História Wizards Infinite - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Doce Abobora, Escolar, Fantasia, Magia, Monstros, Original, Poderes, Sobrenatural
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Palavras 1.979
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Deixei de capa do capítulo uma foto representando o Casamir, espero que goste!

Capítulo 3 - Medo de pessoas


Fanfic / Fanfiction Wizards Infinite - Capítulo 3 - Medo de pessoas

Quando entramos os olhares estavam em nós,  vários garotos e garotas se encontravam espalhados pelo lugar, sentados em sofás ou em pé.  Percebi que a maioria usava roupas parecidas, de tons cinzas  e escuras com detalhes dourados, alguns estavam usando capa, outros de camisas compridas e outros de moletons com grandes letras S.H.M.A. estampadas na frente. 

Eles as vezes apontavam para nós e chochichavam uns aos outros, eu podia jurar que falavam de mim, meus pés ficaram mais pesados com aquela recepção, quando pensei na porta aberta atrás de nós, ela se fechou em um baque que me assustou. 

Nosso grupo decidiu começar a andar quando uma mulher levantou o braço nos chamando para perto de uma bancada. Até agora eu não tinha reparado no lugar, o amontoado de luzes criava toda iluminação do lugar de um único e grande lustre de vidro que girava em sentido horário lentamente, a luz se refletia em sofás e poltronas de couro espalhados nas extremidades, a bancada se encontrava no final da sala que cruzava o caminho de duas escadarias que levavam ao segundo andar que dividia o mesmo teto que o primeiro, algo que a gente via apenas em filmes e mansões.

A mulher usava um avental branco com algumas manchas escuras, ela abriu um grande sorriso quando nos aproximamos.

- A viagem foi longa queridos? Hoje a noite eu vou cuidar de vocês para as atividades de amanhã - Ela pausou, remexeu no bolso no avental por alguns momentos e tirou três chaves com pequenos animais desenhados na base de cada uma. 

- Muito bem - Ela empurrou as chaves em nossas mãos,  a que parecia um peixe pra Maicon,  a com a imagem de coruja para Sorte e a de urso na posse de Selene - Os garotos podem dividir o mesmo quarto certo?Nada de bisbilhotar o quarto das meninas por favor. Agora como eu vou cuidar de vocês.. Podemos começar colocando algumas roupas mais confortáveis não é queridos?  No segundo andar vão achar seus quartos, as roupas já estão postas encima das camas, não se preocupem, todos os seus pertences vão ser estregues depois da cerimônia de amanhã.  Alguma dúvida meus queridos? 

Ela sorria outra vez esperando alguma pergunta.  Senele não disse nada para nenhum de nós,  subiu rapidamente  nas escadas mais próximas e sumiu de  vista. 

- Tem algo pra comer? Eu to morrendo de fome - Maicon falou enquanto olhava em volta o silêncio estava me deixando desconfortável .

- As 22h o jantar vai ser entregue aqui na recepção,  estejam prontos até lá queridos. 

Agradecemos e seguimos para cima, com os olhares, do que pareciam ser dos alunos em nossas costas.

O segundo andar era composto por longos corredores que davam para muitas portas, cada uma com a imagem de um animal diferente na frente, no final de cada corredor havia arco de madeira que dava para o lado de fora em uma sacada.

Sorte rapidamente achou sua porta e nos deu tchau, demos duas voltas em um dos corredores, até que encontramos a nossa, a porta de madeira vermelha se abriu ao encostar a chave na fechadura, dando lugar para um quarto espaçoso e aconchegante , haviam três camas divididas em espaços simétricos, um baú no pé de cada uma, do outro lado do quarto encostados na parede haviam três mesinhas com uma cadeira em cada igualmente posicionadase abaixo delas tapetes curtos de cor verde iguais, no final do quarto haviam duas janelas grandes.

- Vocês gostam de simetria heim - Deixei escapar, os dois riram do meu lado.

- Alguns de nós gostam das coisas assim, eu pelo menos me sinto confortável - Lupus falou enquanto sentava em uma das cadeiras e fechava os olhos em uma tranquilidade profunda.

Maicon chegou perto da primeira cama e pegou algo,  era um moletom cinza junto de um pedaço de papel. Rapidamente cada um de nós escolheu sua cama e leu o bilhete, era uma carta de boas-vindas com nossos nomes , assim como algumas explicações, lamentando a inconveniência de chamar os alunos mais cedo do tempo esperado para o início das aulas e que amanhã cedo seria a cerimônia de abertura da academia. Meu papel tinha uma orientação adicional: Depois das atividades de amanhã por favor falar com o diretor sobre minha situação.

Lupus vestiu uma camisa longa de lã e Maicon preferiu um moletom grosso, enquanto eu, preferi pegar uma cadeira e sentar na frente da janela quando eles saíram, me deixando sozinho.

Lá fora eu conseguia ver árvores e arbustos que formavam um meio-circulo em volta desse casarão,  um garoto de cabelos brancos estava sentado em um único banco perto das árvores com um livro na mão, ele parecia ler em voz alta, levantou a mão e a balançou no ar por alguns segundos. Nada aconteceu. Suspirei, ele parecia frustado, ficamos quase o resto da noite daquele jeito, ele lia, se mexia e fazia cara feia, eu fitava,  jogado na janela esperando algo acontecer.

O relógio de parede estava quase dando 22h, a fome estava começando a bater , voltei a encarar uma última vez o rapaz, uma garota havia aparecido do tempo que eu não olhava, ela tinha cabelo escuro e roupas verdes, por um momento a menina chegou perto dele e falou sorrindo, algo havia funcionado, ele balançou a mão e uma esfera de brasas se formou flutuando lentamente até o chão,  consegui ouvir a risada dos dois mesmo aqui de cima, após isso só levantei , peguei uma jaqueta da escola e decidi seguir para o primeiro andar.

Depois de fechar a porta e encarar o corredor senti o frio que estava fazendo, parecia uma noite de outono mesmo quando estávamos na primavera, dei alguns passos enquanto via jovens andando apressados juntos, as pessoas pareciam estar se divertindo, o barulho lá em baixo de vozes era alto e eu... exitei por um momento no topo da escada vendo todas aquelas pessoas, não era pra mim aquilo, dei meia volta e segui de para o corredor, eu estava sem ar, era muita gente, muitos olhares, muita coisa pra mim, socorro.

Parei de caminhar ao esbarrar em um apoio de concreto, respirei fundo, ofegante encarei as árvores por um momento e um.. campo de futebol americano. Eu me encontrava em uma das sacadas do segundo andar, estava frio, mas era reconfortante estar sozinho por um momento.

Era o que eu achava. 

Algo se mexeu do meu lado e uma garota linda de cabelos longos e loiros encostou no concreto, ela usava uma camisa escura com um nome de banda de rock estampado na frente, uma jaqueta jeans e um short jeans, seus olhos azuis me encaravam quase brilhavam, sua maquiagem escura deixavam seus belos olhos ainda mais evidentes, eu corei um pouco devido aquela aproximação repentina, ela segurava um celular vermelho bastante interessante.

- A vida aqui é um pouco demais pro garoto normal aguentar? - Selene falou em um tom de deboche.

- Não é - Virei o rosto para longe dela com vergonha, a garota suspirou e encostou os braços pra fora da sacada .

- O que você tem garoto? - Fiquei confuso - Você quase não abre a boca, fica longe dos outros, não me olha nos olhos quando eu falo com você, qual teu problema? 

Senti uma pontada de raiva quem ela pensava que era pra vir faland essas coisas de mim?... Mas,  eu já esperava que isso fosse acontecer cedo ou tarde, só não imaginava escutar assim tão rápido.

 Sem olhá-la apenas ri forçadamente e tirei algumas palavras da boca:

- Você tem razão eu não falo muito... me desculpa - Encarei o nada na minha frente.

- Porquê você faz isso? Eu te fiz alguma coisa? Pra qualquer um de vocês? Droga! 

Encarei ela surpreso.

- Oi? Me desculpa? - Falei confuso quando vi aqueles olhos azuis se encherem de lágrimas. 

- Sabe, eu imaginei que isso ia acontecer, pra onde eu for, todo mundo precisa me lembrar de quem eu sou, tudo isso - Ela apontou com as mãos em volta, devo lembrar que continuo confuso? - E aquela cena quando chegamos, todo mundo me  encarando, falando de mim e do meu pai pelas costas, eu não suporto mais isso, ate mesmo aqui, sabe não  sou uma boneca de porcelana, você entende que eu tenho sentimentos também?

Selene me fitava séria com os olhos vermelhos, mordi os lábios e me encostei no apoio de concreto, ficando de frente pra ela, eu tinha que falar algo não tinha? Ela parecia desesperada, cara, onde eu fui me meter.

- Eu não sei se entendo você, me desculpa, a minha vida toda eu sempre... tive medo de multidões, tentando a todo custo ficar longe delas, eu tenho essa coisa, esse meso inexplicável, tipo, perto de mais de seis pessoas eu já  fico apavorado, pre mim é horrível ser o centro das atenções, prefiro morrer do que ter gente falando de mim... e você parece estar no centro das atenções não é?

Ela absorvia tudo que eu falava com muito interesse em seus olhos, conversar um pouco sobre isso também me fazia bem, naquele lugar estranho com gente estranha, por alguma razão eu me sentia bem, talvez ela me entendesse?  Era isso que eu via naquele olhar? Decidi continuar.

- Meus pais - falei - Nunca foram os melhores cidadões do mundo, a última  cidade que eu morei era bastante pequena então tudo que acontecia por menor que fosse virava uma fofoca entre todo mundo da cidade. E meus pais estavam sempre aprontando algo, problema com bebidas, dever dinheiro, bater no filho... e muita coisa não muito legal. Toda vez que eu chegava na escola era um assunto diferente pra me importurnar, que eu era um fodido igual os pais, que eles fizeram algo de ruim pra comunidade,   era horrível viver assim sabe... - Apertei meus pulsos com força - Mas continuei sobrevivendo, quando não faziam eu sentir vergonha eles aprontavam comigo, era um pesadelo... acho que é por isso que me joguei nesse lugar de braços abertos, acho que qualquer coisa é melhor do que aquilo. Então vai que aqui pode ser diferente pra você também? 

Ficamos uns bons minutos sem dizer nada, olhando e desviando olhares um do outro, ela suspirou, limpou as lágrimas do rosto e sorriu pra mim.

- Obrigada Cas, de verdade...

Cocei a cabeça e sorri constrangido, pensei em perguntar porque ela estava daquele jeito, mas o clima estava tão bom que eu não queria estragar.

- Se precisar de ajuda em qualquer coisa aqui, pode me chamar tá?  - Ela disse.

Confirmei com a cabeça olhando para o chão. Um segundo depois uma mão tocou meu cabelo e puxou ele com força para traz.

- E Cas, olha pra mim quando a gente tiver conversando, ou essa amizade não vai rolar, OK? - O olhar dela me deu um pouco de medo.

- Ok Selene, já pode soltar o topete, por favor? - Supliquei, aquilo doía. 

Conversamos mais alguns minutos até Sorte, Maicon e Lupus nos encontrarem, a janta já estava sendo servida fazia algum tempo,  Selene foi para o quarto dela e não a vi mais aquela noite. 

O jantar foi mais normal do que eu esperava, não era um banquete mágico onde talheres voavam e cordeiros e pão apareciam de dentro das mesas. Senhora Espinoza, a moça de avental,  estava no centro da sala acompanhada por quatro mesas de rodinhas que tinham várias comidas espalhadas como um buffet, peguei um prato e devorei tudo na companhia do meu grupo em uma mesa de madeira que tinha na entrada lá ao lado de fora. Tive de insistir para sentarmos lá naquele canto, fiquei aliviado que consegui convencê-los. 

Passei o resto da noite vendo pequenas luzes azuis nas extremidades das arvores pelo terreno e imaginando o que Selene estaria fazendo, fomos dormir perto da meia-noite,  o sono veio tão rapido quanto deitei, uma noite de sonhos estanhos você pode imaginar.

Porém nenhum sonho me preparou para o que eu iria enfrentar amanhã. 



Notas Finais


Espero que tenham aguentado toda narrativa até aqui, obrigado leitor, você é demais! Prometo que vai ter mais ação daqui pra frente! Se estiver gostando, deixa sua sugestão ai nos comentários ou um alô! Isso me deixaria muito feliz. Obrigado outra vez e ótima leitura, até a próxima.


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