História Witch's Mark - Capítulo 5


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Categorias O Mundo Sombrio de Sabrina (Chilling Adventures of Sabrina)
Personagens Edward Spellman, Hilda Spellman, Padre Faustus Blackwood, Zelda Spellman
Tags Faustus Blackwood, Spellwood, Zelda Spellman
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Palavras 1.932
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bruxas e Feiticeiros, sejam bem-vindos novamente!

Vamos dar um salto no tempo e ver uma história não contada...



PS. Peço que se atentem aos anos em que os capítulos se passam para que não se percam. Eu me perco de vez em quando. hahaha

Capítulo 5 - Hilda Spellman


Fanfic / Fanfiction Witch's Mark - Capítulo 5 - Hilda Spellman

Greendale, 1966

 

Sabrina se retirou da sala de Faustus com o enigma de Aqueronte em mãos. Logo, os olhos azuis do feiticeiro cintilavam na minha direção. Era inusitado que ele pedisse para conversar a sós comigo.

 

 – Zelda, Lady Blackwood já teve dois abortos espontâneos. Isso nos preocupa muito – ele murmurou e eu franzi o cenho sem entender onde ele queria chegar. – Mas aqui, com você, sinto... alívio.

 

Contive um pequeno sorriso, mas não consegui evitar que um dos cantos dos meus lábios se erguesse. Fui tomada por uma satisfação repentina. Quase como se Faustus tivesse pedido que nós tivéssemos um filho juntos.

 

 – Irmã Spellman... – ele recomeçou e eu senti a minha ansiedade crescer. – Poderia ser a parteira dela?

 

Toda a expectativa se tornou frustração e eu me surpreendi com o seu pedido. Eu realmente não esperava por isso. Depois de tudo... Ele queria que eu fosse parteira dos filhos dele com Constance?

 

Ou lhe faltava bom senso ou ele estava realmente desesperado.

 

– Da Constance? – indaguei para ter certeza e ele assentiu. – Faustus, não faço um parto há anos.

 

– Se bem me lembro, nunca perdeu um só bebê – alegou me olhando com uma intensidade capaz de enxergar a minha alma. – Por favor, Zelda. Seu Sumo Sacerdote está lhe pedindo.

 

O que mais eu poderia fazer? Não podia negar com ele me olhando tão profundamente. O incomodo que eu sentia era tão grande que eu simplesmente assenti com um meneio de cabeça me recusando a usar palavras.

 

Esquecera que Faustus já havia presenciado um parto feito por mim... Apesar de quase ter desmaiado.

 

***

 

Inglaterra, 1752

 

Há uma semana, Edward e eu desembarcamos em Londres. Como minha mãe estava no final da sua gravidez, meu pai sugeriu que fossemos ficar com eles até que nossa irmã nascesse.

 

Ouvi as batidas na porta. Bufei colocando meu livro de lado e me ergui do sofá para ir atendê-la. Para a minha surpresa, Faustus Blackwood estava parado na soleira. Sempre elegante e muito bem apresentável. Mas há muitos quilômetros de distância de Greendale.

 

Seus olhos azuis faiscaram ao me ver e eu senti meu corpo esquentar. Ah, os efeitos de Faustus em mim eram sempre instantâneos.

 

– Boa tarde, Srta. Spellman – ele me cumprimentou cortês. – Posso falar com o seu irmão?

 

Neguei com a cabeça, me apoiando no batente da porta.

 

– Edward não está, Sr. Blackwood.

 

Um grito ensurdecedor ressonou pela casa e eu me sobressaltei. Ah, não! Não agora!

 

Sem pensar a respeito, fechei a porta na cara de Faustus e subi a escadaria às pressas. Atravessei o corredor com destreza e abri a porta de um dos quartos sem delicadeza. Minha mãe se contorcia na cama enquanto sua enorme barriga, devido aos treze meses de gestação, se movia sozinha.

 

Corri para segurar sua mão e tentar acalmá-la. Ela soltou outro grito e eu tentei conter o meu próprio pânico. Nunca fizera um parto na vida. Mas sempre haveria uma primeira vez para tudo.

 

Coloquei uma toalha úmida em sua testa para livrá-la do suor e corri até o banheiro para pegar toalhas limpas e encher uma vasilha com água morna. Quando voltava para o quarto, avistei Faustus paralisado no batente da porta. Estava pálido.

 

– Faustus! – Apressei-me até ele. – O que faz aqui? Não é ambiente para um homem!

 

Ele apontou para a minha mãe e então, me olhou sem conseguir pronunciar uma palavra. 

 

O que eu menos precisava agora era que ele desmaiasse. Então o tirei do quarto e encostei a porta às minhas costas. Ele pareceu saiu do estupor, apesar de continuar meio aéreo.

 

– Eu ouvi o grito e fiquei preocupado – sussurrou. – Achei melhor vir atrás de você...

 

Revirei os olhos. Mas compreendia sua preocupação. Ele jamais imaginaria que os gritos de minha mãe seriam contrações fortes. Deveria pensar em qualquer tipo de ameaça, não um parto.

 

– Faustus, preciso que me faça um favor – murmurei tentando fazer com que ele mantivesse o foco. – Edward e meu pai estão em Riverdale. Foram visitar um cliente... Blossom, eu acho que era o nome. Vá avisá-los que o bebê está nascendo, por favor.

 

Ele assentiu vagarosamente.

 

– Está bem – replicou respirando fundo. – Irei até lá. Vai ficar bem sozinha?

 

Abri um pequeno sorriso para ele.

 

– Faustus, se você continuar aqui, eu terei dois para cuidar. Agora vá!

 

Sem pestanejar, ele se teletransportou.

 

Voltei para dentro do quarto, arregaçando as mangas do vestido. Que Satã me ajudasse.

 

Faustus Blackwood

 

Eu sentia meu corpo tremer levemente. Nunca tinha visto uma mulher em trabalho de parto. Como Zelda conseguia se manter tão calma?

 

Olhei ao redor sem saber muito bem para onde seguir. Qual era o nome do cliente? Blossom?

 

Um mortal caminhava pela rua parecendo inconformado com o que lia em seu jornal. Parecia alguém informado. Deveria saber onde a família morava.

 

– Com licença – abordei-o barrando sua passagem. – Poderia me informar onde seria a residência da família Blossom?

 

O homem me lançou um olhar surpreso.

 

– Você também soube da tragédia? – indagou mostrando a notícia na capa do jornal. – Um absurdo... Um irmão matando o outro. Que mundo estamos?!

 

Revirei os olhos. Não estava interessado.

 

– Sim, sim. Trágico – concordei. – Agora, onde eles moram?

 

O mortal deu um tapa na própria testa ao perceber sua falha e apontou para uma estrada.

 

– Só precisa seguir em frente e virar à direita – indicou. – Dificilmente você não conseguira ver Thornhill, é o maior casarão de Riverdale.

 

– Certo. Obrigado.

 

Sem esperar por uma resposta, eu me apressei pelo caminho indicado. Para a minha sorte, não era tão longe.

 

Os grandes portões negros que guardavam o casarão estavam abertos e autoridades rondavam os jardins. Não foi difícil adentrar o perímetro da casa e avistar os Spellman conversando com um homem ruivo. Próximo a eles, um corpo deitado sobre uma poça de sangue era coberto por mortais de farda. Deveria ser o tal Blossom.

 

Aproximei-me de Edward sorrateiramente, não queria causar nenhum alarde. Assim que puxei seu braço para chamá-lo, o feiticeiro se sobressaltou. Seu cenho se franziu.

 

– Faustus? O que faz aqui?

 

– Sua mãe entrou em trabalho de parto – contei. – Você e seu pai precisam voltar agora para Londres. Zelda está sozinha conduzindo o parto.

 

Edward arregalou os olhos e assentiu levemente aturdido. Sem precisar de mais, ele se aproximou do pai e sussurrou a notícia em seu ouvido. O Sr. Spellman lhe lançou um olhar preocupado.

 

– Irei na frente. Termine as negociações e leve o defunto até Greendale, Edward.

 

O Spellman mais jovem assentiu imediatamente. O pai pareceu explicar a situação para o homem ruivo que concordou e se aproximou de Edward. Sem ressalvas, o Sr. Spellman se afastou e quando não podia mais ser visto, se teletransportou.

 

***

 

Edward dirigia o carro como se estivesse em um rally. Os buracos na estrada eram ignorados e os solavancos faziam o corpo do Blossom saltar na cabine traseira. Eu mantinha uma das mãos no teto do carro para evitar bater a cabeça e com a outra, me agarrava na porta.

 

  – Edward! – gritei. – Se continuar desse jeito, esse carro terá três cadáveres dentro muito em breve!

 

  Ele me lançou um breve olhar. Parecia ansioso e nervoso.

 

  – Minha irmãzinha está nascendo, Faustus! – ele gritou de volta. – Não posso perder isso.

 

  Eu nunca fiquei tão aliviado em ver a placa da entrada de Greendale. Só torcia para chegar inteiro na funerária e o mais importante, vivo.

 

  Em tempo recorde, Edward estacionou o carro na frente da casa e saiu correndo. Eu o acompanhei, ignorando o Blossom. Ele já estava morto mesmo, não precisava mais ter pressa para nada.

 

Ele me deu a mão e nos teletransportamos para a casa de seus pais na Inglaterra.

 

O Spellman saltou os degraus para alcançar o piso superior e eu precisei me apressar para conseguir acompanhá-lo. Ele entrou no quarto e eu esperei na porta.

 

O senhor e a senhora Spellman estavam sentados um ao lado do outro, olhando apaixonados para um pequeno embrulho em seus braços. Edward se aproximou para ver a criança e sua face se tornou uma representação perfeita da dos pais. Zelda saiu do banheiro do quarto secando as mãos com uma toalha branca. Alguns cabelos ruivos grudavam em seu rosto devido ao suor. Mas ela parecia tão feliz quanto aliviada.

 

– A mamãe precisa descansar, Edward – ela murmurou para o irmão. – Vamos deixá-la com o papai.

 

O feiticeiro assentiu com um meneio de cabeça. Zelda pegou o bebê dos braços da mãe com cuidado e seu olhar para a criança foi uma das coisas mais apaixonantes que eu já vira na vida. Seus olhos verdes brilhavam com fascinação e seu sorriso era tão estonteante que nem mesmo o brilho do sol poderia batê-lo.

 

Ela se aproximou da porta com Edward às suas costas. Abri espaço para eles saírem e tão logo passaram para o corredor, fecharam a porta do quarto. Zelda parou ao meu lado e me mostrou o bebê enrolado na toalha.

 

– Faustus, essa é Hildegard Antoinette Spellman – ela apresentou e a garotinha se afundou em seus braços.

 

Poucos cabelos loiros enfeitavam a cabeça da mais nova Spellman e apesar de estar com o rosto inchado, ela era um bebê lindo.

 

– Quer segurar? – Zelda indagou ao me ver embasbacado.

 

Neguei veementemente e ela sorriu.

 

– Eu vou acabar quebrando – murmurei com um sorriso.

 

– Ora, eles são mais resistentes que parecem.

 

Nós dois rimos e eu tornei a fitar Zelda encantada com a criança.

 

– Você será uma excelente... – eu iria falar “mãe”, mas vi seus olhos me fitarem surpresos e não soube se ela aceitaria como um elogio ou não. Afinal, não sabia se ela queria ser mãe. – ...parteira, Zelda.

 

Ela abriu um pequeno sorriso confuso e riu.

 

– Obrigada, Faustus.

 

Sem se demorar mais, ela anunciou que daria banho na pequena Spellman e Edward me convidou para tomar uma dose para brindar o nascimento de Hilda Spellman.

 

***

 

Greendale, 1966

 

Zelda Spellman

 

Terminei de cobrir o corpo de Constance no mesmo instante em que Faustus e Prudence adentraram a sala. Assim que me virei para eles, pude notar a seriedade exacerbada do feiticeiro. Seus olhos analisaram a sala e então, focaram em mim. A intensidade do seu olhar questionador me fez engolir em seco.

 

– Faustus, lamento, mas você tinha razão. Lady Blackwood estava fraca demais para trazer seu filho ao mundo – contei.

 

– Bebê? – ele questionou com o cenho franzido, ignorando completamente a morte de Constance. – Não tinha dito gêmeos?

 

Faustus deu um passo à frente para reduzir o espaço entre nós, enquanto me analisava. Ele conseguia perceber que algo estava errado.

 

– Algo estranho, mas não inédito, aconteceu – dissimulei, remexendo nas mãos nervosamente por estar mentindo para ele. – Um dos seus filhos, o mais forte, alimentou-se do outro, o mais fraco, no útero.

 

Dei as costas para Faustus para caminhar até o cesto em que o bebê estava e o peguei no colo. Então, tornei a virar para ele, mostrando a criança.

 

– Só há um filho... – Sustentei o seu olhar, torcendo para que ele não percebesse o que eu havia feito. – ...fortalecido pelo irmão que ele devorou.

 

Faustus perdeu alguns segundos para assimilar todas as informações.

 

– Como deve ser – disse por fim, fazendo-me franzir o cenho. – Deixe-me segurá-lo.

 

Ele se aproximou de mim com os olhos fixos no bebê e eu o entreguei com cuidado. Faustus admirou a criança acariciando seu rosto com delicadeza.

 

Observei-o atentamente. Ele não sorria e olhava o filho com frieza, parecendo apenas calcular que feitos magníficos ele seria capaz de fazer.

 

Se Faustus ainda fosse o jovem feiticeiro que eu um dia conheci, poderia revelar o nascimento de sua filha e ele se alegraria com isso. Mas o homem à minha frente não era mais o de outrora.


Notas Finais


Espero que tenham gostado do Crossover com Riverdale e de todo mundo babando na Hilda bebê. hahaha

No próximo capítulo, voltaremos a programação normal... Opa, estou ouvindo uivos? Acho que um certo festival se aproxima...

Tenham um final de semana amaldiçoado e que Lilith esteja com vocês!

- WM


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