História Womanizer - Capítulo 2


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Categorias PRETTYMUCH
Personagens Austin Porter, Brandon Arreaga, Edwin Honoret, Nick Mara, Personagens Originais, Zion Kuwonu
Tags Romance, Vingança
Visualizações 21
Palavras 1.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Meeting the liar


Andava calmamente pela multidão de adolescentes, tentando encontrar o meu armário para finalmente guardar a pilha de livros e cadernos em minha mão. Nos meus fones ecoavam "emotions" da Mariah Carey. 

Eu balançava a cabeça de leve, me segurando para não cantar a musica, distraída demais olhando para os lados, quando senti algo bater em mim. Agarrei meus livros para que não caíssem e olhei para frente, tentando identificar no que eu tinha batido.

– Olha pra frente novata –  o garoto alto e de dreads advertiu. Era o mesmo garoto que tinha piscado pra mim no primeiro dia. Ótimo... 

Tirei um de meus fones do ouvido, enquanto o assistia sair andando com um garoto extremamente magro e loiro. 

– Hey – ouvi ele chamar e me virei – Qual o seu nome? 

– Hannah – respondi sem animo.

– Sou o Zion e esse – ele apontou para o loiro que tinha um skate em baixo do braço – É o Austin. 

– Seja bem vinda ao inferno – o loiro disse animado e eu franzi o cenho.

– Obrigada... eu acho – murmurei a ultima parte. 

– A gente se vê por ai, até mais Hannah – o de dreads fez questão de frisar meu nome enquanto acenava. 

Acenei para ele meio sem entender o que estava acontecendo e continuei a procura de meu armário. 

Quando finalmente encontrei o armário, andei até ele e procurei o papel com a combinação de números em meu bolso. Levantei minha perna esquerda, tentando apoiar os livros nela, para que conseguisse abrir o cadeado. Percebi pelo canto do olho que o garoto do armário ao lado me encarava.

– Quer que eu te ajude?– o garoto moreno de roupas esportivas perguntou receoso.

– Se não for te atrapalhar...

– Claro que não! Deixa eu te ajudar com isso– o garoto de altura mediana pegou a minha pilha de livros.

Enquanto o tal garoto segurava meus livros, tentei colocar a sequência numérica no cadeado e quando o mesmo abriu, eu quase gritei de felicidade por algo finalmente dar certo naquela escola pra mim. 

– Muito obrigada – agradeci o garoto ao meu lado, pegando os livros da mão dele e os colocando dentro do armário de metal.

Ele foi a primeira pessoa bondosa que conheci naquele colégio, quase um anjo enviado dos céus, eu diria. 

– Não foi nada– ele sorriu sem jeito– Alias, me chamo Nicholas– estendeu sua mão em cumprimento.

– Hannah – peguei sua mão.

– Foi um prazer Hannah, se precisar que alguém te mostre o colégio ou qualquer coisa, estou a disposição– ele piscou de um jeito fofo e eu morri um pouco por dentro.

Nicholas me parecia fazer o tipo bom garoto/fofo e definitivamente esse era o meu tipo de cara. Não que eu já estivesse tendo um crush no meu segundo dia de aula, mas era um pretendente...

– Eu agradeceria muito. Esse colégio é enorme, sinto que vou me perder nele–ri baixo e ele me acompanhou.   

– Se você quiser me passar seu número, eu posso te mandar uma mensagem no final da aula e então eu te levo em um tour pelo colégio– sugeriu animado.

– Pode ser– tentei soar indiferente, mas na real eu estava quase gritando "Sim, pelo amor de Deus!".

O moreno me passou seu celular onde o contato estava como "Hannah (a novata)" e eu digitei meu número, entregando o celular de volta para ele logo em seguida.

– Então a gente se vê mais tarde, até logo– ele fez um sinal com a mão, antes de sair andando na direção contrária.

– Até! – gritei de volta.

x

 Sabe o que era pior do que a aula na quadra quando se era novata? A hora do intervalo! Ver todos aqueles grupinhos de adolescentes e imaginar em qual eu me encaixaria era bizarro.

Passei pela mesa das lideres de torcidas, onde Heather tomava sua coca diet ao lado de suas colegas e fingia que não me conhecia –não que eu achasse que ela faria o contrario, mas...

A mesa das patricinhas, onde Makenzie e sua amiga morena estavam sentadas comendo salada e discutindo se o biscoito de uma delas era gluten free ou não. 

Megan estava sentada numa mesa mista de garotas e garotos, mas todos tinham aquela cara de que tiravam 10 em todas as matérias, porém ao mesmo tempo eram descolados. Ela me olhou com aquela cara dela inexpressiva e voltou sua atenção a discussão sobre a politica dos Estados Unidos que ocorria em sua mesa.

Eu achava que todas elas fingiram não me conhecer por medo de que eu tentasse "entrar" no grupinho de amigos delas, coisa que eu nunca faria, já que não me encaixava em nenhum.

Sentei sozinha com minha bandeja em uma mesa vazia no meio do refeitório. Abri a minha latinha de chá gelado e tirei meu celular do bolso. 

Enquanto eu bebia meu chá e mexia no celular –fingindo ter algo muito interessante para fazer lá, quando na verdade eu estava olhando a mesmas fotos na minha timeline do instagram pela decima vez, apenas para que ninguém percebesse que eu me sentia sozinha– ouvi burburinhos na mesa do lado onde haviam cinco garotos sentados. Eu não olhei muito a cara deles por vergonha, mas achava que tinha visto o garoto de dreads e seu amigo skatista sentados na mesma.

Tentei os observar pelo canto do olho para tentar entender o que eles falavam. 

– Cara, coitada, ela tá deslocada– ouvi o garoto de cabelo verde dizer.

– Nick, vai lá!  – incentivou o loiro.

– O Nicholas tá com vergonha– ouvi o de dreads explicar.

– Mas ter vergonha de pedir o número dela ele não teve né?– um garoto de óculos provocou e todos começaram a sacudir o braço do garoto e gritar coisas como "Quem tem dó é piano",  "Quem perde tempo é relógio", "Quem perdoa é Deus".

Revirei os olhos quase que automaticamente. Eu já disse que odeio garotos adolescentes barulhentos e idiotas? É, eu odeio.  

– Para com isso – Nicholas pediu tímido– Eu não peguei o numero dela com segundas intenções.

– Ah tá– o skatista disse rindo. 

– Já que o Nicholas é um bundão, eu vou lá– o garoto de cabelo verde avisou antes de levantar de sua mesa.

Ele estava vindo em minha direção, enquanto eu decidia mentalmente o que fazer. "Calma, vai dar tudo certo, não surta. Respira. Conta até dez. Um, dois, três, quatro, cinc..."

– Hm, Oi– o garoto com gosto duvidoso para roupas se sentou em minha mesa.

– Oi - sorri sem graça.

– Me chamo Edwin, você é a Hannah não é?– ele sorriu de maneira simpática.

– Sim.

– Eu e meus amigos– ele olhou para mesa ao lado e eu fiz o mesmo– Pensamos se você não queria se sentar com a gente. Eu sei o quanto é ruim se sentir sozinho e deslocado...

Eu não sabia o que dizer, seria muita falta de educação recusar, mesmo sabendo que eles estavam me "zoando", a minutos atrás. 

Apesar de odiar a ideia, eu acabei aceitando, afinal não queria parecer mal educada, não quando eu não conhecia quase ninguém ali. 

Andei sem jeito ao lado de Edwin, enquanto o mesmo carregava a minha bandeja – um cavalheiro– e fiquei parada ao lado da mesa onde se encontravam quatro garotos. 

Zion acenou para mim com um sorrisinho que parecia nunca sair de seu rosto e seu amigo skatista fez o mesmo de maneira animada– aquele garoto não podia ser tão animado daquele jeito, ele devia tomar alguma coisa, não era possível.

– Senta aí– Edwin fez um sinal para que eu me sentasse ao lado de Zion.

Me sentei  meio relutante, assim ficando de frente para Nicholas e o garoto de óculos. Edwin sentou ao lado deles.

– Oi Hannah– Nick cumprimentou meio sem graça, como se soubesse que eu tinha escutado tudo.

– Oi– sorri.

– Acho que não fomos apresentados– o de óculos disse com um sorrisinho no rosto– Me chamo Brandon.

Brandon? Meu cérebro ficou processando o nome, enquanto eu tentava me lembrava onde tinha escutado aquilo. E como um estalar de dedos a informação surgiu em meu cérebro "Brandon era o nome do tal garoto que namorava as três garotas ao mesmo tempo, o causador de toda aquela treta e da minha detenção...".

Eu estava frente a frente com o inimigo, sem ao menos conhecê-lo. 

 – Prazer em conhecê-lo– disse com um sorrisinho cínico.   

  – O prazer é todo meu– ele sorriu de volta. "É, será sim quando eu acabar com você, seu otário!"  

 


Notas Finais


Oi gente, e ai o que estão achando até agora?


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