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História With All My Love - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oi
Desculpem, tudo ficou tão corrido que esqueci que tinha que atualizar aqui

Capítulo 11 - 11


É Natal. Oba...

Eu estava tão contente que quase não consegui levantar da cama antes de minha mãe ameaçar invadir o quarto.

A casa estaria cheia dentro de algumas horas e precisávamos arrumar a casa, decoração, comidas e bebidas antes do fuzuê de gente invadindo meu espaço.

-Kaki, lave a louça-  mamãe ordenou.

Essa tarefa normalmente seria dirigida a Sofia, mas estranhamente ela me ordenava deveres leves e menos movimentados.

Me senti culpada vendo minha irmã caçula carregando caixas de decoração atrás de mamãe enquanto eu lavava copos.

O rosto dela estava vermelho devido ao esforço, mas papai estava ocupado no jardim pendurando luzes onde nenhuma de nós conseguiria alcançar.

A culpa foi tão grande que não consegui evitar o choro, atraindo a atenção dela.

-Descanse um pouco, querida - a ouvi dizer para minha irmã antes de se aproximar.

-Está chorando, Kaki? - perguntou mamãe, me fazendo encolher em minha culpa.

-Caiu sabão em meu olho - inventei.

Ao invés de me pressionar, ela me observou por um segundo muito longo no qual me recusei a encara-la e me deu as costas.

-Lave o rosto e termine logo com isso - ordenou - quero que descasque as batatas assim que acabar.

Preciso dizer que isso era o antigo trabalho de Sofia?

-Não demore, ainda temos que ir ao mercado - avisou e estreitou os olhos me encarando com desconfiança - a não ser que esteja indisposta e precise descansar.

Neguei com a cabeça.

-Estou ótima e cheia de energia - forcei um sorriso que a fez apertar os lábios e se afastar.

A verdade é que eu estava mesmo cansada e cheia de sono, mas não daria mais certezas a mamãe.

Eu já estava descascando as últimas batatas quando Sofia se aproximou, desconfiada e cansada.

-Por que mamãe está me fazendo de escrava e te mandando fazer minhas obrigações? - perguntou em meio a cochichos.

Engoli em seco.

-Eu não sei - cochichei - acho que é para me fazer voltar mais vezes.

Sofia riu baixo.

-Se ela for me fazer virar empregada sempre que vier aqui, vou torcer para que não dê certo - disse e ri de sua graça.

-Virei todo fim de semana - prometi e rimos.

-Meninas, andem logo com isso! Precisamos sair - mamãe nos apressou e voltamos para nossas tarefas, dessa vez rindo baixo.

Como era de se esperar, o mercado estava lotado de famílias que deixaram as comprar para a última hora ou esqueceram de algo, o que era o caso de minha família.

Eu estava procurando o leite condensado após mamãe ter berrado "Camila, por que você ainda não pegou o leite condensado? Está nos fazendo perder tempo aí, parada".

E eu me perguntava: como eu poderia adivinhar que tinha que pegar o leite condensado?

Obviamente não verbalizei isso, tinha certeza que mamãe iria ignorar minha gravidez e me bater no meio do supermercado.

Agora onde caralhos foi se meter a porcaria do leite condensado?

Já estava a beira de lágrimas, minha mãe me apressava do outro lado do corredor, minha irmã me lançava olhares ameaçadores para que encontrasse logo e não soltasse a ira de mamãe e a porra do leite condensado havia sumido.

Mas que...

-Camila?

Puta que pariu, que susto! Quase pari o filho de Lauren ali mesmo.

E por falar em Lauren...

-Está tudo bem? - ela se aproximou cautelosa e preocupadamente com sua voz macia.

-O que está fazendo aqui? - perguntei, a mão sobre o peito pelo coração ainda bater acelerado de susto.

Ela sorriu.

-Moro aqui perto - respondeu.

Era só o que me faltava.

-Ah... - murmurei, voltando meu olhar para a prateleira e soluçando por conter o choro de não encontrar o que deveria.

-Hey... - Lauren murmurou, se aproximando e afastando os cabelos de meu rosto, fazendo com que me virasse novamente para ela - qual é o problema?

-Eu não encontro a porcaria do leite condensado! - exclamei, aflita e irritada.

E a maldita riu, me fazendo chorar.

-Para de rir de mim! - exclamei, batendo em seus braços.

-Calma aí - ela disse, me puxando para um abraço - não tem leite condensado aqui. Acabou o estoque.

Gemi, chorando ainda mais.

-Minha mãe vai me matar se eu não aparecer com essa merda! - choraminguei.

Lauren me afastou e segurou meu rosto pelas bochechas.

-Calma. Eu tenho leite condensado no estoque da loja e vou para lá. Venha comigo.

Secou minhas lágrimas.

-Não posso, tenho que ir com minha mãe.

-Não tem nenhuma dificuldade nisso, Camila. Vamos lá.

-Karla Camila, qual é a dificuldade em encontrar uma coisa tão simples? - a voz de mamãe soou alta atrás de mim e me agarrei em Lauren.

Não sei porque fiz isso, não é como se algum ser no universo fosse capaz de conter Sinuhe Cabello.

-A senhora é mãe de Camila? - Lauren perguntou, totalmente alheia ao perigo.

-Sou... E você, quem é? - perguntou mamãe, surpreendentemente com a voz mais mansa.

- Lauren Jauregui - a senti estendendo a mão e sacudindo, indicando que apertava a de minha mãe - estava dizendo a Camila que o estoque do mercado acabou e ela estava justamente me agradecendo porque eu tenho um estoque cheio de leite condensado e estava indo para lá.

Que?

-Oh, obrigada, querida - mamãe agradeceu - é muita gentileza sua.

Me afastei para olhar minha mãe.

Era aquilo mesmo?

Era.

Mamãe tinha um sorriso doce no rosto que não mostrava nem mesmo as filhas.

Revirei os olhos.

Efeito Lauren Jauregui.

-Não é nada, minha mãe me mata se eu não fizer a sobremesa - caminhou para o lado de mamãe, que nos guiou para onde Sofia esperava com o carrinho - ela me fez vir aqui só para comprar temperos porque meu irmão ficou tão interessado em observar uma garota que esqueceu metade do que deveria levar.

Olhei para a cestinha vermelha pendurada no braço que não estava ao redor de meus ombros e em seguida para Lauren e minha mãe.

-Oh, você cozinha? - minha mãe perguntou, provavelmente pensando que ela não tinha mais que quinze anos.

Não era para menos. Lauren tinha um andar relaxado e preguiçoso enquanto conversava descontraidamente.

Vestia uma camiseta folgada e manchada de cor cinza que provavelmente era sua roupa favorita tamanho o desgaste. Parecia ter sido de alguém bem maior como o pai ou irmão. Também era visível que não usava sutiã, além de que usava um short jeans curto onde uma ponta de sua camisa estava enfiada. Seus cabelos estavam presos em um coque torto como se o tivesse feito as pressas e sequer havia penteado os cabelos, parecia que se desmancharia a qualquer momento. A expressão em seu rosto era a de quem havia sido obrigada a sair da cama.

-Podemos dizer que sim - Lauren respondeu a mamãe.

-Você deve ser uma ótima filha - constatou minha mãe - Karla não sabe fazer nada além de comer e dormir.

Corei.

Mães e suas capacidades de humilhação de filhos...

Lauren me lançou um olhar divertido e riu baixo antes de morder o lábio. Pareceu pensativa.

-Eu não sei se minha mãe concorda - disse - ela está muito nervosa comigo porque vou sair de casa definitivamente no verão.

Suspirou.

-Oh, querida, isso faz parte de mães - mamãe a consolou - nunca queremos que nossos filhos saiam de casa. Quando Kaki foi para a faculdade em Nova York eu quase morri do coração, mas sabemos que é algo que faz parte da vida, não se preocupe.

Lauren assentiu. Pude ver Sofia nos encarando na fila do caixa.

-Ela está choramingando pelos cantos que eu sou independente demais - riu baixo, negando com a cabeça - mamãe sempre me apoiou em tudo, acho que apenas se deu conta de que eu realmente cresci e agora é pra valer.

-Achei que iam me esquecer aqui - Sofia reclamou assim que nos aproximamos.

Revirei os olhos.

-Não seja dramática - resmunguei.

-Não seja mal educada, Sofia - minha mãe ralhou - cumprimente a amiga de sua irmã.

Indicou Lauren com a cabeça e minha irmã ergueu uma sobrancelha.

-Olá - disse, a avaliando de cima abaixo.

-Oi - Lauren a cumprimentou em sua animação típica.

-Essa é Lauren - apresentei a Sofia diante de um olhar ameaçador de mamãe - Lauren, minha irmã, Sofia.

-De onde conhece minha irmã? Ela nunca falou sobre você - Sofia questionou.

-Uma amiga minha a conheceu na cafeteria e nos apresentou - Lauren disse, dando de ombros.

Me encontrei em choque com sua capacidade de simplificar as coisas.

Ela falava a verdade sem falar.

Que?

-Você está bem, Kaki? - Sofia perguntou, ainda desconfiada e percebi que Lauren ainda me abraçava e eu não fazia a mínima questão de me soltar.

Ela era quentinha. Acho que o bebê gosta dela.

-Estou bem - murmurei, passando os braços em torno de Lauren e me encostando para ficar ainda mais confortável - Lauren é confortável.

A senti rir.

-É que você está com cara de choro - minha irmã explicou.

-É sono - murmurei, sem graça.

Não deixava de ser verdade.

Nos aproximamos do caixa e Lauren depositou sua cestinha e sorriu para a atendente.

-Meu docinho! - a mulher a cumprimentou com um sorriso radiante enquanto passava suas compras.

-Olá, Dulce, como vai? - Lauren perguntou em espanhol, deixando minha mãe e Sofia de sobrancelhas erguidas.

-Muito bem - a atendente, Dulce, respondeu - a Cookies vai abrir segunda?

Lauren fez uma careta.

-Eu não sei, não acho que mamãe vá me deixar trabalhar e dispensei as meninas para o fim de ano - explicou, séria, sendo completamente tomado por seu ar profissional e superior. Até que ela sorriu - mas posso mandar uma fornada com aqueles biscoitinhos de gengibre, vou fazê-los para o Natal.

-Você é mesmo um doce...

Ótimo, mais uma fã de Lauren.

-Não é nada - ela deu de ombros - mandarei alguns daqueles brownies que o José adora também.

Pagou e segurou a sacola que o rapaz lhe oferecia, me arrastando junto enquanto mamãe passava suas compras.

-Todo mundo te conhece? - perguntei e Lauren riu.

-Acho que não. José, filho de Dulce, comprava meus primeiros brownies na escola - explicou.

-Até mais, menina Lauren - Dulce disse quando mamãe e Sofia receberam as compras e pagaram.

-Até mais, Dulcita - Lauren disse e caminhamos para fora.

-Estamos muito longe, Lolo? - perguntei, abusando da manha e arriscando até um apelido - estou cansada e não viemos de carro.

Ela ergueu as sobrancelhas, me olhando por um segundo e olhando minha família em seguida.

-Em uns cinco minutos a gente chega - garantiu.

Em nenhum momento me soltou e também não fiz questão de solta-la. Estava realmente confortável.

Então eu vi. Era tão linda que minha boca salivou apenas ao bater os olhos no letreiro.

-Garotas, conheçam a Cookies n Coffee - Lauren brincou, divertida enquanto puxava uma chave do bolso.



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