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História Wonderland. - Capítulo 1


Escrita por: , Keryan e Lyal_ka


Notas do Autor


Os três primeiros capítulos serão para apresentar a trama e os personagens. Espero que gostem!

Capítulo 1 - A Coelha do Tempo


Fanfic / Fanfiction Wonderland. - Capítulo 1 - A Coelha do Tempo

WONDERLAND

 A pequena garota apenas não conseguia dormir

 Por que seus pensamentos eram de sucumbir

 Sua mente havia saído sem dar nenhum conselho

 Para logo cair em uma toca de coelho.

────────────────────────────────

O país das maravilhas já não era mais o mesmo;
           A magia tão pura agora estava esgotada de tanto dançar. As árvores cheias de segredos e mistérios estão secas e sem vida. O poder que as palavras tinham eram apenas a tinta seca de uma caneta. O sopro da Lagarta Azul era fraco e sem cor, como se sua voz não tivesse lucidez. Nem mesmo os sorrisos dos Cheshires ou as cartolas dos Chapeleiros eram capazes de salvar tamanha desgraça de seu mundo; as maravilhas haveriam secado e mesmo que a cada dia mais eram criadas, as mesmas se enfraqueciam no cenário de escuridão.

Uma figura corria por um dos poucos caminhos em que a magia prevalecia; parecia olhar esperançosamente para um relógio de bolso que tremia em suas mãos. O ponteiro girava loucamente apontando para direções aleatórias e opostas rapidamente. Logo, uma fagulha inesperadamente se solta da ponta magnética e eletriza todo o relógio, passando a energia para as mãos da criatura com um semblante agora de confiança, que pularia em uma grande e mágica toca que apareceu em um instante em sua frente.

A figura mergulhava cada vez mais na toca enquanto olhava as demais conexões para outras passagens; lá, era difícil de saber qual caminho seguir. Qualquer ser que entrasse lá não conseguiria nem ao mesmo se locomover nela, a gravidade é indecisa, a magia não funciona e não é nem um pouco difícil de mergulhar em um grande abismo de passagens. 
           Até que enfim, a toca se feche para sempre.
         Mas a criatura não parecia ligar muito para isso. Incrivelmente, ela consegue se achar facilmente no meio daquele grande labirinto; até mesmo com o relógio indeciso para qual caminho tomar.

A luz do final da toca brilhava intensamente, fazendo a ágil criatura cobrir seus olhos e finalmente pular para fora do mar de passagens.
Com a visão um pouco embaçada, ela tomaria a forma de um coelho e seguiria cegamente os ponteiros magnetizados enquanto desviava de multidões imensas recheadas de pessoas; a coelha corria com agilidade, sedenta á procura de algo que os ponteiros apontavam com tanta convicção;
Sua mente estava bagunçada, mergulhada por ideias e transbordada por perguntas. Por mais que acreditava no futuro do seu lar, não tinha muita certeza de que aquilo realmente poderia acontecer. Ela não poderia fazer nada, afinal. Talvez seu destino seja apodrecer em um lago de maravilhas seco. Isso é tudo que ela pensava.

Sacudindo sua cabeça, a coelha bravamente decide não dar ouvidos para aquelas vozes. Era outro dia, ela iria conseguir.

… Né?

....

E sem mais nem menos, os ponteiros perdem a conexão entre si. A energia que recheava a criatura de esperança havia sumido e toda a eletricidade voltou para aquele ponteiro egoísta. 

Tudo assim, tão rápido. 

A coelha agora deu um longo suspiro e se virou para ir para casa com um vazio enorme no peito, enquanto o relógio de bolso tremia em suas patas; novamente, havia falhado. É impressionante o quão rápido a vida pode te machucar, não? Em um piscar de olhos, o ponteiro pode mudar, o tempo correr e sua mente te enganar.
            Como um castelo de cartas luxuoso que pode ser derrubado em um único sopro.

“Talvez simplesmente não era para ser, só isso. Não é o fim do mundo.”

A mente da criatura tentava confortá-la de todas as possibilidades, mesmo que a própria não acreditasse nisso. Afinal, não era só ir para um mundo desconhecido. Não era só passar por passagens. Não era só olhar para um relógio e esperar algo inacreditável de acontecer. O seu lar estava em jogo. O destino dela estava em jogo. O destino de seus amigos estavam em jogo. Mas parecia que ela não podia fazer nada além de pular de toca em toca e tentar de novo. Ela só queria que tudo aquilo acabasse. Ela só queria ser feliz novamente.

Segurando suas lágrimas, a coelha voltava para o seu velho e acabado lar com uma má notícia. 

E ela fez isso de novo,
            ​E de novo;
            E de novo;
            E de novo;
            E de novo;
            E de novo.

Tic tac, Yummi. Tic tac.



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