História Wolf - Capítulo 23


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Vhope, Yoomin
Visualizações 68
Palavras 965
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Russian roulette


Fanfic / Fanfiction Wolf - Capítulo 23 - Russian roulette

O perigo iminente torna o pulsar nas artérias uma adrenalina viciosa. O moreno que dormia ao seu lado apenas utilizava uma aliança no anelar esquerdo, sua mão premia-se contra os dedos do Psiquiatra em um contato romântico costumeiro. A vida calma não era de todo... Tranquila. O Dr. Park olhou o fuzil em seu criado mudo, seu esposo Jeon gostava de manter as armas facilmente ao alcance. As de grosso calibre eram as suas favoritas, mas ele utilizava e guardava desde revólveres até metralhadoras em sua residência.

Alegava que era para a proteção de ambos e Jimin não mais questionou. O trabalho na polícia deveria ser motivo suficiente para tomar tais medidas insanas, o juiz Namjoon também costumava manter armas em casa pelo que soubera. O médico não sabia atirar e o companheiro lhe disse que não havia necessidade, pois Jungkook o protegeria.

– Acha que sou perigoso, Jimin? – Indagou Jungkook ao abrir os olhos e fitá-lo. O loiro apenas assentiu de forma positiva. – Nocivo para você? Eu sempre o protegi, tudo o que fiz foi por você e por mim. Por nós.

– Eu sei Jungkook. – Disse. O moreno aborreceu-se, sabia que seu marido era o primeiro a despertar e costumava analisá-lo. Isso o incomodava profundamente, necessitava de lealdade cega e desenfreada. O controle deveria ser apenas seu e de mais ninguém. O policial sentou-se na cama, retirou um revólver dentro de seu criado mudo e entregou-o a Jimin.

– Está vazia. Aperte o gatilho contra a sua cabeça. – Ordenou Jungkook. O loiro olhou-o surpreso e assustado. Aquela atitude irracional não fazia sentido para ele, sabia que Jungkook queria uma prova de sua confiança... Mas não entendia o porquê do moreno guardar uma arma descarregada. Ele teria se cansado do casamento? Ele queria matá-lo e fazer parecer suicídio?

Jimin não era tão destemido quanto Jungkook, suas mãos tremiam ao segurar o revólver. Sentia o peso e o pavor das consequências. Imaginou seus miolos estourando após seu crânio se partir com a bala. O marido posicionou a língua contra a parte interna da bochecha, empurrando-a em um gesto de visível irritação. Tomou a arma de suas mãos e apontou-a contra o loiro, depois posicionou contra a própria cabeça e apertou o gatilho.

– Está vazia, eu disse. – Retrucou ao sair da cama. – Se eu quisesse te matar já estaria morto. Lembre-se disso.

O médico aprendeu que a fúria de Jungkook provinha do fato de retirarem dele o comando. Colocá-lo em uma situação de dependência e fragilidade tirava o poder que ele se orgulhava, Jungkook era um narcisista muito arrogante. Jimin estava particularmente apreensivo naquele dia, afinal escondia um pequeno segredo de seu marido.

O policial vestiu-se com trajes normais e saiu de casa sem dirigir-lhe a palavra. Pegou o próprio carro e foi para o centro de investigações criminal do FBI.  O loiro fez exatamente o mesmo e se dirigiu ao mesmo local. Apresentou-se aos detetives e delegado e sentou-se em uma cadeira, Namjoon havia o recomendado para uma vaga que surgiu e ele estava muito tentado a aceitar. Trabalhar na construção do perfil criminal de Assassinos em Série parecia um avanço em sua carreira. Jimin aceitou o trabalho.

J-Hope cumprimentou-o ao estender-lhe a mão, se tornou um excelente delegado e havia noivado Taehyung que se tornou um implacável promotor público. Tudo parecia se encaixar bem em uma relação familiar, embora o trabalho fosse macabro.

– Temos que caçar muitos monstros aqui. Será muito bom ter sua ajuda Dr. Park. Temos que lidar com os piores dentre os piores. Assassinos em massa e assassinos em série. – Disse J-Hope.

– Por favor, diga-nos o que acha quanto a esses dois tipos de seres. Na sua opinião profissional. – Disse Taehyung ao finalmente olhá-lo nos olhos após largar alguns processos que lia.

– Assassinos em série sempre existiram, costumeiramente chamados de assassinos em massa nos primórdios, pois não havia muita experiência científica para ligar crimes através de provas forenses. Mas sabe-se que assassinos em série devem possuir no mínimo 3 vítimas, deve haver lugares diferentes onde pratica seus assassinatos e intervalos de tempo. Diferente do assassino em massa que mata muitos no mesmo local e sem intervalo de tempo. Serial Killers são psicopatas, nem todo psicopata se tornará um Serial Killer, mas é evidente que os mais tenebrosos Serial Killers são psicopatas. – Disse Jimin.

– Alguma dica principal para reconhecermos um psicopata potencialmente perigoso? – Perguntou Taehyung. Ele estava muito interessado no assunto para utilizar dicas durante os julgamentos.

– Não há dica. Apenas alguém extremamente próximo e com conhecimento o bastante pode ser capaz de averiguar um psicopata... E mesmo assim será impreciso. – Disse o loiro.

– Na sua opinião... Meu irmão pode se tornar um Serial Killer? – Indagou o promotor ao olhá-lo fixo. A pergunta se perdeu no ar, Jimin não saberia responder racionalmente. Não havia resposta para aquela pergunta. – O chamamos aqui a pedido de meu pai, mas serei claro Jimin: sua competência será testada. Deve ficar de olho nos assassinos que estão na rua e naquele que está dormindo em sua cama.

Algumas batidas na porta interromperam a conversa. Trajado em roupa azul de tom escuro e com um colete negro com o nome “S.W.A.T”, seu marido entrou no recinto. Olhou-o de forma enigmática, não revelando se ouvira algo da conversa.

– Creio que já conhece o Dr. Park, oficial Jungkook. Ele é o novo Psiquiatra que nos ajudará a montar o perfil criminal dos assassinos em série. – Disse J-Hope com um sorriso largo.

Jungkook digeriu a informação com seriedade, permaneceu com os olhos fixos em Jimin sem esboçar alguma reação além daquela. Ele era extremamente difícil de compreender.

– É um prazer conhecê-lo. Eu sou o oficial Jeon Jungkook, capitão da unidade de armas e táticas especiais. SWAT. – Disse com uma voz fria e cortante.

Talvez a Guerra estivesse nas ruas e novamente... Em sua casa.



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