História Wingardium Levirola - Capítulo 1


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman
Tags Rivamika
Visualizações 193
Palavras 1.375
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Universo Alternativo
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu estava louca para fazer uma song fic com uma das minhas músicas preferidas
A próxima é uma da Pabllo

Capítulo 1 - Basilisco


 

 
 
  “Eita bongada pesada que a novinha deu, tá achando que é bruxinha”
  Mikasa fechou os olhos, e de costas para a amiga Annie, flexionou os joelhos e e rebolou junto com a loira. Elas já estavam com dor nos músculos da coxa, de tanto dançar desde que a festa começou, mas esperavam aquela música desde que Armin vomitou com a cerveja amanteigada batizada de corote. Não iam parar agora.
  A festa de halloween da empresa daquele ano foi com o tema de Hogwarts. Mikasa não ligava muito para o tema, só queria curtir mesmo, mas a melhor amiga loira-sonserina-e-má adorava aquela saga de bruxos mais do que o próprio pai. Ficou falando daquela merda de festa a porcaria da semana inteira no estágio, comprando em um site de nerd viciado o uniforme “piranha style” da sonserina, com varinha, basilisco e tudo. Comprou da grifinória para a amiga – depois que a obrigou a fazer mil testes na internet para saber a qual casa pertencia – fazendo piada que a Mikasa era tão flopada que só podia ser da casa dos insuportáveis, mas pelo menos não era “lufana figurante” nas palavras da loira. A orinetal não entendeu a piada, mas era melhor não questionar, Annie era meio desregulada das ideias.
  Ela podia não ligar para o tema, mas ligava para um bom, revigorante e adequado funk proibidão. Então lá estava a grifinória apelidada de “Cho Chang” por um cara louco com uma fantasia de hipogrifo, rebolando até o chão ao som do famigerado funk do Harry Potter.
  “Eita mão boba que tá deslizando caçando minha varinha”
  - Mikaaaa – Eren gritou, a voz mole arrastando a última letra do nome da amiga. – Você me ama?
  Ele se jogou em cima dela, alheio ao olhar fulminante que recebeu de Annie ao se jogar no meio da dança delas.
  - Sai, Eren. – Mikasa empurrou o menino carente, roubando o copo de cerveja dele. – Você é muito chato, viado.
  O moço tremeu o lábio, chorando sem lágrimas bem ridículo no show que só ele sabia dar.
  - Você falou pra mamãe que eu ia mudar o mundo...
  - Eren, você é viado, não Jesus. Isso foi há doze anos. – Ela empurrou o amigo carente, e foi tropeçando em direção ao bar.
  Nem percebeu que levava na mão a cerveja dele, que magicamente sumiu ao passar entre Connie e Jean, dançando alucinados com chapéu de bruxa na cabeça. Viu Ymir e Historia em um canto, manchadas de tinta neón, se agarrando contra uma parede. Sorriu. Sabia que elas só precisavam de uma oportunidade pra desempacar.
  “Tá toda louca, tá toda embrasada, querendo sentar na minha”
  Mikasa chegou trançando as pernas no bar, todos os executivos do escritório de arquitetura mais loucos que o batman a chamando da tal Chang, e se debruçou contra o balcão.
  - Ah... – Percorreu os olhos pelos nomes de bebida escritos em um cartaz com os preços. - ... Cerveja amanteigada, com álcool.
  - É pra já, Cho Chang! – O cara de barba branca falsa e chapéu pontudo que parecia o Gandalf piscou o olho, virando de costas para pegar a bebida da moça.
  - Meu nome é Mikasa... – Ela sussurrou, se virando e apoiando as costas na parede fria.
  - Você é a cara da Cho Chang. – Uma voz baixa murmurou ao seu lado, e Mikasa virou os olhos para um cara baixinho com uma expressão viajada, segurando uma lata de cerveja de um modo bem absurdo até para um bêbado, vestido todo de preto. 
  - Não estou fantasiada de Cho. – Mikasa respondeu, olhando para as mãos como se garantisse que ainda era ela mesma.
  - Eu estou fantasiado do Snape. – Ele permaneceu alheio a ela. – Mas se você quiser me chama de Harry Potter.
  Mikasa piscou, pegando a cerveja da mão do barman e inspecionando o líquido marrom espesso.
  - Mas por quê, se você é o Snape...?
  - Porque a Cho beijou o Harry. – O Snape virou para ela e piscou, balançando tonto. – E eu queria beijar você.
  Mikasa piscou, bebeu sua cerveja e voltou o olhar para o Snape baixinho.
  - Ata. 
  “Arrasta a tabaca na vara, vai sentando na vassoura. Eita bruxinha rabuda, eita rabeta que voa”
  Eles beberam juntos em silêncio; Snape olhando para ela e ela olhando para o chão.
  - Então a Cho beijou o Snape? – Mikasa se manifestou um tempo depois, confusa. – Ou o Harry beijou o Snape?
  O baixinho riu, soluçando em seguida.
  - A Cho beijoo Harry que odiava o Snape... 
  - Então eu tenho que beijar quem pra beijar você? – Ela perguntou, realmente intrigada com a questão.
  O baixinho fechou um olho e virou a cerveja, olhando-a com uma única íris cinza aberta.
  - Beijar o Snape. – Ele esclareceu, olhando os lábios dela. – Porque eu sou o Snape. Ou pode me chamar de Harry, porque a Cho beijou o...
  - Entendi. – Mikasa acenou com a cabeça, se colocando a frente do baixinho e pousando as mãos nos ombros dele. – Então eu vou beijar a Cho que beijou o Snape.
  E pousou os lábios nos dele.
  “Arrasta a tabaca na vara, vai sentando na vassoura. Eita bruxinha rabuda, me chama de Harry porra”
  Os dois estavam tão bêbados que aquilo não poderia ser considerado um beijo; os lábios não estavam sincronizados, os dentes bateram e Mikasa não conseguia achar a língua dele: parecia que estavam dançando a ragatanga.
  Mas ao se separarem, ambos se olhavam com uma expressão boba de felicidade no rosto.
  - Acho que você devia abrir a câmara secreta e encontrar o basilisco... – Ele havia começado a falar quando foi interrompido.
  - Levi, você devia ter vindo de Filius Flitwick! – Uma mulher com uma peruca mal feita de cabelo cacheado vestiando trapos negros com um óculos torto agarrou o pulso do baixinho, ele ainda abraçado na cintura da Mikasa. – Sabia que eu matei Sirius Black?!
  A oriental olhou para o homem, registrando lentamente que ele atendia pelo nome de Levi. Ele retribuiu seu olhar, encarando a boca dela e ignorando a cospobre de Bellatrix. Ele estavam se aproximando para outro beijo – desajeitado – quando ela interfiriu de novo.
  - É a Cho Chang? – A Bellatrix de óculos perguntou, quebrando o clima.
  - A Chang que beijou o Snape que beijou o Harry? – Mikasa voltou a questão anterior, abraçando Levi, balançando o copo e derrubando um pouco de bebeida no chão.
  - O Harry sobrinho do Sirius que eu matei? – A mulher retrucou.
  - Sirius beijou o Harry? – Um Levi bem confuso perguntou, beijando o pescoço da Mikasa e pensando que errou o caminho para a boca dela.
  - Achei vocês. – Um loiro com maquiagem no rosto tentando esconder o nariz apareceu também, e Mikasa se perguntou se aquele era o tal Harry. – Vamos embora, um menino vomitou no meu pé.
  - O Harry? – Mikasa perguntou, e Levi balançou a cabeça, concordando.
  - O quê? – O loiro piscou. – Hanji, Levi, vamos embora.
  O loiro pegou a moça pelo braço e saiu arrastando.
  - Erwin, Lorde das Trevas, sabia que o Snape beijou... – A voz dela se perdeu no volume da música.
  Levi abraçou Mikasa mais forte, e ela se aconchegou ao corpo pequeno dele.
  - Eu tenho que ir embora. – Ele falou triste, a voz embargada.
  - Não vai. – Ela juntou seus narizes, fungando.
  Relutante, mas temendo perder a carona, Levi a deixou com um último beijo atrapalhado.
  Mikasa acordou com uma ressaca horrenda, levantou na cama com um gemido de dor e contemplou o rosto amassado no espelho. Estava com bolsas abaixo dos olhos e com tinta neon manchando o cabelo. Suspirou. O celular estava apitando com mensagem da Annie, e relutante ela olhou.
  Opa.
  Mikasa havia sido escalada para o projeto de um condomínio!
  Feliz com a realização profissional, ela se dirigiu a reunião da empresa. Pegou carona com Armin, ainda mal por conta do corote, chegou na empresa e deu de cara com todo mundo se recuperando do porre.
  Mas estava tudo bem, ela foi escolhida para um grande projeto, e, se desse tudo certo, poderia ser efetivada.
  Mikasa entrou na sala de reunião.
  Piscou.
  E quis morrer.
  - Cho Chang. – Levi Snape sorriu, arrumando a mesa para o início da reunião. – É um prazer vê-la de novo.
  Seria um longo e vergonhoso projeto.
 
 

Notas Finais


Amém fãs do harry potter


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