História Wolf - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Saga, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 2 - Te conheci


Fanfic / Fanfiction Wolf - Capítulo 2 - Te conheci

Um ano antes... 

  A noite estava malévola mas bela, pudi ouvir vários uivos, sei que não sou o único mas nunca realmente encontrei alguém como eu, nunca senti a presença e nem o cheiro de alguém como eu, apesar disso... Me divirto, pode parecer loucura, e que talvez eu realmente tenha enlouquecido, mas acredite, estamos em todos os lugares, somos qualquer pessoa, às vezes nem sabemos o que somos até nós transformamos aos catorze anos. Foi o meu caso. Uma maldição por toda vida. 

  A lua estava cheia e parecia não parar de crescer, como se fosse colidir com a terra a qualquer momento, às árvores estavam secas e contorcidas entre si, alguns quilometros dali pudi ouvir barulhos de música, uma festa talvez.  Corri para aquela direção da música, uma festa quer dizer bebidas, bebidas quer dizer "hora de nos embriagar", mantive minha forma de lobo até metade do caminho, quando eu estava próximo me transformei em humano de novo, apesar de que...  

  - De novo. Digo pra mim mesmo. 

Eu estava nu, sempre me esqueço disso, mas havia umas roupas estendidas ali próximo, fui na direção do varal de roupas, e estranhamente havia roupas que couberam em mim, fui o mais discreto possível, a música rolava ali perto e pudi ouvir muitas pessoas falando.  

- Parado bem aí.  Diz uma voz logo atrás de mim, paralisei, fui pego.  

- Puta merda! Digo. 

  - Você tem um péssimo linguajar, vire-se, o que faz aqui? A propósito essa é minha calça. Quem é você?  Diz a voz.

  Quando me viro para ver, é apenas um homem alto, branco, assustadoramente lindo. 

  - Ah, bem... é que... eu estava passando por aqui, sabe...  Digo sem ter uma boa desculpa.

 - Você é péssimo em desculpas, você estava pelado que eu vi, porque estava pelado? Pergunta o cara.

  - Ah, não posso dizer. Digo, cansado daquele papo todo, queria ir embora, aquilo já me foi bastante constrangedor.

 - Se eu te falar teria que te matar, e acredita você me parece delicioso. Digo. 

  De repente os barulhos da festa viram gritos de horror, algo muito estranho acontecia, a música continuava tocando, mas as pessoas gritavam de forma histérica. Olhei na direção, apertando os olhos para ver o acontecia, algo os atacava, mas não vi ao certo o que. 

  - Você precisa entrar.  Digo para o homem, dessa vez eu o olhava sério, sem esconder minha peculiaridade.

  - Você... o que está havendo? Me pergunta o homem, confuso, olhava para a direção da festa, tentando ver algo.  Eu não podia esperar pra ser morto, a janta estava sendo servida, peguei o homem pelo punho e o arrastei para o que supostamente achei que fosse a casa dele, eu ainda estava sem camisa, apesar do frio. 

  - Onde está me levando? Me diz o que está acontecendo? Me pergunta ele, tentando frustramente se soltar.  Entramos na casa, e o levei para o segundo andar, havia um corredor com algumas portas. 

  - Qual seu quarto? Pergunto a ele, sem olha-lo, meus olhos já não eram humanos, estávamos no escuro e eu precisava enxergar.  

- Esse a direita.  Me diz ele apontado a porta, me perguntei como ele conseguiu enxergar, já que, estava totalmente escuro.  

O arrastei até o quarto, procurei um lugar para nós esconder, eu podia ouvir eles vindo pra cá, sentiram nosso cheiro, mas eles não tem certeza do que realmente sentiram.  

- Precisamos nos esconder...  Digo ao homem, que agora não me parece tanto um homem, e sim um garoto assustado. 

  - Podemos entrar no armário, ele é enorme, cabemos nele. Diz o garoto, me levando para o armário a alguns metros, ele me levava no escuro total, ele conseguia enxergar no escuro, isso foi bem óbvio agora.  Entramos e fechamos a porta, estávamos um de frente para o outro, a respiração dele estava irregular e seu coração pulsava muito rápido, podia ouvir. Sou um lobo afinal.  

- Voc... O interrompi antes que ele dissesse qualquer coisa, coloquei minha mão sobre a boca dele o aproximando mais de mim.  Eles haviam entrando na casa, não estavam satisfeitos com o jantar, senti cheiro de morte, e de algo assustador, mas mantive a calma. Esperamos por uma hora e meia mais ou menos.  

 - Acho que já foram... Digo, me afastando do garoto, e de toda aquela áurea sexual dele, aquele cheiro. Com certeza, esse garoto não é normal.

  - Quem eram? Me pergunta ele, me encarando no escuro.  

- Não importa. Digo - Agora me diga, o que você é? Pergunto a ele, sem rodeios.

  - Sou eu mesmo. Responde ele, vagamente. 

  - Isso não respondeu a pergunta. Digo a ele, sem esconder a raiva.  Saímos do armário, vi uma cama bem grande logo a frente, fui em direção a ela e joguei meu corpo, semi nu, nela. Me virei e o garoto estava parado me olhando, havia algo de muito peculiar nele, ele parecia ter uns 19 anos, acredito, mas a forma como ele age..

  - Eu me chamo Quinze, e você? Pergunto a ele, enquanto me ajeito na cama que supostamente acredito ser dele.

  - Tobias... me chamo Tobias.  Diz ele, desviando o olhar. - Você é um deles né? Me pergunta ele, com uma voz quase triste.

  - Não exatamente. Diferente deles, não janto humanos.  Digo a ele, soltando um sorriso, mostrando minhas presas de lobo.  

 - Eu preciso ir, o dia logo vai amanhecer, e eu preciso dormir pelo ao menos um pouco. Digo, me sentando na beirada da cama.  Olhei para o quarto, não havia muita coisa, parecia mais um lugar abandonado, intrigante. Tobias permaneceu calado. Levantei da cama e comecei a andar pelo quarto, olhando e mexendo no que tem nele. 

  - Você é curioso. Diz Tobias.  

- Sou, mas nem tanto. Responde, sem olhar para ele.  

- Hm... Quantos anos você tem? Pergunta Tobias. 

  - 32 anos.  Digo a ele, meio sem jeito.

  - Nossa, você parece ter bem menos que isso. Diz Tobias, aparentemente perplexo. 

  - E você? pergunto.

  - 13

  - O QUE?  Olho pra ele, não acreditando naquilo.

 - Você está brincando. Ele continuou calado e olhando sério pra mim. - Não parece, parece mais. Digo.

  - Eu sei... Diz Tobias olhando pro chão, timidamente.  Volto pra cama e me deito, tenho idade pra ser pai dele, que terrivel, sorrio comigo mesmo enquanto Tobias me olha sem entender. Até que me toco, que estamos totalmente sozinho ali. 

  - Onde estão seus pais? Pergunto.  

- Não tenho, eu moro sozinho aqui, é uma casa abandonada. Diz Tobias, vindo em direção a cama e sentando na beirada.

  - Ah...  Digo nada, mas quero abraça-lo, aquela áurea sexual dele é muito forte. Me controlo, é só uma criança, penso comigo mesmo, uma bela criança.  Tobias se deita ao meu lado, e se embrulha no único coberto.

  - Lamento. Digo a ele, realmente lamento, muito.

  - Você pode dormir aqui se quiser, é sempre assustador estar sozinho neste lugar. Diz Tobias se encolhendo no cobertor. 

  - Vou ficar aqui então. Digo a ele, sorrindo, a lua ainda estava presente, mas felizmente eu já havia me transformado, eu não precisava mais.

  Deito-me ao lado de Tobias, puxo um pouco o coberto pra mim, estamos bem próximos que eu podia ouvir sua respiração. Tão bonito. Fecho os olhos e durmo. Sinto que isso, foi incrível... 


Notas Finais


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