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História Winged Souls - Capítulo 7


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Notas do Autor


Mais um capítulo pra vcs uhuuu rsrs

Espero que curtam :3

Capítulo 7 - Meeting Between Large


Fanfic / Fanfiction Winged Souls - Capítulo 7 - Meeting Between Large

.... P.OV Astrid....

— Então tem um espírito no seu machado e você agora é amiga do Fúria da Noite? O que mais aconteceu? – Meu tio andava vagarosamente pela sala, respirando fundo.

— Resumiu bem. – Eu me jogo no pequeno sofá em frente à televisão.

— Você sabe quem ele é? – Ele senta ao meu lado.

— Sim. – Eu desvio o olhar para as escadas, escuto o chuveiro sendo ligado, Heather e eu nos aproximamos bastante nas últimas semanas, hoje ela veio dormir aqui.

— E deixa eu adivinhar, não pode me contar, certo? – Suspira pesadamente enquanto se apoia em seus joelhos.

— Não.

— Por que não me disse? Eu tive que saber pela sua amiga faladeira.

Sim, eu não teria contado pra ele sobre tudo isso, mas em certo momento a Heather estava muito empolgada e falou tudo num fôlego só, não sabendo que o meu tio estava nos espiando.

— Ele pediu para não falar nada. – Minhas respostas são curtas e grossas, não queria ter envolvido ele mais do que já estava.

Ouço a Heather saindo do box.

— Hum.. – Um sensação estranha toma conta do meu corpo, parece que ele voltou, mas agora? – Depois conversamos.

Subo as escadas e me dirijo até a porta do banheiro, onde começo a dar batidas frenéticas.

— Calma aí! – Heather começa a destrancar a porta. – O que foi?

Ela estava apenas com um short jeans e um sutiã, tinha um toalha enrolada no cabelo.

— É sério? Qual o problema dessas meninas que vestem roupas tão curtas? – Olho para o lado.

— Você não me deu tempo pra vestir alguma coisa, e o short não é tão curto assim. – Ela vira o quadril, exibindo suas pernas.

— Veste logo então. – Eu reviro os olhos.

— Me dá um segundo.

— Heather! – Meu rosto fica vermelho.

Ela tinha virado de costas e tirado o sutiã.

— Espera, eu não gosto de usar sutiã, fica apertando. – Ela veste uma blusa regata e vira de novo, sorrindo.

— Você não tem vergonha, droga? – Qualquer um iria perceber as marcas dos seus seios na blusa.

— Astrid!

— Ele está vindo pra cá. – Eu chamo a sua atenção de vez.

— O-o quê?! O Hiccup? Aqui? Agora?! – Ela arregala os olhos.

— Daqui a pouco. – Cruzo os braços.

— Pelos deuses, por que não falou antes?! – Ela corre para o meu quarto.

— Ei! – Sigo a garota, ela estava secando o cabelo ao mesmo tempo que usava a escova. – Eu espero você lá fora..

Dou alguns passos para trás e viro seguindo para o andar de baixo.

— Se ela molhou o chão, você quem vai passar pano! – Escuto meu tio gritar da cozinha ao me ver saindo.

Que estranho, ele geralmente chega poucos minutos depois de eu senti-lo. Viro ao escutar a porta batendo, Heather estava olhando para cima e para os lados.

— Cadê ele?

— Passando, dá licença! – Dois loiros corriam com um carrinho, havia alguém dentro, eles desviaram de um carro no meio da rua.

— Quem.. – Prestando mais atenção, não era igual, a sensação era semelhante, quase a mesma, mas eu conseguia diferenciar, não era o Hiccup.

— Esses dois não tem limite. – Heather cruza os braços dando risada.

— Conhece eles?

— Você não lembra? Durão e Quente são amigos do Hicc, os alunos mais doidos da escola. Acho que quem está ali dentro é o Melequento. – Ela aponta para o carrinho, penso melhor e lembro do primeiro dia de aula, os dois estavam juntos do Hicc na entrada da sala.

Eles vieram para a calçada e corriam na nossa direção. A sensação ia ficando mais forte.

— Sai daí, loirinha! – A garota gritou enquanto empurrava o carrinho, o loiro corria ao seu lado.

— Por Thor, o que deu neles? – Heather saiu da frente enquanto eu continuei parada.

— Sai, garota! – O gêmeo gritou fazendo jestos com uma mão.

— Parem!

— Ahh! – A garota puxa o carrinho com força, quase o derrubando.

— Tá maluca?! – O loiro estava com a respiração acelerada.

— Calma gente, o que aconteceu? – Heather se aproximou do carrinho.

— Se você tiver estômago pra ver isso, moreninha. – Quente fez um jesto com a mão para o carrinho.

— E que morena. – Durão estava quase babando pela Heather.

— Ah.. – Ela fez uma cara de nojo e olhou para o baixinho que sempre estava com o Hiccup na escola.

— Astrid, o que é isso? – Ela engoliu a seco, tinha um leve tic em seu olho.

Observo melhor o menino desmaiado.

— Liga pro Hiccup, agora. – Seu pescoço e rosto estavam com marcas vermelhas, levo a mão até elas, eram quentes e ásperas.

— Não precisa.

— Grande Odin! – Heather leva sua mão ao peito no susto.

— Assim eu não aguento. – O gêmeo loiro ficou sem ar.

— Hicc? Tá fazendo o que aqui? – Quente arqueou a sombrancelha vendo o ruivo chegando ao meu lado.

Ele chega perto do carrinho e passa a mão pelo pescoço do Melequento.

— Você não merecia entrar nessa, amigo. Foi mal. – Ele suspirou.

— Alguém explica, porque eu tô confuso pra caramba. – Durão alternava entre olhar para Heather ou Hiccup.

— Bom, agora que as coisas parecem ter esquentado, temos que conversar. – Ele olha para mim e Heather. – Todos nós.

Ele vira e passa a olhar para os gêmeos também.

— Que ótimo. – Passo a mão pelo meu rosto.

...

.... P.O.V Hiccup....

— Dragões?! — Quente levantou da cadeira.

— Você é o Fúria da Noite?! – Durão bateu na mesa com as mãos enquanto me encarava.

— Chá?

— Obrigado, Sr. Finn. – Boto a xícara na mesa e dou um sorriso para o tio de Astrid.

Olho para cada um deles ali quando Finn volta para a cozinha. Os gêmeos perplexos me olhando de baixo pra cima, Heather mexia no celular, mas as vezes eu a pegava me encarando, Astrid estava com um cotovelo na mesa e com a mão apoiando a cabeça, quanto ao Melequento, ainda desmaiado no sofá.

Eu consigo sentir o Ban dando total atenção à ele, dá pra ouvir até a sua respiração, o que raramente acontece, é animalesca e assustadora.

Pode parar de pensar na minha asma?

Você não tem asma, é um dragão.

NÃO IMPORTA!

Eu sei que você tá me escondendo alguma coisa, Ban.

Eu ainda não tenho certeza, mas se for o que eu acho, não vai ser nada bom deixar seu amigo dentro de uma casa de madeira.

— Hicc. – Ouço Heather me chamando timidamente.

— Foi mal, assunto no privado. – Eu levo a xícara de chá até a boca. – Já acabaram de digerir as informações?

Volto minha atenção para os gêmeos, ainda me encaravam meio pasmos, Quente já estava sentada de novo.

— Mais ou menos. – Durão passa a massagear as têmporas.

— O Melequento sabia? – Quente olha para ele no sofá.

— Era o único, além do meu pai.

— Tá legal, acho que já está mais claro. – Ela assente com a cabeça.

— Vocês precisam nos falar como ele ficou assim. – Astrid olhou para os dois.

— Tenho minhas suspeitas.

— Como assim? – Ela passa a me olhar com curiosidade.

— As escamas na pele dele, deixam claro o que aconteceu, assim como prova que não é um espírito. – Eu observo o Melequento com preocupação.

— Então, é um dragão mesmo? Tipo, consciente como o Ban? – Heather deixa o celular de lado, estava surpresa.

— Tenho certeza disso, e eu acho que vocês não viram uma fera alada enorme naquela caverna, não é?

Os gêmeos negam com a cabeça.

— E também não ouviram ele dizer sim para o nada ou fazer um ritual estranho.

Eles negam novamente.

— Descartando essas opções, só resta um jeito de um dragão tomar um corpo humano, o humano escolhido pelo dragão deve ter contato direto com o símbolo da classe desse dragão, o libertando. – Eu explico e dou um bocejo no final.

— Tinha um símbolo na caverna, com runas marcadas em baixo. – Quente pareceu se lembrar.

— Vocês conseguiram ler? – Eu pergunto já sabendo a resposta.

— Não, mas o Melequento disse em voz alta... Brasa, aí aconteceu uma explosão de calor muito esquisita. – Durão responde imitando um som de explosão no final.

EU SABIA!

— Argh! – Eu ponho a mão na cabeça que doeu horrores após o grito do Ban.

— Hiccup. – Astrid levanta da cadeira.

Sinto ele tomar o controle e andar rapidamente até o Melequento.

— Esperem. – Escuto Astrid parando os gêmeos que iam se aproximar de mim.

— Ban? – Heather também levantou.

O que você tá fazendo, seu réptil maluco?!

— Acorda! – Ele segura os ombros do Melequento com grande força. – Eu sei que você está aí, acorda desgraçado!

Ele segurou o pescoço do Melequento, o mesmo abriu os olhos, estavam em fenda, amarelos, nós dois sentimos o ambiente esquentar.

— Garota! – Astrid entendeu o recado e chamou pelo seu machado que logo estava em sua mão.

— É isso mesmo? – A voz sem dúvidas era do dragão. – Agora eu entendo quanto poder tem a frase "vida longa ao rei".

Ban puxou ele pelo pescoço e o grudou contra a parede.

— Banguela... Nunca imaginei que você chegaria até essa época, muito menos que aceitaria um humano. – Ele riu e segurou a mão que o Ban usava para enforca-lo, sinto ela queimar.

Logo a minha pele mudou e as escamas do Ban apareceram, minhas unhas se transformavam em garras.

— É, burrice minha achar que você não saberia usar o humano. – Ele fez uma careta quando Ban apertou mais seu pescoço.

Levantou as mãos em forma de rendição, assim Ban decidiu soltá-lo.

Ele massageou a garganta cortada pelas garras do Ban.

— Uuh, sempre superior, majestade. – Sua risada era alta e grossa.

Por que ele tá chamando você de majestade?

Dente de Anzol é um maníaco incendiário, não dê atenção ao que ele fala.

— O que está acontecendo? Astrid. – Finn chega na sala com um facão em uma das mãos.

— Finn, sai da casa agora. – O dragão passou a dar total atenção ao machado da Astrid, o que não me agradou nada.

— Eu não acredito... – Ele estendeu a mão.

— Grr. – O machado saiu da mão dela deixando um corte e logo foi pego por ele.

— Tempestade..? Ah amiga, eu sinto muito por isso. – Ele passou a mão pelo cabo do machado.

TEMPESTADE?!

Como assim?!

Como eu não senti antes, Tempestade era uma Nadder Mortal, a mais veloz da sua espécie.

— Por que vocês tem mania de fazer isso?! – Astrid pareceu se enfurecer. – Chega...

Ela levanta a sua mão e o machado logo tenta voltar para ela, Dente de Anzol apertou o cabo com mais força, mas estava quase sendo puxado por ele.

Isso é novo...

— Impossível, acha mesmo que pode medir forças comigo? – Ele riu mais uma vez e puxou o machado.

— Eu não acho, eu tenho certeza de que posso... Verme. – Os olhos dela entraram em fenda.

— GGRRH! – E aconteceu o que aquele dragão disse ser impossível, o machado pareceu criar pequenos espinhos azuis no cabo, perfurando mesmo as escamas em sua mão, ele voou mais uma vez para a mão de Astrid.

— O que você é..?

Sua amiga é mais poderosa do que eu achei que seria...

Nem me fale, senti o ar pesar por toda sala.

— Sou humana, mas uma que não teria dificuldade em esmagar todos os seus ossos. – Seus olhos voltam ao normal, o cabo do machado agora tinha algumas manchas azuis.

Nós andamos até seu lado, Dente de Anzol parecia incrédulo.

— Agora chega, sem gracinhas, Dente de Anzol. – Ban falou em um tom autoritário, o dragão nos olhou e pareceu submisso.

— Acho que não faria mal bater um papo. – Ele relaxou, suas escamas e garras sumiram assim como o ambiente voltou a sua temperatura normal.

— Já acabaram? – Finn abriu a porta dos fundos e entrou na casa.

— Isso foi incrível. – Durão sorriu levemente.

...

— Tem certeza de que está tudo bem? Sabe, tem dois dragões e um espírito na minha sala, não tem risco da casa cair? – O mais velho estava sentado no sofá ao lado de Heather, ele encarava Dente de Anzol a cada três segundos.

— Eu posso ser muitas coisas, mas quem mantém o título de suicida aqui é o Banguela, não sou louco o suficiente para puxar uma briga que acarretaria na minha morte. – O pesadelo encarou Astrid e Hiccup, que estava no controle de novo.

Avise à ele que está sendo suicida agora me chamando por esse nome.

— Chame ele de Ban, por favor, antes que ele decida matar você. – Eu suspiro.

— Ban? Agora você tem um apelidinho, majestade? Tudo bem então. – O dragão cruzou os braços.

— Por que você o chama de majestade? – Eu pergunto.

É sério?!

Fica na sua.

— Hum, vocês não são tão íntimos então, eu não sou cabueta de qualquer maneira. – Ele sorri irônico.

— Que tipo de dragão você é? – Quente parecia animada.

— Um Pesadelo Monstruoso. – Eu respondo seriamente, sei do desgosto que o Ban tem por essa espécie.

— O melhor deles, fui o mais poderoso de toda a minha espécie por séculos. – Ele parecia orgulhoso de si.

— Bom, nós temos um Fúria da Noite, um Pesadelo e o espírito de uma Nadder, cada um sendo o melhor da sua espécie, que coincidência. – Astrid passava a mão pelo machado.

— Eu sinceramente não sei se você chegou em um bom ou mal momento, Pesadelo. – Eu digo lembrando das escamas roxas.

— Me chame pelo nome, eu vejo você pelas memórias do Melequento, me parece um garoto legal. – Ele dá duas batidinhas na cabeça. – E o que você quer dizer com isso?

Posso contar?

Ele é louco, mas surpreendentemente confiável.

— Achamos escamas que provavelmente são de um dragão. – Eu conto para ele que parecia interessado.

Me deixe falar com ele.

Tudo bem.

Ban toma o controle e olha para o Dente de Anzol.

— Talvez você possa ser útil de algum modo. – Ele fala encarando o pesadelo.

— Como assim?

— Eu tenho quase certeza que sei qual é o dragão, mas você poderia me dar total, não poderia? Chegou agora ao mundo moderno, você lembra melhor do passado, conseguiria sentir de quem é a escama.

— Provavelmente. – Ele disse agora desinteressado.

Eu volto a tomar o controle.

— São escamas roxas, achamos na floresta e em um rio na fronteira. O problema é que tem pessoas na jogada, provavelmente estão com o dragão, achamos que eles o acorrentaram em um lago dentro de uma caverna que achamos. – Ele me olha surpreso.

— Escama roxa, dragão acorrentado na água e dentro de uma caverna?? Qual é, vai me dizer que não sabe qual é, Ban? – Ele parecia indignado.

— Você sabe qual é? – Astrid se inclina um pouco para frente.

— Mas que droga, é óbvio que é um Skrill!


Notas Finais


GALERINHA!
Vocês lembram da gmcastro, não lembram? De soluço: o príncipe dos dragões e History Of Teen Life, eu fui saber a pouco tempo que ela voltou pro site e está repostando suas histórias.

Então vão lá, sigam, favoritem, comentem (podem falar meu nome cof), ajudem ela a crescer de novo e voltar a ser o que era antes.

https://www.spiritfanfiction.com/perfil/gmdcastro

Críticas? Elogios? Café?


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