História WINGS - You never walk alone. - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jin, Kaya Scodelario, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Namjoon, Rap Monster, Sobrenatural, Sope, Suga, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 182
Palavras 2.581
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Prólogo - A floresta. (Parte 2)


Fanfic / Fanfiction WINGS - You never walk alone. - Capítulo 2 - Prólogo - A floresta. (Parte 2)

 Jimin e Jungkook sentiam o coração quase saltar pela boca enquanto seguiam Taehyung.

O mesmo tinha passos leves, com as mãos nos bolsos da blusa cinza de pano velho caminhava normalmente como se nada estivesse acontecendo. Como se não estivessem prestes a fazer algo muito errado. Porém, em nenhum momento o Kim parou para pensar no que estava fazendo, não refletiu sobre sua decisão e pareceu não se importar com todos os guardas com os olhos direcionados até eles. Mas é claro, eles eram crianças e crianças deveriam estar indo para a direção da escola naquele horário, não na direção contraria da mesma.

— Taehyung, um deles está se aproximando.. — sussurrou Jimin o mais baixo que pode, chegou até fechar os olhos e respirar fundo três vezes. Ele ia surtar. — Taehyung.. vamos ser pegos!

Jungkook respirou fundo e olhou para trás e realmente confirmou que estavam sendo seguidos por um dos guardas. Ele também não tinha muito medo, apesar de ser o mais novo sempre foi mais corajoso que Jimin, mas muito menos louco que Taehyung. Mexeu os ombros e apressou os passos para alcançar o Kim que comandava os dois pelo caminho:

— É verdade Tae.. — sussurrou. — Tem um deles nos seguindo, o que vamos fazer?

Os pés dele novamente se colaram ao chão e o mesmo bufou; nem ele mesmo entendia de onde tirava tanta coragem, era loucura, mas também não era como se pensasse muito no que estava prestes a fazer. Se virou para trás e encarou o guarda de porte grande e físico forte, Jungkook e Jimin entrelaçaram suas mãos quando observaram o amigo caminhar até o mesmo que mantinha um rifle em suas mãos.

— Por que está nos seguindo? — perguntou o Kim, tão sério e tão focado no rosto do guarda que nem chegou a notar a arma na mão do mesmo. — Você não deveria estar protegendo o seu perímetro?

— E você não deveria estar indo para escola? — rebateu o guarda com a voz mais séria ainda. Taehyung apenas deu de ombro e fez uma careta. — Como é seu nome garoto? Para onde está indo e quem são os garotos com você?

— Sou Kim Taehyung. — respondeu e pode finalmente perceber o quão grande era aquele rifle. Olhou rapidamente para trás e viu seus amigos quase aos prantos; chegava a ser engraçado. Pelo menos para ele sim. — Eles são Jeon Jungkook e Park Jimin. Estávamos voltando para minha casa, eu esqueci um trabalho que a professora passou, tenho que entrega-lo hoje, entende? — deu de ombros e sorriu; de onde surgia tal audácia? — Garanto que você vai me ver passando de novo por aqui com eles, se eu não me atrasar é claro. Afinal você está aqui nos seguindo como se estivéssemos fazendo alguma coisa de errado e nós não estamos. Então volte para seu posto, garanto que lá seu trabalho sera muito bem aproveitado, diferente de seguir a gente, que não vai levar você a lugar nenhum, a não ser que você queira espionar minha casa, e eu acho que não é isso, né? — o guarda cerrou os olhos mas não disse nada no final, apenas segurou com mais força o cano da arma e respirou fundo. Deu de costas e saiu andando logo depois, deixando Taehyung seguir seu caminho com os amigos. — Vamos logo, eles começam a se espalhar por ai quando entramos na escola. — disse já assumindo seu posto como guia do grupo. Escutou um suspiro alto de Jimin. Taehyung gargalhou. — Seu medroso..

— Ah, vai se ferrar. — grunhiu o Park com certo ódio do amigo. Ele queria soca-lo, queria voar em seu pescoço por estar fazendo aquilo. Mas do que iria adiantar? Afinal, ele estava ali, seguindo o mesmo. Bufou e revirou os olhos depois de tal conclusão. — Como você sabe que eles se espalham por ai depois que entramos na escola? Nós nunca vemos nada daqui de fora quando estamos estudando.

— Eu sei de muita coisa Park Jimin. De muita coisa.

 

- X - 

 

A floresta não ficava muito longe de onde moravam, o que deixou o caminho muito mais fácil. Assim que passaram das próprias casas, colocaram os capuzes das blusas de frio e abaixaram a cabeça encarando o chão, não podiam ser reconhecidos. 

É claro que atraiam olhares de quem passava por perto, mas nunca era alguém tão especial ao ponto de reconhece-los, crianças quase nunca eram vistas por ali, afinal eles deveriam estar na escola naquele momento, e como o perigo de serem acertados por uma bomba ou uma bala perdida era grande, também não saiam para brincar. Em Maríliah não existia diversão; era uma cidade deserta, sem felicidade, apenas preenchida pelo caos e medo.

 "Não vai acontecer nada demais" pensou Taehyung enquanto caminhava e sentia seu rosto arder por conta do vento frio. Ele queria mesmo entender o porque da guerra, queria entender o motivo dos assassinatos e o porque da tal floresta, ser tão "perigosa" e proibida. "Vou de fato descobrir"  concluiu para si mesmo.

— Tae.. estamos perto demais, alguém pode nos ver. — choramingou Jimin. — Sabe que podemos ser mortos, né?

O Kim respirou fundo assim que olhou em volta e viu a neblina aumentar: Haviam entrado na área da floresta.

Era apenas uma pista gigante, a floresta ficava do lado esquerdo com arames enfarpados ao redor, e aquela placa:

 

" Perigo máximo. Mantenha distância. "

 

O ar parecia ser mais pesado ali. Os três se esconderam atrás de um carro abandonado e encararam o "final" da pista e lá estava ela: A famosa linha que dividia Maríliah de Maríah. Não havia ninguém protegendo o perímetro e eles sabiam muito bem que não poderiam cruzar a divisa. O barulho dos galhos se mexendo por conta do vendo e até mesmo suas respirações poderiam ser escutadas, o silêncio era enorme. 

— Não tem ninguém protegendo nada por aqui.. — ditou Taehyung saindo do esconderijo e andando calmamente até se aproximar dos arames enfarpados; por algum motivo não sentiu nada de diferente ao encarar a floresta tão de perto. Chegou até a pensar que seria mais divertido. Quem sabe mais emocionante? — Ei, se aproximem, não tem nada por aqui, vamos logo entrar!

— Você é maluco! — grunhiu o senhor Park - cuzão - Jimin. — Taehyung, você é maluco! — viu Jungkook tomar coragem para sair do esconderijo e quis chorar. — Vai se foder, vai se foder Kim Taehyung! Você é doente mental!

— Cala a boca. — interviu o Kim. — Parem de ser cuzões. Não tem ninguém protegendo nada aqui. Ninguém vem pra cá!

— Não. Eu não vou sair daqui. — decidiu o Park por fim. Sentou-se no chão cruzando os braços sob o peitoral e fez aquele famoso bico que deixava suas bochechas fofinhas. — Se nós morrermos, espero que Deus saiba que você é um fodido e te mande direto pro inferno Taehyung! 

— Se morrermos agora você também vai pro inferno, idiota.

— Deus sabe que eu não queria estar aqui.

— Ei, olha só isso! — e então o Park foi atingindo por um galho. Sim, ele gritou pelo susto. Ele gritou e é claro, Jungkook e Taehyung caíram na gargalhada. 

— Para com isso! Você é retardado? — choramingou. — Estamos aqui por sua culpa e vamos possivelmente se foder.

— Tá. — o Kim deu de ombros. — Fiquem ai então, eu estou entrando.

— NÃO! — berrou Jungkook tapando a boca logo depois. Olhou para Jimin e entrelaçou as mãos com o mesmo novamente. — Vamos juntos, não vai acontecer nada.

Jimin e Jungkook saíram juntos detrás do carro abandonado e com muita cautela e medo, ambos caminharam lentamente olhando para todos os lados até de fato, estarem cara a cara com a cerca e encarando todos aqueles pinheiros secos, era uma visão aterrorizante: A neblina densa e forte, os sons estranhos, o ar pesado e o frio que pareceu aumentar.

— Eu não acredito que estamos fazendo isso.. — disse Jungkook em meio a um suspirou. Ele soou até meio divertido, o Kim sorriu ao encarar o mais novo que fitava os pinheiros com certo sarcasmo no olhar. "Ele deve estar achando interessante", pensou. — Vocês sabem que é perigoso, né? — encarou Taehyung que assentiu com a cabeça, mesmo não acreditando naquela baboseira toda.

— Eu sei que é perigoso. — respondeu tranquilamente, mostrando indiferença para os amigos. — Mas não tem nada lá.

A verdade era que ele não achava que era perigoso.

O Park agarrou forte as alças da mochila em suas costas e fechou os olhos choramingando, era o único que estava querendo ir embora dali o mais rápido possível pelo jeito.

— Somos os primeiros a entrar lá.. — a frase soou mais como um choro do que como algo normal, Taehyung e Jungkook se entreolharam sorrindo e seguraram o riso. — Nós definitivamente vamos morrer. — o Park sentiu a mão de Taehyung em seu ombro, olhou para o mesmo que dessa vez estava sério e suspirou. 

Ouviu o barulho de Jungkook abrindo espaço em meio a cerca de arame enfarpado. Seu coração parou por alguns segundos.

— Não vamos morrer. — confirmou Taehyung olhando no fundo dos olhos do Park. — Não tem nada lá. É só uma floresta. Entendeu? Só uma floresta!

Jimin assentiu com a cabeça, e assim, os três passaram pela cerca adentrando o local proibido.

 

Eles pareciam estar em outro mundo; Aquilo não poderia fazer parte de Maríliah.

Taehyung fitou os pássaros cantando lá dentro, as árvores verdes e vivas, as frutas, a corrente de frio que corria por ali e até mesmo a neve parecia ser diferente. Estavam de fato, em um lugar bom. E é claro, estavam impressionados demais para falar qualquer coisa, apenas olhavam em volta e caminhavam para lá e para cá. “Eu não acredito” pensou o Kim fitando um coelho que correu por ali. “Eu não acredito mesmo” 

— Essa é a floresta perigosa e horrenda que deveríamos evitar a todo custo? — indagou Jimin ao pegar uma maça caída no chão. Haviam arvores fruteiras por todos os cantos, animais e a brisa leve. — Isso é sério gente?

— É disso que você estava com medo. Sua bicha. — caçoou Jungkook sorrindo, mas é claro, ele também estava surpreso.

— Vai se foder. — respondeu ele.

Taehyung olhou para cima, para o céu. Sentiu os flocos de neve pousarem lentamente em seu rosto e respirou fundo: Sem barulho de bombas, sem clima tenso, sem perigo, sem ninguém.

Sem guerra.

— Isso não pode fazer parte de Maríliah.. — escutou o sussurro de Jungkook enquanto o mesmo observava um cervo correr. O Kim soltou um risinho abafado. — Onde está o perigo? Onde está o amuleto?

“Babacas” pensou. “Acreditam mesmo nessa coisa de amuleto”

— Vocês não vêem? — ditou Taehyung, haviam lágrimas em seus olhos. Lágrimas verdadeiras. Era a primeira vez que via algo tão lindo, tão puro, nada de destruição, era apenas.. bonito. Irradiava paz para todos os lados e fazia ele se sentir mais calmo do que nunca. — A floresta é o amuleto para a paz.

— O que? — O Park e Jungkook perguntaram juntos, encarando o amigo que foi caminhando até adiante, ouviu um certo barulho de água corrente e encarou a coisa mais linda que já havia visto desde que nasceu: Um riacho. 

Limpo como cristal. Calmo como a floresta.

Uma lágrima escorreu e sentiu seu peito apertar, se segurou em uma das árvores próximas e sentou-se no chão próximo ao pequeno rio e ele mesmo não acreditou que estava realmente chorando.

— Por que está assim? — sentiu a mão de Jimin tocar-lhe o ombro. Encarou o amigo que sorriu para si e sentou-se ao seu lado junto de Jungkook.

— Eles estão nos privando da paz.. — encarou o outro lado do riacho, era tão simples, tão próximo e estava bem ali na frente deles; se cruzassem o riacho, já estariam dentro da cidade de Maríah. — Olhem em volta, aqui tem tudo que não temos.. paz. Por que eles fazem isso? Por que? 

— Acho que nunca iremos descobrir.. — Jeon murmurou, fazendo o Park suspirar em sincronia com Taehyung. Talvez o que eles estivessem vendo ali, jamais fosse visto por outras pessoas novamente. — Tudo que sabemos é que tem algo nessa floresta que eles querem.

Taehyung bufou revirando os olhos.

— NÃO TEM! — quase gritou. — Tudo que sabemos é que um idiota, um maluco, um psicopata começou a matar pessoas por todo lugar, Maríliah e Maríah.. — respirou fundo tentando se acalmar e mordeu os lábios encarando a face dos amigos. — Não tem nada que salve nossa cidade da guerra, esse idiota que mata todo mundo é só mais um afetado pela guerra, Maríliah e Maríah não criam moradores, criam prisioneiros.

— Prisioneiros do caos, do medo.. — acrescentou o Park se voltando para Jungkook e vendo o mesmo atirar uma pequena pedrinha que pulou três vezes em cima da água antes de atingir o solo de Maríah.

— Prisioneiros da guerra.. — completou Jungkook por fim. Os três suspiraram em silêncio, eles apenas queriam ficar ali até o relógio bater ao meio-dia e saíssem dali como se tivessem passado metade daquele dia na escola; de fato havia sido o melhor dia da vida deles.

 Até aquele momento.

Deitados no chão, a sirene da cidade soou alta e clara. Todos se levantaram em um piscar de olhos.

— Que merda é essa? — Jimin, já em completo desespero agarrado a Taehyung falou. — QUE MERDA É ESSA!?

BUUUM!

— PORRA TAEHYUNG, QUE MERDA É ESSA! QUE MERDA É ESSAAAA?!

— EU NÃO SEI CASSETE, EU NÃO SEI! — berrou o Kim de volta.

Um estrondo soou e o chão tremeu, olharam em volta assustados e sentiram o cheiro forte da fumaça entre as árvores próximas dali ; estavam sendo bombardeados. BOMBAS!

— Mas que diab.. — O Park ia falar, mas outra bomba foi jogada, dessa vez tão próxima que Taehyung pode sentir seus pés saírem do chão por segundos. 

Todos se jogaram contra o chão, com as mãos nos ouvidos, tentando não escutar a maldita sirene da cidade sendo tocada, as bombas sendo atiradas e os gritos dos cidadãos lá fora.

— Não são de Maríah.. — comentou o Kim após notar que as bombas haviam parado pelo menos por um segundo. — Não estamos sendo bombardeados por Maríah..

— O que isso quer dizer Taehyung? — perguntou o Park assustado enquanto Jungkook apenas olhava em volta, tomando o máximo de cuidado para algo não dar mais errado.

— Estamos sendo bombardeados por Maríliah.. — ele concluiu ao encarar um pedaço da bomba despedaçada em sua frente; “Propriedade de Maríliah” estava gravada na mesma. — Estamos sendo bombardeados pela nossa própria cidade!?

Os três se entreolharam com os olhos arregalados; Jimin tremia, Jungkook estava nervoso. Taehyung apenas queria entender como o governo da cidade sabiam que eles estavam por ali.

O Kim ia se pronunciar, quando a voz alta e clara ecoou pelos auto-falantes da cidade:

 

“— Kim Taehyung, Jeon Jungkook e Park Jimin. Moradores de Maríliah acabam de quebrar o tratado. Repito: Kim Taehyung, Jeon Jungkook e Park Jimin acabaram de quebrar o tratado. A permissão para atirar é 100% consentida pelo governo oficial da cidade de Maríliah”.


Notas Finais




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