História Wings - Capítulo 8


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Will Solace
Tags Almas Gêmeas, Solangelo, Universo Alternativo, Wico
Visualizações 76
Palavras 2.314
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cap 2 - Segunda - dia 20
Cap 3 - Terça - dia 21
Cap 4 - Terça - dia 21
Cap 5 - Quinta - dia 23
Cap 6 - Sábado - dia 25
Cap 7 - Domingo - dia 26
Cap 8 - Terça - dia 28 (noite)

Se está gostando poderia, por favor, favoritar?

Capítulo 8 - Capítulo Oito


Fazia dois dias que Jason já tinha viajado, Nico se sentiu na obrigação de ocupar o tempo de Léo. Não tinha certeza do porquê daquele sentimento, talvez pelo moreno ter tentando o ajudar com a sua alma-gêmea. Tá, não tinha dado certo... mas não foi por culpa dos conselhos do Valez, mas do próprio Nico. E o Di Angelo tinha consciência disso. Hazel, sua meia-irmã cinco anos mais velha, parecia que tinha lido sua mente... porque, de repente, havia lhe empurrado dois ingressos para um parque de diversões, comentando algo sobre ter que trabalhar no dia em que os ingressos iriam vencer e etc. Depois mandou o irmão mais novo ir procurar alguém para convidar, deu uma piscadinha e saiu do quarto dele. E é claro que Nico não queria ir, mas aí se lembrou dos pensamentos que estava tendo em relação ao Valdez e mudou de ideia. Claro que Léo aceitou, porque né... ele era Léo.

E ali estavam eles. Os dois morenos parecendo umas crianças que viram um doce gostoso numa vitrine de uma cafeteria, mas não, eram só dois adolescentes quase-adultos que nunca tinham ido a um parque de diversão na vida.

— O que é aquilo?? — Um Valdez muito extasiado perguntou, as mãos agarrando o braço de Nico, ele apontava na direção de um brinquedo. O de cabelos negros forçou a vista para ler o que estava escrito, já que estava longe.

— Casa mal-assombrada.... — leu pausada e calmamente. Em seguida, seus olhos se iluminaram e era ele quem estava agarrando o amigo pelo braço. — Vamos lá! Podemos ir lá? Eu quero muito ir lá!!! Ouvi Hazel falando sobre aquele lugar e eu estou mesmo com vonta....

— A GENTE VAI LÁ!! — gritou Léo, animado demais para ligar para os olhares estranhos que eram dirigidos aos dois.

* * *
 

Os garotos andavam por entre as barraquinhas. O menor carregava um urso gigante de pelúcia que conseguira no jogo de alvo, além de estar equilibrando dois bolos no espeto na outra mão. Nico se encontrava com um saco enorme de pipoca doce, a qual o Valdez se perguntou se o amigo realmente seria capaz de comer. Já tinha ficado cerca de uma hora e meia naquele lugar, e mesmo assim não estavam cansados.

O Di Angelo nunca fora lá anteriormente, pois quando menor estava sempre ocupado estudando ou simplesmente preferia brincar com as duas irmãs e Jason, além de que ele também tinha atividades do clube...depois, bem, sentimentos de reclusão o impediram de ir a um lugar tão lotado de pessoas. Na realidade, o garoto desconfiava que só não tinha tido um ataque até então porque Léo fazia questão de impedir que se esbarassem nele, já que o moreno sabia da condição de Nico para com multidões. Além de estar muito animado com o lugar para se importar com outras pessoas a volta. Já o Valdez... bem, o outro ainda não sabia o motivo de nunca ter ido em um parque antes.

O Di Angelo tinha comprado várias caixinhas daqueles remédios de anular o efeito dos poderes, e naquele momento ele já tinha tomado uma pílula, portanto não ouvia mais pensamentos. Deveria ter se focado em aprender a controlar? Talvez. Mas não era como se tivesse vontade de qualquer forma. Mas aqueles remédios realmente o ajudavam a não ouvir nada e poder aproveitar o dia.

— Eu vou para a fila da montanha russa — avisou Léo.

— De novo? — indagou o outro, uma das sobrancelhas erguida em dúvida.  Internamente, seu desejo era gritar para que não fosse. Ele não estava afim de ir de novo, mas não queria ficar sozinho numa multidão. — Mas já não foi seis vezes?

— Então esta é a sétima — declarou sorridente. Ele estendeu o urso peludo para Nico, que o olhou meio suplicante, infelizmente o moreno não notou. — Pode ficar com Halerquin enquanto isso?

— Halerquin?

— É o nome dele.

— Pensei que fosse ela — constatou o Di Angelo. A cor da pelúcia era de um laranja meio amarelado, e por isso jurava que o amigo estranho iria dar um nome feminino para o urso. Depois começou a se sentir meio idiota por estarem conversando sobre o sexo de um bicho de pelúcia.

Nah! Meio feminino? Talvez. Mas é macho — O moreno riu como se fosse uma piada interna realmente muito engraçada. — King Halerquim! — declarou alegremente antes de ir em direção a fila da montanha russa.

O de cabelos negros não compreendeu bem o que Léo havia dito, mas resolveu esquecer. Era Léo Valdez, como diabos ele esperaria que aquele ser fosse alguém normal e fácil de entender? Observou o amigo ir saltitante em direção a fila pela sétima vez naquela noite. Suspirou e ergueu a pelúcia nos braços, olhando para ela com um olhar de dúvida.

— Bem, Halerquin... — murmurou para o urso, se sentindo meio idiota, mas mesmo assim continuou. — Somos só você e eu, não é mesmo?

— Então o nome do urso é Halerquin? — Uma voz perguntou atrás do moreno, o assustando e fazendo com que virasse rapidamente para trás. Se arrependeu rapidamente. O loiro fez um comprimento comum com uma das mãos e sorriu de lado. — Yo, Moon!

— E aí, Will...e o urso nem é meu, mas sim, esse é o nome dele — murmurou com o cenho franzido. Não era possível, tinha conseguido evita-lo por cerca de quatro dias... por que logo naquele momento? Foi quando voltou a realidade e ficou confuso com a última frase do loiro que deveria ser a sua suposta alma-gêmea. — Moon?
 

— Ah, sim... combina, não? Você realmente me lembra a lua... — disse como se fosse a coisa mais normal a se falar naquela ocasião. O Solace riu de leve ao olhar a carranca nada agradável que o outro lhe dirigia. — Não seja assim... pensou mesmo que iria se livrar de mim? Admito que também fiquei surpreso quando te reconheci.... Não é todo dia que encontramos um emo com uma pelúcia colorida do tamanho do próprio tronco e no meio de um parque de diversões, sabe?

— Ah, sim claro, Sun — disse sarcasticamente enquanto revirava os olhos negros. — Até porque combina mais com você, do tipo alegre e colorido, não é mesmo?

— Você fala como se você também não fosse colorido.

— Já olhou para as minhas roupas?

— Já olhou para a sua sexualidade?

Nico bufou, se virou e saiu andando calmamente. O Valdez deveria ser capaz de se virar sozinho no parque sem ele, não tinha porque ficar o esperando e tendo que aturar o loiro. Se amaldiçoou por tudo aquilo. Quando encontrara Will, ele parecia bem mais simpático, calmo e amável... tinha quase certeza de que estava agindo daquele jeito sarcástico com o sorrisinho de lado por culpa da discussão que tiveram. A qual o Di Angelo tentava não dar a mínima, mesmo que sem sucesso.

O moreno tentou ignorar o Solace atrás de si com todas as suas forças. Mas estava sendo difícil. O loiro chamava muita atenção e o menor sentia olhares sendo direcionados para os dois. Mas continuou firme e inexpressivo, como se aquilo não o afetasse nenhum pouco...isso, é claro, até ouvir uma risadinha nada confiável atrás de si.

— Você vai mesmo me ignorar? — A voz de Will soou. E Nico percebeu imediatamente o tom de voz tristonho dele, se sentiu tentado a se virar, mas continuou impassível. — Como você quer que eu peça desculpas se não olha para mim? Por favor...você é importante para mim. —  O moreno empacou no caminho. Em sua mente ele já tinha uma boa teoria do que o garoto atrás de si estava fazendo...Will estava fazendo uma cena de casal brigado em público!! Cerrou os dentes, tentando controlar a raiva. Por que aquele maldito tinha que puxar o talento para atuação do pai? — Ah, você vai me escutar?? — disse com a voz tão esperançosa, que por um momento o próprio Di Angelo acreditou que realmente eram um casal brigado.

Ele está tirando com a minha cara..., refletiu o menor, pois bem, se é isso o que ele quer...

Nico se virou lentamente. O Solace estava esperando um olhar mortal ou coisa do tipo, mas ao invés disso teve a oportunidade de ficar surpreso com um moreno triste. Sim, a expressão dele era de tristeza pura. Começou a ficar levemente desesperado... ele tinha feito algo? Enquanto estava um caos por dentro, por fora estava apenas surpreso.

— V-Você... — começou o Di Angelo com a voz meio chorosa, de vez em quando soluçando. Will estava simplesmente perdido. Não sabia se ficava preocupado ou se ficava agraciado pelos deuses terem dado uma alma-gêmea bonita para ele, bonita o suficiente para continuar bela mesmo em uma situação de aparente tristeza, o que era difícil. — Não diga isso para mim depois daquela cena! — O Solace se assustou com o grito repentino, logo sentiu vários olhares sobre os dois. Ficou confuso. — E não adianta fazer essa expressão, seu sonso! Você é um filho da puta, mesmo hein? Primeiro eu te pego com aquela vagabunda e depois vem atrás... tudo o que você tem é o seu rosto, não é mesmo??

Foi quando o loiro compreendeu a situação... tinha tentado parecer que eram um casal brigado antes, e o seu feitiço se voltou contra ele, o feiticeiro, porque Nico se aproveitou daquilo para atuar também. Estava fingindo que Will era um baita de um vagabundo desleal, aos gritos e em público!! O Solace se xingou mentalmente por não ter pensando na possiblidade da sua alma-gêmea ser boa de atuação, tinha subestimado o menor demais.

— O que?? — exclamou indignado, entrando na atuação para tentar fazer parecer que o outro estava enganado. Não queria rumores na sua escola no dia seguinte, afinal seria quarta e teria aulas. — Você que entende errado e a culpa é minha? Não tenho culpa se você é todo ciumento ao ponto de não confiar em mim! Você ao menos já parou para refletir sobre como me magoa essa sua mania de se afastar e apenas me culpar? Um relacionamento não anda para frente se apenas um tentar! — disse meio triste, como se estivesse se sentindo ofendido pelo “namorado” não acreditar nele. Viu Nico contorcer a boca em desgosto por um segundo, claramente não gostando da reviravolta, mas logo voltou ao semblante desacreditado e triste de alguém que foi traído. Aquele ser de cabelos negros era realmente um ator monstruoso, pensava Will. Mas na cabeça do Di Angelo, o moreno tinha certeza de que a última frase foi uma indireta sobre ele ficar fugindo e o loiro sempre ter que ir atrás dele. — Era só uma amiga! Apenas isso e nada mais! Por que não me deixar explicar? Eu posso...

— Isso é o que todos dizem!! — interrompeu-o o menor, se aproveitando da brecha para não deixar o loiro ganhar naquele “showzinho”. — “Eu posso explicar”, é o que todos dizem, Will! Você é um deles, pode fingir e mentir para mim..., mas a verdade ainda está vívida, e você não pode escapar de si mesmo! — O Solace ficou surpreso, não pelas falas..., mas porque parecia que Nico as dizia para si mesmo. — A culpa é sua, você que não soube ser certo, tudo está acabado agora e você é o culpado! Não se atreva a dizer que não... nada vai apagar o passado. Assim como nada me apagará de sua mente, espero que se lembre eternamente como perdeu sua alma-gêmea!

Ao terminar o discurso, a qual o loiro não sabia se era totalmente atuação ou não, se virou e saiu correndo. O bronzeado quase ficou ali, atônito refletindo sobre as palavras... foram ditas tão sinceramente que chegou a parecer que realmente estavam em uma briga e que ele realmente fora desleal, quase se sentiu um merda sendo que não tinha feito nada. Franziu o cenho. Caralho, esse garoto é bom mesmo..., pensou surpreendido. Suspirou, colocando o braço na frente do braço, sorriu de lado.

— Por que toda vez você termina fugindo? — sussurrou baixinho para si mesmo. Tirou o antebraço da frente dos olhos. Logo se pôs a correr, não queria perde-lo de vista, o que parecia ser exatamente o objetivo do moreno.

Esse garoto... estou quase me sentindo o Príncipe Encantado correndo atrás da Cinderela!!, pensou indignado, era a terceira vez que sua alma-gêmea fugia dele.

* * *

— Por que fez aquilo? Aquela parada de fazer parecer que sou um baita de um namorado merda — perguntou o loiro, as mãos apoiados no joelho e o rosto ofegante, mas acabou sendo ignorado. Tinha corrido bastante até finalmente conseguir alcançar o moreno, puxar ele pela cintura e conseguir leva-lo para um lugar privado. No caso, perto de um dos vários banheiros que existia no lugar. Olhou para Nico. O garoto se encontrava sentado num banquinho de parque, o ursinho grande ao lado e não estava tão diferente assim. Will não se esforçou nenhum pouco para esconder o sorriso de satisfação ao olhar para o menor.

— Qual é a dessa cara de tapado? — perguntou o Di Angelo rispidamente, ainda sem olhar para ele.

— Nada, é só que olhando melhor... você é muito meu tipo.

— Ainda não entendo o que isso tem a ver com você estar sorrindo que nem retardado — murmurou se abaixando para amarrar o cadarço. O Solace jurava que o tênis não estava desamarrado, então concluiu que era só uma estratégia do menor para que não visse seu rosto que muito provavelmente estava corado. Agradeceu mentalmente por isso... não queria saber que tinha de pensamentos teria caso o visse, além de ofegante, corado também.

— Não dá para ler meus pensamentos?


— Tomei um remédio para anular os efeitos.

— Ah, isso explica porque ainda não me agrediu.

— Por que eu iria te agredir? — perguntou confuso, finalmente o olhando. O loiro engoliu em seco antes de se forçar a sorrir, como se não estivesse prestes a morrer. 

— Porque... — Will se levantou e fez uma posição... defensiva? Okay, aquilo deixou o Di Angelo confuso e mais curioso ainda para saber do motivo. — Porque meus pensamentos não foram puros.

 

 

 


 


Notas Finais




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