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História Wolf ( O livro de Talya) - Capítulo 3


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Capítulo 3 - III


- E lá vai a traidora. – Falo observando da minha mesa no refeitório minha prima Marry se juntar a sua Best, como ela diz, na mesa dos lobos do oeste.

  Duplamente traidora, ela trai a família e os caçadores.

- Deixa a sua prima em paz. - Esther adverte colocando um papel a minha frente.

- Que isso? – Vince pergunta antes de mim. 

- O trabalho de biologia sobre combinação genética. – Esther responde e eu pego o trabalho observando o belo D na nota. – Você estava ocupada matando aula, então eu peguei pra você.

- Se reprovar em biologia seu pai te mata. – Yanka fala tomando o trabalho de mim.

- Não é a biologia, é a genética, isso é difícil, tem um monte de detalhes idiotas. – Eu reclamo precisando dar um jeito nisso. – E meu pai só me mataria se ele conseguisse se adiantar da minha mãe.

- O último ano é uma merda mesmo. – Yanka fala devolvendo o trabalho.

- Você pode pedir ajuda com a matéria. – Vince sugere e a ideia me parece boa, talvez se alguém além daquela professora chata me ensinasse eu conseguisse aprender.

- Quem é o melhor aluno em biologia? – Pergunto animada com a ideia, mas ninguém me dá a resposta. – Fala gente.

- Então... – Esther fala apontando para trás na direção da mesa da matilha do oeste. – A Bianca só tira nota máxima em biologia.

- Em qualquer matéria. – Vince resmunga e nego a ideia.

- Arrumem outra pessoa. – Adverto, eu reprovo em biologia, mas não me junto a Bianca.

- Quer mesmo reprovar justo no último ano? – Esther questiona me encarando e não eu não quero reprovar no último ano, mas...

- É a Bianca, eu odeio ela. – A lembro e Vince nega com a cabeça.

- A garota nunca te fez nada, você que é doida. – Vince acusa fazendo Yanka rir e eu olho para Esther em busca de defesa, mas ela apenas dá de ombro.

- Vocês não vão se tornar melhores amiga só vão estudar juntas, o que já fazem. – Esther conclui apontando ao redor. – Para de ser mimada e pede ajuda.

 

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  Assim que a aula de física acaba eu me forço a engolir meu orgulho e para frente a mesa de Bianca que parece distraída com uma foto na mão.

- O que é isso? – Minha pergunta parece assustá-la, pois ela se sobressalta.

-Na-nada. – Ela responde surpresa guardando a foto dentro do livro antes que eu possa ver. – O que você quer? – Dessa vez o tom e ríspido e eu sorrio, mas eu não estou feliz, apenas não preciso que ela saiba disso.

- Preciso de ajuda em biologia. – Sou direta, quanto mais rápido eu passar por essa tortura melhor, mas dessa vez ela ri.

- Está pedindo ajuda com a matéria? – Ela questiona segurando o riso mantendo o livro sobre suas mãos.

  O que ela esconde?

- Estou. – Respondo não tendo mais um sorriso.

- Pra mim?

- Tá vendo outra pessoa aqui? – Questiono o óbvio já impaciente com esse risinho irritante dela.

- Inacreditável. – Ela fala se afastando da mesa. – Até pra pedir ajuda você é ignorante. – Eu apenas ignoro a fala pegando o livro para descobrir o que ela escondeu.

- Me devolve Talya. – Bianca fala desesperada o que só me empolga mais a folhear o livro, mas ele é tomado de mim antes de eu ache a foto.

- Relaxa Bianca é só... – Eu paro ao notar a foto cair no chão virada para baixo, eu a olho rapidamente a vendo olhar para o chão e me apresso pegando a foto por pouco antes dela.

- Não faz isso, me devolva. – Bianca pede enquanto eu pego distância e olho a foto.

  Apesar de não esperar, eu não me surpreendo ao ver a foto do meu irmão que tinha na casa do meu avô.

- Quem te deu isso? – Questiono balançando a foto a vendo ir pegar.

- Não é da sua conta. – Ela fala tentando pegar, mas eu não deixo. – Para de ser tão ruim.

- Ruim? Me acha ruim? – Questiono devolvendo a foto. - Ruim é quem te deu isso te fazendo cultivar sentimentos por quem não liga pra você. – Digo a verdade que aparentemente ela não sabe.

- Esta mentindo. – Ela nega o óbvio voltando pra sua mesa. – Apenas não podemos ficar juntos. – A sua fala me faz rir, de fato ela não sabe.

- Porque ele não gosta de você, ele não te ama, ele nem mesmo lembra que você existe. – Eu digo me aproximando dela, provocando sim uma dor que ela merece, mas me assusto quando ela se vira de repente e eu sinto parte da minha face esquentar com o tapa que ela deu, eu tento revidar, mas ela segura minha mão pelo pulso.

- Quem pensa que é pra falar de amor se você é incapaz de amar alguém além de si mesma. – Ela questiona com fúria na voz. – Você não faz ideia do que eu e seu irmão sentimos, se soubesse, se pelo menos entendesse o valor de um sentimento assim, jamais faria descaso. – Eu sou obrigada a rir da sua cara por manter essa ilusão.

- Eu estou te dizendo a verdade, se não acredita vai perguntar a sua amiga, aquela que provavelmente te deu essa foto. – Advirto.

- Não tem nada de verdade no que você diz. – Bianca adverte afrouxando a aperto em meu pulso. – Se não estamos junto é porque ele teve de ficar com outra. – Ela afirma descendo nossas mãos e eu nego com a cabeça.

- Se não estão junto é porque ele não quer ficar com você. – Reafirmo, para o meu prazer e para o fim das ilusões dessa pobre coitada, eu faço questão de colocar as cartas na mesa. – A Andrea morreu. – Eu conto e ela ergue o olhar pra mim surpresa. – A quase um ano. – Completo e ela volta a apertar meu pulso tensa. – Ele podia ter vindo atrás de você depois do luto, mas não veio, ele não quis, ele não quer. – Ela me solta negando com a cabeça. – Você foi um namorinho idiota de verão.

-Esta mentindo só pelo prazer de me causar dor. – Bianca fala negando e eu sorrio, pois o prazer está em não precisar mentir, mas eu desfaço meu sorriso ao ver seus olhos embargados, uma tristeza genuína refletidos neles, em tantos anos de implicância eu nunca causei tal reação. – Ele voltaria, ele... ele pelo menos falaria comigo.

- Não, nem isso ele quis. – Eu digo indecisa sobre o prazer disso, mas não podendo recuar. – Pra ver o quanto vale pra ele, nada. - Outro tapa, dessa vez um mais forte,  o som ecoa pela sala e em seu olhar a uma tristeza misturada com ódio.

- Você é o pior tipo de ser que não podia existe, você sente prazer vendo as pessoas sofrer. – Ela acusa, mas os rótulos deixaram de me incomodar a muito tempo.

- Só você na verdade. – Provoco sorrindo e ela nega com a cabeça esboçando um falso sorriso.

- Pois parabéns, finalmente me venceu. – A sua fala me surpreende, me choca, depois de anos de brigas e discussões eu nunca pensei a ouvir declarando derrota. – Achou meu ponto fraco. – Ela aplaude sínica e lágrimas escorrem por seu rosto, agora tudo isso não me parece valer tanto, eu não esperava uma rendição, não é assim que funciona. – Agora esqueça minha existência Talya e vai gastar suas energias aprendendo a abrir um livro e estudar.

  Ela pega as suas coisa e sai me deixando só na sala com uma sensação incômoda de erro.

  Mas eu só estava juntando o útil ao agradável.

  Eu saio da sala me negando o sentimento de arrependimento sobre Bianca, ela não merece, ela não é a mocinha, ela é tão vilã quanto eu. Eu pego minha coisas e saio da sala vendo Bianca de frente a uma parede com o celular no ouvido e eu posso notar algumas gotas de lagrimas caindo no chão com Marry do lado.

- O que foi Bia? – Marry pergunta preocupada enquanto Bianca parece desistir da chamada.

- Ele não me atende. – Bianca fala olhando a tela de celular.

- Ele quem? – Marry questiona tomando o celular e verificando algo.

- Ela disse a verdade, ele mentiu pra mim, eu fui só mais uma na vida dele. – Bianca fala aos prantos abraçando Marry que olha em minha direção e assim que ela me nota a uma fúria típica da minha família em seu olhar.

- Vamos sair daqui e conversar melhor. – Marry fala se afastando com Bianca e a sensação de erro aumenta.

  Ma seu não menti, se ele realmente gostasse dela teria voltado.

- Caramba, era pra pedir ajuda não traumatizar a garota. – Yanka fala e só então eu a nota ao meu lado. – Seja lá o que fez, dessa vez pegou pesado.

- Cala boca. – Falo me negando essa merda de culpa sobre Bianca e seguindo meu caminho.

 



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