História Witch Line - Capítulo 21


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Blackpink, Got7
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Lisa, Mark, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Blue, Bruxos, Drama, Got7, Imagine, Magia, Romance, Sobrenatural, Suspense
Visualizações 7
Palavras 2.693
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então é Nataaaalllllll
Aqui temos uma atualização quentinha depois do meu lamentável bloqueio. ;(
Espero realmente que (supondo que alguém vá ler) vocês gostem do capítulo e que tenha ficado bem expresso tudo o que eu queria passar.
Sem mais enrolações.
bjaooooo S2

Capítulo 21 - Desconhecido.


 

 Não tenho nem um pingo de consciência de quanto tempo se passa. Abro meus olhos lentamente, sentido uma pontada aguda de dor em minha cabeça. 

Fecho os olhos com força em um reflexo e levo certo tempo até que minha visão se acostume com a claridade do ambiente em que me encontro. 

Me sento sobre a superfície macia, que não é uma cama.  

Olho ao redor em busca de pistas de onde posso estar, já que com certeza não estou mais no casarão de Seokjin. É uma espécie de sala que, apesar de não ser nem um pouco suja ou bagunçada, é muito simples para ser do mesmo. 

Onde eu estou?  

No momento em que escuto o barulho de panelas de algum lugar que parece estar em algum lugar mais acima, como se levasse um soco, meu estômago se revira. Sinto uma ânsia forte e sou rápida ao tapar a boca com as mãos e correr desajeitadamente até o que parece uma lixeira ao lado da única porta ali. Deixo tudo ir para fora e com as mãos ainda apoiadas uma de cada lado da lata, minha visão fica escura por um momento.  

Em um estalo de consciência, me lembro. 

Me lembro de toda a confusão que vivenciei. Lembro de cada mínimo detalhe, mas não é isso que me assusta. 

O que me assusta é o fato de que, mais uma vez, não sei o que fazer.  

Me assusto quando escuto alguém tossir e me levanto rapidamente, analisando mais uma vez o cômodo.  

Jungkook se senta no chão, ao lado do sofá que eu estava.  

Ele fecha os olhos com força e passa o dorso da mão na testa, ainda sonolento demais para raciocinar.  

Corro até a única porta do cômodo e me deparo com as escadas para a parte superior. Subo rapidamente e paro no meio do corredor, decidindo para onde seguir. 

Sou atraída, novamente, pelo barulho de panelas onde parece ser uma cozinha conjugada à sala.  

Ainda um pouco aérea, chego ao meu destino em passos lentos, olhando para tudo cuidadosamente tentando descobrir onde estamos.  

Omma e Seokjin estão em frente ao fogão mexendo em algumas panelas enquanto Taehyung e Sr. Jeon estão sentados no sofá um pouco desgastado enquanto assistem televisão, que não tem o sinal muito bom.  

Me aproximo da bancada, que já contém algumas porções de comida separadas. Eles parecem ainda não perceber minha presença e eu vejo no relógio logo acima de um jarro de flores mais a frente que já passa do meio dia. 

Eu pigarreio antes de perguntar: 

-Onde estamos? - Os dois se viram com cautela, com as expressões mais limpas do que eu esperava encontrar. 

-Bom dia, querida! - Omma sorri e se aproxima. - Espero que o sofá não tenha lhe causado dores nas costas. 

Ao que ela diz é que sinto uma leve pontada na lombar, provavelmente pelo mau jeito em que permaneci, provavelmente, por horas.  

-Ah...nada demais. - Continuo alternando meu olhar entre os dois à espera de respostas.  

Seokjin limpa as mãos em uma toalha de louça antes de se dirigir a mim:  

-Bom dia, ________! Ou deveria dizer boa tarde...? - Ele parece realmente pensar nisso, mas logo recupera o foco e me olha mais uma vez. - Estamos em Incheon. 

Eu pensei que saber onde estamos me esclareceria algo mas, ao contrário do que pensei, só me surgem mais dúvidas.  

Jin, mesmo com meu silêncio, continua me encarando, com a expressão menos limpa que antes.  

-...Incheon? - Os dois assentem. - O que estamos fazendo aqui?  

-Temos que conversar... 

Antes que ele pudesse completar sua frase, Taehyung grita da sala.  

-Bom dia, _______! Quer dizer...boa tarde! Não sei. - Ele ri da própria confusão e eu o fito. - Espero que o sofá não tenha sido tão ruim, tivemos que deixar o Jungkook no chão pra você poder ficar ali.  

Eu assinto, mesmo sem saber para o quê. 

-Ah! Você já acordou! Foi mais rápido do que eu esperava. - Sr. Jeon se pronuncia, parecendo só agora notar que eu estou aqui. 

Antes que eu respondesse qualquer coisa, Omma volta a falar: 

-Como você está? Tem náuseas? Dor de cabeça? 

Eu nego, mas ela continua analisando todo meu rosto. 

Ouvimos uma porta ser aberta e logo temos a visão de Jungkook ainda com o rosto amassado e os olhos inchados se aproximando.  

-Bom dia, pessoal. - Ele coça os olhos com as mãos. 

-Já é mais de meio dia! - Taehyung volta a gritar, mesmo que a distância não seja tão grande.  

-Bom dia, querido. - Omma o cumprimenta com um sorriso acolhedor.  

-De quem é essa casa, ein? Por que eu acabei de vomitar lá embaixo, mas eu juro que vou limpar. - Ele faz uma careta e logo continua. - Tem um chá, não?  

-Antes que você pergunte, estamos em Incheon. - Jin diz, com falso aborrecimento. - Você também passou mal, _________? Eu sinto muito, esse é um dos efeitos colaterais do sonífero. Foi necessário.  

Sonífero?  

Jungkook parece tão espantado quanto eu ao que ele arregala os olhos e alterna o olhar entre nós três. 

-Temos que conversar, ainda tenho que esclarecer algumas coisas. - Jin continua.  

-Conversar...? - Jungkook arqueia uma sobrancelha. - E outra, por que me deixaram dormindo no chão?  

-Não reclama, não. Eu nem dormi. - Taehyung diz, afobado mais uma vez.  

-Gente, eu sei que vocês estão confusos, mas vocês não podem se desesperar. Eu vou explicar tudo para vocês só... 

-Espera. Então não foi um sonho?! - Jungkook quase grita.  

-Não se devo dizer se felizmente ou infelizmente não. Muita coisa aconteceu. 

-Até vocês... - Ele olha para minha mãe, em busca de uma confirmação a qual ele recebe na forma de um aceno. - Não estamos loucos. - Ele conclui, quase em um sussurro.  

Confesso que também me sinto aliviada com essa declaração, mas também tensa.  

O que eu devo pensar? O que devo esperar?  

-Eu vou preparar um chá especial para vocês, vão se sentir melhor. - Jin vai até a pia, onde enche um bule com água. - Ah! Mas, antes disso. 

Ele se aproxima e faz um sinal para que façamos o mesmo. 

Com as duas mãos, ele segura um braço de cada. Levo um tempo até me dar conta que esses são justamente os braços onde temos nossas cicatrizes. 

Ele passa delicadamente o dedo indicador sobre o corte em minha pele, que eu, até então, não tinha percebido que estava mais aberto que antes. A cicatriz deve ter se aberto em meio a toda a confusão, mas não é isso que chama minha atenção, mas sim algo que parece comum exceto para nós que ainda estamos com os braços sendo segurados. 

O corte não está avermelhado como o esperado. Toda a região está azul.  

Busco rapidamente pelo corte de Jungkook, o dele me parece normal. 

Ergo meu olhar até encontrar Seokjin, que ainda observa tudo atentamente. 

-Por que ainda está assim? 

Ele comprime os lábios em um gesto que eu julgaria angustiado.  

Não sei descrever o clima que nos envolve. Enquanto eu e Jungkook nos encontramos tensos e cheios de dúvidas, os demais não parecem levar a situação tão à sério. Sr. Jeon e Taehyung continuam a assistir algum programa aleatório, Omma já se nos deu as costas e voltou a cozinhar, muito provavelmente passando a responsabilidade de dar qualquer explicação a Seokjin, mas sua ação não deixa de ser um tanto indelicada. 

-Eu acho melhor conversarmos em outro lugar. 

É tudo que recebemos em resposta antes que ele comece a se afastar fazendo um gesto para que o acompanhemos.  

Indo contra minhas expectativas, ele atravessa a sala onde estão os outros em direção ao lado de fora. Passamos a porta de vidro e ele parece procurar por algo com o olhar na pequena varanda um pouco empoeirada. Eu olho além, tudo que cerca a casa é um extenso gramado.  

Sem dar muita importância, Seokjin parece achar o que quer que estivesse procurando e segue pelo gramado para a parte lateral da casa, onde sem ter que andar muito, encontramos uma mesinha branca com quatro banquinhos dispostos ao seu redor que deve ter sido usada como apoio para alguma refeição recente. 

O mais velho deixa escapar um suspiro pesado antes de se sentar em um dos bancos do outro lado. 

-Certo. - Ele arqueia as duas sobrancelhas. 

Jungkook se apressa ao meu lado para repetir seu gesto, e eu faço o mesmo. 

-O que está acontecendo? - Dessa vez, não sou eu quem pergunto.  

-É complicado... mas vocês saberão o que é necessário por hora. 

-Somente o necessário? - Pergunto, num tom quase acusatório.  

-Somente o necessário.  

É melhor que não saber nada. 

Jungkook parece compartilhar do mesmo pensamento ao que ele me olha e acena levemente como em um gesto de conforto. 

-Eu não achei que seria tão estranho iniciar uma conversa assim mais uma vez, mesmo depois de tantas outras. - Ele solta casualmente e em seguida parece ler nossas expressões perdidas e continua. - Vocês vão entender. 

-O que foi aquilo ontem? - Sem pensar, apenas solto um dos inúmeros questionamentos que rondam minha mente.  

-Digamos que...tem pessoas desagradadas com nossa existência. - Explica, quase debochado. - Certo, eu não deveria falar assim. São pessoas quase que como nós, mas levemente mais revoltadas.  

Eu riria de sua falta de jeito nesse momento se não fosse pela tensão. 

-Revoltadas? 

-Olha, eu realmente não posso dizer muito sobre nada disso.  

-O quê? - Quase que grito, totalmente indignada com a possibilidade de que ele não nos diga nada. 

-Não se exalte. Eu sei como devem estar se sentindo. - Ele suspira e alterna seu olhar entre nós. - Eu não posso falar muito pois posso acabar influenciando em suas percepções e opiniões sobre tudo isso. Acreditem em mim, evolve muita coisa. O que vocês viram não é nem a ponta do Ice Berg.  

Sinto Jungkook enrijecer ao meu lado, ele parece ainda mais tenso que antes. 

-Vocês não deveriam ficar tão nervosos, vocês vão entender tudo, mas na hora certa. Disso eu tenho certeza. 

-Por que... isso – aponto para meu braço machucado. - está assim?  

-É apenas uma das formas iniciais da manifestação, eu já sabia que isso tinha grandes chances de vir a acontecer. Só não achei que fosse tão cedo. 

-Como assim? Manifestação do quê? 

Ele suspira e deixa os ombros caírem quando passa as duas mãos pelo rosto, parecendo aflito. 

-É mais complicado do que eu pensava. - Ele fita um ponto aleatório por alguns segundos. -É. Realmente, não tem como eu dizer isso de uma forma sútil que não vá assustar vocês, então eu prefiro não dizer.  

Eu bufo em descontentamento. Jungkook sai de seu transe e parece começar a se preocupar quase que conscientemente.  

-Então, se você não pode falar nada, o que nos resta é aceitar. - Ele passa uma dar mãos pelo rosto. - O que podemos fazer para entender isso melhor?  

-Era aí que eu queria chegar. - Ele me olha em reprovação ao que eu arqueio uma das sobrancelhas. - Vocês vão ter que descobrir sozinhos, já que cada um tem um ritmo. Vocês poderão conversar sobre suas descobertas só depois de certo nível de conhecimento, pelo mesmo motivo que eu disse antes. Um não pode influenciar nas percepções e opiniões do outro. 

Ele nos encara por um tempo e ambos assentimos.  

-O que vocês precisam saber por hora é: primeiro, vocês têm que estar com a mente aberta; segundo, nada que vocês possam encontrar será o conteúdo total de algo; terceiro, vocês precisam ter muito cuidado.  

-Devo me preocupar? - Jungkook diz em tom de brincadeira. 

-Contrariando o que eu disse alguns minutos atrás, é, talvez você devesse sim. 

-Vamos ter que descobrir coisas sobre algo que nem sabemos o que é?  

Jungkook pigarreia. Seokjin parece nem dar importância, mas eu sei o que isso quer dizer. 

Ele pensou o mesmo que eu.  

-Jin?  

-Diga. 

-Que manifestações são aquelas que você disse? 

Ele parece pego de surpresa, mas ao mesmo tempo, aliviado. 

-Aí você complica né... - Ele leva alguns segundos para continuar. - Ontem, sua cicatriz liberou um tipo diferente de energia, mas antes disso, podem ocorrer desmaios, alucinações, sangramentos e outras coisas. No seu caso, eu acredito que tenham acontecido os desmaios, como naquele dia no restaurante.  

Eu e Jungkook nos entreolhamos, como se agora tudo começasse a fazer sentido. 

-Então quer dizer que ou esse tempo todo não estávamos loucos, ou vocês enlouqueceram junto ou isso é tudo parte da nossa loucura?  

Apesar do peso de minhas palavras, ele ri.  

-Ai, ai. Garanto que vocês não estão loucos, mas podem ficar. - Nós rimos, mais por preocupação do que qualquer outra coisa. - E tem mais um detalhe. - Dessa vez, ele olha para Jungkook. - __________ parece estar em um estágio mais avançado, fazia um tempo que eu não via algo assim. Então, por esse motivo, ela poderá começar com mais material para estudo que você.  

-Não sei se eu deveria me ofender, mas já que estamos nessa mesmo... 

Ainda não sei se é ainda pela confusão que não conseguimos expressar muitas coisas, e acredito que seja por isso também que Jungkook não faz grande caso da afirmação anterior. 

-___________, eu quero te dar uma coisa. - Ele se levanta e limpa as calças com as mãos. - Venha comigo.  

Ele começa a andar, mas logo para, lembrando de algo. 

-Jungkook, seu pai já recebeu instruções minhas. Ele te entregará o necessário depois.  

O garoto ao meu lado apenas assente antes que eu levante e o siga. 

Andamos por algum tempo em completo silêncio, apenas ouvindo o som do vento e dos poucos pássaros por ali. 

Eu, completamente perdida em minha mente, sem nem mesmo conseguir formar uma linha de pensamento que faça sentido. 

Depois de alguns minutos, Jin finalmente se manifesta, me tirando de meu devaneio torturador. 

-Sinceramente, não sei para onde estamos indo. - Ele ri. - Eu realmente tenho algo para te dar, mas antes quero falar com você. 

-Certo... 

-Eu não posso te falar muito, como eu já disse. Mas eu realmente acredito que você não vai demorar para encontrar as respostas.  

-Eu também espero. 

-Vamos ter que ficar aqui por mais alguns dias, por precaução. Seria perigoso voltar para Seul agora depois do que aconteceu. Quando voltarmos, eu não sei se Jungkook ainda se lembrará do que aconteceu, mas você vai. - Ele faz uma pausa para que eu absorva o conteúdo de suas palavras. - Mas eu preciso que vocês voltem a agir normalmente, vão à escola e a todos os outros lugares que costumavam ir. Porém, sempre com um cuidado a mais. - Ele pega um colírio no bolso interno de sua jaqueta e, sem parar de andar, pinga uma gota em cada olho. - Nós já providenciamos as coisas na escola para o tempo que vocês faltarão, então não precisam se preocupar com isso. 

Sem jeito, brinco com meus dedos enquanto continuo andando cabisbaixa ao seu lado, sem me importar se já estamos muito afastados da casa rústica. 

-Eu acho que posso fazer isso. - Respondo, ignorando sua última colocação. 

Me lembro do episódio onde fomos perseguidos por um carro, mas não comento nada, até mesmo porque não tenho condições de verbalizar nada além do que frases simples no momento.  

-Você vai ter que continuar estudando. Se não puder fazer isso todo dia, faça pelo menos uma vez por semana. - Ele para de andar e se vira de frente para mim. - Eu vou te dar um livro. Assim que você terminar de ler, acho que você já saberá o suficiente para que eu te diga mais sobre. 

A cada segundo, me sinto mais aborrecida pelo fato de que estou apavorada por algo desconhecido. Algo que me fazem acreditar que já conheço, mas nunca conhecerei por completo. 

Já sem paciência e totalmente exausta dessa conversa que parece não chegar a lugar algum, solto: 

-Jin, por favor, me diga do que exatamente estamos falando. 

Ele suspira, também parecendo cansado da situação. 

-Energia e...magia.  



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