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História Winter is Here - Crônicas de uma Longa Noite - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Reações ao Conselho


— Sansa —

Vários passos ecoavam pelo Salão das Cem Lareiras em Harrenhal, com dezenas de pés batendo sobre o chão de ardósia polida. Um a um os participantes do conselho voltavam aos seus aposentos, acompanhados por suas guardas que ficaram de prontidão do lado de fora da sala hexagonal em que a reunião acontecera. Margaery e Sansa permaneceram no salão mais tempo do que os demais, com a garota Tyrell tendo puxado a Stark para “brincarem” um pouco mais com o filho de Lollys Stokeworth, enquanto Bron discutia com Jaime a plenos pulmões vinte metro de distância.

— Ele é um bom menino, não é? — Lollys perguntou às garotas enquanto Margaery fechava tapava os olhos com as mãos e depois os descobria na frente de Tyrion Tanner, conseguindo alguns risos do menino.

— Certamente é — Sansa respondeu sem ter algo mais a falar.

Mais passos sonoramente altos foram ouvidos vindos da direção em que Jaime discutia com Bronn. O mercenário andava a passos largos em direção a sua esposa e enteado, enquanto Jaime apenas o esperava voltar, mas nenhum dos dois parecia estar muito contento um com o outro.

— Vamos Lollys — disse Bronn quando chegou até o grupo —, melhor nos retirarmos antes que eu corte a cabeça do maldito Jaime Lannister.

Nem Margaery conseguiu esconder a surpresa por conta dessas palavras, apesar de ter visto que Jaime e Bronn debatiam fervorosamente, mesmo que não pudesse entender o conteúdo das palavras. Lollys por outro lado obedeceu ao marido, pegando o filho no colo e dando uma despedida as garotas que haviam lhe feito companhia.

— Acredita que a Lollys queriam chamar o menino de Tywin? — Margaery disse entre risos contido depois que a mulher já estava um pouco longe. — Não preciso nem dizer qual foi a reação de Cersei.

— Uma pena que não o chamaram assim — lamentou Sansa. — Qualquer coisa que desagrade a Cersei me agrada.

— Isso nós duas temos em comum.

Sansa se sentia um pouco desconfortável perto de Margaery depois de tanto tempo sem vê-la. Agora ela podia ver as coisas com mais clareza, entendendo que a garota Tyrell lhe tinha algum apreço, talvez até fosse sincera quando dizia que era sua amiga, mas isso não a impedia de também usá-la em seus próprios jogos em Porto Real, mesmo que apenas para conseguir informações. As duas caminhavam pelo Salão das Cem Lareiras — que na verdade tinha trinta e cinco — até os degraus que levavam para duas galerias acima.

— Estou feliz por seu casamento — declarou Margaery. — Você parece estar feliz.

— Mais do que eu pensei que estaria — Sansa confessou.

— Já eu, devo estar mesmo amaldiçoada — Margaery olhava para o chão.

— Eu sinto muito, Margaery.

Mas a Tyrel de cabelos castanhos não levou nem dois segundos para erguer o rosto e voltar a sorrir daquele jeito enigmático, o que deixou Sansa ainda mais desconfortável.

— Aconteceu uma coisa engraçada — disse Margaery, talvez explicando o motivo do próprio riso. — Depois que minha avó declarou a independência da Campina, brotaram pedidos de casamentos para mim dos nossos vassalos. Parece que eles entenderam que como eu não seria mais rainha dos Sete Reinos eu estava livre para casar com o filho de algum lorde da Campina.

E Sansa não deixou de ver que havia lógica naquele raciocínio, porém também sabia que o casamento de Margaery com um filho de uma grande casa de outro reino independente seria ainda mais benéfico.

— Até Lorde Randyll sugeriu que eu me casasse com o filho dele, Dickon — Margaery riu ainda mais mesmo sem aumentar o som produzido.

— Lady Olenna deve ter negado — Sansa conjecturou. — Creio que ela tem planos melhores para seu futuro, não tem?

— Sim, planos melhores, você nem imagina o quanto — Margaery respondeu, agora não mais sorrindo e exalando um olhar sereno. — Um casamento ainda melhor do que com Renly, Joffrey ou Tommen.

Elas já tinha chegado até os degraus e Margaery levantou a mão em um aceno para Sansa, mesmo que elas estivessem tão próxima, dando uma despedida silenciosa. Em seguida ela tomou os degraus na direção oposta à que Sansa seguiria, deixando a garota Stark se perguntando qual seria o significado daquelas palavras.

 

— Arianne e Ellaria —

A filha de Doran Martell e a bastada amante de Oberyn voltaram aos seus aposentos na Torre Viúva escoltadas pelas Serpentes de Areia. Arianne era muito ligada às suas primas, mas naquele dia pediu que ela saíssem do quarto e a deixassem a sós com Ellaria.

— Acho que nos expomos demais — disse a mulher Sand.

— Nos expomos — concordou Arianne —, mas a cada argumento nosso eles nos revelavam mais coisas. É uma pena que essa história de zumbis tenha aparecido para atrapalhar os planos.

— E como seu pai reagirá a isso?

— Dever querer participar da luta, afinal é questão de sobrevivência, aquela cabeça zumbi não parecia fazer distinção entre nenhum de nós. Se pudesse arrancaria as peles de todos.

As duas tiravam acenderam uma lareira e assim puderam se desfazer de algumas das camadas de couro que as protegiam dos frio. Como verdadeiras dornesas elas não estavam acostumadas a ter que usar roupas tão pesadas.

— Precisamos trazer Aegon para o nosso lado — Arianne afirmou. — Principalmente depois de Daenerys ter recusado nosso oferta e deixado um dos dragões dela matar Quentyn.

— Isso seu pai não esqueceu — Ellaria anuiu. — Ele nunca considerou seriamente oferecer Trystane em casamento a Daenerys, mesmo que tivesse idade para isso. Não depois do que houve com Quentyn.

— Mas e se Aegon e Daenerys casarem?

— Então temos que trazer Aegon para nós antes disso acontecer. Talvez essa coisa toda com os Outros pode ajudar. Aegon está em Pedra do Dragão e lá tem a arma necessária, então ele pode ver isso como uma chance de cair nas graças do povo de Westeros

— Não podemos ir até Pedra do Dragão fazer essa proposta — Arianne contrapôs —, seria perigoso demais.

— Não podemos — concordou Ellaria —, mas tem alguém que pode ir por nós.

A bastarda de Dorne encarou a sua princesa, esperando que a mesma entendesse o que ela queria dizer. Arianne disse:

— O garoto da cadeira de rodas será um empecilho.

— Não custa tentarmos.

 

— Jaime —

— Você está me enrolado — disse Bronn com veemência.

O mercenário discutia com o Regicida enquanto sua esposa estava na companhia de Margaery Tyrell e Sansa Stark. Bronn abordou Jaime imediatamente após este último sair da sala hexagonal do conselho, lhe perguntando de supetão e sem prudência se ele havia comunicado aos demais lordes a sua petição.

— Houve muitos assuntos importantes — rebateu Jaime —, os Stark mostraram até uma cabeça viva para todos, ou morta, não sei dizer. Você acha mesmo que eles iriam interromper questões sérias para discutir se deixam ou não você tomar As Gêmeas?

— Foi para isso que eu vim — respondeu Bronn. — E por que não deixariam? O castelo está vago.

— Não está, as mulheres Frey ainda estão vivas e eu lhe asseguro que existem muitas delas, mais do que eu posso memorizar.

Sor Bronn da Água Negra suspirou indignadamente e Jaime precisou reunir toda sua força de vontade para não bater com sua pesada mão de ouro na cabeça dele.

— E você veio comigo para fugir da confusão em Porto Real — Jaime o acusou. — Nós vimos os tumultos que se formavam, seria perigoso até mesmo para você.

— Seria porque tenho uma mulher e enteado para tomar conta — declarou Bronn.

— Uma decisão errada sua, se você não tivesse se afobado em casar com Lollys agora poderia casar com alguma Frey qualquer e legalmente se tornar o senhor das Gêmeas.

— E como eu iria saber?

— Isso não sou eu que vou lhe responder, só o que sei é que Cersei o comprou por tão pouco para que não lutasse por Tyrion.

— Pouco? Uma fortaleza não é pouco.

Pessoas passavam por eles assustadas com o que ouviam e Jaime se sentiu ainda mais enfurecido com o homem que havia armado cavaleiro. Bronn falava abertamente e em alto e bom som sobre tomar um dos castelos mais importantes de Westeros, aquele que regulava uma das passagens entre o Norte e o Sul. Mas Jaime sabia que discrição não era uma virtude para homens assim.

— Não é pouco? — questionou Jaime. — Então por que você quer outra? Quer mais duas, porque As Gêmeas são duas como o nome diz. Não acha Stokewoth pouco, mas quer ter três castelos.

— Não estou descontente com Stokeworth, mas um castelo melhor não é de se dispensar.

— Não temos tempo para isso agora — Jaime o cortou esperando encerrar o assunto —, temos que nos organizar para voltarmos a Porto Real.

— E Lollys e Tyrion? Preciso mantê-los em segurança.

— E você por acaso se importa com eles?

— Claro que me importo, sem Lollys eu não posso continuar reivindicando Stokeworth, não sem um filho legítimo.

Jaime estava perdendo a paciência com a contradição do mercenário.

— E para que você quer manter Stokeworth se pretende ficar com as Gêmeas?

— Puta merda — resmungou Bronn. — Eu já disse que não estou descontente com Stokeworth, será que preciso explicar tudo em detalhe? Ah, sim, preciso, eu esqueci que você não tem a inteligência do seu irmão.

Isso deixou Jaime profundamente irritado, no entanto ele não conseguiu revidar, pois Bronn havia o deixando sozinho para buscar a esposa.

— Vamos Lollys — ele ouviu Bron dizendo —, melhor nos retirarmos antes que eu corte a cabeça do maldito Jaime Lannister.

 

— Sansa —

A primeira coisa que Sansa fez ao subir os degraus que levaria até as galerias acima foi procurar por Jon e Bran, esquecendo até mesmo de encontrar Harrold. Não tendo achado Bran em lugar nenhum ela se reuniu a Jon nos aposentos deste.

— Tudo isso está errado, Jon — declarou Sansa ao irmão. — Este conselho só nos dividiu mais ainda.

— Do que está falando, Sansa? — Jon indagou.

— Uma das coisas boas de ter convivido tanto tempo com Cersei e Lorde Baelish foi que eu aprendi mais sobre o jogo e percebo as coisas melhor do que antes.

Falara aquilo deixou Sansa um pouco desconcertada, pois havia tentando aplicar em Harry um desses ensinamentos que teve com Mindinho e Cersei, se arrependendo praticamente no mesmo instante.

— Arianne Martell e Ellaria Sand não fizeram nenhuma questão de esconder que Dorne está inclinada a aceitar os Targaryen — Sansa estava com a voz mais agitada. — E a Olenna fingiu não ter percebido.

— Você está vendo coisas, Sansa — rebateu Jon.

Os olhos de Sansa se reviraram da mesma forma que ela havia feito muitas vezes em suas conversas desconcertantes com Myrande Royce nos Portões da Lua.

— Vamos aos fatos — Sansa começou um relato —, você disse que os Outros morrem com fogo, aço valiriano e vidro de dragão. O que Arianne fez? Sugeriu uma aliança com os Targaryen por causa do fogo do dragão. O que vocês fizeram? Disseram que isso não seria necessário porque podem usar fogovivo.

— Certo Sansa, mas o que isso tem a ver? — Jon a interrompeu.

— Ellaria disse que o fogovivo iria acabar e Jaime fez a gentileza de dizer que não, pois podemos pedir aos alquimistas que façam mais, além de Olenna ter falado sobre transferi-los para Vilavelha porque é mais fácil de defendê-la do ataque dos Targaryen.

— E...?

— E depois Arianne falou sobre os exércitos estarem fracos, que apenas a Campina e Dorne possuem forças em bom estado, por isso ainda deveríamos pedir ajuda...

— Aos Targaryen — Jon concluiu por ela. — O que mais?

— E Harrold a lembrou que o Vale também está fortalecido.

— Sim, Sansa, e o que isso tudo significa?

— Significa que Arianne e Ellaria foram expondo um por um os motivos para aceitarmos Aegon e Daenerys no poder e cada um de vocês foi explicando o porquê de não precisarmos fazer isso.

Sansa deu uma pausa para recuperar o fôlego, enquanto Jon apenas a aguardada retomar seu relato. Sentindo-se um pouco mais recuperada, Sansa falou:

— Agora Arianne e Ellaria sabem que nós vamos derreter o Trono de Ferro, transferir a capital para Vilavelha e usar fogovivo para repelir não só os outros, mas também os ataques dos Targaryen e ainda por cima com a ajuda dos meistres. E também sabem quais reinos estão com os exércitos fortalecidos. Elas se expuseram insistindo em aceitarmos dobrar os joelhos, mas o fizeram listando os motivos e nós respondemos explicando como os senhores dos dragões serão combatidos, não percebe?

Jon nada disse, parece estar perdido em meio a tantas palavras proferidas pela irmã, porém Sansa desejou que ele tivesse entendido pelo menos dois terços daquilo.

— Os Martell custaram a aceitar a dinastia dos dragões — disse Sansa novamente —, mas quando o fizeram, eles entraram nessa pra valer.

Ela viu mais um pouco de compreensão surgir na expressão de Jon e ficou feliz por isso. Sansa achou que Arianne e Ellaria exageraram em suas opiniões de apoiar Aegon ou Daenerys, mas os argumentos que elas usaram fizeram Jon e os outros revelar cada um dos planos que eles pretendiam usar para se defender. Sem essas questões levantadas pelas dornesas, os pontos principais da resistência talvez não fossem explicado com tanta clareza.

— Então me explique, Sansa — pediu Jon —, como nós poderíamos abordar estes assuntos sem revelar nossos planos aos Martell? Eu pretendia pedir ajuda aos Targaryen contra os Outros, mas Olenna e os demais não queriam e teriam que discutir a resistência, como fariam sem que as dornesas soubessem?

— Eu não sei — Sansa retrucou —, não me peça para lhe dá todas as respostas, porque eu não as tenho. Só o que sei é que esta aliança está mais frágil que meus vestidos de seda. Talvez Bran tenha as respostas certas, então pergunte a ele.

Jon emudeceu, caindo naquelas ocasiões não raras e que não sabia o que dizer. Vendo-o em silêncio, Sansa continuou:

— E talvez a Olenna apenas tenha se feito de desentendida.

— Por que acha isso? — tudo o que Jon sabia naquele momento era fazer perguntas.

— Olenna não é tola e Margaery agora a pouco me deu um sinal, dizendo que Olenna tem planos para ela com um casamento melhor do que qualquer um que ela já teve.

— E por que ela lhe falaria isso?

— Para me confundir ainda mais a cabeça! Ela não disse exatamente o que a avó está planejando, apenas soltou isso e foi embora, me deixando pensativa. Parece que ela quer que eu fique intrigada com isso.

— Achei que vocês fossem amigas.

— E talvez sejamos, mas amizade é uma coisa e política é outra.

 

— Arianne —

Ela subiu os lances de escadas com a maior calma que tinha depois que os incontáveis guardas do Rei do Norte repassaram um por um sua solicitavam para falar com seu senhor e a retornaram com a confirmação. Como o castelo de Harrenhal era muito grande, cada aposento de um dos grandes lordes ficava muito distante um do outro, com guardas fazendo não só escolta, mas uma espécie de ponte ao longo dos corredores. Se algum lorde quisesse falar com o outro, era necessário que a mensagem fosse transmitida de pessoa em pessoa até chegar a seu destinatário. Isso na cabeça de Arianne só mostrava que nenhum confiava no outro.

Quando as portas dos aposentos do Rei do Norte lhe foram abertas, este disse aos guardas para aguardarem lá fora, provavelmente achando que Arianne, por ser uma mulher, não lhe ofereceria riscos. Ele podia até estar enganado, contudo a dornesa não pensou nisso, estar a sós com Jon Stark era ainda melhor. Entretanto para seu infortúnio ele estava na companhia do garoto das cadeiras de rodas, alguém que ela menos queria ver ali.

— Eu queria falar a sós com o senhor — disse Arianne olhando de Bran para Jon —, Vossa Graça;

— Não se preocupe com o meu irmão — disse Jon. — Até porque ele saberá o que conversamos, de qualquer forma.

Arianne sentiu agulhadas invadirem suas costelas diante dessa possibilidade, ainda não sabendo direito o que sentir com aquele garoto estranho e com poderes ainda mais estranhos. Ela precisaria contar ao pai sobre ele também. Mas será que ele já sabe que eu vou falar dele ao meu pai?

Os pensamentos desconexos de Arianne foram deixados de lado quando ela se deu conta de que não adiantava mantê-los em sua mente. Se o garoto da cadeira de rodas soubesse suas intenções, ela não poderia fazer nada e nem teria culpa alguma disso.

Durante o conselho, Arianne ficou chocada ao ver a cabeça pútrida dentro daquela caixa, assim como todos os outros ficaram. No entanto isso fez com que o assunto dos Targaryen fosso posto na mesa e Jon antes de todos os outros havia sugerido uma aliança com eles. Arianne precisava aproveitar a oportunidade.

— Vossa Graça — ela começou —, nós dois fomos os únicos que achamos melhor pedir ajuda aos Targaryen para derrotar aquelas coisas.

— Sim, eu percebi isso — disse Jon com obviedade.

— E eu mantenho minha posição, mas Daenerys não está aqui e só o que nos sobra é Aegon. Ele tem Pedra do Dragão, devemos pedir ajuda a ele para que nos deixe extrair o vidro de dragão.

Jon sentou-se na cadeira mais próxima ao lado de alguns baús que trouxera na viagem, enquanto Bran escutava a tudo quase que indiferente.

— Eu pensei sobre isso — revelou Jon. — E achei que seria melhor ir até Pedra do Dragão falar com Aegon.

— Sim — Arianne apoiou, esperando não parecer tão ansiosa quanto estava. — Leve aquela cabeça, ele verá a ameaça com os próprios olhos e nos ajudará. Diga que você, representante de Norte e nós, os Martell apoiamos a decisão de pedir a ajuda dele. Eu também iria, mas uma viagem dessa é perigosa para uma mulher.

Gigantes de pedras lutaram dentro da barriga de Arianne por causa do que ela tinha falado. Ela nunca teria declarado que era perigoso para ela viajar apenas por ser mulher, contudo ela precisava dessa artimanha naquele momento.

— Mas com isso eu estarei indo contra a decisão do conselho — disse Jon. — Estarei quebrando meu voto.

— Isso não é relevante — alegou Arianne. — O que importa mais, o seu voto ou a sobrevivência de nossos povos? Vidas inocentes valem mais do nossa honra.

O Rei do Norte se pôs em silêncio, mas Arianne não soube dizer se era porque ele estava considerando as suas palavras. Jon deixou que o silêncio constrangedor tomasse conta do ambiente, até olhar para seu irmão e perguntar:

— Eu devo ir para Pedra do Dragão?

Esse garoto vai estragar tudo, pensou a dornesa.

E seguindo o exemplo do irmão, o garoto da cadeira de rodas permitiu que o rei silêncio reinasse absoluto por algum tempo, no entanto ele tinha um ar de quem fazia isso propositalmente para criar certa tensão.

— Não antes de ir a Porto Real — Bran enfim respondeu. — Você pode ir a Pedra do Dragão, mas tem que derreter o Trono de Ferro primeiro ou ao menos se certificar de que seja derretido.

Mas que droga.



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