História Wolf Soul - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Jikook, Namjin, Taegi, Taeyoonseok, Vhope
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Palavras 4.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Votei meu povo lindo! Esse capítulo tem um fim meio tenso, acho...

Espero que gostem!

Capítulo 8 - Convivendo...


Dois dias depois.

V achava que já tinha visto de tudo em sua curta vida. Mas não era bem assim...

Sempre viveu dentro de um templo na floresta rodeado pelas cabanas da matilha. Todos lhe tinham voto de respeito e lealdade. Todos abaixam a cabeça ao falar consigo e mal questionavam suas perguntas ou as poucas ordens que deu na vida. Nunca brigavam consigo, a não ser seu pai. O grande rei Yiung.

Por ter nascido com os dons dos ancestrais foi tirado com dois dias de nascido da Coréia e levado para seu novo lar, a China. Seu pai era nativo de lá e já rei, então a matilha não se opôs ao pequeno bebê que cresceu cercado de mimos e mistério.

V só conhecia o mundo através do que um dia viu e sentiu dos poucos amigos que teve e dos estranhos que sem querer lhe tocavam. O loiro tinha sim aceitado o destino de ser submisso e cativo ao alfa que um dia lhe teria. Não sonhava com romance ou o amor à primeira vista que tanto ouvia falar, mas acreditava em almas gêmeas... Afinal na sua matilha existiam algumas.

O lado bom de toda sua vida foi que seu pai nunca lhe escondeu nada. Desde muito novo sabia que se casaria e o alfa assumiria tudo... O seu papel era procriar e cuidar do seu alfa. Como tinha se conformado sem lutar, seu pai apiedou-se e lhe mostrou outro mundo às escondidas.

O mundo dos humanos.

Nunca se esqueceria de quando os viu a primeira vez.

Eram tão... Normais... Comuns...

Seu pai tinha lhe contado tudo que sabia, tudo que a tecnologia humana estava fazendo, isso até que lhe fascinou um pouco, porem sua mente o lembrou que não poderia gostar disso, afinal ele se casaria com alguém tomaria conta de sua vida.

Então o desejo e curiosidade pelos humanos murcharam como uma flor dentro de si.

Soube tudo que tinha para saber e deixou guardadinho dentro de si. Então chegou o dia... Casar-se-ia com o rei da Coréia, voltaria ao local de origem e lá viveria pelo tempo que a Mãe floresta lhe permitisse. O bom era que poderia levar um dos seus sacerdotes... E com certeza escolheu o seu segundo amigo dentro do templo.

Jae.

Conheciam-se desde crianças... Onde por medo os pais do loiro o fizeram sacerdote, para evitar alfas. E logo de cara viraram amigos... E quando soube que poderia levar alguém para servi como conselheiro também não evitou chamar o loiro.

E assim eles iniciaram a nova vida.

-Vai ficar encarando a minha janela até quando?

Dando um pulo assustado o ômega se voltou ao humano de cabelos de fogo. Ele lhe encarava assustado também. Aquele humano era muito estranho, ele que lhe dava susto e parecia o assustado.

-Tens algum problema eu olhar?- falou incomodado.

Nunca tinha visto um humano tão estranho. Claro que não tinha visto muitos, mas aquele passava do limite! O ruivo não tinha senso para nada...

-Não tem problema, mas ainda é bem estranho... Quer ir lá fora?- perguntou tombando a cabeça para o lado.

O coração do loiro acelerou em expectativa.

Obvio que saiu com Seokjin e passou maus lençóis no mundo humano mais agora tinha seu alfa perto. Ele poderia cuidar de si e finalmente poderia ver o mundo humano com mais calma... Pois o pouco que viu com Seokjin o deixaram com desejo de conhecer tudo novamente.

-Eu...

-Suga! Arruma-se! Vamos sair!- o ruivo gritou da sala mesmo, fazendo a cabeça do loiro doer.

-Não grita humano! Escutamos muito bem!- brigou.

O alfa não demorou nada para aparecer com a cara dor, fazendo Hoseok se sentir culpado. Ele esquecia das coisas...

-Desculpe!- pediu.

-O que foi? V tudo bem?- perguntou se aproximando do ômega.

Aqueles dois dias tinham sido estranhos. Ele tinha que ficar sempre de olho para nenhum dos dois se matar. Quase que literalmente, pois não acreditava que o humano tinha caído da escada sem querer.

V era cheio de truques, e por mais que Hoseok garantisse que realmente tropeçou no vento, ele sabia que foi o loiro, pela cara que ele fez. Cara de culpado.

E com certeza Hoseok não deixava o seu loiro em paz... Ele fazia questão de cozinhar coisas que V detestava ou não podia. Como ele descobriu aquilo ele não sabia.

-Estas tudo bem!- falou abraçando o menor, e fez questão de encarar o ruivo. –Esse humano que é deveras escandaloso... Estavas meditando?

-Sim- retribuiu com carinho o abraço. –O que foi Hoseok? Aconteceu algo?

-Não. Mas o seu... Marido... Não para de encarar a rua. Vamos sair um pouco. E ir ao parque- falou desviando os olhos.

Porque era tão difícil aceitar que o loiro era marido dele? Suga era tão carinhoso com o outro... Viviam se tocando e ele já ouviu palavras gentis sendo ditas entre eles.

-Não acho uma boa ideia- falou sério. –Devemos continuar aqui V, sem chamar a atenção.

-Continuar até que lua? Porque não queres ir embora! Tinhas aceitado o plano...- o loiro falou irritado se afastando. –Prometestes Alfa!

-Eu sei V!- tentou se aproximar, porem o maior desviou. –Vamos conversar lá dentro...

-Não!- ditou firme. –Não queres ir por causa do humano!- falou em chinês assustando o ruivo.

O moreno não soube o que responder, o que pareceu magoar o ômega.

Fungando levemente o loiro saiu da sala para o quarto que estava dormindo. Não entendia o que tinha no humano para seu alfa hesitar ir embora. Ele tinha concordado e mesmo assim já faziam dois dias ali, e não era preocupação do humano passar mal, porque isso não aconteceu de novo.

-Eu acho que fui xingado!- Hoseok comentou fazendo graça.

Ele sabia que o loiro queria uma posição de algo do moreno, e seu coração dizia que eles iam embora a qualquer momento.

-Eu...- o moreno nem sabia o que falar naquele momento.

V estava coberto de razão em tudo. Ele tinha prometido ir embora, mas tinha um motivo bem forte... Hoseok.

Sem falar nada o moreno saiu para o quarto. Iria tentar conversar com V.

-x-

Busan. 17/11/2014. Hospital geneticista de Busan.

Os sapatos brancos batiam contra o piso rapidamente. Estava atrasado. Muito atrasado... Vestiu as pressas o jaleco no corredor mesmo e logo abriu a sala de reuniões.

-Me perdoem pelo atraso!- pediu fazendo uma leve reverencia aos médicos dentro da sala.

-Dr. Jimin! Não se preocupe, iremos começar- o seu chefe falou.

Sendo filho de quem era, muitos ali não iriam reclamar do pequeno atrasado do rapaz. O importante era o ter na reunião.

Logo os fornecedores de indústrias farmacêuticas tomaram a palavra cobrando as novas formulas para a flora. Jimin deveria prestar atenção em tudo, mas sua mente divagou por seu irmão.

Desde a ligação há três dias não conseguia pensar direito. Fazia uns três anos que não via o mais velho e agora ele ligava bêbado pedindo para cuidar do sobrinho. Logico que isso o preocupou um pouco, não era insensível... Sentia falta do outro, mas não iria contra seu pai que mandou ficar longe do mesmo.

-Então Dr. Jimin... Como ficaremos?- sua atenção foi puxada a reunião novamente.

Suspirando Jimin decidiu focar na reunião, pensaria em Hoseok depois.

(...)

00h19min

Chegando em casa ao final de um dia cansativo Jimin se jogou no sofá de qualquer jeito. Com preguiça pegou o celular ligando para um fast-ford pedindo qualquer coisa. Depois leu alguns e-mail do trabalho, respondeu alguns, deletou outros.

Abrindo o app de chamadas decidiu que terminaria com aquela agonia. Mesmo que se arrependesse depois. Discou o número de Hoseok e esperou. Um... Dois... Três... Quatro...

-Jimin?-a voz do mais velho fez seu coração palpitar.

-Hoseok...

Silencio... Só podia ouvir a respiração do outro.

-Eu... Te acordei?- perguntou baixo.

-Sim. Mas pode falar... Você está bem? Algum problema no trabalho?

-Está tudo bem!- garantiu. –Você me ligou, lembra?

-Ah sim!- a linha fez barulho como se algo tivesse se arrastando. –Eu... Eu tinha bebido sabe... Desculpe-me...

Mentindo... Seu irmão estava mentindo e sabia disso por conhecê-lo até bem. Quase riu da ironia que era aquilo. Ainda o conhecia...

-E o que você quer? Não que eu esteja reclamando- ele falou rápido. –Tem tempos que você não me liga...

-É... Como está Jaeh?- pergunto desconversando.

Eu amava o meu sobrinho apesar de tudo. Sempre mandava alguma lembrança no endereço do irmão... Ou de EunBi... Principalmente os aniversários...

-Está com EunBi... É a vez dela... Mas ele está bem!- ele disse apressado de novo. –E como você está?

-Ah... Tudo bem então... Eu acho que vou dormi agora. Amanhã tenho que esta no hospital cedo...

-Certo!- a voz do outro lado desanimou totalmente fazendo o outro se sentir triste. –Boa noite Jimin.

-Boa noite Hoseok!

Quando a ligação foi encarrada o moreno suspirou chateado. Não conseguia manter uma conversa com o mais velho... E não sabia de quem tinha sido a culpa...

-x-

18/11/2014. Seoul. 08h11min

Hoseok rolou pela cama tentando espantar o sono que tinha no corpo. A ligação de Jimin tinha tirado o seu sono. Seu irmão não ligava, nunca ligou durante três anos e agora porque tinha ligado num momento de desespero ele retornou. E não tinha conseguido manter nem dez minutos de conversa. O que lhe frustrava muito... Sentia falta do mais novo... Mas seu pai tinha lhe envenenado contra si... E não conseguiu inverter isso a tempo. Porem ainda dava a sorte do moreno amar o seu filho.

Decidido a esquecer aquilo levantou-se indo tomar um banho. Enquanto a agua caia em seu corpo pensava no quão estranho foi o dia de ontem. Depois da pequena discursão o loiro se recusou a sair do quarto. Isso obrigou Suga a comer no quarto com ele, deixando Hoseok sozinho.

Isso lembrou ao ruivo que ele era assim... Sozinho...

Depois de trocar as roupas desceu calmamente para a cozinha... Ia fazer panquecas com muito mel... E um bom suco de laranja... Talvez isso tirasse o loiro do quarto. Porem a sua surpresa foi tanta ao chegar à cozinha que não evitou o grito... O que levou o loiro à frente gritar também.

V estava só de cueca em frente a pia... Cheguei de roupa e sabão...

“Isso é um pesadelo! Isso só pode ser um pesadelo!”- o ruivo chegou os olhos rezando que fosse um pesadelo. “Ele não esta lavando roupa na minha pia! É só uma ilusão Hoseok!”

Abriu os olhos ainda vendo o loiro em pé de frente a pia... Com roupas... E muito sabão... O ruivo quis chorar, só poderia ser castigo! Era vingança! Só podia ser!

-O que você está fazendo Taehyung-ah?- perguntou respirando fundo.

-Lavando minhas vestes humano- o loiro respondeu inocente.

Não podia lavar ali? Onde lavaria? No banheiro seria difícil... Sentia-se sufocado, apesar de usar para banho... E só tinha aquele lugar com agua, então não viu problemas... Mas agora o humano parecia que ia enfartar.

-Não se lava a roupa na pia da cozinha idiota!- reclamou indo até ele.

Grande erro.

O chão estava molhado, o que lhe causou uma linda queda. Caiu com tudo de bunda no chão e pernas para o ar. V ficou exatamente um minuto encarando o ruivo antes de ri escandalosamente, a cena tinha sido engraçada.

-N-Não ria!- o ruivo pediu, mas ele mesmo começou a gargalhar.

As risadas altas chamaram a atenção de Suga, mas ele não chegou a entrar no cômodo, esperaria para ver o que ia acontecer. Se os dois começassem a se matar ele entraria e separaria os dois.

-Você nem vai me ajudar?- o ruivo perguntou ainda rindo. Sua barriga até doía já.

-Não mereces!- o loiro falou cruzando os braços.

Hoseok parou de rir e encarou o híbrido, o que foi uma péssima ideia. O loiro continuava de cueca, e o maior não pode deixar de olhar o corpo a sua frente. Ao contrario do híbrido moreno... O loiro não tinha o corpo definido, mas não era um magro feio, muito ao contrario. Ele era lindo!

A pele parecia beijada pelo sol dando um bronzeado natural a pele do menor. A barriga não era cheia de gominhos malhados como Suga, mas era lisa e sem defeitos, com pequenas gordurinhas que deixavam Hoseok querer apertar. Fora os cabelos loiros claros que combinavam perfeitamente com o rosto delicado e cheio do híbrido, principalmente os lábios cheios.

-P-Por que e-esta me olhando assim?- V perguntou corando. O olhar do humano parecia queimar sua pele, e nesse momento se arrependeu de usa somente a peça intima.

-N-Nada- Hoseok desviou os olhos sentindo o rosto também esquentar.

Decidindo acabar com o clima estranho o ruivo levantou do chão molhado e se aproximou do loiro o fazendo recuar ate bater o quadril na pia.

-Não se lava roupa na pia Tae-ah!- Hoseok falou sério. –Tem lugar para isso.

-E-Eu não sabia humano! E não me chame assim!- reclamou.

Hoseok sorriu e decidiu pegar um balde e mudar as roupas dali e tentar salvar sua pia. Quando Suga sentiu os passos ele voltou em silencio ao seu quarto agradecendo aos deuses por não ter que separa brigas naquela manha.

Depois de implicar um pouco com o loiro e ensina-lo onde lavar as roupas, já que ele não deixou o ruivo tocar, Hoseok decidiu que não conseguiria fazer nada na cozinha com cheiro forte de sabão então teria que sair e comprar.

-Suga! Vai querer algo para o café? Vou ter que comprar!- falou um pouco mais alto enquanto passava o pano no chão.

-O que você comprar está de bom tamanho!- o hibrido gritou de volta.

Sendo assim Hoseok somente vestiu um casaco pegando as chaves e carteira. Quando ia sair ouviu um leve pigarrear atrás de si. O loiro vestia roupas brancas e leves enquanto as outras secavam, Hoseok o encarou duas vezes antes de focar em seu rosto.

-Eu posso ir contigo humano?

Hoseok piscou algumas vezes tentando ver se não ficou maluco. O loiro queria ir consigo? O mesmo loiro que lhe detestava?

- O que?- ainda perguntou.

-Posso ir contigo?- repetiu.

-Suga...

-Meu alfa não precisa saber... Ele esta a meditar...

O ruivo mordeu os lábios internamente sabendo que levar o loiro era encrenca, mas não poderia negar, não quando ele só encarava a rua pela janela parecendo uma criança.

-Vamos!

V quase gritou de alegria, mas se conteve na ultima hora. Finalmente veria como os humanos daquela parte se comportavam, fora que era uma coisa proibida que estava realizando. Saindo sem permissão de seu alfa.

Hoseok sorriu internamente do rosto feliz do loiro e para evitar de o achar fofo saiu pela porta sendo seguido. Por impulso estendeu a mão ao loiro, que negou e começou a andar na frente como se soubesse o caminho.

“Qual o problema deles?”- pensou confuso. Será que tinham alergias a pega nas mãos?

Suspirando o ruivo adiantou os passos para seguir o loiro que quase saltitava à frente. Era bom ver essa outra face do híbrido, ele era tão serio e quieto quando não estava brigando consigo.

-Aonde iremos humano?- V perguntou animado.

-Na padaria. Comprar o café da manha- falou calmo vendo o menor concordar.

Andaram em um silencio confortável. V observava os filhotes humanos correndo na rua com os adultos que conversavam entre si, via também outros humanos molhando a grama, outros dirigindo automóveis... Era um cenário fascinante para quem só via a mãe natureza. Sua aflição por encontrar seu alfa o cegou para aquela beleza, com Namjoon e Seokjin ele pode ver um pouquinho do mundo humano, mas não pode aproveitar. Se os humanos não fossem tão limitados os dois mundos poderiam ensinar um ao outro.

-É aqui Tae-ah!

O loiro parou ao ouvir a voz do humano. Ele detestava que o chamassem assim, mas o humano parecia se divertir e sempre implicava. Bufou irritado e entrou na loja que fez um barulhinho engraçado. A primeira coisa que lhe atingiu foi o cheiro gostoso de pão e café. Olhou com atenção a loja e viu fascinado mesas pequenas no local e algumas prateleiras com mercadorias humanas... Seguiu o humano ate o que parecia um balcão e viu uma longa vitrine com varias coisas expostas.

Hoseok fez o pedido de uma cesta de café da manha e uma torta media com morango. Se virando para o híbrido olhando os doces na vitrine, sorrindo se aproximou dele. Não custava ver o que o loiro queria.

-Gostou de algo?- perguntou rindo com o pulinho que o outro deu.

-Só estou a observar humano- murmurou.

-Pode escolher alguma coisa- Hoseok falou simples.

-Mesmo?- perguntou corando.

Receber algo de alguém sempre lhe deixava feliz e honrado, mesmo sendo um humano. Já para Hoseok a atitude de corar significava que ele ficou com vergonha. Era tão estranho.

-Pode escolher- afirmou.

V voltou a olhar os doces e viu algo parecendo minis tortas com cerejas em cima. Sua boca salivou com aquilo... Mas será que deveria aceitar mesmo? Hoseok viu o menor olhar os Cupcek com os olhos brilhando.

-Acho melhor não... Obrigado pela oferta, mas terei que recusar- V disse depois de pensar, seu alfa não ia gostar de saber que estava aceitando coisas do humano.

Hoseok franziu as sobrancelhas estranhando o jeito de falar e ainda mais quando o loiro se afastou triste. Suspirando o ruivo voltou à atendente e pediu dois cupcek para viagem. Minutos depois ele recebia o que pediu e pagava no caixa.

-Vamos!- chamou o loiro.

Já do lado de fora Hoseok deu a sacola ao loiro, que pegou confuso encarando o conteúdo. Eram as minis tortas que estava encarando... Como ele? Hoseok sorriu e voltou a andar para não achar o loiro um fofo corando, nisso ele perdeu o sorriso quadrado e feliz que V o lançava.

(...)

-Onde vocês estavam?

Hoseok se encolheu levemente com a voz forte de Yoongi... Pareceu mais um rosnado e ao se deparar com o híbrido com os olhos vermelho se encolheu mais ainda, agora ele parecia o cara que invadiu sua casa e quase lhe matou.

-S-Suga nós...- tentou falar.

-Eu não dei liberdade para você levar o meu ômega!- rosnou de novo. –Sabe o quanto fiquei preocupado?

O alfa rosnou de novo e avançou no ômega ao lado do humano. Hoseok ficou com receio de ver uma agressão ali, mas o moreno só começou a tocar o rosto corado do outro falando em uma língua muito estranha. Se sentindo culpado e deslocado acabou abaixando a cabeça e indo para a cozinha.

Suga tinha quase surtado quando não encontrou os dois em casa. Um frio cobriu seu corpo enquanto sua garganta fechava com as muitas possiblidades que passavam por sua cabeça durante aqueles minutos. Estava perto de sair quanto eles apareceram e não evitou descontar sua frustação no humano.

-Estás bem? O que houve?- perguntou na língua antiga, enquanto tocava o rosto do loiro.

-Estou bem!- V falou arrependido. Ele não deveria ter saído sem avisar. –O humano não tem culpa alfa, eu pedi para ele me levar...

Suga pareceu surpreso por V defender o humano, mas não demonstrou. Continuou a fazer carinho no rosto fofo ate se sentir mais calmo. Antes ele se preocuparia somente consigo, mas com V ali, não poderiam bobear.

-Vais perdi desculpas ao humano...- o ômega falou baixinho. –Ele pareceu assustado.

Suga suspirou concordando e segurou sua mão do loiro indo para a cozinha. No cômodo Hoseok parecia perdido e desconfortável, não gostava da sensação de que foi encurralado, mas era isso que sentia quando irritava o alfa.

-Ei humano...- Suga chamou baixo causando um sobressalto nele.

-Suga... Ah... Oi...- falou tentando não corar de vergonha e medo. –Eu me desculpe... Eu levei o V comigo, eu chamei ele tá? Não briga com ele!

Hoseok quis se bater internamente... Porque ele estava defendendo o loiro? E essa mesma pergunta estava rodeando as cabeças dos híbridos.

-Eu só vim me retratar- o moreno falou sério. –Não deveria ter falado daquela forma com você!

-Tudo bem!- abriu um sorriso tímido. –Vamos comer.

(...)

02h49min

Hoseok acordou com o barulho de campanhia soando pela casa. Ele olhou confuso para o próprio celular vendo que ia dar três horas da manhã... Quem iria fazer uma coisa dessas? Levantou-se um pouco desorientado e mesmo morto de sono desceu as escadas, pois a pessoa ainda tocava o aparelho.

-Humano!

Hoseok deu um pulo assustado quando sentiu a mão de Suga lhe segurando antes de alcançar a sala, fora a voz grossa e aqueles olhos vermelhos.

-Suga...

-Não abra!- mandou firme.

-Eu só irei ver! Tenho olho magico pra isso!- riu em meio a um bocejo.

-Não abra!- repetiu sério.

Hoseok o encarou confuso... Não abrir, por quê? Poderia ser Sun... Não seria a primeira vez que a amiga aparecia no meio da noite buscando consolo. Mas porque o moreno parecia tão tenso?

Suga encarava o ruivo nervoso, não sabia por que mais sentia o perigo rondar de novo a casa... Acordou com essa sensação em seu peito e minutos depois uma coisa estridente soara pela casa. V acordou assustado e com muito custo o fez ficar no quarto, e agora tentava convencer o humano a não abrir a porta.

Perigo!

Seu interior gritava isso... Queria pegar seu ômega e sair correndo, na verdade queria pegar os dois e sair dali, voltar para o conforto do seu lar, e ajudar o humano a não correr riscos.

A campanhia tocou de novo despertando Hoseok do torpor que os olhos vermelhos lhe causavam. Se soltou do aperto do moreno e sorriu levemente para ele.

-Não irei abrir, volta pro quarto! V deve esta assustado não? Vou fazer o barulho cessar!- falou calmo.

E antes que Suga pudesse lhe impedir avançou para a sala acendendo as luzes... Suga tinha sensibilidade e não iria avançar no cômodo. E sabia que ouviria do híbrido depois.

Foi ate a porta bagunçando os cabelos e olhou pelo olho magico a pessoa do outro lado... E quase não acreditou ao ver quem era...

Seu pai...

Hoseok sentiu o coração disparar contra o peito ao ver o magnata parado a sua porta, sorrindo debochado como sempre... O que ele fazia ali?

“Droga! Suga e V!”- pensou desesperado. Ele não poderia ver os híbridos.

Pensou em correr de volta aos quartos e pedir silencio absoluto aos dois, mas seu pai sabia que ele já estava na porta por causa das luzes e sons dos passos. Mordendo os lábios tentou se acalmar e mesmo tremendo girou as chaves na fechadura. Pois uma cara de raiva e indiferença no rosto antes de abrir mesma a porta.

- O que esta fazendo aqui?- indagou sério e rápido, nem queria que ele entrasse.

-Boa noite meu filho!- cumprimentou sorrindo debochado. –Como você esta? Eu estou bem sabia...

-Fale logo o que quer Joeyun!- Hoseok mandou.

-Nem me convida para entrar filho!- o mais velho inqueriu e empurrou o mais novo para dentro entrando finalmente na casa.

Hoseok queria gritar e expulsar ele dali. Aquele velho escroto não poderia invadir sua casa assim, mas tentou se acalmar... tinha que pensar nos híbridos primeiro. Ele não poderia ir para os quartos. Em uma estratégia desesperada não fechou a porta e alcançou o controle no sofá ligando a TV.

Joeyun não era bobo e sabia que tinha algo errado com o mais novo... Não era só a visita inesperada... Ainda demorou quatro dias para esta ali, pois teve muitas coisas a resolver. E depois de ter ouvido aquele “Taehyung-ah desce dai!” na ligação de Hoseok, não conseguiu esquecer o nome... Lhe soava familiar demais...

-Como estão as coisas filho? Jaeh esta aqui?- perguntou como se não visse o mais novo há anos.

-Vai embora!- Hoseok mandou sério e nervoso. –Você não é bem vindo e eu não sou seu filho!- cuspiu as palavras.

-Ora Hoseok...- revirou os olhos se sentando no sofá como se fosse dono do lugar. –Eu quero consertar as coisas sabe e...

-Eu não sou o Jimin, Joeyun!- falou com vontade de socar o sorriso cínico que tomou o rosto do outro. –Eu não caio mais em seus truques baratos.

-Você me magoa falando assim...- falou fingindo tristeza. –Mas já que não aceita as minhas palavras, eu vim para lhe ver e propor algo...

Hoseok nada falou. Sentia que não viria coisa boa vindo do mais velho. Joeyun era traiçoeiro como uma cobra... Era o pior dos homens na concepção de Hoseok, tinha nojo de ser filho dele.

-Você soube que a flora esta se espalhando rápido não?- começou não recebendo respostas, mas já esperava isso. –Eu estou precisando aumentar o meu quadro de funcionários... E você é excelente no que faz Hoseok!- falou olhando tudo ao redor. –Eu posso te devolver o antigo emprego filho, quero você comigo para eliminar essa doença... Aceite o meu pedido, volte a trabalhar comigo!

-Terminou?- Hoseok perguntou irritado. –Então fora!

-Hoseok...

-FORA!- gritou. –FORA DA MINHA CASA!

Joeyun arregalou os olhos, não esperava essa reação do mais novo. Hoseok era muito pacifico, quase um hippie idiota que amava a paz e amor, não aquela pessoa que exalava ódio.

-Hoseok você não vai encontrar outra oportunidade como essa. Eu posso...

-SAI DAQUI AGORA!- gritou novamente e se controlou muito para não se aproximar e bater no mais velho.

Joeyun se levantou do sofá sem perder a pose, não iria insistir agora, mas antes de da o primeiro passo para fora escutou um barulho de choro... Parecia longe e baixinho, mas ouviu...

-Jaeh esta aqui? Você acabou de acorda-lo com sua histeria filho!- falou se virando em direção ao corredor.

Hoseok se desesperou ao ver o mais velho dando a volta no sofá para ir em direção ao corredor, em uma atitude impensada correu ate o mais velho segurando-lhe o braço fortemente.

-Deixa meu filho em paz!- mentiu. –Vai embora!

Joeyun o olhou desconfiado, mas decidiu ir embora. Se soltando do mais novo caminhou ate a porta saindo por ela. Hoseok correu ate a mesma a batendo com força passando a chave diversas vezes. Nunca mais queria ver aquele homem.

Enquanto entrava no carro e saia da rua de Hoseok, Joeyun sacou o celular rapidamente, discando para um conhecido.

-Quero uma ficha completa dos últimos dois anos de Hoseok. Tudo! Namoro, trabalho, finanças, amigos, saúde. E espero isso em dois dias!- falou sério ao ter a ligação atendida.

-Vai fazer as pazes?- a voz inquiriu debochada.

-Não... Somente umas desconfianças...

-Três dias no máximo!- respondeu desligando.

Joeyun suspirou. Ninguém lhe passava para trás, nem os que colocou no mundo.

Já Hoseok depois que o mais velho tinha ido embora, não tinha forcas para sair da sala. Somente desligou a TV se sentando encostado na parede. Sempre que via o mais velho se sentia drenado de todas as formas. Nem coragem para olhar os híbridos tinha tido.

Sabia que era Taehyung a chorar, pois nesse dia tinha sido o que mais o aproximou do loiro... Depois do café tudo tinha sido tão tranquilo e animador. Tinha descoberto que o loiro era muito sensível, porque nunca tinha visto alguém chorar ao comer cupcake, e sempre ria de algo que falava, mas na presença de Suga era todo tímido. E por sabe isso, desconfiava que o loiro se assustou com os gritos e Suga tentava acalma-lo.

Só queria morrer logo e ter descanso.

-Hoseok!

O ruivo abriu os olhos um pouco assustado ao ver a sala escura e o moreno de olhos vermelhos a sua frente. Não soube o porquê, mas sentiu um nó se forma em sua garganta enquanto lagrimas começaram a banhar seu rosto. Lembrou-se de como encontrou o híbrido e sabia de quem era a culpa, afinal o único culpado, sentou-se ali há minutos.

Suga suspirou e sem se importar no nada abraçou o humano com carinho? Compaixão? Não sabia, só sabia que ele precisava de um abraço naquele minuto. Envolveu o corpo do ruivo com seus braços e o ergueu do chão.

Hoseok não ligou para aquilo, também não ligou quando foi deitado na cama com Taehyung, não ligou quando o loiro lhe envolveu no abraço, só de fato esboçou uma reação ao sentir os lábios frios contra o seu... Num selar leve que durou dois segundos...

Seu coração disparou contra o peito ao encarar os olhos vermelhos tão de perto. Ele tinha lhe beijado? Não né?

-Durma pequeno!- a voz baixa, rouca e grossa o arrepiou todo.

Duvidava que dormiria, mas com o cheiro de limão acentuado e misturado a amoras acabou sendo levado ao mundo dos sonhos.



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