História Without You - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Jiraiya, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Crime, Morte, Naruto, Romance, Sasusaku
Visualizações 43
Palavras 2.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello! Demorei de novo? Siiim, mas não vou pedir desculpas nem vou falar outra coisa, só queri dizer que o colégio é um dementador na minha vida hahahahaha enfim, nas notas finais colocarei alguns esclarecimentos.

Sem mais delongas, boa leitura ^^

Capítulo 8 - VII - Can't stop now


Décimo nono dia da morte de Haruno Sakura

 

 

— Sasuke-kun!

A garota rodopiava por entre as flores da campina verde em que estava, acompanhando-a estava um moreno de cara fechada que, apesar de parecer estar com raiva, estava se divertindo com a empolgação da jovem.

— Nós iremos ao baile juntos — ela disse pela nonagésima vez nas contagens do rapaz — Isso é tão incrível!

Já estavam no alto da campina de tamanho médio, lá se encontrava uma árvore de cerejeira com pétalas tão macias e rosadas quanto os cabelos da garota que rodopiava por entre as pétalas dançantes que caiam ao seu redor.

— Você já me disse isso, Sakura.

Os dois agora estavam parados, um de frente para o outro.

Os olhos negros do garoto miravam os verdes da menina com tanto afinco que após alguns segundos com esse olhar sobre si, as bochechas alvas da jovem adquiriram um tom avermelhado e ela desviou os olhos.

— Não me olhe dessa forma, Sasuke-kun — disse, mantendo o olhar ao longe — Sabes que não me sinto confortável assim.

— Assim como? — questionou o Uchiha, achegando-se para mais perto da rosada e a fazendo, instintivamente, dar alguns passos para trás.

— A-assim. — respondeu ela, tentando manter seus olhos em qualquer lugar que não fosse no rapaz a sua frente que mais e mais se aproximava de seu corpo.

Ainda indo vagarosamente para trás, a rosada sentiu a madeira da árvore atrás de si, impedindo-a de ir mais para trás. Com o caminho obstruído pela planta, ela observou o Uchiha se aproximar a tal ponto que sua respiração podia ser sentida em seu pescoço branco e macio, com pulsantes veias e artérias que talvez dissessem ao rapaz o quanto seu coração estava acelerado.

— Responda olhando em meus olhos, Sakura — disse ele, demorando-se mais nas sílabas da última palavra.

Os orbes verde-esmeralda da jovem se direcionaram temerosos ao rapaz a sua frente. O olhar dela sibilou desde a cintura dele até o ponto final, os negros e invasivos olhos do Uchiha.

— Não consigo me sentir tão confortável com você me olhando dessa forma. — disse de uma vez.

Sasuke sorriu de forma breve.

— Parece que você quer me devorar — sentenciou a jovem — É meio amedrontador...

— E quem disse que eu não quero te comer? — questionou-a, fazendo com que a vermelhidão nas bochechas da jovem que havia se dissipado surgisse ainda mais intensa.

 

 

A vida é engraçada e cruel.

Se alguém dissesse a Uchiha Sasuke que ele algum dia iria ver momentos íntimos entre sua namorada e ele na presença de várias pessoas ele negaria veemente que aquilo poderia acontecer. O irônico era que aquilo estava acontecendo nesse exato momento.

Há dois dias, Shikamaru havia ligado dizendo que terminara uma das partes de seu projeto. Ele não se lembrava de ter isso na ideia inicial, mas esperava que o Nara lhe fosse dar algumas explicações depois.

Assim que, novamente, chegaram a Konoha, o homem que solicitara sua presença não havia dito nada que pudesse situá-lo, somente lhe direcionara a uma espécie de assento e colocara algo semelhante a um óculos-capacete em sua cabeça.

“As explicações podem esperar, nós não podemos” ele lhe dissera.

Logo após ele posicionar corretamente aquilo em sua cabeça, o Uchiha ouviu zumbidos e visualizou uma cena que nem se lembrava de ter realmente acontecido. Mas ele não só visualizou como parecia estar presenciando aquilo em tempo real, sentindo o vento e a temperatura amena do local.

Ele só viu e sentiu aquilo até certo ponto, que foi o momento em que Shikamaru desligou o aparelho e retirou o capacete da cabeça do moreno.

Quando retornou ao mundo real, seus olhos estavam um pouco doídos e seu corpo estava meio dormente. Foram necessários alguns minutos para que recobrasse totalmente os movimentos.

Uma das primeiras coisas que visualizou após a abertura dos olhos, foi a pena nos olhos daqueles que o rodeavam. Eles também viram, constatou.

Pena.

Sasuke odiava aquele sentimento horrível que todos pareciam lhe direcionar quando mencionava Sakura ou algo que recordasse ela acontecesse. Para ele, era preferível não sentir nada a sentir isso. O ódio também era uma opção cabível no lugar de pena.

— Sasuke...

Ele focalizou seus olhos em Shikamaru.

— Você não pode ouvir, mas já iniciei algumas explicações para nossos acompanhantes — ele moveu o braço para mostrar o restante do pessoal.

Além de Neji que agora o acompanhava, Tenten e Temari também haviam ido. O Uchiha era contra aquilo, mas não pode fazer muita coisa diante a declaração de Tenten a respeito do assunto: Mesmo que você, Uchiha maldito, não queira que o ajudemos, nós iremos investigar por conta própria, Sakura não era só sua, ela tinha muitos amigos e amigas que estão dispostos a tudo para vingá-la e fazer justiça!

— Nós assistimos o mesmo que você por aquele telão ali na parede — o Nara apontou para a parte que ficava atrás do local em que Sasuke estava sentado — Vimos e ouvimos tudo por meio de sua perspectiva. Eu decidi não interferir nessa memória e deixá-lo a vontade em sua apreciação.

Agora o Uchiha compreendia melhor o porquê dos olhares pesarosos, eles tinham conhecimento de um dos momentos entre o casal e se doíam pela perda com a qual ele ainda sofria com as chagas.

— O esboço do projeto que desenvolvemos há alguns anos não tinha essa divisão que eu apresentei — ele iniciou — Pois bem, durante o tempo posterior à concepção da ideia que você me apresentou, eu tomei a liberdade de fazer modificações em sua estruturação e isso que você acaba de usar é algo decorrente de uma alteração que planejei e fiz.

Neji e o restante estavam sentados cada um em um canto diferente, eles pareciam tentar absorver melhor a explicação de Shikamaru. Apesar de ser algo simples de entender, a ideia do projeto era algo que necessitava de reflexão... Então era mais provável que estivessem dessa forma por que tentavam compreender o que o Nara havia lhes dito antes que Sasuke fosse retirado da submersão completa em que estava na memória escolhida por Shikamaru.

— Fiz mais algumas coisas, mas em resumo é isso.

O Uchiha permaneceu calado.

— Há alguma coisa que quer perguntar? — questionou-o o Nara.

— Não.

Após a negativa de Sasuke, o silêncio dominou o galpão.

Sim, ele tinha diversas perguntas, mas não iria direcioná-las ao amigo naquele momento. Como ele havia chegado naquela memória em especial? Por que ela? Certamente mais tarde eles conversariam a sós.

— É isso! — de repente exclamou Neji, chamando a atenção de todos.

Sendo questionado por diversos olhares, o homem de olhos perolados deixou os papeis que estava olhando em cima de uma mesa qualquer e pôs-se a explicar em quê estava pensando.

— O que o Shikamaru fez nos será muito útil no que vou propor — começou ele — No âmbito investigativo relacionado a área policial, é comum utilizarmos um método para a captura de suspeitos e o recolhimento de testemunhos.

Sasuke tentava se concentrar no que o Hyuuga dizia, mas sua mente continuamente teimava em voltar para o que vira há alguns instantes. Naquela espécie de simulação, ele sentiu até o cheiro adocicado e suave de sua cerejeira. Em sua cabeça, não era justo que houvessem levado sua amada.

Por que ela? Por que não outra garota? Por que logo agora? Por mais que tentasse não focar em Sakura e em como a encontrara, não conseguia. Sua mente o traía e quando menos podia perceber, seus pensamentos o levavam para caminhos cor-de-rosa que se tornavam vermelho-sangue e que se acabavam em penhascos de dor e sofrimento.

—... o método dos Círculos Concêntricos  — disse o perolado — Eu o estava utilizando quando adentrei na investigação, mas o deixei de lado logo que me retiraram do caso e, depois fiquei sabendo, as cancelaram.

— Mas como ele nos seria útil? — questionou-o Tenten.

Voltando a prestar atenção, o Uchiha tentou manter-se atento ao que estavam conversando sobre o assunto que mais lhe interessava no momento. Bem, na verdade era o único que o interessava.

— Espere eu terminar de falar, aí você entenderá o que estou querendo dizer — respondeu-a — Continuando, esse método consiste em pesquisar e untar informações acerca de pessoas próximas a vítima e assim tentar encontrar o motivo da morte. A pesquisa se move em círculos de proximidade, por isso o nome.

— Ainda não compreendo o que está querendo dizer, Neji — disse Tenten, visivelmente entediada.

— Eu terminei de falar? Não. — retrucou, mantendo-se com neutralidade que sempre era vista em seu rosto — Com essa... Máquina do Shikamaru, podemos acompanhar a vida de Sakura desde o seu nascimento até a sua morte, para podermos alcançar melhores resultados.

Terminando de falar, o Hyuuga direcionou um olhar provocativo à morena de coques. Era uma espécie de “entendeu?” de forma sutil e um tanto irônica.

— Mas a máquina consegue andar mais depressa ou mais devagar, pausar, retroceder? — questionou Temari que até o momento mantivera-se bastante quieta, somente observando os diálogos e as ações de seus companheiros.

Um silêncio se abateu sobre o local e a resposta que ela não queria ouvir ecoava sem ondas que a fizessem ser ouvidas por eles, mas que todos podiam perceber somente pela ausência de uma resposta.

— Certo — interrompeu a propagação daquela resposta sem som — Não irei ajudar na investigação nas ruas, ficarei aqui com Shikamaru para ajuda-lo no que for possível.

— Mais um... Que saco. — resmungou ele ao fundo.

Novamente o silêncio predominou.

Decerto levaria algum tempo até que os dois pudessem fazer as modificações necessárias na máquina. Sasuke não estava disposto a esperar, pois ele já perdera muito tempo parado, discutindo com pessoas inúteis e tentando fazer algo que ele sabia que não aconteceria: esquecer, seguir em frente relaxar...

— Três dias. — sua voz rouca ecoou pelo galpão — Vocês dois tem três dias para arrumar isso aí e nos darem informações precisas.

— É muito pouco! Você está louco? — exclamou Temari.

— Não me importo com o que acha, dei um prazo e quero que ele seja cumprido.

A loira iria continuar a discutir, mas algo nos olhos de Sasuke a impediu de continuar a contenda. A expressão do moreno era de apatia, inércia, mas o brilho maligno em seus olhos era amedrontador. Por um momento ela entendeu o porquê de a Sakura da memória não gostar de estar sob os olhos ferinos do Uchiha.

— Tenten, Neji e eu iremos agir nas ruas — iniciou Sasuke — Temari e você irão ficar por aqui. Há algo que eu necessite saber? — perguntou a Shikamaru, sem deixar sua poker face de lado.

O Uchiha tinha um certo dom para comandar. Talvez a luz maquiavélica em seus olhos tivesse alguma ligação com esse possível talento, mas isso era algo com um grau menor de importância. Apesar de Sasuke não agradar  todo mundo, eles ouviam o que ele tinha a dizer e normalmente obedeciam seus comandos.

— Eu irei precisar de mais algumas pessoas aqui — disse o Nara — Mas não se preocupe, irei informá-lo sobre tudo que acontecer por aqui.

— Muito bem. — falou — Aqui será nosso ponto de encontro, quartel ou o que quiserem chamar, não me importo com a denominação que escolherem. — continuou Sasuke.

Ele estava cansado de esperar pelos outros, agora estava tomando as rédeas daquilo que o interessava. Iria até o fim e nada conseguiria pará-lo. Sua inércia estava no fim e esse era o ponto em que estava voltando a se movimentar.

— Quero todas as informações que vocês tiverem a respeito do caso Haruno — disse aos outros três — Laudos, testemunhos, pistas, vestígios, fotos... Absolutamente tudo. Quanto mais rápido pudermos chegar a uma resposta, melhor.

Pensando sobre o enorme trabalho que o estava esperando, sentiu falta de Naruto e sua animação. O loiro seria de grande ajuda... Mas desde o dia em que brigara com ele, o Uzumaki não dera mais notícias. Que seja, pensou o Uchiha, se Naruto ainda se mantivesse como um cão fiel e idiota atrás de sua amada e adúltera mulher, que ele ficasse afastado mesmo... Dessa forma, ele ali só seria um grande estorvo.

— Sasuke?

Shikamaru estava chamando-o.

— Diga.

O Nara parecia estar escolhendo as melhores palavras para dizer o que estava pensando, o que não era algo muito comum. Geralmente ele dizia o que era necessário dizer, sem levar em consideração certas complicações que poderiam advir de suas palavras.

— Por acaso, Sakura teria tatuagens... Espalhadas pelo corpo?

Não, ela não tinha.

O Uchiha conhecia o corpo delgado e curvilíneo de sua rosada minuciosamente, uma tatuagem era algo que ele de forma alguma deixaria passar despercebido.

Antes que ele pudesse responder, Tenten disse exatamente o que ele estava pensando em falar.

— Não, o corpo de Sakura é imaculado.

Desconfiado do por que da pergunta de Shikamaru, ele esperou uma explicação para tal questionamento.

— Então me explique o que é isso nessas fotos.

 

 

 

 

Continua?


Notas Finais


E aí? Ideias? Suposições? Hahahahaha

O Tsukuyomi I é uma variação de um óculos VR, é na verdade uma mistura desse equipamento com mais outros apetrechos. Ele permite que o usuário e os que estejam na sala presenciem uma cena do passado de uma pessoa em especifico. Como ver o passado de alguém? Retirando material genético dela e introduzindo na máquina... Essa parte eu deixo para depois, mas deu pra ter uma ideia do que estou dizendo. No decorrer dos capítulos, ficará mais fácil de compreender a máquina.


Era só isso ^^ até o próximo (qualquer erro cometido, desculpa!).


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...