História WINGS - You never walk alone. - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jin, Kaya Scodelario, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Namjoon, Rap Monster, Sobrenatural, Sope, Suga, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 110
Palavras 1.555
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Musica tema da fanfic: Imagine Dragons - Believer.

Capítulo 1 - Prólogo - A curiosidade matou o gato. (Parte 1)


Fanfic / Fanfiction WINGS - You never walk alone. - Capítulo 1 - Prólogo - A curiosidade matou o gato. (Parte 1)

2086.

Mais uma vez Taehyung acordou ao som de bombas.

O garoto já deveria estar acostumado, mas de fato não estava. Mesmo depois de doze anos — desde que nasceu, basicamente — naquela maldita cidade, ainda assim, sua cabeça não conseguia entender o motivo de tudo aquilo; as bombas, os confrontos, os tiros, as mortes, os assassinatos, o toque de recolher, o medo.

Ele não entendia, assim como todos.

Correu mais uma vez para os braços de seu irmão mais velho, SeokJin. Afinal, ambos dividiam o pequeno quarto, e não que o mais novo estivesse com medo — e realmente não estava — ele apenas queria uma desculpa para correr até os braços do irmão que sempre foi o protetor de sua família; O Kim nunca iria se esquecer do dia em que o irmão mais velho lhe salvou de tomar um tiro no meio de um confronto entre Maríliah e Maríah.

Kim SeokJin era seu anjo protetor.

 

Outra bomba soou. Taehyung jurou sentir a cama de madeira tremer. "Que droga, mal posso dormir" pensou.

— Está acordado? — Jin perguntou enquanto o mais novo se escolhia em seus braços. O mais velho achava engraçado que mesmo aos doze anos, o garoto ainda fingia estar com medo apenas para dormir com ele. — Se os seus amigos da escola ficarem sabendo que você corre para minha cama toda vez que Maríah ataca nossa cidade não seria algo estranho? 

— Seria. — confirmou o mais novo se sentando na cama em meio a outra explosão alta que surgia. — O que será que está acontecendo lá fora? — fitou o olhar sério de seu irmão que suspirou e comprimiu os lábios. Geralmente Jin não falava muito sobre a guerra para o mais novo, Taehyung sempre fora muito curioso e isso seria um problema. — Será que tem guardas? Será que eles estão lutando? — se levantou da cama e rápido como um lobo correu até a janela abrindo a mesma.

— Taehyung, não faça isso! — grunhiu o mais velho correndo até o pequeno Kim que agora, observava o caos da janela de casa; guardas corriam, havia fumaça para todos os lados, cachorros de guarda latiam, bombas eram atiradas e o sangue estava por quase todo o asfalto. — Taehyung, é perigoso! Eles podem nos ver e já passa das dez da noite, ficou maluco? — fechou rapidamente as janelas enquanto via a pequena silhueta do irmão se deitar na própria cama novamente. "É melhor assim" pensou Jin, afinal, seria horrível traumatizar o garoto com cenas da guerra. — Vamos dormir Tae, sei que parece ser difícil com esses barulhos, mas você se acostuma, eu me acostumei.

O mais novo não respondeu, apenas bufou e fechou seus olhos tentando de alguma forma dormir bem. O que era basicamente impossivel, já que sempre teve problemas com o próprio sono, sempre teve pesadelos e quase todos os dias acordava assustado. E naquela noite não foi diferente; acordou com um grito fino, agonizante e choroso, isso foi depois de mais um pesadelo sinistro. Mas independentemente disso, o grito ecoou alto e claro por toda casa fazendo com que seu corpo pulasse da cama automaticamente. Estava suado, tremendo, com dores no corpo e falta de ar. Levou as mãos até os próprios ouvidos na tentativa de abafar o som do grito agonizante vindo lá de fora, até que sentiu os braços do irmão por volta de si.

— Calma garotão, vai ficar tudo bem.. Nós estamos bem. — disse enquanto sentia o corpo do mais novo tremer em seus braços. 

E ele entendia bem o irmão, afinal Maríliah não era mesmo uma cidade para crianças, aquele lugar traumatizaria qualquer um.

 

- X - 

 

— Ei, acorde! — Taehyung abriu um dos olhos e avistou seu pai lhe cutucando freneticamente. — Tem que se levantar ou vai se atrasar, Jungkook e Jimin já estão ai!

Se atrasar era algo que de fato não podia acontecer, Maríliah tinha regras claras para todos os alunos e isso incluía não se atrasar. Se levantou correndo, vestiu seu uniforme e saiu em disparada para sala com a mochila nas costas; Jimin e Jungkook estavam mesmo lá, olhando para ele, ambos com os olhos arregalados, e de acordo com o conhecimento do Kim sobre aqueles dois; eles definitivamente queriam falar um monte de asneiras que estavam presas em suas gargantas.

— Você conseguiu dormir essa noite? — Jungkook perguntou, nem ao menos deu bom dia para o amigo que apenas revirou os olhos. — Vocês também escutaram o grito não é? Foi horrível, eu escutei e foi.. uma merda. E pior, ela era uma desconhecida.. — pronunciou a ultima parte da frase em um sussurro para que a família Kim não pudesse lhe escutar.

Uma desconhecida? — indagou Jimin tentando não gritar com seus pequenos olhos arregalados. Taehyung até queria interferir na conversa, mas tinha certeza que seria repreendido pelos pais e pelo irmão que estavam tomando café bem ao seu lado, praticamente.

— Ei vocês dois, vamos logo ou vamos nos atrasar! — chamou o Kim vendo seus amigos irem tagarelando até a porta de sua casa. — Tchau gente! — acenou para seus pais e seu irmão e saiu correndo para fora daquela coisa que chamava de "casa"

Como sempre, estava frio e a neve caía. Dias típicos, Taehyung sabia que os dias iam se passando no calendário, mas era estranho, ali, naquela cidade maldita, todos os dias eram iguais; Nevava ou chovia, pessoas sem expressão no rosto caminhavam com o olhar perdido, sentindo o medo penetrar em seus corpos sem motivo nenhum. Era chato, todos naquela cidade sabiam que o sol existia, eles só de fato, nunca haviam visto o mesmo. 

Afinal o sol nunca nasceu em Maríliah.

"Por que?" Taehyung se perguntou encarando os próprios pés enquanto caminhava até a escola com Jimin e Jungkook tagarelando ao seu lado. Ele se sentia horrível, se sentia observado, e isso era até que normal, já que em cada esquina haviam pelo menos dez guardas armados e em posição para qualquer que fosse o problema; era muito horrível.

— Uma desconhecida? Então ela era de Maríah? Por que morreu? Ou melhor, por que ela estava aqui? — apesar de as questões serem muitas em sua mente, ele pode finalmente perguntar algumas delas. Jungkook, que comia feliz uma barra de chocolate ao lado, parou de mastigar por um momento e respirou fundo. — Por que, hein? 

— Ela atravessou a floresta.. — respondeu baixinho olhando em volta, verificar que ninguém nunca escutaria uma conversa daquelas era necessário. — Ouvi meus pais dizendo que ela veio sim de Maríah, atravessou a floresta ontem de noite durante o confronto e ultrapassou a divisa, meu pai disse que ela ficou maluca por conta da floresta e eles tiveram que abate-la no ato..

"Floresta" 

Taehyung não aguentava mais ouvir isso. Tudo que acontecia de ruim estava ligado aquela maldita floresta.

— Será que ela estava procurando o amuleto? — sugeriu Jimin e Taehyung cerrou os dentes, nervoso. Voltou a encarar o asfalto com as mãos nos bolsos, tentando ao menos ignorar a conversa daqueles dois idiotas ambulantes. — Algumas pessoas não aguentam os confrontos, talvez ela estivesse cansada de ouvir explosões e sons de tiro, por isso foi até a floresta, para procurar o amuleto.

— Mas todos sabemos que a floresta é proibida. — Jungkook respondeu com certo peso nos ombros. Encarou Taehyung que mantinha seus olhos fixos no chão e mordeu os lábios antes de prosseguir. — Moradores de Maríah também não podem entrar nela, pelo menos é isso que eu sei. A floresta, além de ser proibida, é perigosa, ninguém sabe o que existe lá.

— O amuleto existe lá.

— Fala sério Jimin! É sério que você acredita nisso? Se existisse mesmo um amuleto que pudesse salvar Maríliah e Maríah da guerra, eles já teriam entrado dentro daquela floresta a muito tempo.

— E é por isso que eles não entram! Porque lá é um lugar perigoso. É tão perigoso que eles nem tem coragem de colocar o próprio pescoço em jogo pela paz.

— Faz sentido.. — murmurou Jungkook e finalmente Taehyung levantou seu olhar. — Afinal foi na floresta que começaram os assassinatos, não foi?

— É, foi sim..

 

"Floresta" "Amuleto" "Assassinatos"

 

O Kim de fato ia enlouquecer se escutasse essas palavras novamente.

— Ainda assim não faz sentido.. — sussurrou Jimin, antes que Taehyung sentisse aquele misto de ódio e impulso que lhe percorreu naquele momento.

Ele parou de caminhar no mesmo instante, seus pés pareciam ter se colado ao chão. Curiosidade sempre foi o seu maior defeito, mas se ele achava isso? Não! Na verdade, mesmo com doze anos Taehyung sentia que sua curiosidade era seu maior dom. Se não fosse por ela, como ele seria capaz de descobrir as coisas e ter coragem para examina-las?

Então com cautela, olhou bem ao redor e viu todos os guardas em seus lugares. "Dane-se" pensou. Se virou para a direção contrária da escola e como qualquer pessoa normal que caminhasse as seis da manhã por aquela rua de neblina pura tentou parecer normal.

A curiosidade matou o gato e mais cedo ou mais tarde acabaria matando Kim Taehyung também.

Ei! — grunhiu Jimin se virando e correndo até o mesmo. Jungkook respirou fundo e não pode conter um risinho abafado; era incrível como o amigo mudava de um momento para o outro. — Ei ei, para onde está indo? E escola fica daquele lado!

— Se quiserem me seguir, falem baixo, andem com calma e tentem agir normalmente. — pediu falando o mais baixo possível. — Hoje eu vou entrar naquela floresta.


Notas Finais




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