima do bicho e limpei a adaga suja na roupa. “Está limpo.”

A paladina deu outro sorriso, agradecendo, tratando de pegar as carnes que lhe agradavam antes de as por no fogo. Deixei de prestar atenção nela, pelo que só fechei os olhos e fingi dormir. Alenny não mais me perturbou depois de comer e, enfim, pude aproveitar o silêncio.

Gritos, muitos gritos. Estávamos sendo atacados por criaturas estranhas, nunca antes vistas por mim. Sylvanas havia voltado, sua expressão irritadiça. Eles não tiveram muitos problemas em rechaçar nossas tropas e quebrar o primeiro dos portões. Estávamos ficando sem tempo.

“Se continuarem nesse ritmo, vão chegar em Quel’thalas logo!” Exclamou uma colega, aflita.

Sylvanas mordeu o lábio.

“Alíria.” Ela chamou-me. Eu pude sentir o nervosismo e seriedade em seu tom. “Alíria, volte à Quel’thalas. Avise sobre esse ataque. Avise que Arthas Menethil está em nossas portas. Mande ativarem nossas defesas enquanto os impeço o máximo que posso.”

“O que? Não! Nem pensar!” Retruquei, exasperada. “Se ficar aqui, vai morrer!”

“Isso não é um pedido! Há coisas mais importantes do que minha vida!” Gritou. “Seu dever é impedir que uma desgraça maior aconteça!”

“Eu não vou te deixar pra trás!” Corri até a mesma, porém Sylvanas me segurou com força. Suas mãos estavam trêmulas e pude ver em seus olhos o desespero tomando conta. Ela sabia… Sabia que não seria capaz de vencê-lo.

“Salve… Quel’thalas.” Ela falou devagar, engolindo em seco. Os olhos cinzas se mostravam de um jeito que eu não soube descrever. De alguma maneira, eu… Eu tive a impressão que Sylvanas não falava de Quel’thalas, por mais que essa fosse a palavra em que usou. Se ela estava mesmo ganhando tempo para os demais, então por que… Por que seu olhar refletia uma desolação certa de que nossa cidade estava diante de seu fim?

O estalo da fogueira me despertou do sonho. Avistei Alenny dormindo em sono profundo, agarrada na própria arma e roncando. Seus cabelos loiros estavam embaraçados sobre seus olhos. Eles também jaziam mais claros do que na vez em que nós fomos apresentadas. Eu havia voltado de uma missão em Kalimdor quando Sylvanas me avisou sobre meu novo “serviço permanente.”

A princípio pensei se tratar de algum cargo no exército, mas a Banshee Queen tinha planos bem diferentes dos meus. Ela me levou até o cômodo onde Alenny estava e, por um segundo, vi uma versão mais nova minha naquela garota. Sua expressão apagada—sofrida—era muito similar àquela que tive quando cheguei em Undercity. Mas no instante em que cruzou os olhos comigo, Alenny sorriu. O sorriso mais puro que vi.

O mesmo sorriso que dei quando vi Sylvanas pela primeira vez em Quel’thalas.

E talvez fosse por esse motivo que Alenny tanto me incomodava. Pois ela era a versão minha que cresceu e se tornou o que sou hoje. Ela me lembrava a mim mesma quando minhas únicas preocupações eram treinar e aproveitar a vida. E isso… Não era justo.

Me aproximei da paladina aos poucos, sentado à sua frente. Por mais que as luvas me impedissem se sentir o calor da pele, a aura radiante que emanava ainda era bem intensa. Meus dedos estavam próximos de tocá-la, tão próximos de…

Eu me pergunto… Me pergunto o que você faria se estivesse em meu lugar. Se estivesse em meu lugar… Será que conseguiria sorrir tão resplandecente como faz agora?

Alenny continuava a ressonar, pelo que virou para o lado ainda em sono bem profundo. Eu me levantei logo em seguida e voltei a sentar na árvore em que eu estava anteriormente. Não estava mais com sono e o tédio me consumia a cada segundo que se passava. Por algum motivo, a cena da batalha contra o morto-vivo de outrora me veio à mente. As suas palavras ainda estavam engravadas em minha memória, assim como meu peito se reconstruindo.

Será que todo meu corpo estava assim? O que aconteceria se eu cortasse meu braço? Ou a mão? A cabeça? Até que ponto ia minha condição?

Era… curioso. A vontade de testar foi tamanha que não resisti, pelo que peguei a adaga outra vez. Eu estava apoiada no tronco com os joelhos bem próximos do rosto. Minhas mãos estavam apoiadas perto na barriga, onde deitei a lâmina da faca sobre o pulso de uma delas.

Eu fiquei ali, imóvel por uns bons segundos antes de prender a respiração e… Um barulho. A aço frio perfurou a pele e sangue escorreu. Não doeu. Não tanto quanto imaginei. Não tanto quanto deveria. Não satisfeita, forcei a lâmina com maior vigor para o lado, triturando a carne e o osso. Minha mão ensanguentada caiu em meu colo, revelando um líquido negro e viscoso.

As linhas finas que costuraram meu peito se moviam apressadas. Pareciam ter vida própria, pelo que procuravam a todo custo se ligarem de volta às das mão. Minha respiração estava um pouco pesada, não pelo corte em si, mas sim pelo fato de que decepei minha mão e nada senti.

Quando vi aquelas abominações pela primeira vez, eu surtei. Mas agora elas já não incomodavam. Era como se sempre estivessem ali. Que já fizessem parte de meu corpo desde que nasci. Eu aproximei a mão do braço cortado, deixando com que as linhas ligassem umas às outras. O processo não demorou e trouxe toda mobilidade de outrora de volta.

Interessante…” Murmurei, sendo incapaz de conter um sorriso malicioso. Olhei Alenny uma última vez antes de levantar e adentrar na floresta com o intuito de testar mais daquela nova habilidade.


Notas Finais


Gosto dessa fic pq tem um ritmo fácil de escrever hehehe :3c
tem ship melhor q um pontinho iluminado e um trevoso? KAKAKKA


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