História Womanizer - Capítulo 8


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Categorias PRETTYMUCH
Personagens Austin Porter, Brandon Arreaga, Edwin Honoret, Nick Mara, Personagens Originais, Zion Kuwonu
Tags Romance, Vingança
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Palavras 3.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - This is NOT a date


N I C H O L A S

O sinal tocou anunciando o final da aula entediante de geografia – se tinha matéria mais chata, eu desconhecia. Guardei meu caderno e minha caneta dentro da mochila, enquanto escutava a barulheira que meus colegas  faziam para sair da sala. Coloquei a mochila nas costas e andei até Zion, que me esperava na porta da sala. 

– Vamos jogar fortnite mais tarde? –  o garoto perguntou enquanto andava ao meu lado no corredor lotado.

– Pode ser – dei de ombros, colocando a mão nos bolsos.

Escutei meu estomago roncar pela quinta vez e comecei a cogitar a ideia ir comer em algum fast-food no shopping. Eu estava louco para comer comida mexicana a algumas semanas e meu estomago doía só de pensar em comer um taco ou então um burrito...

A risada alta e contagiante de Hannah ecoou no corredor, me tirando de meus pensamentos. Avistei a garota baixinha no meio de Edwin e Austin, rindo de alguma bobagem que os dois disseram. 

Edwin passou um de seus braços pelo pescoço da garota, rindo ainda mais de algo que Austin dizia. Hannah empurrou o braço do loiro, balançando a cabeça negativamente.

– Apaixonado, Mara? – escutei a voz rouca de Brandon dizer bem atras de mim e fiz uma careta.

Ah, mas agora não se pode mais observar as pessoas que já está apaixonado, é isso?

Virei o meu rosto para o lado, vendo Arreaga me encarando com uma de suas sobrancelhas levantadas e um sorriso brincalhão nos lábios.  

O olhei sério, mostrando que não tinha achado graça, logo em seguida desviando meu olhar para Zion, que jogava algum jogo em seu PSP e nem prestava atenção nas coisas ao seu redor.

– Calma, eu só estou brincando –  Brandon riu da minha expressão e apertou meus ombros com as duas mãos, como se estivesse massageando o local.

– Tira as mãos do meu homem!   – Austin disse com uma voz fina, tentando imitar uma garota e B levantou as mãos rendido.

Hannah e Edwin riram da fala de Porter e eu não pude conter a risada. 

– E aí, o que vamos fazer hoje seus losers? – Zion perguntou, guardando seu PSP no bolso de sua mochila. 

– Eu queria comer algo no shopping agora. Vamos? – perguntei para as cinco pessoas paradas em minha frente.

Austin e Edwin se entreolharam, parecendo que estavam se comunicando mentalmente.

– Eu tenho um encontro hoje, não vai dar – Arreaga disse, colocando a mão em meu ombro.

– Eu também tenho, é mais tarde, mas tenho que me arrumar – Edwin explicou, ajeitando a mochila que caia de seu ombro.

– Austin? –  encarei o loiro, esperando sua resposta.

– Ah, não vai dar... –  ele coçou a nuca – Eu tenho que fazer umas coisas – Porter pareceu pensar um pouco –  Com a minha vó... Eu prometi  que ajudaria ela.

Austin estava mentindo, eu sabia sempre que ele mentia sobre algo – afinal ele era um péssimo mentiroso. Só não sabia exatamente o porque ele estava mentindo pra mim, talvez ele não quisesse sair comigo, só isso...

– Z? – chamei o garoto de dreads e ele pareceu sair de um transe.

Zion parecia estar sempre em outro mundo, incrível!

– Hm... – ele revezava o olhar entre eu e Austin – Eu...É, eu tenho um encontro hoje –  respondeu calmo, agora me olhando.

– A Hannah pode ir com você – Porter apontou para a garota morena ao seu lado.

Senti meu corpo todo gelar e engoli em seco. Comecei a suar só em pensar na possibilidade de ficar sozinho com ela – não que fosse acontecer alguma coisa, mas eu me sentia nervoso ao lado dela na maioria das vezes. 

A garota morena fitou Austin com uma expressão confusa e em seguida olhou para mim com um sorrisinho sem graça. 

– Eu não trouxe dinheiro – Hannah torceu a boca, parecendo decepcionada.  

– Não tem importância, eu te empresto – Edwin tirou algumas notas do bolso de sua calça jeans larga e deu na mão da garota que o encarava com o cenho franzido –  Agora vai com o Nick – ele literalmente a empurrou em cima de mim.

– Mas Ed... – Hannah tentou protestar, olhando para o dinheiro em sua mão.

– Depois você me dá – o garoto fez um sinal com a mão –  Bom almoço pra vocês! – Honoret deu um sorrisinho.

Semicerrei os olhos, desconfiado de toda aquela cena. Eu duvidava muito que eles tivessem algo pra fazer mais tarde.

– Tudo bem mesmo eu ir com você? – a garota baixinha sussurrou quando se virou para me encarar, provavelmente notando a expressão nada contente que eu tinha no rosto.

– Claro! –  exclamei  animado, passando meu braço pelos ombros dela e consequentemente ficando de costas para os garotos.

Hannah sorriu pra mim e senti meu coração errar a batida. Não pude evitar de sorrir igual um idiota pra ela. 

A morena virou um pouco o corpo para olhar os garotos e abanou a mão para eles, virei meu pescoço também para olha-los e vi Zion rir de maneira maliciosa pra mim, enquanto Brandon silabava um "Faz uma cesta hein?". Revirei os olhos e voltei minha atenção a saída do colégio. 

x

Estávamos em silêncio, eu fingia prestar atenção no transito, enquanto batucava algo no volante. Aquele silêncio estava me matando, então decidi ligar o rádio. 

Dilemma começou a tocar e Hannah imediatamente desviou o olhar da janela para mim. A morena sorriu e eu não entendi muito o por quê. 

– No matter what I do, all I think about is you... – a garota começou a cantarolar com a musica no banco ao lado.

A observei pelo canto do olho, vendo que a mesma fazia uma dancinha engraçada com os braços e não pude evitar de rir. Hannah riu junto e me deu um tapinha de leve no braço.

– Para de rir Nicholas! – ela ordenou parecendo envergonhada. 

– Desculpa, Marie – respondi ainda rindo.

Ela cruzou os braços e levantou as duas sobrancelhas, tentando parecer brava comigo. O que fez com que ela ficasse 10x mais atraente – se é que isso era possível. 

– Você está tentando parecer brava? – perguntei tirando meus olhos do caminho e ela não respondeu nada – Porque parece que sim – provoquei enquanto colocava o meu indicador em sua bochecha. 

Hannah tentou reprimir um sorriso, sem sucesso algum.

– Ué, parece que alguém está sorrindo – brinquei apertando de leve sua bochecha com a minha mão livre.

– Para de graça – ela deu um tapinha em minha mão, enquanto ria.

Logo a parte mais esperada da musica chegou e Hannah fez um sinal com a mão, como quem esperava ansiosamente aquela parte também.

– I love and I need you...Nelly, I love you, I do...and it's more than you'll ever know...  – cantamos juntos de um modo dramático e em seguida gargalhamos um do outro. 

Era engraçado o quanto nos dávamos bem e também o quanto eramos parecidos em algumas coisas.

x 

Hannah observava tudo a nossa volta, enquanto batucava com as duas mãos na mesa de madeira da praça de alimentação. Ela provavelmente nunca tinha vindo ao shopping da cidade. 

–  Você nunca veio aqui né? – questionei e ela desviou seu olhar do burguer king para mim.

– Não – confessou meio tímida – Me mudei faz pouco tempo.

– Ah...Você era de onde? – apoiei meus braços na mesa, tentando ficar mais perto dela.

– Kansas – respondeu e eu arregalei os olhos surpreso –  É, eu sei, é longe.

– E por que você veio pra cá? – perguntei curioso.

– Bom, a família da minha mãe toda mora aqui, então...–  ela deu de ombros, desviando seu olhar para o Taco Bell – Nós fomos pro Kansas quando eu tinha uns quatro anos, meu pai tinha recebido uma proposta de emprego muito boa lá –  a morena tinha o olhar perdido enquanto falava, como se estivesse realmente se lembrando de tudo  –  Mas depois que ele faleceu, não fazia mais sentido ficar lá, eu acho... –  Hannah voltou a me olhar e colocou uma mecha de seu cabelo atras da orelha.

– Eu sinto muito –  torci a boca, me sentindo mal por tê-la feito falar sobre aquilo. Devia ser difícil pra ela, eu não me imaginava sem meu pai.

– Tudo bem, já fazem dois anos – ela sorriu fraco e eu por instinto peguei sua mão em cima da mesa. 

A garota abriu a boca como se fosse falar algo, mas não disse nada, apenas observou nossas mãos juntas. Acariciei sua pequena mão com o polegar, fazendo contato visual com ela. Eu queria passar que estava aqui para apoia-la se ela precisasse. 

Hannah sorriu de um jeito fofo e desviou o olhar para a mesa, parecendo tímida. 

O objeto que "avisa" quando a comida está pronta, acendeu uma luz vermelha e começou vibrar em cima da mesa, fazendo com que nos dois dessemos um leve pulinho da cadeira, quebrando todo o clima. 

Soltei a mão de Hannah e me levantei, segurando o objeto quadrado e mãos. Sai andando até o Taco Bell, entregando o objeto para a atendente e pegando minha bandeja logo em seguida. Andei de volta até a mesa, encontrando Hannah mexendo em seu celular. Ela levantou o olhar quando coloquei a bandeja em cima da mesa e sorriu para mim. 

– Você tem irmãos? –  perguntei  antes de dar um gole em meu refrigerante

– Tenho um...Ele acha que vai ser ator – Hannah soltou uma risada anasalada.

– E ele é bom? – questionei antes de comer um nacho. 

– Parece o próprio Joey de Friends atuando – riu – e ainda chama Joseph...

Rimos juntos do comentário dela. 

Um silêncio se instalou e eu me perguntei se não estava sendo chato enchendo ela de perguntas, como se fosse um apresentador de talk-show.

– E você, tem irmãos? Além da Megan, é claro – ela fez uns gestos com as mãos, mordendo seu taco logo em seguida.

Ué, como ela conhecia a Megan? Minha inteligente – e insuportável – irmã era um ano mais nova que a gente, então elas não tinham aulas juntas nem nada do tipo...

– Eu tenho mais dois irmãos mais velhos – expliquei –  De onde você conhece a Megan? –  perguntei confuso.

 Hannah deu um gole em seu refrigerante e me encarou de volta.

– Bom, ela é popular... –  deu de ombros.

Suspirei e concordei com a cabeça.

Megan realmente era popular, afinal estava envolvida em praticamente todos os projetos daquela escola. Ela era a "repórter" do canal do colégio, coordenava e escrevia matérias para o jornal, era a líder do grêmio estudantil e mais outras coisas que gente nerd gosta de fazer. 

– É, você tem razão –  concordei rindo.

Tinha terminado de comer, então fiquei ali observando Hannah comer seu burrito e pensando o quão bonita e fofa ela era. Devia ter vários caras atras dela, eu nunca teria chance.

Ri mentalmente de mim mesmo. 

Eu sou um idiota...

Conseguia ouvir a voz de Arreaga dizendo "Mara, você é um loser!" em minha mente. Não que ele me dissesse isso com essa intenção, bem pelo contrario, ele me dizia isso quando eu falava que não era bom o suficiente pra algo e completava com um "Você é bom em tudo que faz, só precisa acreditar mais em si mesmo". 

Hannah limpou a boca com um guardanapo, fazendo com que minha atenção fosse para seus lábios rosados. 

Como será que era beija-la? Eu postava que era muito bom...

– O que foi? –  Hannah perguntou confusa, fazendo com que eu saísse de meus devaneios –  Minha boca tá suja? – ela ameaçou pegar outro guardanapo e eu neguei com a cabeça.

Merda, era obvio que ela tinha reparado que eu estava olhando pra boca dela. Nem pra disfarçar as coisas eu sirvo...

– Ahn, não –  sorri sem graça.

A morena semicerrou os olhos desconfiada, mas logo continuou comendo seu burrito. 

x 

Andávamos pelo shopping, enquanto Hannah xeretava a vitrine das lojas e as vezes fazia alguns comentários engraçados. Estava a esperando em frente a uma livraria, já que a mesma disse que olharia o preço de um livro. 

Fiquei observando o movimento, enquanto dava uma colherada em meu sorvete de creme, até que a garota morena finalmente saiu de lá e pegou o seu potinho de sorvete que estava em minha mão. 

– O que acha de ir ao cinema? – perguntei apontando em direção a bilheteria.

– Pode ser! – ela respondeu visivelmente animada ao meu lado. 

Andamos até o local e ficamos na fila – a qual tinha umas cinco pessoas só. Continuei comendo meu sorvete, até que Hannah aproximou o rosto do meu e eu paralisei. Ela colocou sua mão livre em minha bochecha, enquanto encarava minha boca atentamente. Senti meu coração ameaçar acelerar e engoli em seco. A garota colocou o polegar no canto de minha boca e pareceu limpar algo que estava ali.

Meu Deus, é obvio que ela só estava limpando a sua boca que estava suja de sorvete!

A morena sorriu pra mim meio tímida e tirou a mão de meu rosto. Sorri de maneira nervosa e soltei o ar que sequer percebi que segurei. 

Aí, ai, você é um perdedor Nicholas.

 

Ficamos um bom tempo para decidir o filme, mas acabamos por escolher um filme aleatório de ação que estava passando.

O filme já estava no meio e eu fingia prestar atenção nele, quando na real eu estava mais viajando em meus pensamentos que assistindo algo.

Comecei a me lembrar das histórias que Zion e Edwin contavam sobre ir ao cinema com garotas e me mexi desconfortável no banco. Eu conseguia me lembrar direitinho do tutorial que Kuwonu fez para ensinar Austin como beijar uma garota no cinema, enquanto todos nós riamos da cara dele. 

Talvez eu devesse usar esse tutorial agora? Ou será que eu deveria esperar?

Eu odiava o fato de ser tão inseguro e confuso, se eu fosse desinibido e confiante como Brandon era, talvez minha vida fosse muito mais fácil. 

Ok, todos os meus amigos me diziam que Hannah gostava de mim, mas eu não tinha tanta certeza assim e isso me matava por dentro. 

– Você tá viajando né? – a morena sussurrou  em meu ouvido e eu me arrepiei.

– Tá, tão na cara assim? – murmurei de volta, a encarando.

Ela assentiu e riu baixinho, entrelaçando seu braço no meu e deitando sua cabeça em meu ombro logo em seguida.

Estava meio frio no cinema, minhas mãos estava geladas e ela provavelmente percebeu isso, já que segurou minha mão entre suas pequenas mãos, tentando esquenta-la. 

Era cômico o quão nervoso eu ficava perto dela. Estava extremamente frio, mas eu podia sentir que estava suando de nervoso por estar tão próximo. Podia sentir o perfume floral e doce na medida certa que ela usava, assim como o cheiro suave de seu cabelo castanho. Tudo isso me deixava ansioso, tanto que meu estomago estava estranho, como se eu fosse vomitar a qualquer momento. Apesar disso, eu me sentia confortável com ela e tudo isso era estranho pra mim.

x

Meu celular tocou assim que saímos da sessão. Vi o nome de Megan no visor e revirei os olhos. Estava tudo muito lindo né? Alguém tinha que estragar...

– O que você quer Megan? – atendi seu animo.

– Nicholas Carter Mara, onde você tá? – escutei a voz estridente de minha irmão gritar do outro lado.

– No shopping, o que você quer? – respondi seco, revirando os olhos, enquanto Hannah apenas ria de minha expressão.

– Vem me buscar na escola, agora! – disse autoritária.

– Ah, mas por acaso eu sou motorista da madame? –  respondi irônico, vendo a garota morena em minha frente gargalhar de minha fala.

– É! –  gritou de volta – Vai logo.

– Megan, eu não vou, se vira... pede um uber, sei lá – respondi sério – Agora, tchau – encerrei a chamada, escutando ela me xingar de todos os palavões possíveis.  

Guardei meu celular no bolso da calça e suspirei, voltando minha atenção para a garota baixinha e morena parada em minha frente. 

– Ah, eu adoro esse amor entre irmão – brincou, andando ao meu lado. 

– A Megan é muito chata – reclamei – Ela quer ter controle de tudo, acha que manda em todo mundo... Nem tamanho tem, essa anãzinha – dei de ombros, escutando a risada fofa de Hannah. 

A garota morena me abraçou de lado e eu passei meu braço por seus ombros, a puxando pra mais perto.

– Obrigada por hoje, Nick – disse ainda em meus braços e eu sorri feito um tonto.

– Obrigado você! –  respondi a abraçando com os dois braços e a apertando um pouco.

– Você tá me deixando sem ar – murmurou enquanto ria e eu a soltei, rindo também.

– Foi mal – ri sem graça.

x

Estávamos em silêncio no carro e se não me falhava a memoria, faltava pouco para chegarmos até a casa de Hannah. 

– Sabe, eu estava pensando – a morena começou, desviando o olhar da janela – Isso foi um encontro? –  perguntou agora me olhando.

Senti meu corpo gelar ao escutar aquilo e não fiz contato visual com ela. Lá estava eu nervoso de novo, sentindo minhas bochechas queimarem.

Ela tinha me pegado.

– Não – respondi com convicção.

– Mas é dia dos namorados e...– ela começou explicando, mas eu a cortei.

– Ah, mas não tem nada a ver – tentei explicar, mas não fazia nenhum sentido o que eu estava falando.

– Eu acho que isso se parece com um encontro... – Hannah fingiu pensar, enquanto tinha a mão no queixo.

Virei meu rosto para olha-la e semicerrei os olhos, fingindo estar bravo.

– Eu acho que foi só dois amigos saindo e se divertindo juntos – dei de ombros.

– No dia dos namorados? Isso me cheira a encontro – a morena insistiu, provavelmente para me irritar.

– Hannah...  –  chamei fingindo estar bravo.

– Nicholas... – ela disse no mesmo tom e demos risada um do outro.

Virei o carro na rua de Hannah e estacionei o mesmo em frente a grande casa de dois andares, a qual era pintada de branco e tinha um pequeno jardim na frente.

Nos entreolhamos dentro do carro e eu girei a chave, desligando o motor. 

– Obrigada por hoje, eu me diverti muito –  a morena sorriu sincera e eu senti meu coração acelerar. 

– Não foi nada, eu também me diverti muito – respondi sorrindo feito um idiota apaixonado e ela correspondeu.

– Enfim, eu vou indo –  ela se aproximou de mim e todos os pelos do meu corpo se arrepiaram. 

Quanto mais ela se aproximava, mais meu coração acelerava. Minhas mãos estavam suando e meus músculos tensos, deixando meu corpo estático. Entreabri a boca como se fosse dizer algo, mas fiquei mudo. 

Hannah depositou um beijo demorado em minha bochecha e sorriu quando se afastou.

Ela abriu a porta do carro e me lançou um sorrisinho malicioso, acompanhado de uma piscadela antes de descer do mesmo. 

Com toda a certeza ela percebeu o quão tenso fiquei e achou graça disso...

Observei a morena fechar a porta do carro e caminhar calmamente, passando a mão por seus braços, provavelmente por causa do vento gelado do lado de fora. Logo ela abriu a porta de madeira de sua casa e entrou na mesma. 

Me encostei no banco de novo, encostando com tudo minha cabeça no estofado, apertando o volante com força logo em seguida. 

Talvez eu tivesse perdido uma boa oportunidade de avançar um passo com ela. Eu não queria ir rápido demais e nem apressar nada, mas eu sabia que tinha perdido uma oportunidade de pelo menos me mostrar interessado.

x

Estacionei o carro na garagem de fora e travei as portas do mesmo com o alarme. Sai andando calmamente até a porta de casa e destraquei a mesma, abrindo ela logo em seguida. 

Entrei na sala de casa e quase tive um infarto pelo susto que levei quando vi quatro garotos ali dentro. 

Zion e Austin jogavam fortnite na TV de 50 polegadas que tinha na sala de estar, sentados lado a lado no grande sofá marrom de couro, Kuwonu tinha os pés apoiados na mesma de centro – se minha mãe visse aquilo, infartaria. Edwin estava sentado ao lado de Austin, apenas observando o jogo e Brandon estava sentado na poltrona ao lado, da mesma cor do sofá, mexendo no celular enquanto comia uma maçã. 

– Que merda vocês estão fazendo aqui? – perguntei confuso.

Os quatro garotos me encararam surpresos e eu cruzei os braços irritado. 

– E aí, como foi? – Edwin perguntou parecendo animado e curioso ao mesmo tempo.

– Você não tinha um encontro? – perguntei semicerrando os olhos e o garoto revirou os olhos.

– Só, você acreditou nisso... – Austin riu.

– E você não ia ajudar sua vó com sei lá o que?

– Nicholas – ele fez uma pausa, cruzando as mãos e apoiando o rosto nas mesmas – Minha avó mora na Carolina do Norte – explicou como se fosse algo obvio e eu revirei os olhos.

– Aí, Nick, todo mundo saiu fora pra você sair com a Hannah – Arreaga explicou calmo – De nada – deu uma piscadela pra mim e eu balancei a cabeça de um lado para o outro, mostrando desaprovação.

– E eu espero que tenha valido a pena, porque eu queria ter ido comer um burrito – Zion fez uma careta para mim, mas logo voltou sua atenção ao jogo.

– Quer dizer, você beijou ela né? – Edwin me encarou esperançoso e eu suspirei, negado com a cabeça – Porra Nicholas!

 Todos os garotos me encararam furiosos, menos Brandon, que gargalhava na poltrona.

Franzi o cenho confuso, sem entender o porque o garoto de óculos ria tanto, mas logo entendi, quando vi Edwin, Austin e Zion tirarem cinco dólares do bolso e darem na mão de Arreaga, com as caras mais emburradas que tinham.

Aqueles filhos da puta tinham apostado que eu beijaria ela!

– Vocês apostaram isso? Eu não acredito! – gritei irritado, fechando minhas mãos em punho.

– É, e perdemos porque você é um frouxo! – Zion gritou a ultima parte  e eu fui na direção dele, pronto para lhe dar uns tapas, mas fui impedido por Edwin, que se enfiou no meio.

– Calma ai, Nick – Honoret pediu com a mão em meu peito. 

– Eu estou indo com calma, se é que isso interessa a vocês – respondi irritado, olhando para meus amigos.

– Estamos vendo mesmo... – Porter zombou, rindo logo em seguida.

– Nicholas, vai pra cima! – Brandon disse quando se levantou da poltrona – Se você demorar muito ela vai cair fora – o moreno colocou as mãos em meus ombros e eu suspirei.

– É, demonstra interesse cara – Ed me deu um tapinha nas costas. 

Eu sabia que tinha vacilado e perdido uma boa chance, mas primeiro tinha que lutar contra a minha insegurança e medo de ser rejeitado, antes de tentar algo com Hannah.


Notas Finais


Oi gente, e aí?

Vocês queriam Nick e Hannah? Toma aí um capitulo cheio do otp!

Eu estava pensando e talvez eu tenha perdido todo o foco da fanfic? Talvez, mas isso é culpa do Nicholas e da dança dele em jello!

Prometo que vou voltar o foco na vingança tá bem?


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