1. Spirit Fanfics >
  2. Wishes (The owl house) Lumity >
  3. Loneliness pages confess a summer love

História Wishes (The owl house) Lumity - Capítulo 8


Escrita por: e Noahx007


Notas do Autor


Eai pessoal, como vcs tão?

Então eu andei sumido, me desculpem. Aconteceu muita coisa mais dessa vez foi pra melhor, entrei pra uma escola de música então meu tempo livre pra atualizar ficou escasso, porém feliz. Melhorei dos meus problemas e da minha insônia então to bem, agradeço de coração quem se preocupou comigo, de verdade, vcs são demais.

Sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 8 - Loneliness pages confess a summer love


Em seu estado de impulsividade Luz respirou fundo e abriu o encadernado buscando as últimas páginas escritas, ela se sentia mal por violar a privacidade da amiga daquele jeito, porém era necessário. Parou em uma das quatro páginas que faltavam pra finalizar e sentou sobre a cama para ler 


14/05 

Querido Diário 

"Sinto falta do conforto de estar triste, pois ultimamente não ando sentindo sequer isso. Hoje fui elogiada pelo meu desempenho em classe, mas fingi que gostei porque na verdade não senti nada com aquilo, muitos teriam o ego amassiado, creio que o meu está de férias eternas. Teremos um passeio no Farol histórico e vou pedir autorização pro papai, Odala jamais deixaria e pegaria no meu pé daquele velho jeito conhecido seu. Gosto do papai, ele é mais legal comigo mesmo não parando em casa por causa do coven. Emira tem vadiado por algum lugar depois da aula, apenas Edric voltou pra casa, pelo menos um irritante a menos. Eu teria treino a tarde com Lilith mas inventei uma desculpa e não fui, juro por tudo que mais amo que adoraria ter ido, eu juro! Não me sinto bem, tenho certeza de que durante o treino qualquer falha por mais mínima que fosse me faria desmoronar, Lilith sempre me incentiva e elogia meu progresso. Diferente da mamãe que... Você sabe o que ela fala. Por essas e outras estou começando a dar razão a ela, posso treinar e tentar quantas vezes for preciso que sempre serei um fracasso, eu sou a minha própria parasita de estimação. Submissa a derrota que é a minha vida" 



Um choque, foi apenas o que Luz sentiu ao finalizar a página. Estava fisicamente  estatíca e mentalmente agitada com os pensamentos em constante aceleração, quem era aquela Amity do diário? A verdadeira? Pensou, pois a pessoa que convivera não transparecia tamanhos problemas, pelo contrário sempre se mostrou resolvida consigo e todos os demais, as vezes julgamos o livro pela capa. 


Luz fechou o caderno e guardou debaixo do travesseiro e começou a refletir, ela não sabia de fato como era a relação familiar da amiga mas pelo descrevido, era conflituosa. Ali percebeu a boa relação entre Lilith e Amity e não compreendia porque dela sequestrar a própria aprendiz, vingança contra os Blight? Talvez. Para Luz a ex-membra do coven sequestrou sua amiga. 


Estava se sentindo culpada, assim como os gêmeos. Ela não havia percebido nada no comportamento da amiga que pudesse indicar uma mísera faísca do sofrimento interno que acometia a mesma. Agora sabia que a mãe da garota era responsável por todo aquele desabafo escrito, já tinha ouvido falar sobre Odala porque Eda falou mal da mesma em um dia em que as duas se cruzaram na cidade, entretanto não tinha ciência de que se tratava da mãe de Amity. Não até aquele momento. 


Deitou-se como um pacote flácido na cama e encarou o teto, estava amargando culpa. Queria poder encontrar Amity e lhe dar um abraço apertado e dizer que estava segura, que ninguém nunca iria machuca-la, que ela era preciosa demais para se considerar um fracasso, que ela merecia ser amada. Amada por ela. 

- King será que você estava certo? - indagou a si mesma como um cego que dúvida se é de fato cego. Murmurava sentimentos de confusão, culpa e dúvida, restava saber qual deles ela resolveria primeiro com tão pouco tempo. 



Dias se passaram, dias sem sono adequado para muitas pessoas. Qualquer um que visse Alador saberia que não pregou o olho por noites, motivos pra isso não restavam. Empenhado no objetivo de encontrar a filha ele moveu o impossível para conseguir algo que valesse como moeda de troca, algo que Lilith necessitava; as peças para consertar a porta. Depois do café da manhã sem graça de todo dia ele subiu e adentrou o quarto de sua filha sem paradeiro e observou os retratos da mesma presentes numa mesinha, sentindo amargura  por priorizar outras coisas ao invés dela, como fez ao faltar no seu aniversário de seis anos para redigir o coven, quando deixou Odala encarregada de ensinar seus primeiros feitiços sendo nem um pouco apta e didática pra isso, ou quando não exaltou suas qualidades para defende-la da mãe e deixou sua amante fazer isso enquanto ouvia tudo pelo lado de fora da casa naquele fatídico dia que Amity tinha que estudar para seu trabalho em dupla com Luz. 


A partir dali ele queria recuperar sua relação com a filha, e com os gêmeos que não passavam longe de serem distantes do pai, porém pressentia que tudo se acabaria antes desse sonho, ele não tinha mais o tempo que passou e não teria todo o tempo do mundo pela frente com os filhos, era pressentimento. 

- pai? O que o senhor faz aqui? - pergunta Emira entrando no quarto vendo a silhueta do homem 

- ah nada de mais, apenas olhando as fotos da sua irmã - disse sem tirar o olhar sob as mesmas

- pensei que tinha ido pro coven - diz se aproximando dele

- hoje não meu amor, decidi descansar um pouco, tirar o dia de folga - fala em tom cansado 

- entendo - diz se calando em seguida, pensou que poderia ser uma boa hora para questionar sobre a possível amante que ele tinha, mas preferiu evitar conflitos. Os dois ficaram em silêncio por uns minutos até Alador pegar uma das fotos com a mão

- ela me recorda muito de mim quando eu era jovem - fala com ar nostálgico - sempre cercados de pressão por todo canto, lidando com tudo sozinhos, talvez sentindo medo... E com cabelos castanhos - falou forçando sorriso mas era nítido a água presente em seus olhos querendo descer 

- sempre rindo discretamente de pequenas coisas, sendo sensíveis e preocupados com todos ao redor, mesmo não demonstrando, amando como se não houvesse amanhã. Vocês dois são iguais e acima de tudo, são incríveis - diz vendo o pai se surpreender  

- obrigado filha, obrigado - agradece dando um sorriso sem dentes - me promete duas coisas? - indaga colocando o retrato no lugar e ela concorda com a cabeça - se algo de ruim acontecer, quero que nunca abandone seus irmãos, vocês precisam ficar unidos - pede fazendo a garota estranhar o pedido

- claro pai, Edric e Amity são minhas prioridades mas por que pede Isso? - pergunta 

- por nada filha, é coisa de pai - diz 

- e o outro pedido? Já esqueceu que são dois? - fala ele gargalha de leve

- pensei que como hoje é minha folga poderiamos fazer algo, eu, você e seu irmão - sugere, aquilo era novo para a Blight, nunca saiu com o pai para algo que não seja uma festa de galã sobre negócios 

- mas é a mamãe? Ela não vai deixar - fala lembrando de que a mãe achava aquele tipo de coisa superfulo e desnecessário para se fazer com os filhos, por isso proibia 

- eu falo que vamos numa palestra sobre feitiços na escola, chama o seu irmão, estarei esperando lá fora - diz 

- ok, onde nós vamos? - indaga 

- naquele café boutique que vocês pediam pra ir quando crianças, faz tempo não piso lá - fala e Emira engole seco a saliva parecendo nervosa 

- ótimo, v-vou chamar o Edric já volto - diz rápida saindo do quarto, não o suficiente para enganar Alador que havia percebido o nervosismo da filha mais achou melhor não questionar.



Com toda a empolgação possível Eda cozinhava alguma coisa na cozinha, não era do perfil dela esse tipo de tarefa mas após ser desafiada por King a preparar alguma refeição melhor do que a sua ela ignorou esse traço e caiu matando nas panelas. Luz estava jogada no sofá pensando na vida pra levar 

- Luz onde está aquele seu livro de receitas que aquela sua colega te emprestou? Preciso dele urgentemente! - exclamou chamando a atenção da garota 

- ah eu d-devolvi pra ela, desisti de cozinhar - menti, em hipótese alguma a bruxa podia saber sobre do que se tratava aquele livro 

- droga! Justo quando eu preciso, já que não tem o livro você vai vir me ajudar - diz e a garota levanta indo na cozinha a resmungos 

- mas Eda eu não sei cozinhar nada, só vou te atrapalhar - fala

- ai que você se engana, preciso que vá no café boutique da cidade comprar  sementes, as que eu tinha já acabaram e só lá vende as que eu gosto - diz 

- mas eu não sei onde fica esse lugar, você nunca me levou lá - questiona e a de cabelos brancos suspira 

- seguinte, tem um letreiro bem grande indicando o lugar, é só ir no centro da cidade que você acha, agora vai logo porque a minha massa não tem o dia todo pra esperar - manda e a garota sai da cozinha. 


Com dinheiro em mãos ela sai da Casa da Coruja jutando algumas pedrinhas no caminho, andou pensando muito sobre si mesma e sobre Amity, porém não conseguiu concluir muita coisa sobre seus sentimentos. Não leu o resto do diário por aqueles dias, precisava digerir o que havia lido antes, mal sabendo que aquilo era só a ponta do iceberg.


Notas Finais


O que acharam da primeira página do diário da Amity? Calma q ainda tem mais coisa
E Alador? Acham que ele recupera o tempo perdido?
E Luz vai resolver seus sentimentos e comprar as sementes pra Eda? Nem eu sei kkkkkkkkk

Não sei quando volto pra atualizar então não esperem muito.

Deixem opiniões e teorias nos comentários, perguntas e críticas construtivas quem quiser e me desculpem algum erro de gramática ou continuações

Sem mais delongas, até o próximo capítulo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...