História Wonderland - Capítulo 19


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Categorias EXO, Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo
Tags Baekhyun, Exo, Moonlovers
Visualizações 63
Palavras 2.166
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu nem acredito que estou conseguindo atualizar toda semana. Agradeçam esse capítulo ao professor de sociologia por ser tão chato a ponto de me fazer escrever a aula inteira.
Sorry os erros e vamo que vamo

Capítulo 19 - Capítulo Dezoito


 

Seus olhos abriram, ardidos, e cada junta de seu corpo parecia pesar uma tonelada. A primeira cena que lhe veio em mente foi a daqueles bárbaros com quem lutou, e se permitiu ficar surpreso por não se encontrar tão dolorido o quanto deveria.

Ainda deitado sobre a possível cama, mexeu o pescoço para os lados, não sentindo dor, cansaço e nem nada que o fizesse cogitar a ideia de ficar estirado por mais uma hora. Era bom demais para ser verdade, então em um ato de coragem, apoiou os cotovelos no colchão - lutando contra as juntas pesadas - e levantou o tronco, sentando parcialmente.

Caraca, achava que nunca tinha acordado tão bem desde que chegara em Goryeo.

Permitiu-se olhar ao redor, percebendo estar na casa de Hye Soo ainda. Mas... Sua curiosidade foi atiçada pela pilha de coisas em um dos cantos do local, coberta por um lençol.

Não, não iria ficar só na curiosidade! Depositou as pernas para fora da cama e ficou de pé, sentindo os ossos pesarem como se estivessem atrofiados por um bom tempo, sem serem usados. Parando para reparar, a casa não parecia ter a áurea tensa da chacina passada. Por quanto tempo ficou desacordado?

Balançou a cabeça, empurrando essa indagação para um canto obscuro da mente, e focou-se apenas em ir ver o que tinha naquele montinho escondido pelo lençol.

Deu o primeiro passo, e a sua cintura pinicou. Foi irritante o suficiente para que levasse a atenção até ela, notando estar vestindo apenas a calça baji.

A ferida em seu corpo estava coberta pela pasta verde que conhecia muito bem. No momento ficou sem entender, e então a imagem lhe veio à mente. Tudo ainda parecia muito vacilante em sua cabeça, as coisas aos poucos vinham à tona, e não foi nada agradável lembrar daquela espada o cortando como se fosse um sushi.

Rosnou, incomodado por esse pensamento, mesmo que grato pelo machucado estar cicatrizando e sem dor. Como se sentia bem, ignorou aquele remédio caseiro grudento que melecava sua pele e tornou a andar. Depois de mais alguns passos dados, seus dedos do pé esquerdo bateram em algum troço saliente no chão, fazendo Baekhyun tropeçar uns pulinhos para a frente, praguejando.

- Mas que porra... – Xingou, se agachando para passar a mão pelo pé que doía. Será possível! Acordou, sem dor, depois de uma luta perigosa, e só por causa de uma pancadinha sentia a alma sair e voltar! Enquanto resmungava, resolveu olhar para o maldito objeto que o fez tropeçar, só para xingá-lo também. Só que era apenas uma sobressalência do assoalho. Podia jurar que ela não existia ali antes!

De primeira, reparou apenas na madeira machucada. Em seguida reconheceu o cantinho, com flashes passando pelos seus olhos, percebendo ter causado a deformação do chão quando enfiou a espada pelo pescoço de um dos vilões de nome tosco, fincando-a ali.

Os olhos estáticos encararam aquilo por um tempo, com a mente vazia, se dando conta de que... Ô droga, havia matado pessoas. Pessoas ruins, mas ainda pessoas.

Repentinamente, se sentiu corpulento demais para continuar sustentando o corpo nos joelhos dobrados, e caiu para trás, sentado no chão, com o olhar fixo na peça saliente de madeira. Sentiu-se triste, mesmo sabendo que tudo foi em legítima defesa.

Quando estava aprendendo hapkido, foi preparado psicologicamente para situações parecidas. Entretanto, não deixava de ficar meio mal por isso.

Respirou bem fundo, sentindo seu coração mais leve por tanto oxigênio adquirido. Tentou empurrar todo o acontecido para os fundilhos do cérebro, até que, ao passar a vista mais uma vez pelo piso lascado, percebeu uma pequena brecha.

Oras, mas aquela parte era oca? Já havia pisado ali mil vezes e nunca percebeu que era oco.

Completamente movido pela vontade do saber, passou seus dedos pela brecha formada, agarrando a madeira e a puxando para cima com uma força desnecessária, vendo que saiu sem maiores complicações, mostrando já estar solto como, de fato, um piso falso.

Rastejou para mais perto do buraco, para ver melhor o interior, e lá dentro tinha um papel dobrado. Muito bem dobrado por sinal, apesar de ser bem amarelado por causa do, possível, tempo que passou.

Quando o tirou de lá e começou a desdobrar, tomou todo o cuidado do mundo, pois tinha a impressão de que qualquer movimento brusco faria aquilo desmanchar. Sua vista percorria os primeiros traços que apareciam, e quando abriu o papiro por completo, uma figura apareceu.

Era o desenho de uma pessoa, um desenho muito realista, mas a primeira coisa que reparou bem foram os olhos. Eram iguais os de sua amiga Hye Soo, digo, tinham menos cílios, mas tirando isso... Até pensou que era ela desenhada, e então resolveu olhar o resto.

Quando se deu conta de quem era no desenho, sua cor desapareceu de certeza, e o coração praticamente sambava em seu peito. Não, como podia ser? Não era Hye Soo ali! Quem tinha o rosto estampado no papel era...

- Orabeoni! – Uma voz fina o pegou de supetão, o assustando e o fazendo olhar para a frente de imediato, como se tivesse sido pego fazendo algo errado.

- Ah, Hye Soo! – Era apenas ela, parada perto da porta. Nem tinha a ouvido entrar.    

- O que está fazendo aí? – Se aproximou cautelosa, reparando no cenário com uma sobrancelha arqueada ao notar o papel que Baekhyun segurava, sentado justo naquele canto da casa. – Ei! – Apressou os passos, se ajoelhando ao lado do rapaz para ver e ter a certeza de que o que ele via era o desenho que um dia fez. – Como encontrou isso?! – O tom de voz foi alto, mas não necessariamente raivoso. Apenas se encontrava surpreendida, mas pelo cenho franzido que tinha no rosto, Baekhyun acabou pensando que ela iria brigar.

- Eu sinto muito! – Tirou o olhar dela, dobrando o papel com uma pressa cômica, todo atrapalhado. – Não foi a minha intenção, eu não queria, eu- - Parou de falar quando as mãos de Soo rodearam as suas, fazendo-o não mexer o papiro.

- Calma, eu não estou brigando. – Percebeu que o seu antigo tom havia assustado o amigo, então falou com mais plenitude para mostrar que não estava nervosa.

Já Baekhyun, sua mente ficou branca e a respiração foi perdendo o ritmo assim que começou a sentir as mãos delicadas de Hye Soo abrirem as suas para pegar o desenho. Eram tão quentinhas e macias que até sentiu as maçãs do rosto arderem, mesmo não sendo a primeira vez que a garota encostava nele.

Ela não o mirava, pois se concentrava única e exclusivamente em guardar seu tão amado desenho de volta na parte falsa do piso. Mas Baek sentiu uma estranha vontade de vê-la, ver seu rosto, e além disso, também tinha a curiosidade de saber qual a ligação que tinha com a pessoa desenhada e por que Soo guardava aquilo.

Quando a moça articulou um dos joelhos para se levantar, num ato impensado Baekhyun agarrou sua saia, puxando-a para baixo. A mulher, assustada com o gesto imprevisível, se desequilibrou e sentou no chão.

Ao perceber o que fez, quis se matar. Mas que merda, Baekhyun! Está doido? Puxar a menina assim e sem nem saber o que falar?

- Você está bem? Parece incomodado com algo. – Ao invés de ralhar com ele, a menina quis ser altruísta ao perceber o olhar tempestuoso do Byun. Mas ele não respondeu, continuou se xingando mentalmente por ser impulsivo. – Wang Eun...? – Se arrastou para mais perto, ainda sem resposta. Então foi ousada e prensou o rosto avoado do homem com suas mãos, apertando as bochechas dele o mais firme que conseguiu, fazendo-o a olhar. – Prín-ci-pe-Eun! – Falou firme, de forma pausada, e como se tivesse saído de uma hipnose do fundo da mente, os olhos do Byunzinho criaram vida, encarando os de Soo.

E vendo os orbes dela tão profundamente, de repente, se lembrou de algo que foi a resposta para a pergunta que o rondava.

‘’ Kwan Soo tinha os olhos iguais aos meus ’’

Se recordou de quando Hye Soo havia dito isso.

Olhos iguais... Kwan Soo... Era o irmão dela, certo?

Ô meu Deus, como não percebeu a semelhança antes? Aqueles olhos de fato eram idênticos aos olhos do seu amigo! Caralho alado, Hye Soo era irmã do Kyungsoo? Precisou ver um desenho dele para se tocar, mas, se Kyungsoo existia nessa Era e era irmão da Soo, então quer dizer que ele já tinha morrido. Que loucura! Seu cérebro se encontrava perto de ter uma hemorragia por causa de todo esse rolo.

- Hye Xu... – Disse estranho por suas bochechas amassadas. – Naquele dejenho era o Kwan Xu?  

Ela não se surpreendeu com a pergunta, sabia que ele logo a faria depois de encontrar seu desenho, então foi sincera.

- Sim... – Suspirou, abrindo um sorriso nostálgico em seguida. – É ele sim. – As mãos soltaram o rosto masculino, e então as apoiou no chão para que pudesse ficar de pé. – Saia desse chão frio, Alteza, o senhor acabou de acordar depois de dormir por três dias. – Virou o rosto para o lado oposto do dele quando sentiu os olhos coçarem.

Mesmo Kwan Soo morto há um tempo, seu coração ainda se sentia desconfortável. Mas não iria chorar! Seu irmão sempre a odiou ver com qualquer traço de tristeza, e, por ele, em sua memória, não choraria.

Colocou uma mão sobre o peito e respirou bem fundo, escutando a madeira do piso ranger enquanto Baekhyun se levantava.

- Epa, como assim por três dias? – Indagou, não tão surpreso o quanto deveria. Já suspeitava que havia dormido por um considerável tempo. - E por que tem um desenho do seu irmão no chão? - Apontou pro cantinho onde tinha tropeçado antes.

- Eu gostava muito de desenhar, e esse foi o último desenho que fiz de Kwan Soo... – Caminhou até um pequeno armário onde guardava suas roupas, abrindo-o e tirando de lá um hanbok dobrado que só esperava Baekhyun despertar. – E foi o único que não se perdeu por aí. Quis o guardar em um lugar seguro, mas vejo que aquela briga arrebentou com o meu esconderijo. – Explicava tudo com esforço para parecer desinteressada, para parecer que já tinha superado a morte do irmão. Por fim, se virou para o príncipe, esticando os braços para que ele pegasse a roupa. – Vendo que você está se sentindo bem, é melhor tomar um banho.

Certo... Okay que ela o tinha flagrado fuxicando nas coisas, mas por que soar tão fria como se a saúde de Baekhyun não interessasse? Nem se preocupou em demonstrar felicidade por vê-lo acordado.

Mesmo se sentindo ofendido, Baekhyun pegou o hanbok.

Ah, mas precisava perguntar! Não podia ficar com isso perturbando sua cabeça.

Ou podia muito bem se acostumar com essa perturbação. Sentia vergonha só de imaginar ser cara de pau o suficiente para fazer tal pergunta. É, não faria.

- Você... Não ficou feliz em me ver acordado depois de três dias? – E quando percebeu, já estava falando. Burro! Com o rostinho meio acuado depois de se dar conta do que fez, encolheu os ombros e encarou os pés, fazendo um muxoxo. Admitia só para si que estava triste por não levar a atenção que deveria, e confuso ainda sem conseguir digerir que Kyungsoo, na Dinastia Goryeo, era irmão de uma mulher tão doce e cuidadosa como Hye Soo.

Ela o olhou, intrigada, sentindo um pouquinho de culpa por não ter dado tanta dedicação a ele. Só que, quando o viu acordado e mexendo em seu canto secreto, se sentiu atônita. Não sabia o que pensar, não sabia nem em qual assunto dar mais atenção.

- Own, meu bem. – Deu uns saltinhos até ele, ignorando completamente as normas impostas pela sociedade da época e o abraçou. Baekhyun se espantou na mesma hora, sentindo o coração sair pela boca, e seus olhos quase saltando pela cara de tanto que se esbugalharam. No meio desse abraço, as roupas acabaram indo cumprimentar o assoalho.

Ai meu Deus, ela estava o abraçando!! E era forte!!

Se ele ainda estiver desacordado, pede encarecidamente para não acordar nessa parte do sonho.

- Me desculpe por não parecer preocupada. Eu fiquei, e muito, a cada dia que você não acordava. – O apertou mais ainda, escondendo o rosto no peito dele.

Começou a ficar constrangedor.

- H-hye Soo... – Baek não mexia um músculo sequer, e respirava tão lento que a garota mal sentia no abraço.

- Eu estou muito feliz por te ver desperto e bem. – Eun, se movimentando como um robô, enlaçou o corpo dela com seus braços, retribuindo o abraço.

- Obrigado por cuidar de mim. E me desculpe por ser sempre tão azarado e te dar trabalho... – Falou baixinho, descansando o queixo no ombro dela.

- Azarado? Você? És um príncipe, azarada sou eu! – Reclamou na brincadeira, se libertando do aperto. É, foi bom enquanto durou, era o que Byun pensava. – Agora pegue essa roupa do chão e vá tomar banho. Nós precisamos falar de um assunto muito sério.


Notas Finais


Finalmente descobrimos que Kyungsoo também é reencarnado.
Podem comentar, não sejam tímidos.
Aliás, muito obrigada pelos 86 favoritos. Essa fic é o meu xodózin e eu fico muito feliz em ver que vocês gostam dela também.


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