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História .with(out) blame - hyuckmin - Capítulo 1


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Notas do Autor


e vamos de desocupada e cadelinha

retirei do fundo da gaveta de pedidos da letícia a qual esqueci o user *k1ss

Capítulo 1 - .meu erro é não me arrepender


Fanfic / Fanfiction .with(out) blame - hyuckmin - Capítulo 1 - .meu erro é não me arrepender

Quando um não quer, dois não fazem.

Fora o que Jisung disse quando contei-lhe tudo o que estava acontecendo na minha miserável vida. Fora o que Jeno proferiu em sussurro, parcialmente como um segredo e nem tanto, ao meu ouvido enquanto acariciava os fios de meus cabelos que estavam levemente molhados pelo suor. Havíamos acabado de transar e no momento de reflexão - que aliás era uma das nossas características, ao final do sexo sempre deitávamos, relaxávamos e refletíamos sobre o presente e futuro - acabei soltando que tinha medo de encarar os achismos de Jaemin quando descobrisse de nós dois. E coincidência ou não foi o que o cujo citado disse depois de desferir um soco em meu rosto.

Então agora estávamos ele, meu belo hematoma que entrava no primeiro estágio de tonalidade para o roxo na área ocular, o ar pesado em negatividade, suor misturado com o doce dos perfumes e o gosto salgado das lágrimas concentradas de tristeza de ambos e, possivelmente mas obviamente, amargura e raiva, e eu em conflitos.

— P-Por q- ou melhor, quando? Foi na festa na qual não fui? Em que vocês deram o primeiro beijo? Foi depois que te pedi em namoro? Quantas vezes? Me responde, Donghyuck! 

As suas mãos nos dois lados do meu moletom, segurando-o com vigor trouxe-me um terrível déjà-vu. Já fui eu fazendo isto com alguém. Um dia, já fui um Jaemin enfurecido e triste. A pessoa machucada e traidora era Mark. E fiz essas mesmas perguntas mas ao contrário do outro sujeito dei-lhe outro soco e fui embora, não esperei e não queria as respostas. Desejava que Na fizesse o mesmo. 

Dê-me outro soco e vá embora, por favor.

— Em todas, mas tudo iniciou no dia do pedido em namoro. À noite – murmurei com a voz falhando brevemente em algumas palavras devido o bolor de choro entupido em minha garganta.

Era tarde, mais ou menos três horas depois do pedido, Jeno ficou sabendo e idiotamente não cancelei o encontro, assim como não disse não para o Na. Para mim, seria como uma despedida de uma paixonite. Ou deveria ter sido. Ao anoitecer, o Lee mais velho compareceu ao encontro, lembro-me de nossas últimas frases completas - e que considerei uma conversa rápida, foram "Você não vai me abraçar?" e "Eu deveria te abraçar?". Dali em diante subimos para o quarto aos beijos e tudo o que saía de nossas bocas eram gemidos, às vezes que eram abafados (na época, para infortúnio, dividia aluguel com um primo) e súplicas. Batia quatro e meia da manhã quando caímos exaustos na cama. Mais tarde, perdi as primeiras aulas da faculdade, foi insano, maravilhoso e não me arrependo.

Talvez esse seja o meu erro; não me arrepender.

— Mas foi uma única vez, como uma despedida de paixonite.

E de novo omiti a verdade. Não sei o motivo, talvez porque achasse que diminuiria a dor de corno dele ou porque nem eu estava lembrando quantas vezes nos encontramos,  mas a minha mente só se recordava de cinco. E talvez três acabaram em sexo.

A segunda, pelo o que recordo, Jeno comprou-me chocolates em um dia de inverno, a neve estava densa e agressiva mas mesmo assim ele estava indo me encontrar, e como recompensa e preocupação em o mesmo não pegar um resfriado preparei uma xícara de chá, sentamos à mesa, bebemos e conversamos mas não lembro se transamos. Na terceira fomos assistir um seriado mas acabamos fodendo ali mesmo no sofá-cama - e particularmente considero uma das nossas noites sexuais preferidas, foi no mesmo dia em que confessei que estava gostando do que tínhamos e que não pretendia sair do nosso barquinho. E realmente não saí. As outras duas foram na casa dele e apenas comemos e dormimos. 

No penúltimo encontro ele disse que queria me ver todos os dias ao chegar do trabalho, sentado no sofá com meus livros de leitura,  bebericando um chá e vestindo uma de suas camisas que ficavam largas mas perfeitas em meu corpo, eu sabia o que aquilo significava e sabia que deveria, quando voltasse do intercâmbio, colocar um ponto final na relação com Jaemin.

Entretanto, na física, a terceira lei de Newton afirma que a toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade, em simples palavras: tudo o que vai volta. Costumamos chamar isso de Carma. Essa reação ou carma correspondeu na intensidade do punho de Na Jaemin em direção ao meu rosto e de maneira errada. Provavelmente o universo cansou de aceitar os meus pedidos de tempo, que iria contar à ele no tempo e com as palavras certas e resolveu soltar tudo como uma bomba nuclear. Eu sabia quem era esse universo mas decidi não questioná-lo, Nakamoto Yuta agora era uma parte do meu passado.

Senti o aperto das suas mãos frouxarem no tecido em que vestia, naquela altura do tempo encontrávamos com as testas colocadas uma na outra, sentia também a respiração ofegante do sujeito na minha frente. Não sabia distinguir se ele estava tentando se acalmar ou estava digerindo tudo, mas uma coisa era certa: sempre deveria temer um Na Jaemin quieto pois coisa boa com certeza não aconteceria.

— Eu te amei na mesma intensidade que você ama os livros e os seus cachorros, como um pôr do sol e você sabe que eu amo pores do sol, ou pelo menos eu acho que sabe. Prometi não partir o seu coração mas você caminhou pelo lado errado. Mas ouça-me, Lee Donghyuck... – as suas mãos, trêmulas, mornas e macias pousaram nos lados de meu rosto e o seu dedão acariciou, surpreendentemente com delicadeza, o machucado em meu olho, o que me fizera fechar instantaneamente os mesmos e nesse curto tempo de ato Jaemin selou nossos lábios de modo rápido, como um beijo de despedida que transbordava tristeza e rancor – ... Se mate. Eu desejo que você morra.

Quando abri os olhos ele já não estava mais no cômodo, ouvi apenas o barulho da porta da frente bater, deixando visível o tamanho da força que fora usada. Não sei o que estava sentindo, por parte sentia-me aliviado por ele não estar mais presente e por outro lado estava quebrado. Meu coração estava quebrado. Preferia um tiro ao ter que ouvir Jaemin dizer que queria-me morto, não queria que ele desejasse aquilo. E de certo saber que ele queria a minha cabeça doía mais que um tiro.

Jaemin me amou mais que pores do sol, e ele os ama intensamente. Eu o amei na intensidade que ele desejava e no momento só posso dar-lhe minhas lágrimas, já que é isso que o mesmo deseja.

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


como diz meu tio, passe uma faca no pescoço quando pensar em trair

final blê? sim porque eu sou péssima em finalizar capítulos, porque estou morta de sono pois por algum motivo idiota decidi madrugar e cá estou quase entrando pela tarde acordada.

amgs leiam minhas outras ones, são legais juro-vos 'kk \o/

nctzens stream em kick it e n esqueçam de usar o álcool em gel e n saírem de casa! :D

https://tellonym.me/hyuckflavors

*kisses.


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