1. Spirit Fanfics >
  2. Winter Dream >
  3. Starry Sky

História Winter Dream - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, arohas!

Quero agradecer a leitora Thalita, do Twitter, pelo carinho. Bem-vinda!

Quem será que a Carla encontrou no terraço? Vamos descobrir agora!

Boa leitura.

Capítulo 4 - Starry Sky


Fanfic / Fanfiction Winter Dream - Capítulo 4 - Starry Sky

Capítulo 3 - Starry Sky 

 

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

 

Fevereiro de 2013

 

Era fim do inverno. O clima, já ameno, era propício pra curtir o fim das férias ao ar livre.

Daqui a uma semana começariam as aulas do Ensino Médio.

Estávamos sentados na grama, debaixo de uma árvore, contemplando o lago Banwol. 

— Feliz centésimo dia — Dongmin me entregou uma caixa de joia. 

Dentro, uma corrente com um pingente de estrela da cor de prata.

Ele sabia da minha devoção pelas estrelas.

Escondi meu rosto nas mãos:

— Eu esqueci! Me perdoe. 

— Tudo bem.

— Prometo me redimir.

— Como?

Apenas dei-lhe um beijo demorado, o que o fez dar aquele sorriso que abre as portas do céu:

— Se redimiu completamente. 

Segurei suas mãos e, olhando fundo em seus olhos, sussurrei:

— Aroha.

— O que é isso? 

— É uma palavra maori que significa "amor incondicional que não espera nada em troca". 

— Uma palavra tão pequena é isso tudo? — ele riu. — Como é mesmo?

— Aroha.

— Aroha — ele repetiu. — Acho que "aroha" vai ser o nosso "okay". 

— Como assim?

— O "okay" de Hazel e Gus. 

Meneei a cabeça, ainda sem compreender. 

— "A Culpa É das Estrelas"? Nunca leu?? — ele me olhou com descrença.

— Não…

— Devia. É um livro muito bom. Mas enfim, agora "aroha" é a nossa palavra.

— Okay…

— E você achando que não tinha nenhum presente pra mim… Me deu a palavra mais linda do mundo. Aroha — Dongmin repetiu uma última vez antes de me roubar mais um beijo.

 

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

 

~Carla~

 

— Você tá me seguindo?! — exigi uma satisfação.

— Não. Ou pelo menos não ainda — o rapaz do olhar de gato deu um sorriso debochado enquanto se aproximava.

— O que quer dizer com isso? 

— Eu não estou te seguindo, okay? Eu moro aqui — ele deu de ombros.

— Desde quando?

— Me mudei hoje.

Apertei as têmporas enquanto a ficha caía:

— Não me diga que você mora no 801 com MJ-oppa.

— Você conhece o MJ-hyung??

— Acabei de conhecer ele e Jinjin no elevador. E tinham mais dois lá em casa, fazendo sabe-se lá o quê.

— Quem?

— Esqueci os nomes. Só sei que eles usavam o uniforme de Hanlim.

— Ah, eram os maknaes. Eles não são fofos? — ele sorriu com o sorriso de filhote de cachorro.

— Não. Eles são idols. Eca.

— O que você tem contra idols? — ele se aproximou mais um passo.

Segurei o corrimão da escada com força:

— Eu apenas não gosto de idols. Sou obrigada por acaso?

— Você faz o quê?

— Eu sou universitária, por quê?

— E estuda o quê?

— História.

— E se eu dissesse "estudantes de História, eca"? Como você se sentiria?

Não soube o que responder.

Ele continuou:

— Ser um idol é um trabalho tão digno quanto qualquer outro. Você não é obrigada a gostar, mas é obrigada a ser respeitosa.

Abaixei a cabeça, envergonhada, e disse baixinho:

— Desculpa…

Ele colocou a mão em concha ao lado da orelha:

— Como é? Não ouvi.

— Desculpa — falei um pouco mais alto.

Ele aproximou o rosto do meu, com o olhar provocativo:

— Acho que não ouvi direito, pode repetir?

Ele estava debochando de mim. Que ódio.

Argh! — gritei, dando um tapa no ombro dele. — Odeio você.

— É mútuo, querida — ele deu uma risada sem humor. 

Virei as costas e pisei o primeiro degrau da escada pra sair dali quando senti uma mão me segurando pelo pulso.

— Espera. Eu quero conversar contigo.

— Quer continuar debochando de mim?

— Não. Quer dizer, talvez um pouco — ele sorriu apenas com um dos cantos da boca. 

Virei as costas novamente e senti o aperto no meu pulso aumentar. 

— Okay. Parei. Quero conversar contigo. Sério. Fica. 

— Então fala logo.

— Vem, sente-se — ele me puxou pela mão e sentou-se no chão no mesmo lugar onde ele estava quando eu cheguei. 

Sentei-me ao lado dele, mantendo uma distância segura.

Reclinei as costas na mureta e, olhando o céu estrelado, suspirei.

— Eu queria te agradecer — ele disse. 

— Pelo quê? — perguntei, completamente surpresa.

— Graças àquele dia em que você perdeu sua agenda, eu encontrei o apartamento disponível pra aluguel. E ele é perfeito. Eu e todos os meninos estamos muito felizes com nossa casa nova.

— São quantos meninos?

— Seis.

— Ah, menos mau — respirei aliviada. — Podia ser pior.

— Como assim?

— Podia ser o Super Junior.

Ele deu uma risada: 

— Pra sua sorte, o Astro é um grupo pequeno.

— Astro? — perguntei.

— Já ouviu falar?

— Não… é só que é um nome… incomum.

— Sim. É estrela em espanhol.

— Eu sei. 

— Você gosta de estrelas, né? 

— Como você sabe? — arregalei os olhos.

Ele apontou o meu pingente de estrela.

Num ato reflexo, apenas escondi o pingente dentro da blusa.

Ele estreitou os olhos, como que tentando me decifrar, mas nada disse.

— Então era só isso? Posso ir embora? — questionei.

— O que você veio fazer no terraço?

— Vim olhar as estrelas…

— Então faça isso. Fique. 

— Okay — dei de ombros e olhei pra cima.

— Que tal começarmos do zero? — ele perguntou.

— O que quer dizer?

Ele me estendeu a mão direita:

— Prazer. Meu nome é Moon Bin. Mas os amigos me chamam de Binnie. 

— Oi, Moon Bin — apertei sua mão sem vontade.

— Uau. Você é difícil, Noona.

— E quem disse que você pode me chamar de Noona?

— Ué, você não é mais velha que eu? 

— Eu não faço ideia.

— Eu sou de 98, e você?

— 97…

— Então o correto é eu te chamar de Noona.

— Não é isso que eu quis diz… Ah, esquece — desisti de argumentar. 

— Então, Noona, o que eu estou dizendo é: nós somos vizinhos agora, nós devemos pelo menos tentar nos tolerarmos. Que tal?

— Acho que você está pedindo demais de mim. 

— Por quê? — Moon Bin falou enquanto aproximou o rosto do meu mais uma vez.

Mas dessa vez ele se aproximou demais.

Ele passou o dedo polegar em minha bochecha direita:

— Tinha um cílio — ele explicou. 

Não consegui responder nada.

— Eu te deixo nervosa? — ele perguntou.

— N-não — neguei, mas me traí quando gaguejei.

Ele sorriu: 

— Então por que não está respirando? 

Eu estive segurando a respiração e nem havia notado. 

Soltei o ar pesadamente:

— Você não me deixa nervosa. Por que deixaria? 

— Você fica nervosa perto de caras bonitos? — ele arqueou uma sobrancelha. 

— Essa é boa!! Você se acha, hein! 

— Eu não disse que eu sou bonito. Eu perguntei se você fica nervosa perto de caras bonitos. Mas se a carapuça serviu…

Argh! Você é insuportável! — revirei os olhos. 

Ele apenas riu e olhou pro céu: 

— Você veio olhar as estrelas, e eu vim olhar a Lua.

Olhei o seu rosto mais demoradamente, iluminado pela luz da lua. Ele tinha os lábios finos, em formato de M, o nariz pequeno e levemente arrebitado, os olhos amendoados adornados por sobrancelhas espessas e bem definidas. Na orelha, um pequeno brinco em formato de lua nova. Os óculos quadrados pareciam muito grandes pra ele, mas de certa forma eram charmosos.

Era um rosto bastante bonito. 

O rosto digno de um idol.

Ele era quase tão bonito quanto…

Não, eu não queria pensar nele.

Moon Bin se virou pra mim, flagrando-me enquanto eu o encarava. Desviei o olhar rapidamente, tentando disfarçar:

— Então você gosta da Lua.

— Muito — ele sorriu. — Acho que é inevitável. Ela está até no meu nome. E eu gosto muito da lua nova em particular.

— Por quê?

— É uma fase propícia pra novos começos. Novas amizades, por exemplo.

— Por que você quer ser meu amigo? 

Dessa vez ele pareceu ficar constrangido. Eu podia jurar que o vi corar de leve.

— Sabe o que eu mais gosto na Lua? — ele desviou do assunto.

— O quê?

— É o fato de que, por mais que a vejamos todos os dias de nossas vidas, cada vez que olhamos pra ela, ela nos fascina como se fosse a primeira vez.

Olhei a lua nova e concordei:

— Tem razão.

— Eu sempre tenho razão, Noona. Melhor se acostumar com isso — ele abriu aquele sorriso debochado novamente.

Dessa vez eu não desviei os olhos. Eu o encarei e ele sustentou o meu olhar.

Pela segunda vez naquela noite, eu contemplei aquele rosto, e ele era fascinante. Era magnético.

Exatamente como a Lua.


Notas Finais


Que tal, arohas? Espero que tenham gostado.

Não ficou grande, mas eu não queria deixar vocês esperando mais.

Me contem o que acharam da cena do flashback e da amizade (?) de Carla e Binnie.

Thay, obrigada por todo o feedback. Pode puxar minha orelha quando não gostar de algo, viu?

Beijo grande a todos. Fighting!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...