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História Wishes In The Dark - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Bom dia povo, a única coisa boa da quarentena (Além de, claro, se prevenir desse vírus fodido ;-; colabora pessoal pfvr), é ter tempo p escrever, mas msm assim me desgastei e to meio cansada psicologicamente.

E A FIC TÁ DE CAPA NOVA ♥ amei mt ela, feita pela Bangtan Design :3

Espero que gostem, boa leitura ♥

Capítulo 4 - I'm looking and I like what I'm seeing


Depois da refeição retornamos ao dormitório e conversamos por alguns minutos. Chani me contou sobre o que gostava de fazer antes de vir para cá, as músicas que lhe agradam, lugares, filosofias e ficções. Lhe contei em detalhes o que ocorreu sobre Dake nesta manhã e ela ficara indignada. Nossa próxima aula seria apenas às dezenove horas, tínhamos tempo de sobra.

Coloco a mão no bolso, ainda tendo alguns resquícios de abstinência referente ao meu celular. Contudo, encontro o papel que Castiel me entregou mais cedo, e começo a refletir sobre sua proposta.

— Chani, eu quero ir… — Lhe mostrei o pedaço de papel branco com os números escritos.

De antemão ela demonstra preocupação, me olhando como se conseguisse enxergar através de mim. Logo cede:

— Certo, mas eu vou contigo! E te espero do lado de fora, qualquer coisa, me grita, entendeu?

— Entendi. — Abri um sorriso largo, já me levantando da cama em que sentamos para conversar.

Trancamos o quarto e seguimos até as escadas. Agora eu tenho a minha chave com o número do dormitório em um chaveiro separado, não me perderei mais!

Chegando no terceiro andar, encontramos o quarto trezentos e quinze no final, a última porta antes dos banheiros. Chani se encostou na parede, já se sentando ali para me esperar e, sem pensar muito, eu bato na porta.

— Quem é? — Ouço a voz abafada de Castiel através da porta maciça.

— Pandora! — Respondo, sentindo vontade de rir pela maneira animadinha que pronunciei meu próprio nome.

— Pode entrar. — Castiel liberou minha entrada.

Pisquei para Chani e girei a maçaneta, adentrando o cômodo e fechando a porta em seguida, me surpreendi de imediato com a decoração, paredes acinzentadas repletas de discos de vinil colados e quadros de paisagens e jardins com molduras extremamente detalhadas, dois tipos de objetos muito contrários, mas bonitos juntos. O local estava sendo melhor utilizado, de forma que o quarto se torne espaçoso, a beliche estava encostada no roupeiro, no meio uma maca antiga e improvisada estava montada, ao lado dela, uma estrutura semelhante à fruteiras com rodinhas ou recipientes de salão de beleza apoiava todos os materiais de Castiel, tintas, produtos de higiene e descartáveis. O ruivo estava sentado num banquinho de couro preto, os cabelos foram presos num coque samurai, as mãos cobertas por luvas brancas descartáveis e no rosto usava uma máscara de mesma finalidade, entre os dedos da mão direita se encontrava uma máquina pequena com partes vermelhas, a qual utilizava para tatuar.

Fiquei animada ao notar como ele é cuidadoso e leva isso a sério. Entretanto, meu rosto muda de cor desse a testa até o queixo quando olho para a maca, pois acomodado nela estava o corpo de um homem, deitado de barriga para baixo e sem camisa. Fico completamente vermelha.

O indivíduo parecia dormir enquanto Castiel lhe tatuava, tinha estrutura magra e músculos marcados, suas costas representavam bem tais características, pois ao mesmo tempo que cada gominho musculoso chamava meus olhos, as ondulações e saliências formadas em sua pele por cada vértebra e costela marcadas o tornavam mil vezes mais charmoso. Na nuca se sobressai o contorno de um morcego com as asas abertas, e um pouco abaixo dos ombros avistei um desenho grande e detalhado feito em sua pele pálida, pares de asas de diversas criaturas sobrepostas da menor para a maior, Castiel coloria detalhes brancos com a pequena agulha, tão focado e sério que não consegui interromper sequer para dizer olá.

Continuei descaradamente encarando aquele corpo tão belo, seus braços também possuem muitos desenhos dos quais não consigo identificar devido sua posição e meu ângulo de visão.

— Acorda. — Castiel aperta o braço do rapaz — Terminei essa, vira. — Diz com a voz abafada dentro da máscara.

O homem o obedece e vira o corpo.

Céus.

Que abdômen. Não chega a ser exagerado, as linhas formadas pelos músculos em desenvolvimento são suaves e graciosas.

Entre a linha do umbigo e o mamilo direito se encontrava outro símbolo, com aproximadamente quinze centímetros, um pentagrama rodeado de runas nórdicas, o qual Castiel começou a contornar com outra maquininha que sabe-se lá quando ele pegou. A saliva quase escorre por meus lábios, aperto os punhos e dou um passo a frente para não parecer uma boba ali parada, mas cada articulação pertencente ao meu corpo trava diante da imagem que acabo de identificar.

A face tão pacífica e angelical, incluso com os olhos fechados, do homem deitado na maca pertencia a um recém-conhecido. Vi seus cílios albinos se separarem conforme suas pálpebras se abrem.

É Lysandre.

As íris bicolores se assustam ao notar minha presença, seu tronco se ergue e uma mão pesca a camisa social apoiada na quina da maca, a encaixando em seus braços no mesmo segundo.

— Por que ela está aqui? — Ele pergunta baixinho para Castiel, consegui identificar as palavras da mesma maneira.

Seu tom não demonstra que deseja que eu saia do quarto, claramente se sentiu envergonhado por alguém tê-lo visto daquela forma, contudo não pela minha presença em si.

— Eu posso voltar depois! — Me apresso até a porta, seria uma boa forma de esconder o quão coradas minhas bochechas estão.

— Não! Relaxa, senta aí… — Antes que meus dedos girem a maçaneta, Castiel me chama novamente e indica a beliche com a cabeça, para que eu me acomode ali, e volta a falar com o amigo — Qual é, vai dizer que está com vergonha dela? É porque as únicas garotas que já ficaram contigo só tiveram interesse depois de te ver sem camisa?

Agora não apenas eu mas Lysandre também estava com o rosto parecendo um tomate, ele abaixou o olhar, desconfortável enquanto Castiel retirou novamente a camisa preta de seus braços.

— Ah, então não precisa se preocupar! — Dou um tapa no ar, tentando agir indiferente e me sentei na cama — o cérebro é mais importante que músculos para mim!

— Você trafica órgãos? — Castiel questiona com a face mais inexpressiva e desinteressada possível, debochando da minha fala, reviro os olhos e não respondo — Pra gostar mais de cérebro…

Ao contrário do ruivo, Lysandre novamente me encarou com curiosidade e curvou os lábios, se agradando com o que ouvia de mim. Será que concordava? Ainda afetada pela ironia de Castiel, debato:

— Você entendeu, bobo. Quis dizer que prefiro uma pessoa inteligente do que uma musculosa!

Não satisfeito, Castiel continua:

— E se a pessoa tiver os dois?

Bufo e lhe respondo, mantendo a calma:

— Aí acaba sendo um bônus! — Encaro o platinado, retribuindo seu olhar tão focado e questionador. — mas não adianta ter os dois se eu não desenvolver sentimentos por essa pessoa!

Ele solta uma risadinha satírica e volta a preencher as falhas no pentagrama pertencente à pele do abdômen de Lysandre. O platinado pisca os olhos com tanta serenidade que acabo me tranquilizando também, mas logo um arrepio agoniante percorre meus braços ao focar a visão na região da agulha que perfura seu corpo, o barulho da máquina começa a me irritar, porém não é insuportável.

— Dói muito? — pergunto.

Lysandre balança a cabeça afirmativamente, fazendo biquinho como se estivesse no pico do sofrimento neste exato momento. A preocupação enche meu peito tanto quanto o medo de sentir tal dor, aperto meus braços cruzados e vista sua reação minha cara assustada é o máximo. Ele dá risada, uma risada tão gostosa e sincera que meus batimentos galopam, dessa vez seus dentes alinhados e brancos ficam visíveis.

É a cena mais bonita que vejo em meses.

— Estou brincando… não dói tanto! — Ele confessa e me explica calmamente: — Depende do lugar que você quer tatuar, onde há presença de mais ossos ou a pele é mais fina, a dor é maior!

— Pronto. — Castiel interrompe nosso contato, indicando que terminou o retoque da tatuagem. Provavelmente não estava prestando atenção em nossas palavras, por um momento senti que estava a sós com o platinado nesse quarto. — Então, Pandora, Lysandre é basicamente meu portfólio ambulante, todas suas tatuagens foram feitas por mim!

Paro para realmente analisar criticamente o traço das tatuagens, no antebraço direito se encontra a silhueta do que parece ser uma escultura grega de um casal abraçado. Já o braço esquerdo está praticamente fechado de arabescos que adornam três camafeus com retratos humanos muito realistas.

— São realmente muito bonitas... — Me deixo levar pela beleza dos detalhes contidos nos desenhos, meus dedos deslizam suavemente pelos camafeus. Só me dou conta do que fiz quando sinto os pelinhos daquele braço se arrepiarem — Perdão!

Alguém me mata? Quando penso que não vou mais passar vergonha acabo fazendo essas coisas sem perceber. A franja de Lysandre agora cobria seu rosto, e parecia ser proposital tal posição.

Tento buscar algum elemento no ambiente para mudar de assunto e sanar meu constrangimento. Castiel retira suas luvas e máscara, e começa a arrumar seus aparelhos e adereços, em seus braços encontro um assunto novo.

— E quem fez as suas tatuagens? — pergunto.

— Eu mesmo. — O ruivo continua dando total atenção aos seus objetos. Me surpreendo com sua resposta.

— Sério? — Fico admirada com tal habilidade.

— Claro que não, tonta. — Seus olhos reviram, tirando toda a animação do meu ser com sua voz grosseira, entretanto logo ele me responde propriamente — Lysandre as fez em mim, ele desenha muito bem e também sabe tatuar, mas não o faz com frequência! Só para os mais íntimos… — Castiel levanta as sobrancelhas, me lançando um olhar sugestivo.

— As suas são as únicas que eu fiz na vida, pare de dizer coisas sem noção! — Lysandre pede, cobrindo os olhos com uma das mãos e se espreguiçando na maca antes de começar a abotoar sua camisa.

— Poxa, deixa eu brincar com a senhorita ingenuidade aí! — O ruivo se levanta e vai até a porta — Vou no banheiro, já volto!

Com sua ausência o quarto se torna extremamente silencioso, e para que não permaneça assim, tento descontrair:

— Ele é sempre arrogante desse jeito?

Lysandre se senta na maca, de frente para mim, e responde:

— Tem dias que ele está mil vezes pior.

— Como você aguenta? — Exclamo, talvez mais alto do que devia, cubro a boca com as mãos demonstrando que percebi meu próprio exagero, ele apenas ri.

— Ele é muito legal, acredite. E também… — De repente sua face toma uma forma triste — É meu único amigo.

Sua melancolia se transfere até mim. Nunca fui de ter muitos amigos, mas nunca estava sozinha ou com apenas uma única pessoa por um grande período de tempo, em compensação, todas minhas amizades anteriores foram passageiras. Questiono:

— Desde que você chegou aqui? Sério? — Lysandre confirma — Foi difícil se acostumar a viver aqui?

Me imaginei como uma repórter entrevistando um famoso, pois estava praticamente fazendo uma pergunta a cada dois minutos, felizmente ele não se importava com minha maneira falha de puxar assunto por querer conhecê-lo melhor.

— A viver aqui, não. Foi difícil aceitar que eu precisava morar aqui. — Sua voz fica cada vez mais baixa, aquele assunto deve lhe trazer muitas lembranças, tantas, que ele mesmo tenta evitar — O que você gostaria de tatuar? E onde?

Sorrio pensando na resposta, logo começo a apontar para as partes do meu corpo enquanto lhe explico muito exaltada sobre os desenhos:

— Quero uma cruz cheia de detalhes ao redor, aqui nessa coxa! Uma adaga na outra, uma caveira rodeada de espinhos e rosas no ombro e um personagem do meu anime favorito aqui no braço!

Lysandre abre um sorriso tão largo que acabo travando, não consigo continuar a dizer minhas idéias, o encaro esperando implicitamente que explicasse o motivo do riso.

— Sua animação é contagiante. Mas… acho que deveria pensar melhor, atribuir significado às tatuagens, para que não se arrependa depois de fazê-las!

— Raramente eu me arrependo de algo! — Levanto o indicador e fecho os olhos enquanto pronuncio as palavras como se fizessem parte de um pronunciamento nacional. 

Ambos rimos, mas a risada de Lysandre termina antes da minha.

— Não posso dizer o mesmo. — Ele sibila.

O mistério exalado por cada frase que ele solta me coloca em estado pensativo, no qual simplesmente não consigo nem imaginar as possibilidades ou motivos de tanta tristeza.

— Verdade, por que você veio para cá? Acho engraçado a instituição acolher universitários, jovens adultos e tal… — Pauso minha fala ao constatar que ele não gostou da pergunta. Pela primeira vez vi suas sobrancelhas franzidas, os olhos inexpressivos agora mais escuros escondiam um sofrimento explícito em seu modo de agir.

Ele é inseguro.

— Eu sou órfão. Athena me acolheu. — Sua resposta soou tão fria e resumida, que não insisti no assunto.

A atmosfera do ambiente ficou pesada a partir dali, e sem saber o que fazer acabei pensando em me despedir e sair. Mas felizmente Castiel adentra o quarto novamente.

— E aí, sentiram minha falta? — Seu tom presunçoso preenche todo o ar do dormitório. — Pandora, acho que sua amiguinha está com saudades ali fora! Aproveite e vá pensar em suas futuras tatuagens, não quero chororô depois que elas já estiverem feitas!

É verdade! Chani ainda me aguardava lá fora, tadinha!

— Certo, até mais! — Me despeço como um robô programado com respostas prontas e saio.

Chani estava de pé, com os braços cruzados e um dos pés tamborilando no chão, ansiosa. Sorriu ao me ver e puxou meu pulso imediatamente.

— Vamos para o dormitório, tenho que te contar umas coisinhas! Para que você seja mais atenta! — Ela me diz com um sorrisinho sacana formado por seus lábios finos preenchidos de batom preto.

— Quê? — Suas afirmações me confundem. Talvez eu seja um pouco lerda.

— Tive uma conversinha com Castiel, e seu nome foi citado.

 

 

Narrador

 

Castiel não queria ir ao banheiro, sua real vontade era de tomar um ar e deixar os dois sozinhos naquele quarto em que já fez tantas atrocidades eróticas que, se Lysandre soubesse, não dormiria mais ali com ele. Se deparou com uma figura pequena e escura sentada ao lado de sua porta.

A boneca gótica novata, Chani.

O ruivo se agachou, provocando um ruído de plástico proveniente do couro de suas causas, tirou uma mecha da frente dos olhos com um assopro, e chamou a atenção da garota:

— Ei, por que está de guarda na minha porta?

— Só estou esperando a Pandora. — Os braços da loira permanecem cruzados, e o olhar despreocupado.

— E qual o motivo de não ter entrado com ela? Tem medo de mim? — O sorriso sarcástico no rosto de Castiel se alargava cada vez mais.

Chani foi sucinta ao responder:

— Só estou preocupada com ela, por conta de um ocorrido.

Para sua surpresa, o garoto estalou a língua e se sentou no chão, de maneira que seus olhares se encontrassem com maior facilidade.

— Você acha que EU seria capaz de fazer algo com ela? Não sou tão perigoso assim, gatinha, depende de como agem comigo.

— Tá. — A garota o ignora completamente, evitando se estressar com coisas banais, mesmo que fosse um tanto atraente e tenha um senso de humor peculiar, não lhe daria corda — Ela está sozinha lá dentro?

— Não, está com Lysandre. — Chani arqueia uma sobrancelha para o dono da fala — Relaxa! É bom que eles conversam, se conhecem um pouco…

— E que resultado tu quer tirar disso?

Seus olhares cinzentos se chocam por uma quantia de segundos, tentando decifrar os pensamentos um do outro.

— Nenhum. — Finalmente responde — Só espero que Pandora não magoe o Lysandre.

— Não seria o contrário? Conheço-a há apenas algumas horas e já percebi que é ingênua e tem o coração muito puro. Eu que deveria estar preocupada! — O tom de Chani acaba se elevando um pouco.

Se arrependeu na mesma hora de ter se empolgado dentre as emoções, pois Castiel sorriu com sua reação.

— E eu estou preocupado com meu amigo! — Seu sorriso se fecha, a seriedade imposta agora em sua face ressalta o quão importantes são tais informações a seguir — Falando sério, sem brincadeira alguma, Lysandre tem muito medo de se aproximar de qualquer um, por causa de algumas questões pessoais dele. Sinto que ele quer tentar…

— Tentar se aproximar da Pandora? Assim, do nada? — Para Chani, era suspeito um garoto querer se aproximar subitamente.

Castiel bufou, como se fosse tomar medidas que não desejava. Gesticulou com as mãos nervosas para explicar:

— Vou falar, mas vê se não dá com a língua nos dentes, hein? — Ela assente — Hoje pela manhã ele veio todo animado me dizer que tinha esbarrado na garota com a aura mais pura e bela do mundo, nos corredores do prédio universitário. Tenho certeza que é ela.

Chani franze a testa e sussurra para si mesma, desacreditada:

— Aura mais pura e bela… Geralmente não costumam elogiar a beleza física?

— É, eu sei, ele é doido. — Castiel dá de ombros, estalando os dedos um a um. — Eu mesmo faria diferente. Para ti, por exemplo, eu diria que achei seu estilo muito foda. E que seu rosto é uma gracinha.

Os lábios de Chani se apertam um no outro, tentando manter o controle, não sabia se queria dar pulinhos ou um soco na cara dele pelo interesse explícito.

— Melhor você voltar para dentro, já está demorando demais. Eles devem estar sem assunto. — Tentou expulsá-lo de seu campo de visão.

Para seu alívio, o garoto se levanta, mas antes de seguir seu caminho, diz baixinho:

— Você também é bem-vinda para entrar aqui quando quiser. — Para tentar suavizar sua provocação, animou o tom de voz na próxima frase — Como cliente do meu estúdio de tatuagem, é claro…

Por fim, Castiel entra no cômodo.

 


Notas Finais


Vcs acham que as coisas estão avançando rápido demais? Ou tem descrições importantes faltando?
Me conta oq achou :3/ aí quem sabe o próximo sai rapidinho assim também

Até ♥


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