História Wings - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Will Solace
Tags Almas Gêmeas, Solangelo, Universo Alternativo, Wico
Visualizações 73
Palavras 1.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Capítulo Nove


Léo não encontrou Nico no lugar onde havia o deixado, o que era estranho. Afinal, o que diabos um garoto recluso como o Di Angelo iria fazer sozinho — bem, ele tinha Halerquin, O Urso — em um parque de diversões lotado? O moreno não sabia, e isso o deixava seriamente preocupado com o estado do amigo. Aliás, ele até mesmo saiu rodando que nem um louco desesperado atrás do de cabelos negros. Não o encontrava, o que só o deixou mais tenso, já estava se sentindo culpado. Já se imaginava dando a notícia ao namorado quando ele voltasse de João Pessoa: “então, sabe o seu amigo de infância? Eu perdi ele num lugar cheio de pessoas, sim, do jeito que ele odeia. Provavelmente foi sequestrado por um tarado por garotos emos menores de idade, mas você me desculpa? ”. Então Jason sorriria docemente e riria, alegando que era uma piada muito mal estruturada. Aí ele veria a expressão séria de Léo e os dois terminariam e o loiro o amaldiçoaria para toda a eternidade. A notícia se espalharia e Percy iria tirar tudo a limpo, ao constatar que era verdade, provavelmente espancaria o Valdez até a morte.

Foi quando uma luz no fim do túnel chegou — ou seria a escuridão no fim de uma praia ensolarada? Lá estava ele...Nico Di Angelo!! Não pôde evitar de sorrir alegremente. Já queria sair correndo que nem uma gazela animada na direção dele, até que notou uma outra presença: Will Solace.

Era uma cena, no mínimo, estranha. Por algum motivo desconhecido pelo latino, o loiro tinha umas marcas vermelhas no rosto, parecia que alguém tinha o confundido com um mosquito e acidentalmente batera com uma chinela em seu rosto várias vezes. E o fato dele estar sorrindo que nem um daqueles garotos hormonais pervertidos que tivera o primeiro contato sexual na vida não ajudava Léo a entender a situação, muitos menos a se convencer de que Will era tão santo quanto sua aparência angelical sugeria. No mesmo banco que ele, na ponta extrema a onde o Solace estava, se encontrava Nico. O garoto estava com Halerquin nos braços, o apertando fortemente como se quisesse garantir que definitivamente não estava sozinho num lugar não muito acessado, durante a noite com o loiro. Aliás, estava parecendo uma daquelas protagonistas de novela, do tipo indefesa que abraçava o próprio corpo enquanto pensava na possibilidade de estar sendo assediada, para não ressaltar a expressão nada agradável em seu rosto acompanhado por um rubor de motivos escondidos.

Ãhn... oi?? — disse Léo, ainda meio receoso e confuso. Antes que percebesse já estava tendo que equilibrar o peso de dois corpos. Veloz como um raio, Nico saltara do banco em sua direção, o agarrando. — Darkness Prince?

Léééééo — falou manhoso enquanto se escondia atrás do moreno, seus olhos fitavam de forma acusadora o loiro. Este que tinha perdido o sorriso e praticamente esfaqueava o Valdez com o olhar, que riu de nervoso com a situação. — Me proteja desse assediador de terceira categoria!!
 

— Assediador? — repetiu, claramente confuso. Nico assentiu freneticamente. — Como assim, Darkness Prince?

— Primeiro ele ficou me encarando sorrindo que nem tapado, depois nem fez questão de esconder e admitiu que estava pensando coisas obscenas. Aí eu tentei cegar ele, para ver se o deixava com uma visão menos “propensa a pensamentos impróprios”, já que essa foi a desculpa esfarrapada que ele usou. Quase consegui, mas durante o processo esse bastardo ousou me abraçar! E ainda falou uma coisa que não estou afim de repetir!! — O Di Angelo apertou com mais força a cintura do Valdez, como se para reafirmar que realmente não estava sozinho com seu “suposto assediador”, Will Solace. O de cabelos negros enterrou o rosto na curvatura do pescoço do amigo. Léo ignorou com todas as suas forças os olhares nada amigáveis que o loiro lhe dirigia e fez um cafuné de leve nos cabelos negros.

— Darkness Prince, não acha que fica desconfortável ficar nessa posição? Quero dizer, em pé e curvado para chegar na minha altura... que tal se sentar? — disse sorrindo de forma calma, tentando faze-lo sair dali antes que ocorresse o assassinato de Leônidas Valdez. Ainda tinha tantos sonhos para realizar...

Não — negou que nem uma criança birrenta se recusava a emprestar o brinquedo preferido, apertou o moreno com mais força que resmungou mentalmente que não queria morrer enquanto o evitava contato visual com Will. Tinha quase certeza de que os tão angelicais olhos azuis deveriam estar tão assustadores quanto os de Thalia quando alguém dava em cima da namorada dela, Zöe. — Aqui é confortável, mais que o banco.

— Como diabos eu sou mais confortável que um banco, cara?

Léo fez uma pergunta que não deveria, pois a resposta para ela foi o ápice de toda aquela ceninha causadora de ciúmes.

— Sua pele é macia e quente... e você cheira a chocolate...e você sabe que eu amo chocolate — respondeu, a voz meia abafada por ainda estar enterrado ali. Léo prendeu a respiração enquanto, aos poucos virava o olhar na direção do Solace. Foi como o esperado: ele estava com uma puta cara de mafioso. Aparentemente Nico não percebia que estava quase causando a morte do amigo, porque adicionou outra coisa que não deveria. — Acho que agora entendi porque seu namorado fica te abraçando por trás e enterrando a cabeça no seu pescoço.

Era definitivo: ele iria morrer. Agradeceu mentalmente por Jason não estar ali, ciumento como o Grace era... ele estaria ferrado em dobro. Sempre tivera uma queda por loiros — bem, o que ele tinha por Jason estava mais para um abismo—..., mas nunca tivera fantasias em se ferrar por dois deles.  Não era masoquista.

Foi quando avistou o Solace se levantar calmamente — tinha aquele ditado de pessoas calmas serem as mais assustadoras, né? — e se direcionar até eles, um sorriso amável no rosto, mas Léo podia ver uma sombra nos seus olhos azuis. Logo tendo avaliado a situação, tirou seu agnóstico: Oh, Léo, pensou, você está fodido querido.

Como era uma pessoa que não funcionava tão bem sob pressão, acabou fazendo a pior escolhar possível.

— Eu não fiz nada!! Nem venha me culpar por algo que eu não fiz. Se ele está se afastando, talvez a culpa seja realmente sua — disse rápido e nervosamente por puro impulso. O Solace parou no caminho e inclinou a cabeça para um lado com falsa inocência, o sorriso doce ainda nos lábios. Por instinto, o Valdez deu dois passos para trás tomando cuidado para não derrubar Nico. — Ãhn...eu...

— Ah, eu estou com tanta fome!! — Nico exclamou, quebrando todo o clima tenso. Ele tira o rosto do pescoço do menor, que agradeceu internamente por aquele ato, já que diminuiu o perigo dos olhos azuis a sua frente. O de cabelos negros soltou o outro moreno.

— Vamos comprar algo nas barraquinhas então — disse Will, finalmente se pronunciando. Sua voz parecia realmente verdadeiramente clama, o que foi um alívio. O Valdez assente, já estava se preparando para andar e seguir o loiro quando o Di Angelo voltou a se pronunciar.

— Já comi besteira demais... queria comer comida. Mas se quiser vocês podem ir, eu espero vocês.

— Não precisa nos esperar, Darkness Prince. Além disso, eu posso ir com você num restaurante — falou Léo. — Will também aceitaria.

— Certo. Então vamos para a casa do Solace — disse calmamente. Os outros dois o olharam como se fosse doido. — Não estou afim de deixar esse cara entrar na minha casa, você vive se recusando a deixar qualquer um entrar na sua... só sobrou a dele. E eu queria cozinha junta de você, Léo, a gente forma uma boa dupla culinária.

O Valdez revirou os olhos, rindo de leve.

— Conta outra, você só quer uma desculpa para me fazer cozinhar pratos latinos de novo.

— É claro!! Parece até que suas mãos culinárias divinas são só de Jason! Só ele pode apreciar... é injusto! — exclamou indignado. Qualquer coisa de culinária que envolvesse américa latina...Léo era divino.

— Você também raramente faz pratos italianos para mim! — retrucou o menor.

Nico continuou o encarando, os olhos negros fixos nos castanhos com o tipo olhar de “você vão fazer o que eu estou mandando e pronto! ”.  Bufou ao perceber que seria inútil discutir com ele...porque né, o Di Angelo já era difícil...com fome então? Fez uma nota mental de deixar ele mais afastado de Percy, a teimosia do Jackson era uma má influência tremenda... só de olhar para Nico já era possível ver os efeitos dos anos de convivência e influência. O Valdez se virou para Will antes de sorrir gentilmente e passar a mão na nuca, meio sem-graça por ter que fazer algo como aquilo na casa do Solace apenas porque seu amigo emo era um birrento.

— Então, Will... você tem frutos do mar em casa?


Notas Finais


Pobre Léo, só queria aproveitar a primeira vez em uma parque de diversões na vida... :')
Que vida triste.
Mas vejamos o lado positivo: não tinha Jason para ficar com ciúmes!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...