História Witch - Capítulo 22


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jun-myeon (Suho), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol)
Tags Exo
Visualizações 19
Palavras 2.065
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - O fim


24 de outubro para 25 de outubro

Madrugada

Sehun só acordou um tempo depois, quando a casa estava em total silêncio, sentiu um movimento em seu colchão. Ele se virou. Podia ver pouco com as cortinas abertas e a luz da lua, mas havia alguém ajoelhado sobre ele.

― Mãe... ― ele começou depois que piscou.

― Filho da puta! É você! ― sua mãe gritou. Ela deu tapas em Sehun que, ainda bêbado de sono, não respondeu tão rápido quanto deveria. Os tapas fortes não paravam de vir sobre o seu rosto e ele começou a se defender, empurrando e movendo as mãos rapidamente. ― Pare com isso! Pare omma! PARA!

Quando sentiu seu pescoço sendo apertado, Sehun agarrou os braços de sua própria mãe e afundou as unhas, arranhando e movendo as pernas para projetar seu corpo e se livrar. Ele conseguiu derrubar a mãe que tinha muito mais força do que parecia.

Ela estava em coma!

Correndo para fora, trancou-a do lado de dentro do quarto. A mulher esmurrava a porta, gritando xingamentos para o filho.

Sehun saiu tropeçando do escuro para fora. Cássia subiu as escadas enfurecida, entrou no quarto da mãe e se trancou lá dentro.

-Cássia! ABRE ESSA PORTA! CÁSSIA! -esmurrava a porta.

Cristina passou em seguida, coberta de terra dos pés a cabeça, Sehun a olhou antes de fechar a porta do próprio quarto. Com tanta loucura, o caos que se instalou, Sehun não sabia o que fazer.

Bateu na porta do quarto da mãe onde Cássia estava mais uma vez.

-Cássia, abreee!

E abriu.

Assustado pela obediência de sua ordem, Sehun olhou para dentro, para o quarto onde não havia ninguém. A cama hospitalar de sua mãe estava vazia. A máquina desligada. Cássia não estava em nenhum canto.

Mas Sehun sentiu a presença às suas costas.

Sua mãe saiu do quarto, mesmo trancado, um sorriso no rosto, um riso escancarado, terrível, de dentes à mostra, flutuando quimérico na escuridão, uma injeção de loucura.

-VOCÊ VAI MORRER!

Sehun se pôs a correr, ao final do corredor, deslizou os pés e se trancou no mesmo quarto onde mosquitos em milhares saíram.

Escuro, apenas a sua respiração audível, ele tremeu enquanto segurava a porta. Um pingar começou. Gota após gota, Sehun se desesperou, procurando em meio a escuridão à origem do vazamento.

As luzes se acenderam.

No teto, pregado com centenas de parafusos, o rosto desfigurado e um rombo no lugar na boca, seu padrasto, seu pai.

Sehun abriu a porta, se lançando para fora, se arrastando da visão do homem no quarto.

E começaram os choros.

Ao fundo, naquela noite muito fria, chovia, chovia muito com relâmpagos e trovões. Tornando a melodia prazerosamente perversa e maldita.

-Cássia! Cassiaaaaa! -gritou Sehun, se levantando de pernas bambas.

E lá estava ela.

Do outro lado do corredor, o vestido de dormir ondulando com a ventania gelada de todas as janelas abertas.

Não era Cássia. Não era ela...

A menina no outro lado do corredor se pôs a correr em direção à Sehun, com um grito esganado no fundo da garganta.

Sehun se jogou na escadaria, rodopiando até o andar debaixo.

-Cássia! Cristina! Mirella! aaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Manchas de sangue deixaram na testa a marca de um tombo. Sua bochecha estava roxa, inchada. Os cotovelos ralados e sangrentos. Mas ele se pôs a correr para fora quando viu a sua própria mãe no topo das escadas.

Ativado pela Adrenalina, Sehun se pôs a correr para o jardim, um raio fez um estrondo. O lampejo iluminou a grama. A árvore. E a criatura.

De pele emborrachada cinzenta, ele fedia como um cadaver, se movia lentamente com o sorriso perverso de dentes bem afiados.

Ao fundo, Cristina, sua irmãzinha, puxava a terra para a cova que estava deitada. Cobrindo-se. Enquanto ria.

-Cristina! CRISTINA, SAI DAÍ!

A criatura tombou do galho de cima da árvore. O demônio de pernas longas e braços finos andou em quatro apoios. Uma perna depois da mão. A mão depois da perna. O corpo de cartilagem parecendo muito mais maleável.

Sehun olhou para a cova onde Cristina se enterrava. Os olhos profundos de cor rubi cintilavam perante a luz da lua. Sehun deu dois passos para trás. E correu de volta para dentro.

Abismado, ele se deparou com a mãe na mesma posição da criatura. Os lábios rachados e a brancura por não sair no sol por semanas pioravam sua aparência assustadora. Sinistra, ela se moveu no topo das escadas, cada osso rangendo como se fizesse parte das velharias da casa. O que estava ali não era sua mãe.

Sehun correu em direção a cozinha, não tendo para onde ir. Apanhou o telefone no gancho. O fio encaracolado fora cortado.

Armou-se com uma faca, mas não teve tempo de pensar em como usá-la. O grito de Mirella vindo do porão cortou o ar.

Eletrizado, Sehun tropeçou na escadaria para o andar debaixo.

Rolou e rolou até atingir o assoalho podre e velho.

O lugar mal cheiroso agora fedia a enxofre. Pimenta.

Rostos começaram a emergir das sombras.

Sehun estremeceu ao ver a imagem da própria mãe.

-Preciso de ajuda.... -sussurrou no vácuo a sua mãe. - Eu morri. Preciso sair daqui, Sehun, me tira DAQUI SEHUN ME TIRA DAQUI

Sehun se arrastou de volta para a escada, os lamentos, sussurros, súplicas, choros viraram uma melódica música, explodindo em seus ouvidos. Aumentando cada vez mais o seu terror, o seu instinto de sobrevivência para sair dali.

Engatinhando, toda a sua estrutura trêmula como um bambu no temporal, Sehun subiu o primeiro degrau, depois o segundo, o terceiro, os lamentos continuam, sussurros sopravam em seus ouvidos, torturando sua mente, o deixando cada vez mais paralisado em seu próprio horror...

E foi quando a primeira mão agarrou o seu pé.

Depois outra.

E outra.

E puxaram de volta para dentro do porão.

Aos gritos, Sehun só conseguiu se debater, socando o ar, chutando os fantasmas que realmente achava que o tinham arrastado.

Trechos da entrevista sobre o novo livro "A verdadeira história da Casa Assombrada do Lago." do investigador paranormal Tom Buckmaster, 2018 para New England News

"Mirella desapareceu naquele dia. Cristina foi encontrada enterrada ainda viva, a investigação concluiu que ela mesma tinha jogado terra sobre si mesma. Cássia foi levada pelos policiais, escondida no armário do quarto da mãe, aparentemente a única intacta da tragédia. Sehun foi encontrado com muitos ferimentos e em um estado total de choque, mas foi inocentado das mortes da babá e do padrasto, ambos os corpos encontrados ali. A perícia acusou a mãe das crianças de cometerem os homicídios, já que tudo provava que ela não tinha entrado em coma durante a queda. "

" Isso causou um choque na população na época. "

" Com certeza, Emma. Foi um choque descobrir que uma acamada tinha matado o marido, a babá e depois tentou assassinar os filhos."

" Mas não é isso que você acredita. "

" não. Acredito que Baekhyun tenha sido o culpado. E envolveu uma das garotas em seu plano"

Visão Cássia

-Você prometeu que traria minha mãe de volta.

Quando Cássia rezava dentro do quarto, era para ele que ela pedia pela saúde da mãe.

Era Baekhyun.

-Pequena criança, se acalme -dizia ele com a voz estranhamente serena. Acariciou o topo da cabeça cacheada dela. - você fez um bom trabalho. Agora preciso do Sehun, consegue ele para mim antes do amanhecer?

Cássia assentiu. Virou-se e nem olhou para Mirella que estava amarrada por cordas no chão, no meio de um pentagrama desenhado com giz e iluminado por velas.

-Começaremos a minha reza para imortalidade agora, querida, preciso dele neste instante.

-Mas, Mirella disse que a bruxa...

Baekhyun começou a rir, tão alto e estridente que os pelos de Cássia se eriçaram.

-Querida, eu sou a bruxa.

Todos os monstros daquela casa eram fruto de Baekhyun, da energia negativa e negra que emanava da alma dele, atraindo demônios, criaturas abissais, prendendo almas penadas, pessoas que ficavam presas depois de sacrificá-las para manter seu espírito nas propriedades dos Byun.

Visão Sehun

-Por favor... Por favor...

Trêmulo, ele subiu o último degrau, depois de várias tentativas de subir a escadaria e não ser pego. Bateu a porta do porão com força. As pupilas dilatadas do choque se viraram para a porta da frente da casa, além da chuva que aumentava, pássaros caiam mortos no jardim. Dali, Sehun podia ver a própria irmã se enterrando viva.

Mas, lá dentro, demorou a perceber as velas pretas espalhadas pela casa, penduradas nas paredes, em candelabros sobre os móveis. O cheiro de incenso de pimenta e dama da noite se misturando no ar chuvoso.

Sehun se arrastou para a cozinha.

-Mirella? Cássia? -chamava a sua voz trêmula e embargada. Mas, ali na cozinha, sobre o balcão de mármore, só encontrou sua mãe, se apoiando nos nós dos dedos, o encarando com a cara muito pálida e magricela.

-Você vai MORRER!

Aquela, seja lá quem era, não era sua mãe. Pelo menos, era o corpo, mas nada tinha a ver com a mulher de antes.

Sua essência tinha morrido há muito tempo.

-por favor... Por favor...

Mas nada adiantou. Sua súplica foi ignorada totalmente. Sua mãe ou o demônio que usava o corpo dela como hospedeiro pulou do balcão.

E Sehun se botou a correr novamente. Escadas acima. Entrou no próprio quarto e se trancou. Não havia nada pior no mundo que não saber o que fazer em uma hora tão crucial.

Olhou para a janela. A luz da lua crua e pálida. A copa da árvore balançando com o vento. A chuva trazendo os raios e trovões. Mas o alaranjado do começo do dia se misturava, criando uma tonalidade arroxeada. 

Sehun abriu a janela e se lançou para fora.

Amortecido, deitado em posição fetal com o todo o seu corpo doendo, Sehun fechou os olhos. O grito de uma criança cortou o fim da noite. Talvez morresse em paz se não pensasse em nada. Talvez o deixassem em paz.

Dias atuais....

Na surdina da noite, ele perambulava por entre becos e vielas. Ele não sabia para onde iria. Nenhum lugar parecia seguro daqueles que lhe perseguiam.

Sehun questionava-se se ficando louco, vozes martelavam sua cabeça. Ele olhava para os lados tentando achar os malditos que o atormentavam. O dono das vozes macabras que assopravam em seus ouvidos.

As lágrimas não paravam de escorrer pela sua face já gélida pelo frio. As barras da calça marrom tinham a barra suja de sangue e lama.

As mãos frias apertavam os braços magros

E o vento rugiu forte, ventando seus cabelos negros.

Nenhum lugar era seguro, ele repetiu a si mesmo.

Não com ela lá. A escuridão...

Por exaustão, Sehun parou em uma viela. Sentou-se, com as costas encostadas na parede de blocos. Ele abraçou o próprio corpo, balançando-se conforme as lágrimas irrompiam seus cílios.

-Ele vem atrás de você! - a voz rouca ecoou na sua cabeça. - ele quer você. Ele quer você. Ele quer...

Uma voz infantil começou a cantarolar e a mistura de tons de voz enlouqueceu ainda mais o garoto.

-NÃO! NÃO, POR FAVOR!

Ele balançava a cabeça, querendo afastar os fantasmas que o assombravam, as memórias que o devastava. Um frio lhe corre a espinha e mais uma vez o vento gelado vem em sua direção.

A única coisa que poderia pensar naquele momento assustador era correr...

Porque Sehun já gritava, amedrontado.

Sua garganta e peito queimavam pela gritaria, mas não havia nada que ele pudesse fazer.

Ela estava ali.

Cássia. Sua meia irmã, os cabelos enrolados e louros, agora muito maior, ela parecia exatamente como se lembrava.

Ele, Oh Sehun, que tinha escapado do tribunal, inocentado dos crimes que não cometeu, vivia uma vida moribunda.

E odiava Cássia por ter mentido para a polícia. Porque a partir dela, que Sehun se tornou o principal suspeito dos crimes que aconteceram na casa do lago.

E sinceramente, não queria saber porque ela mentiu.

Tentava deixar para lá toda a vida passada com a ajuda de altas e fortes doses do remédio que o deixavam entorpecido.

Mas aquela vez não tinha sido o suficiente.

-Cássia, por favor.... Vá embora.

A garota, que agora era uma adolescente bonita, sorriu com o semblante enlouquecido

-Hoje é 25 de outubro, maninho. E Baekhyun quer você. Ele quer terminar o serviço que começou doze anos trás.

A sua traseira, sua irmã, Cristina, que deveria estar em um hospital psiquiátrico. 

-Não, não, não, não... NÃO! ME SOLTEM!













fim



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...