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História Womanizer - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Capítulo 12


Fanfic / Fanfiction Womanizer - Capítulo 12 - Capítulo 12

Paro de correr e me agacho perto de um arbusto na esperança de ninguém ter me notado; eu estava ofegante e minhas mãos estavam trêmulas devido ao estresse. Faltava pouco até eu chegar à um pequeno chalé que tínhamos por ali, era o único lugar quem eu consegui pensar para me esconder sem que fosse os esconderijos em outras cidades. 

Durante a rota eu não havia encontrado ninguém, o que acabou sendo até melhor por estarmos espalhados. Saber que tinha comida e armas no chalé me deixava mais tranquila, mesmo não tendo segurança sobre lá possuir mais alguns invasores. 

Continuo correndo e me aproximo do chalé, ficando na espreita, tentando captar qualquer movimento suspeito. Pego uma garrafa de vidro que tinha ali e a seguro comigo para usá-la como arma. Ando para mais perto da porta e suspiro antes de abrir, quase que rezando para não ter que lutar na condição que estou. 

Bato a garrafa da lombada da porta, a deixando quebrada pela metade. Chuto a porta antes que alguém pudesse se manifestar e me deparo com Feitan e Shizuku em pé na minha frente me apontando pistolas. 

— (S/N)! — Shizuku relaxa os ombros e os dois abaixam as armas. 

— Graças à Deus. Só tem vocês aqui? — pergunto. 

— Sim, por enquanto. Estou particularmente preocupado com a situação do esconderijo — Feitan diz — Pelo visto, temos algum traidor entre nós. 

— É alguém que conhece o nosso local... Quando eu estava correndo para cá, não vi ninguém conhecido — ponho a garrafa em um canto — Vocês tem algum palpite?  

— Não olhem para mim, eu sou uma pessoa esquecida. — Shizuku dá de ombros e se senta na pequena poltrona dali. 

— É difícil dizer algum nome, ou todos ficaremos paranóicos — Feitan se senta junto com a morena — O jeito é esperar algum deslize do invasor. 

— O problema é quanto tempo isso vai levar — digo. 

Me sentei no chão e apoiei o braço sobre as minhas pernas. 

— Eu deixei Hisoka para trás. 

Shizuku arregala os olhos sutilmente para que eu não perceba. 

— Você sabe que já vamos ver ele. Afinal, somos a Trupe Fantasma! — Ela abre os braços — Olha quantos anos tem essa organização! Não é um idiota qualquer que vai acabar com isso da noite pro dia. 

Dou um sorriso singelo. 

— Obrigada, Shizuku. 

(...) 

Já haviam se passado cerca de uma hora e desde então, apenas Shalnark, Phinks e Nobunaga tinham chegado ao chalé. 

— Vocês têm certeza que não viram ninguém para trás? — indago. 

— Temos! Quantas vezes fará essa pergunta? — Phinks bufa. 

— Deixe de ser grosso, Phinks — Shalnark o repreende — (S/N) só está preocupada. 

— Grande merda. 

Reviro os olhos e quase no mesmo instante todos nos levantamos de onde estávamos para prestar atenção: Eram barulho de passos pesados. Feitan joga uma arma para Nobunaga e os dois ficam ao lado da porta, esperando a mesma ser aberta. 

— Abram a porta! — ouço Machi gritar do lado de fora e meu coração se acelera. 

— Como saberemos se está sozinha? — Feitan grita de volta. 

— Feitan... Abra... — Chrollo falou baixo. 

O moreno resolve abrir a porta e nós todos ficamos pálidos. 

Chrollo estava sangrando. 

— O que aconteceu?! — Eu falo alto e vou até os dois, dando apoio para meu chefe do lado direito. 

— Ele foi atingido quando invadiram lá dentro — a garota de cabelo rosa diz ofegante, enquanto colocávamos Chrollo em cima da mesinha que tinha ali — Aqueles filhos da puta! 

— Deixa que eu resolvo isso — digo, apertando a perna dele que não parava de sangrar — Peguem o kit de primeiros socorros no quarto!  

Rasguei minha blusa e amarrei a coxa dele com força para tentar estancar o sangramento. 

— Querida, estou ficando meio tonto... — Chrollo sorriu para mim. 

— Você perdeu sangue demais. — Tento controlar minhas mãos trêmulas, mas à medida que o tempo passava, a minha vontade de chorar de desespero só aumentava. — Fique calmo, eu cuidarei de você. 

Chrollo assentiu e então eu comecei a tratá-lo. 

(...) 

Estava quase de noite e por sorte, Chrollo já estava descansando e com os curativos. Resolvemos partir amanhã de manhã para o esconderijo mais próximo, já que até então mais ninguém tinha aparecido por aqui. Phinks e Nobunaga iam buscar algum carro e só deveriam voltar mais tarde. 

A maioria já estava dormindo e por mais que eu quisesse — e precisasse — descansar, eu não conseguia. A ideia que meus companheiros provavelmente estavam sendo torturados por informações não me deixavam dormir. 

Eu queria sair daquele maldito chalé e resgatá-los. 

— Querida... Relaxe. 

Olho para o lado e Chrollo estava com o braço sobre os olhos. 

— Eu não consigo. 

— Eu sei — ele olha pra mim — mas não será possível resgatar nossos amigos se você não estiver descansada. 

— Como eu vou dormir sabendo que o Hisoka está sofrendo por causa de mim, Chrollo?! 

— Hisoka? — arqueia a sobrancelha — Ah, sim... Estavam juntos, não? 

— Ele ganhou tempo para eu fugir — falo baixo — E se realmente estiverem os torturando, você sabe que ele é o que mais sofrerá. 

Chrollo ri. 

— Aquele sarcasmo vai ferrá-lo de tantas formas... — ele continua rindo. 

— Você acha isso engraçado?   

— Não, querida. 

— Então pare de rir antes que eu te lembre como seu ferimento está doendo. 

— Não precisa de ameaças! Estou rindo porque é fofa a sua preocupação — sorri — Hisoka Morow é um dos mais fortes que temos. Se ele ficou para trás, é porque sabe o que está fazendo. 

— Do mesmo jeito, os outros estão em perigo e parece que ninguém está dando a mínima! Você é o dono disso tudo, Chrollo — me levanto — Mas porquê parece que só eu quero agir alguma coisa nessa organização? 

— Pare, (S/N) — ele desvia o olhar — você sabe mais do que ninguém que eu daria a minha vida pela a aranha sem ter que pensar muito. 

Suspiro e vou para o quarto, me deitando em uns lençóis que estavam forrados no chão.

Minha cabeça estava à mil e aquilo me matava. Eu tinha que manter a calma para pensar direito, mas eu só ficava com cada vez mais raiva. 

Lembrar do rosto do mágico antes de eu deixá-lo fazia meu coração ficar apertado. Me encolhi na minha cama improvisada e as lágrimas rolavam pelo o meu rosto, acompanhado pelos espasmos que meu corpo dava. 



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