História Wonderful, a terra das Magnólias - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Virei-me para ver quem havia dito. Era uma mulher de pele escura num tom de chocolate ao leite, usando um vestido rodado e simples, branco com bolinhas pretas e um salto básico preto. Seu cabelo era nitidamente muito bem cuidado, imensamente longo e liso, ia até a cintura e tinha uma coloração negra. Os olhos dela eram claros, num azul turquesa e seus lábios carnudos bem desenhados e destacados pelo batom cor de vinho. Ela usava argolas africanas prateadas e um colar cujo pingente era uma estrela, também prateada. Tinha pernas grossas e uma cintura invejável. Seus seios eram medianos e muito bem valorizados por um decote leve em seu vestido. – Essa é a Khalas? – Questionou, abrindo um sorriso muito cativante enquanto se aproximava de mim.
- Sou... muito prazer. – Disse, lhe dando um sorriso discreto. Ela envolveu meus ombros em um braço e deu um beijo em minha bochecha, pude sentir um perfume marcante e doce, semelhante à um que gosto bastante.
- Seja bem vinda, meu amor. Eu sou a Aurora, a proprietária do lugar. Fique à vontade, certo? – Olhei para a moça, e em seguida estudei aquele local imenso e cuidadosamente decorado de maneira clássica, um pouco envergonhada. – O que vocês estão esperando para mostrar a casa à Khalas? – Reclamou, batendo leves palminhas. – Vão, levem ela para a sala de jantar porque a coitada com certeza tá morrendo de fome, e depois levem ela para o quarto. Eu estou de saída, infelizmente não vou poder ter o prazer de dialogar com nossa convidada especial, mas na janta estarei aqui. – Ela virou-se para mim novamente, sorrindo. – Se não gostar de algo, pode falar comigo. Beijos. – Então saiu, apressada. De acordo com minhas observações, concluí que ela era bastante simpática, mas dona de uma personalidade forte, me passou a impressão de que nasceu para liderar. Voltei-me para o homem gigante o qual me recebeu, que sorria.
- Vamos para a sala de jantar, então. Siga-nos, senhorita. – Disse, virando as costas e se dirigindo ao local.
- Eu acabei de dizer que prefiro apenas “Khalas”... – Ressaltei.
- Perdão, não vou mais cometer este erro. – Eu segui o gigante, a mulher do black e o gato preto até a sala de jantar. Havia uma mesa enorme, aquelas que sempre apareciam em famílias nobres de filmes antigos, e decorada com muito alimento. Ele indicou para que eu me sentasse, e a mulher sentou-se ao meu lado, enquanto o gato sentou-se sobre a mesa. Achei meio incorreto, já que era um animal. Mas fiquei quieta, visto que ele aparentemente tinha um papel importante no local. O gigante permaneceu de pé e começou a me servir. Ele colocou em meu prato arroz, um caldo que parecia ser do cozimento de frango e bolinhos que pareciam coxinhas, só que pequenos. A bebida que ele colocou na taça era aparentemente suco de beterraba.
- Não se preocupe com ordens de etiqueta, nós achamos isto uma besteira aqui.
- Sério? Então o jantar aqui é as 20:00? – Questionei, sentindo-me idiota pela pergunta.
- Exatamente! – Respondeu, sorrindo como se a minha pergunta fosse relevante. Então começamos a comer.
- Então... que papo todo é esse de peça-chave, líder, convidada especial e não sei o que lá? – Questionei, sentindo um alívio por finalmente estar perto de obter as respostas.
- Antes de tudo, peço desculpas pelo nosso amigo Midnight, por ter lhee trazido sem nenhum aviso. – Soltou um riso um pouco sem graça. – Mas acho que qualquer pessoa correria para um psicólogo se ouvisse um gato preto pedir para que você o siga pois precisa de você na dimensão dele.
- Sim, com certeza. – Concordei, sorrindo. Acho que até agora, ela é a pessoa mais normal que apareceu.
- Como a sala de informações lhe informou, você está em Wonderful, a terra das magnólias. É uma dimensão que não pode ser acessada por humanos, porque ela existe especialmente para outras raças que precisam de abrigo, ou outra coisa. Os humanos que podem adentrar Wonderful precisam ter outra raça em sua árvore genealógica, e olhe lá, porque mesmo assim eles precisam de um motivo relevante para passarem pela barreira E SE eles descobrirem sobre a existência de Wonderful. Você está aqui porque tem antepassados que vieram daqui, o nosso sangue corre em suas veias.
- Nossa, eu tenho antepassados de outra dimensão? Isso é loucura! – Exclamei, empolgada, enquanto degustava os bolinhos que agora eu sabia que eram de camarão. – Mas fora isso, qual o motivo relevante que me faz estar aqui?
- Acontece que no passado de Wonderful, existiam classes sociais. Hoje isto não tem mais importância alguma aqui, e todas as raças são tratadas de maneira equivalente. Mas alguns descendentes de raças antigamente inferiorizadas, que na verdade são muitos, resolveram tomar posse desta dimensão.
- Desgraça! – Exclamei. – Mas vocês não tem forças suficientes para acabar com todos os revoltosos?
- A princípio, conseguíamos controlar bem com nossas forças, até isso se tornar um problema dimensional. Esses revoltosos tomaram consciência que não conseguiriam fazer muita coisa e, não sei de que maneira, eles conseguiram envolver seres de outras dimensões nesta confusão, e agora não temos apenas seres de Wonderful contra nós, mas também de outras duas ou três dimensões.
- Isso é bastante complicado, que problemão. Mas o que tenho a ver com isso?
- É aí que você entra! O seu avô era um grande líder para Wonderful, literalmente. Sabia manusear armas como ninguém, além de exercer papéis no governo importantíssimos. Aurora, a mulher que falou contigo, era como filha dele. Ele a ensinou a liderar, governar e lutar, e disse que quando falecesse, queria que ela liderasse. Ela é uma excelente líder, mas não está conseguindo dar conta de tudo isso e entendemos muito bem, afinal, são três dimensões e o seu próprio povo contra ela. Ela pediu orientação à... hm.. – Interrompeu-se, como se procurasse a palavra correta para se referir – alguém muito importante aqui em Wonderful, que orientou procurar por você, que seria a nossa peça-chave.
- Oh... como funciona isto de peça-chave? A telona lá me explicou, mas não entendi nada.
- Você tem o limite de seis semanas para se preparar para uma batalha contra o líder dos revoltosos, mas têm a vantagem de escolher qual a maneira que você quer que o jogo seja e fazer metade das regras dele, a outra metade será feita pelo outro líder.
- E como isto foi decidido?
- Entramos em um acordo com o povo. Se nossa peça-chave vencer, todos que se revoltaram perderão benefícios temporariamente, mas pelo tempo que o nosso vencedor decidir. E se a peça-chave deles vencerem, entregamos o governo e procuramos outra dimensão.
- Até que foi fácil entender!
- Só que tem muito mais coisa, isto tudo foi apenas o básico. Eu não digo porque passaria horas e horas te explicando detalhe por detalhe, então é melhor que você vá descobrindo tudo aos poucos. Só para lembrar que você terá que lutar e vencer esta batalha por nós.
- Oh... eu preciso lutar!? – Exclamei, acabando de me dar conta do problemão que todos ali estavam me envolvendo. Se isto fosse uma história clichê de garota que descobre que tem poderes, eu já estaria histérica e desesperada, super triste. Mas comecei a dar pulos de alegria. – Eu sou a peça-chave!!! – Berrei, rindo. O gato e a moça trocaram um olhar surpreso. – Espera, se eu sou a peça-chave, eu quem vou comandar o exército!?
- Sim. – Responderam, e novamente eu comecei a dar pulos.
- EU VOU MANDAR EM UM EXÉRCITO!!! – Gritei, me sentindo super útil. – Eu sou a líder, eu nem acredito que pela primeira vez na vida me escolheram como líder de algo! Vocês têm certeza de não ser um engano? Aliás, o melhor engano para mim, haha!
- Nem se empolgue tanto, esquisita. – Disse uma voz masculina que invadiu o local, parei de pular e virei-me. Era um garoto alto, 1,78 cm por aí, de pele rosada e cabelo curto com cachos bem abertos. Uma jaqueta preta de couro, camisa preta com um desenho de caveira enorme e botas coturno. – Você vai ter que vencer esta batalha, e não será fácil, visto que você é uma sedentária que não deve saber nem empunhar um machado.
- Quem é você? – Questionei, desanimada. Quem não sabe aprende, mas acho que ele tem um complexo de superioridade que o impossibilita de ver isto.
- Aaron, Aaron Klein. – Respondeu, me dando um olhar nitidamente debochado. Seu olhar era destacado por sobrancelhas grossas e seus olhos eram azuis. Reparei que sua orelha direita tinha um brinco preto e alguns piercings. – E eu vou treinar você para batalhar.
- Pegue leve nos treinos, Aaron. – Disse a mulher, levantando da cadeira e se pondo ao meu lado. – Ela ainda não sabe muito bem como lidar com este tipo de coisa.
- Cale a boca, Meissa. Você não sabe o que é melhor, o líder aqui sou eu.
- Você sabe com quem está falando? E como assim não sei, quer tirar prova, quer!? – Disse, soltando um olhar desafiador.
- Vamos, então!
- Parem com isso, insolentes! – Gritou o gato, conseguindo a atenção dos dois. – Aaron, não refira-se à Meissa com este seu vocabulário de merda e seu ego inflado. E Meissa, não se estresse com um retardado, não vale a pena. Este indivíduo tem apenas tamanho, sua idade mental não condiz com a física. Khalas, este rapaz cuja personalidade é nitidamente superficial é Aaron Klein, o líder de nossas forças. Peço que você lembre de nunca levar a sério o que ele diz, tampouco dar atenção às suas provocações. É só um ridículo querendo pagar de “bad boy” e durão.
- Hmpf, eu nem sei por que continuo aqui, ninguém me respeita neste caralho. – Resmungou – Deveriam ser gratos por eu ter salvo este lugar milhares de vezes. – Disse, retirando-se com passos firmes.
- Deveras deselegante a maneira que Aaron refere-se à nossa peça-chave. Ela merece respeito. – Disse o gigante, que ficou tão quieto que havia até me esquecido de sua presença.
- Como você se chama mesmo? – Questionei. Ele me deu um sorriso lindo, desestabilizador.
- Koda. – Sorri de volta. Ele era realmente lindo demais.
- Bom, ainda temos muita coisa para te mostrar! – Disse Meissa.



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