História Wolves - Padackles - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias Jared Padalecki, Jensen Ackles
Personagens Jared Padalecki, Jensen Ackles, Personagens Originais
Tags Abo, Alfa, Dean Winchester, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Ômega, Pack, Padackles, Sam Winchester, Samanddean, Supernatural, Universo Alternativo, Wincest
Visualizações 637
Palavras 4.819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaaaaaar pessoas!
Como vão vocês?!
Esse cap ficou um pouquinho menor que os demais porque quis deixar esse mais focado no fim da batalha e no começo do dia seguinte, até escrevi mais um pedaço que vai entrar no capitulo da semana que vem, mas vi que não encaixava muito bem aqui.
Eaí, bora descobrir quem venceu essa luta?
Boa leitura e até as notas finais!!!

Capítulo 23 - Red sky at morning


Genevieve passou as mãos pelo cabelo e suspirou audivelmente, demonstrando toda a sua insatisfação com o local onde estava. Aquela cabana encontrada no meio do nada na qual havia sido deixada junto com uma das criaturas da noite para garantir sua permanência sob o domínio deles fedia a bolor e morte. Alguma coisa tinha morrido ali e empesteado todo o casebre.

— Eu preciso sair tomar um ar. Não sei se você respira ou não, mas eu preciso de ar puro para poder viver. – Reclamou a beta pela quinta vez em menos de dez minutos.

A mulher sentada em uma cadeira de palha velha ao lado da porta, com as pernas esticadas sobre um toco de madeira que há muito tempo fora usado como uma pequena mesa, olhou para Genevieve com o mesmo semblante dos pedidos anteriores e lhe respondeu mais uma vez:

— Eu estou pouco me fodendo. Caso você morra, posso fingir que não sabia de nada e aí vai ser um estorvo a menos. Não sei nem porque você ainda está viva, é só um peso para ser carregado. Duvido que saiba de algo relevante...

A loba negra fechou os punhos com força e sentou-se na pequena cama mofada postada num canto do cômodo único, contendo a sua vontade enorme de chorar. Genevieve queria correr dali, sumir para qualquer lugar do mundo, pois sentia que a sua vida não seria muito longa se acompanhasse aqueles monstros, mas não tinha a menor chance contra aquela mulher.

 — Por que não me deixa fugir então? Pode dizer que não conseguiu evitar... — Tentou a beta, mesmo sabendo que a hipótese era ridícula.

A mulher sentada confortavelmente em sua cadeira de palha soltou uma gargalhada fria e sem a menor graça, causando um desconforto tão grande na morena que ela chegou a se encolher no lugar.

— Você realmente não conhece quem o Stech é. Você já era, garota, pode fugir o quanto quiser. Ele vai te encontrar onde você estiver. Você já está praticamente morta.

Genevieve engoliu em seco e desviou o olhar para o chão, sentindo seus olhos lacrimejarem de vez e a garganta se fechar. Por alguma razão que ela desconhecia, as palavras daquela estranha pareciam sua verdade imutável.

***

Alan ouviu quando o primeiro uivo cortou o silencio da noite, fazendo seus pelos se arrepiarem e o colocar em alerta. O velho alfa sentiu ainda mais tensão quando Jared uivou, aquele era um chamado para uma guerra, uma guerra totalmente diferente da que um dia já travaram entre seus dois packs. O lobo dourado sabia o quão sanguinária era a guerra na qual aquela noite mergulharia em breve.

Algum tempo depois os gritos começaram e o seu instinto de proteger os mais fracos veio à tona, obrigando-o a sair da sua cama mesmo com as dores no corpo.

O curativo no seu peito se repuxava enquanto ele andava pelos corredores e uma pequena mancha de sangue pintava o seu braço onde antes ficava a agulha do soro. Ele procurou por qualquer pessoa para tentar ajudar de alguma forma, porém o hospital parecia fantasma.

Passando de uma ala para outra, o homem notou um quarto com uma luz acesa e foi naquela direção. Na porta, uma placa informava que aquele era o quarto de número três da maternidade do Hospital Shawnee.

— Olá? – Alan perguntou ao abrir uma fresta na porta, andando em passos curtos para dentro. — Tem alguém aqui? – Repetiu ele, ainda sem resposta.

Ao ter seu corpo todo para dentro do quarto, o alfa sentiu o deslocamento do ar antes que o objeto o atingisse, desviando do golpe e segurando o suporte para soro e bolsas de sangue que voara em sua direção antes que ele caísse no chão.

Sandy olhou para o lobo dourado assustada e se aproximou do pequeno berço com rodinhas, bloqueando a visão para o local e estufando o peito inconscientemente para tentar parecer maior do que realmente era.

— Saia daqui agora mesmo! – Gritou ela, tentando arrumar coragem de onde não tinha. Os uivos anteriores do tenente e do alfa haviam lhe avisado que algo de errado estava acontecendo e aquele lobo dourado invadindo o seu quarto só poderia ter a ver com a situação do lado de fora.

— Ei, ei, ei... calma. Não vou te machucar... – Alan disse com a voz calma, tentando soar gentil para não assustar a mulher que, ao que tudo indicava, havia dado à luz recentemente.

— Se não quer me machucar então saia daqui. – Insistiu Sandy.

— Eu não sou quem você pensa que eu sou. – Explicou o alfa. — Quer dizer, eu sou um lobo dourado, mas não estou aqui para fazer nada com você. Sou pai do Jensen, o ômega do seu alfa-pack, cheguei aqui fazem poucos dias. Minha alcateia, Tuskegee, foi atacada...

— Eu ouvi falar sobre o aconteceu lá. Sinto muito. O que quer aqui? — Ela foi direta. Tudo que importava no momento era tirar aquela ameaça de perto do seu filhote recém nascido.

— Ouvi os uivos e quis tentar ajudar de alguma forma. Acho que nós dois sabemos o que os gritos que se seguiram significam.

Repentinamente, por trás de Sandy uma voz fina e histérica começou a ecoar. O filhote balançava as pequenas penas e braços em todas as direções, sem nenhuma coordenação, enquanto chorava em alto e bom tom para expressar o seu desconforto.

Sandy ficou ainda mais tensa, agarrando a quina no berço com força.

— Ele é seu? – O mais velho perguntou, mas Sandy ignorou a pergunta, observando-o atentamente e fechando ainda mais o seu semblante. — Pode confiar em mim, eu vou ficar aqui e cuidar para que nada de mal aconteça com vocês dois. Acho que o teve recentemente e é melhor não se esforçar...

A beta olhou para Alan analítica, ponderando se ele falava a verdade; imaginando que tipo de jogo aquele lobo dourado poderia estar tentando fazer consigo.

— Obrigado, mas posso me defender e defender meu filhote sozinha.

Alan bufou e revirou os olhos, cruzando os braços na frente do peito.

— Com o que? Suportes para soro? – Perguntou irônico. — Você não acha que se eu quisesse ter feito algo com vocês eu já não teria feito assim que entrei? – Indagou o alfa sem paciência.

— Não sei, quem sabe você tem algum prazer sádico em ver medo nos olhos das suas vítimas antes de mata-las...

O homem mais velho balançou a cabeça lentamente e se escorou na parede.

— Eu vou ficar aqui de qualquer jeito. Não encontrei muita gente aqui no hospital e vou me sentir melhor se souber que você e seu bebê estão seguros.

Sandy passou uma mão pela franja que lhe caía sobre os olhos e então deu a volta no berço lentamente, pegando o filhote no colo e começando a niná-lo para que ele se acalmasse. Alguns minutos depois, o bebê já estava dormindo novamente e a beta se afastou dele alguns centímetros, apenas para pegar algumas coisas na sua bolsa em cima do criado mudo ao lado da cama.

— Por favor, se mantenha longe do meu filhote e onde eu possa te ver.

***

O lobo avançou para cima do Stech como um animal enfurecido, apesar do seu corpo ainda ser a forma humana de Jared. No golpe, Heikemy soltou Jensen, que puxou o ar com força para dentro de seus pulmões ao cair no chão, fazendo o seu peito queimar ao receber o oxigênio em abundancia repentinamente.

Jared estava perdido em algum lugar da inconsciência da sua mente e o alfa aproveitaria aquele momento para acabar com o rei dos nightshifters de uma vez por todas. As garras animalescas cresceram por cima das unhas do corpo humano, fazendo as pontas dos seus dedos sangrarem quando a pele e a carne rasgaram, mas não existia dor suficiente para fazê-lo parar.

O alfa cravou as garras no peito do Stech e rasgou suas roupas, repetindo o movimento enlouquecidamente até o sangue do seu peito jorrar. Heikemy tentava tirar aquele animal de cima de si, mas ele estava muito mais forte do que demonstrara anteriormente. Foi como se de repente uma entidade tivesse se apossado do lobo alfa do pack de Shawnee, tornando-o incrivelmente poderoso.

Jensen olhava para cena com dificuldade por causa da pouca luz e ainda se recuperando do seu estrangulamento. Mesmo sabendo que aquele era Jared, o descontrole e a ferocidade do alfa nas investidas contra o rei chegavam a assusta-lo.

O lobo de olhos amarelos brilhantes fechou os punhos e socou uma, duas, três vezes o rosto do Stech com toda a força que tinha, deformando seu nariz em um ângulo impossível e manchando a pele alva com hematomas. O alfa estava coberto com o sangue do nightshifter, suas mãos tinham furos das próprias garras, de onde escorriam filetes de sangue. Sua respiração ofegante alterava conforme os golpes que ele desferia e a adrenalina no seu sangue só aumentava cada vez mais.

O ômega chegou a acreditar que Jared fosse mesmo arrancar a cabeça do rei, mas antes que ele tivesse a oportunidade, Heikemy conseguiu se livrar, desviando de um golpe do alfa e lhe acertando em cheio no rosto, com tanta força que arremessou o moreno já desacordado para lado.

Levantou-se rapidamente, gemendo de dor e esvaindo todo o seu sangue para fora do corpo pelos rasgos ainda abertos no peito. Com a velocidade em que o sangue escorria e se diluía na chuva, ele poderia acabar drenado em poucos minutos. Precisava se alimentar para estimular seu corpo a se curar.

Encarou Jensen, ofegante e ameaçando-o com seus olhos vermelhos de um jeito macabro. O loiro platinado tinha uma aparência saída de um verdadeiro filme de terror trash dos anos oitenta.

Jensen levantou e tentou correr, mas antes que tivesse a oportunidade de assumir sua forma animal para acelerar o processo de fuga, o Stech estava ao seu lado, agarrando-o pelos ombros e lhe acertando um soco em cheio no olho esquerdo, fazendo um corte se abrir no supercilio do loiro e o derrubando com a força do impacto.

Heikemy aproveitou a distração do loiro para segurar sua cabeça e virar seu pescoço de forma que pudesse ter melhor acesso. A dor foi lancinante quando o nightshifter cravou os dentes na sua veia jugular, bebendo o liquido vermelho e morno que brotou da pele tão desesperadamente que poderia se afogar. O sorriso de satisfação rasgava o seu rosto.

O loiro sentiu suas forças se esvaírem pela mordida ao mesmo tempo em que os rasgos no peito do mais velho iam se fechando.

***

Jeffrey puxou seus punhos mais uma vez, conseguindo apenas mais uma marca vermelha e dolorida na pele já muito machucada.

Só restava ele na sala onde antes estava cheia de outros lobos dourados. Há algum tempo, que o alfa não saberia dizer quanto por conta da falta de janelas e luz natural naquele cômodo, todos haviam sido levados sem nenhuma explicação. Ele duvidava que fossem todos para a morte, não teria sentido aprisioná-los por um tempo para depois mata-los todos de uma vez. Aquelas pessoas tinham sido levadas para outro propósito e isso causava calafrios no alfa.

A porta pesada de metal rangeu e um dos monstros entrou carregando uma garrafa de água e um pote que provavelmente devia conter comida em seu interior. Já faziam pelo menos dois dias que Jeffrey não se alimentava, sentia-se fraco e desorientado, exatamente como os nightshifters queriam que ele se sentisse.

— Para onde os outros foram levados? – Perguntou mesmo sabendo que não obteria resposta. Eles nunca falavam nada.

O nightshifter se aproximou do herdeiro de Tuskegee e o olhou com pouco interesse, abrindo a tampa da garrafa descartável e levando até os lábios dele.

Jeffrey bebeu tudo, a falta de água no seu organismo fez com que aquela ação ardesse sua garganta, mas o alivio em matar a sede fora maior.

— Por que eu fui deixado aqui sozinho? – Tentou mais uma vez e o homem lhe olhou ainda mais desinteressado.

— Não é uma coisa que precise saber por hora. – Respondeu Monrei, Heikemy havia o deixado na base de babá como punição.

— O que vocês querem afinal? Matar a todos?

O nightshifter deu uma risada sem graça e balançou a cabeça negativamente.

— Você é um garoto esperto, sabe que não. Até seria bem mais fácil, mas se fizéssemos isso, ficaríamos sem comida. – Respondeu o homem, abrindo o pote e revelando um pedaço de carne crua.

— Eu não vou comer isso... – O alfa disse assim que viu a carne vermelha ainda escorrendo sangue dentro do pote.

Monrei sorriu debochado e pegou a carne na mão, olhando dentro dos olhos de Jeffrey e falando devagar.

— Desculpe, acho que não me expressei bem. – Disse o nightshifter ironicamente. — Coma essa carne agora mesmo.

Os olhos do loiro brilharam num vermelho sem vida e ele concordou com a cabeça, abrindo a boca e recebendo o pedaço de carne de bom grado.

O lobo só parou de mastigar depois que já tinha engolido tudo e logo em seguida o nightshifter saiu da sala.

Novamente sozinho, Jeffrey começava a sentir seu estomago revirar por causa da comida crua que fora obrigado a comer.

Algum tempo depois o enjoo passou e suas forças começaram a voltar aos poucos. Já não se sentia tão cansado e esgotado. Quem sabe se continuasse tentando conseguisse fugir dali.

O nightshifter saiu do quarto onde funcionava a prisão dos lobos dourados e rumou para outro cômodo da base, abrindo a porta desatento, sem nem mesmo conferir se seu prisioneiro ainda estava onde deveria estar.

Steve apertou com firmeza o tampo daquela mesa de granito, fragmentando a pesada pedra na cabeça do seu carcereiro assim que ele colocou seu corpo para dentro.

Monrei caiu no chão desacordado, com a cabeça sangrando no local da pancada e entrando no mundo dos sonhos e Steve aproveitou para sair daquele lugar, se certificando de trancar a porta pelo lado de fora antes de partir.

Os corredores eram imensos e confusos, mas depois de bater em três lugares vazios, o alfa encontrou a sala onde estivera preso nos últimos dias, correndo até Jeffrey com o coração acelerado, o gosto da liberdade entorpecendo suas veias.

— Steve?! – Jeffrey exclamou surpreso, pois até o presente momento achara que o melhor amigo do seu irmão havia sido morto. — Como?

— Eles não me mataram e quando fiquei sozinho consegui me soltar da cadeira onde tinham me prendido. Temos que ser rápidos, não sabemos quantos deles tem aqui...

O loiro balançou a cabeça em concordância, apertando os próprios pulsos quando eles foram libertos das correntes, sentindo-os coçar e depois arder devido ao tempo em que ficaram presos.

Os alfas não perderam tempo conversando, eles ainda precisavam procurar pelos outros lobos antes de sair dali e andar discretamente para não serem vistos.

***                                                               

Jensen sentia sua vida sendo sugada. A mente começava a ficar turva e a visão embaçada, mas antes que caísse na inconsciência, levou a mão a cabeça do nightshifter e deixou seu instinto de sobrevivência agir. Seu dom bagunçou a mente do rei, fazendo ele lhe soltar e olhar para todas as direções atordoado, levando as mãos à cabeça e fechando os olhos com força.

O efeito do ataque de Jensen não durou muito tempo, pois logo Heikemy estava avançando na sua direção mais uma vez, entretanto antes que pudesse chegar até o ômega, três lobos pularam na sua frente, rosnando ameaçadoramente.

Jensen apertava a mordida no seu pescoço para tentar impedir o sangue de continuar fluindo e se diluindo com a chuva, se encolhendo para o mais distante que conseguia do rei.

Jared postou-se em pé novamente, reassumindo o controle do seu corpo e sentindo as pontas dos dedos doerem como se tivesse arrancado cada um deles, mas seu instinto protetor logo o lembrou do seu companheiro, fazendo-o ignorar as próprias dores e procurar pelo perigo que afligia seu ômega.

Heikemy travava uma luta interna para decidir se conseguiria dar conta daqueles três lobos no estado em que se encontrava – fraco pela perda de sangue e cansado da luta com o alfa do pack –, mas antes que tomasse sua decisão foi atingido pelas costas, caindo no chão e ficando à mercê do moreno. Suas habilidades, como a hipervelocidade, estavam comprometidas pela fraqueza.

Jared não teve tempo de finalizar seu movimento, pois cinco criaturas serpentearam na sua frente, derrubando-o sem que ele tivesse tempo de reagir. Os nightshifters que vieram em apoio ao seu líder não estavam interessados em aniquilar o alfa ou os outros lobos, eles apenas queriam tirar Heikemy dali.

***

Depois de uma busca rápida pelos lugares possíveis onde todos os outros lobos poderiam estar, Steve e Jeffrey chegaram à conclusão de que eles não estavam ali, assim como mais ninguém.

— O que vamos fazer agora? – Steve perguntou ao outro alfa.

— Dar um jeito de acabar com esse lugar. As tochas. – Jeffrey apontou para o fogo que queimava sobre vários pedestais fixos nas paredes. — Depois temos que ir até os lobos negros pedir ajuda, talvez eles não saibam de nada que aconteceu e está acontecendo.

Steve concordou e ambos começaram a retirar as tochas das paredes, jogando-as sobre móveis e tecidos velhos, espalhando o fogo o máximo que conseguiam. A chuva do lado de fora provavelmente impediria que o fogo fizesse toda a estrutura ruir, mas, pelo menos, eles causariam um bom estrago ali.

***

Alan não precisou defender Sandy e nem o bebê, pois eles não foram atacados em nenhum momento, entretanto a beta não desgrudou seus olhos de um único movimento do lobo dourado.

Durante todo o tempo em que permaneceram juntos não trocaram sequer uma palavra. De vez em quando o filhote chorava por causa dos estrondos dos trovões do lado de fora, mas a mulher logo o acalmava e o silencio voltava a reinar.

O alfa não tentou mais puxar assunto pois sabia que Sandy lhe daria respostas curtas e secas. Ela estava certa em desconfiar dele, não o conhecia e sabia que algo de errado estava acontecendo do lado de fora do hospital.

***

Jared correu até Jensen e averiguou o estado do seu pescoço, notando que a mordida não estava tão feia assim e o sangramento já estava diminuindo por conta da acelerada recuperação dos lobos.

— Está sentindo muita dor? – O alfa perguntou e Jensen negou com a cabeça, segurando sua mão com força.

— Desculpe ter saído... – O ômega disse com certa dificuldade.

— Shh, eu vou cuidar de você. – Jared abraçou seu companheiro e sentiu seu coração ficar aliviado ao ter certeza que ele não corria risco de vida e só tinha alguns machucados superficiais. — Podem deixar que eu cuido dele, vão ajudar quem estiver precisando. – Ordenou o alfa e os outros lobos que ainda esperavam ali saíram correndo para outra direção.

O mais novo ajudou Jensen a se levantar e o levou até a mansão, perguntando onde estavam Samantha e Dona Elisabeth e recebendo a informação sobre o porão.

— Por favor, não deixem ele sair de novo. Vou voltar com um médico o mais rápido possível. – Jared disse a Sam quando chegou no cômodo da casa.

— Tudo bem, Jay, tome cuidado. – Pediu a mulher.

Jensen se deitou em um pequeno e velho sofá empoeirado que não era usado há anos, enquanto recebia uma manta por cima do seu corpo e a anciã preparava um curativo para a mordida no seu pescoço.

Jared parou na entrada da sua casa e novamente acessou a visão dos seus lobos, sentindo um alivio enorme ao perceber que nenhum deles lutava e os nightshifters tinham batido em retirada. Talvez o enfraquecimento do seu rei os tinha feito recuar, o moreno não ligava para qual era o motivo. Ele apenas queria poder ir em apoio aos que estavam precisando.

No dia seguinte, o hospital estava lotado, com todos os quartos e macas nos corredores ocupados. Apenas os casos mais graves estavam sendo tratados ali e mesmo assim o número de feridos era grande.

As pessoas que tinham sofrido pequenas escoriações recebiam curativos e remédios em casa.

Apenas duas pessoas haviam sido mandadas para a cidade, pois precisavam de sangue e todo o estoque do pronto socorro de Shawnee havia esgotado nas primeiras horas da manhã.

Jared sentia na sua consciência o peso de cada perda que sua alcateia tinha sofrido naquele ataque. Não descansara um minuto sequer, carregando os corpos dos lobos mortos para fora das ruas e das casas onde foram brutalmente assassinados. Algumas das vítimas sequer já tinham descoberto sua ramificação biológica.

Jensen recebera a visita de um médico alguns minutos depois de ser deixado no porão. O doutor elogiara o curativo feito por Dona Elisabeth, mas o substituiu por outro depois de limpar a marca dos dentes do Stech e aplicar um remédio cicatrizante.

O ômega queria sair e ajudar, pois sabia que tinham pessoas em estados muito piores que o seu, mas Sam o proibira antes de sair para o hospital.

Quando a manhã já estava perto do meio dia foi que Jared voltou para casa. Ele e mais alguns dos seus tenentes já tinham carregado todos os corpos sem vida para um galpão atrás do hospital. O alfa não aguentava mais ficar em pé. Ele precisava de um mínimo de descanso.

Em cada um de deus dedos havia um curativo, pois curiosamente a carne rasgada pelas suas garras não tinha se regenerado como os outros cortes do seu corpo e o médico não soubera responder o porquê.

Sam estava trabalhando no hospital ajudando com os feridos e Alex já estava na sua casa tratando dos ferimentos do marido, enquanto Dona Elisabeth rezava na antiga capela.

O alfa subiu as escadas que levavam ao quarto, tropeçando em um ou outro e quase indo ao chão. Ao chegar no topo, viu Jensen parado na porta do lugar que dividiam, usando apenas uma cueca samba canção. O moreno não havia nem mesmo tido tempo para tomar um banho, toda a lama que a chuva formara durante a noite ainda estava presa sobre cada centímetro da sua pele, misturada a sangue seco – próprio e do rei nightshifter.

Eles não disseram nada, ambos apenas andaram na mesma direção, abraçando-se com força no meio do caminho.

Assim que o alfa entrara na casa Jensen tinha o sentido e mergulhado em todas as suas emoções. Jared estava destruído, sentindo-se a criatura mais impotente da face da terra por não poder ter salvo a todos, revivendo a cena da garotinha sendo estraçalhada na sua frente sem poder ajuda-la.

— Você fez tudo que pode. – Sussurrou o ômega no ouvido do mais alto, segurando-o em seus braços, pois Jared estava a um passo de desabar física e emocionalmente. — Pare de pensar nisso...

— Se eu...

O loiro tocou a cabeça de Jared e o obrigou a guardar aquela memória ruim.

— Shh. Calado. Vem, eu vou te dar um banho. – Chamou ele, conduzindo o moreno para o banheiro do quarto e despindo-o de suas roupas.

Jared ficou sentado na tampa da privada enquanto a banheira era preenchida com água morna. Toda a tristeza das famílias que perderam seus entes queridos durante a batalha da noite anterior caía sobre o alfa do pack e ele estava desmoronando.

O semblante quebrado que o mais novo expressava cortava o coração do ômega, ele precisava fazer alguma coisa para dar alguma esperança ao seu companheiro.

Jensen passou shampoo no cabelo de Jared e massageou devagar, tentando relaxá-lo. Logo em seguida ensaboou todo o seu corpo, lavando as marcas físicas da noite anterior e tomando cuidado com os curativos, sentado sobre o seu colo dentro da banheira ainda usando a samba canção.

O moreno ficou em silencio todo o tempo, perdido em seus pensamentos e na dor sufocante que sentia no peito.

A água morna contribuía para fazer o seu corpo se sentir ainda mais cansado e no final do banho o alfa teve que ser praticamente carregado até a cama.

Jensen deitou o moreno sem roupas, voltando para o banheiro e terminando o seu banho.

Depois de limpo, Jensen se deitou do seu lado da cama e ficou virado para o alfa, que dormia com a mesma expressão de preocupação no rosto, contraindo a sobrancelha e apertando os lábios, deixando o loiro apreensivo e preocupado.

— Vai ficar tudo bem... – Disse ele baixinho, sem saber se para si mesmo ou para Jared, abraçando o peito dele e o usando como travesseiro para dormir.

Enquanto descansavam, seus instintos se conectavam, ajudando um ao outro a não desmoronar, confiando no amor que sentiam como único pilar de sustentação para as almas cansadas e derrotadas.

Eles haviam ganhado a batalha, mas o sentimento em seus corações era de total perda.

Não havia como saber quantos lobos negros tinham perdido suas vidas na noite anterior. JJ havia feito um cálculo entre cem e cento e cinquenta pela quantidade de corpos que carregaram, mas era um número completamente estimado. A tradição da alcateia celebrava a cremação e essa seria feita coletivamente no dia seguinte, depois que todos fossem reconhecidos.

Algumas horas mais tarde Jared acordou, observando o loiro por um tempo antes dele despertar.

— Está melhor? – Jared perguntou e Jensen sorriu.

— Eu é quem devo perguntar isso...

Os dois se aproximaram e colaram seus lábios, entrelaçando as pernas e mantendo seus corpos o mais junto possível. Ambos queriam sentir a presença um do outro.

Depois de alguns beijos, o ômega subiu sobre o corpo do seu alfa e beijou seus lábios com mais volúpia, esfregando seus membros até deixá-los excitados. A hora não podia ser mais inoportuna, mas seus corações precisavam sentir aquele amor consumado, precisavam provar que tinham onde se apoiar, que tinham em quem confiar e um ombro para chorar.

Jensen abriu as pernas de Jared e o preparou rapidamente, usando seus dedos molhados com saliva e logo em seguida o penetrou lentamente, deitando sobre o seu corpo e beijando-o sem parar. Investiu algumas vezes com calma, sentindo todas as sensações que aquele ato podia lhe proporcionar, fazendo o moreno gemer manhoso e pedir por mais, enquanto se masturbava na mesma velocidade que era fodido.

Depois de um tempo, Jared inverteu as posições e colocou Jensen deitado de lado, abrindo suas pernas com as mãos e entrando devagar, investindo com penetrações lentas e carinhosas, cheias de amor e cuidado.

— Eu te amo... – Jensen gemeu, entrelaçando seus dedos com os do alfa e virando o rosto para beijá-lo, enquanto sentia o membro dele deslizando pelo seu ânus da forma mais terna que já sentira, causando arrepios no seu corpo e contrações fortes no baixo ventre.

— Eu também te amo. – Disse o moreno entre suspiros, acariciando o membro de Jensen enquanto investia por trás.

Jared enterrou-se fundo e o loiro sentiu seu corpo todo esquentar e de repente aquele sentimento de necessidade que ele se lembrava bem tomou conta do seu corpo.

Jared apertou a cintura do ômega e arremeteu com um pouco mais de força, sentindo o ânus dele se contrair e ficar ainda mais quente e úmido, como quando ele tinha seu ciclo de procriação.

O cheiro doce se espalhou no ar e repentinamente a lubrificação natural de Jensen voltou a escorrer pelas suas pernas, facilitando a entrada do grosso membro do alfa.

Os movimentos de Jared se aceleraram naturalmente, o moreno sentia a mesma necessidade de quando estava no seu cio, era como se tivessem entrado naquele período juntos. Seus corpos começaram a transpirar e exalar ainda mais daquele cheiro inebriante que entorpecia seus sentidos e nublava suas mentes cansadas e preocupadas, deixando-os longe de todas as preocupações.

Eles não sabiam como aquilo poderia ser possível, já que Jensen não possuía mais um útero, mas não se preocupariam em questionar naquela hora. Tudo que precisavam era sentir mais um do outro e daquele amor tão puro e reconfortante.

Jared abraçou o peito de Jensen e enterrou seu nariz na curva do pescoço do ômega, dominando-o completamente e metendo com a intensidade que ambos desejavam.

Jensen foi o primeiro a gozar, descarregando todas as energias num forte orgasmo. Jared não demorou muito mais tempo, enterrando seu pau até as bolas tocarem a bunda do loiro e sentindo-o inflar, ao mesmo tempo em que as paredes anais do ômega se comprimiam, atando-os.

Os jatos de esperma foram abundantes, preenchendo Jensen e levando junto as forças que tinham sido recuperadas no sono do alfa.

Seus orgasmos foram tão grandes que ambos adormeceram ainda unidos pelo nó, abraçados com tanta força que poderiam deixar marcas e envoltos na barreira de amor que só um alfa poderia oferecer ao seu ômega e só um ômega poderia oferecer ao seu alfa.

Eles teriam muitas perguntas quando despertassem e muitos outros problemas para lidar, mas por enquanto poderiam aproveitar aquela paz momentânea.

Continua...


Notas Finais


Eaí, o que acharam?
COMENTEMMMMMMMM
Não pensem que a história está perto do fim, porque ela não está KKKKK tem muita água pra rolar ainda.
Estou respondendo os comentários, obrigado por quem tem esse cuidado de deixar sua avaliação <3
Beijos e até semana que vemmm


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...