História Wonderwall - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Clichê, Colegial!au, Fluffy, Jeongguk, Jimin, Menção Taekook, Short Fic, Sugamin, Taehyung, Yoongi, Yoonmin
Visualizações 130
Palavras 3.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


dscp a dmr foi viagem e correria rs

Capítulo 3 - Plano infalível e arrependimentos


Fanfic / Fanfiction Wonderwall - Capítulo 3 - Plano infalível e arrependimentos

Meus olhos voltam – pela milésima vez – para o meu reflexo no espelho. Estou chocado em como Jeongguk conseguiu rebocar meu rosto inteiro e me transformar em outra pessoa em tão pouco tempo. O garoto passou alguns produtos nos meus olhos e eles estão marcados numa coloração avermelhada, eu estou bonito demais.

— Eu me namoraria se fosse possível. – Murmuro para Taehyung, que está se arrumando ao meu lado.

— Felizmente meu namorado faz milagres e conseguiu salvar tua cara. – Meu melhor amigo sorri orgulhoso para Jeon, que está sentado na cama fazendo sua própria maquiagem.

— Realmente. – Confirmo, passando o dedo delicadamente nos meus lábios. Eles estão com um tom vermelho e brilhosos. — Uma boca tão linda, pena que Yoongi hyung não quer beijar ela.

— Hoje ele vai beijar tanto que sua boca vai ficar mais vermelha que agora, confia em mim. – O Kim murmura, estendendo dois brincos longos em minha direção. — Eu te disse: meu plano é infalível.

— Você sabe que eu não acredito nisso, né? – Questiono, pegando as joias e encaixando-as em minhas orelhas. Taehyung revira os olhos.

— Fico magoado com sua falta de crença em mim. – O ruivo suspira, seu drama é tão falso quanto a cor do teu cabelo.

— Yoongi hyung disse que o pessoal já começou a chegar lá no Jin. – Jeongguk murmura, mostrando a conversa com o mais velho para nós. — Deveríamos sair já.

Taehyung acena, dizendo que precisa apenas passar um perfume e estamos prontos para ir. Sinto um embrulho no meu estômago quando saímos do quarto e vamos para a rua. O plano do Kim vai mesmo dar certo?

 

( ∾  ∾ )

 

Após trinta e três minutos de reclamação e um pouco de frio, finalmente chegamos à casa do Jin. Uma música um tanto quanto deprimente e baixa nos recebe do lado de fora, e algumas pessoas estão se aproximando.

— Jeongguk, você corre ‘pra caixa de som e enfia esse pen drive lá. – Taehyung entrega o objeto citado para o namorado, que balança a cabeça em concordância. — E aumenta esse volume também.

— Seokjin vai te expulsar. – Aviso, trocando o peso da sacola cheia de bebidas para a outra mão. Nunca vou compreender a tara que as pessoas têm de me fazer carregar peso.

— Ele vai ficar bêbado antes que isso aconteça. – Jeongguk comenta e entra na residência primeiro que nós, desaparecendo entre os corpos que estão amontoados na sala pequena.

Sigo Taehyung, olhando ao redor com atenção e buscando uma única pessoa em específico. Não a encontro. Uma vez na cozinha, colocamos as sacolas com cerveja e vodca em cima da mesa. O telefone do ruivo toca, e ele atende.

— E aí? – Responde, se afastando de mim.

Coloco as mãos nos meus bolsos, girando o corpo para o lado oposto de que o Kim foi. Sorrio quando reconheço o garoto a alguns metros de distância, finalmente o encontrei. Yoongi está parado na entrada do corredor que leva para o quintal, com um copo colorido nas mãos longas. Aproximo-me devagar, analisando tudo em si. Suas vestes hoje são escuras, eu amo quando ele usa o visual mais despojado. Tudo em suas roupas estão combinando com o tom do seu cabelo. Preparo-me para elogiá-lo, mas assim que estou perto o suficiente, reconheço uma voz que conversa animadamente consigo e paro.

— Tenho certeza de que o diretor vai amar a nossa ideia. – Kihyun sorri, entrando na minha linha de visão. O rosado está com roupas mais claras, o cabelo não está irritantemente alinhado, no momento os fios estão – quase – bagunçados.

— Com certeza, você bolou algo que vai nos ajudar muito na organização. – Yoongi sorri de volta, fazendo-me revirar os olhos. Kihyun coloca a mão no ombro do meu hyung, e eu desvio o olhar.

— Nós pensamos nisso juntos, não me dê todo o crédito. – Escuto-o falar, e minha boca se mexe automaticamente, repetindo as palavras com implicância.  

Desisto de falar com o Min, dando as costas para os dois e voltando para a cozinha. Taehyung não está mais pendurado no celular, agora se concentra em tirar as garrafas da sacola que trouxemos, e eu pego uma para mim.

— Quem era? – Pergunto, retirando a tampa do vidro gelado.

— O Nam. – O ruivo abre uma cerveja para si. — Ele e o Hobi vão trazer mais bebidas.

Quando vou responder, a música para. O silêncio dura poucos segundos, já que uma batida mais agitada – e mais alta – volta a encher a casa do Jin. Jeongguk havia feito sua parte.

— Esse barulho todo é coisa sua, Taehyung? – A voz de Yoongi questiona atrás de mim, mas eu não me viro.

— Claro, estou aqui para salvar essa festa. – O Kim sorri, erguendo a garrafa em suas mãos.

— Não vai cumprimentar o teu hyung? – Min para na minha frente, o que me obriga a lhe encarar. Assim que nossos olhos se encontram, percebo a expressão de surpresa em seu rosto estupidamente belo. — Você ‘tá diferente.

— Diferente? – Indago, arqueando a minha sobrancelha.

— É.. – O moreno mergulha as mãos no bolso da sua jaqueta, desviando o olhar.

— Acho que ele quis dizer que você está bonito. – Um timbre doce se sobressai, e eu giro automaticamente para fitar o dono daquela voz. — Oi, pessoal.

— Taemin. – Sorrio, cumprimentando meu amigo com um aperto de mão. — Não sabia que viria.

— Não iria perder isso aqui por nada. – O moreno continua sorrindo, acenando para Taehyung e Yoongi. Jeongguk aparece segundos depois.

— Ih rapaz. – Jeon sussurra enquanto encara minha mão na do Lee, olhando rapidamente para Yoongi em seguida.

De soslaio, noto que o Min pegou uma cerveja para si, e após acenar para o Taemin, sai da cozinha em silêncio. Meu hyung encontra Kihyun assim que chega ao corredor e um sorriso sincero cresce em seus lábios. Eu bufo.

— Vocês estão sentindo esse cheiro de ciúmes? – Jeongguk questiona, e eu o fuzilo com o olhar. Taemin solta minha mão e ri.

— Cala boca, pivete. – Resmungo, dando um gole generoso na minha bebida.

— O mais engraçado é essa enrolação dos dois. – Kim murmura, enlaçando o namorado pela cintura e dando um selinho em seus lábios.

— É verdade. – Taemin se intromete, pegando um copo e despejando vodca nele. — Tá na cara que um sente ciúmes do outro, quando vão parar de fogo no rabo?

— Vão se foder. – Elevo o dedo do meio para os três e me afasto. A última coisa que eu preciso é de três desocupados me dizendo o que devo fazer. É claro que preciso tomar uma atitude, mas eu faço o que com o receio? Enfio no orifício anal desses garotos e vou atrás do Yoongi?

Encosto-me na parede próxima a uma escada, permanecendo na penumbra. Viro o restante da cerveja – mais da metade – de uma vez, inquieto demais para enrolação. Percebo que ainda estou bufando. Isso é raiva? Ciúmes? Eu não sei. É apenas uma sensação ridiculamente incômoda. O aroma de um perfume familiar chega ao meu olfato, e assim que olho para o lado, vejo Yoongi. Há alguém segurando a sua mão e seus olhos estão arregalados. As bochechas branquinhas agora estão coradas, e sinto meu corpo esquentando ao pensar no motivo daquilo.

Sem pensar, meus pés me levam para o corpo estático.

— Taehyung ‘tá te chamando. – Interrompo o que a outra pessoa dizia para o meu hyung, colocando a mão em teu ombro. O Min me olha, com uma expressão de surpresa.

— Certo. – Responde rapidamente, soltando-se do aperto que lhe segurava ali. Sigo logo atrás do Yoongi, olhando de soslaio para quem estava ali consigo. Kihyun.

Quando o moreno chega à cozinha, vira em minha direção automaticamente. Percebo que não há mais ninguém no cômodo, apenas nós dois.

— Onde ele está? – Indaga, olhando-me com ansiedade.

— Está tudo bem, hyung? – Questiono baixinho, aproximando-me e segurando em suas mãos. Elas estão geladas.

— Sim. – Yoongi diminui o tom de voz, parecendo se acalmar um pouco ao meu toque.

— Tem certeza? – Pressiono-o, preocupado. Solto uma de suas mãos e elevo minha palma até o seu rosto, o Min fecha os olhos. Sua pele é tão macia.. — Pode me contar o que quiser.

— O Kihyun disse que é apaixonado por mim. – O meu hyung solta de uma vez, e eu sinto que fico tonto. Seus olhos se abrem, me fitando com intensidade. — Falou que desde que ele se tornou representante, tem pensado muito em mim.

— E você respondeu..? – Sou incapaz de completar a pergunta, abaixando a mão que estava em sua face e a escondendo em meu bolso. Eu a sinto tremer.

— Não respondi. – O mais velho sorri, apertando minha mão que ainda está em contato consigo. — Você me interrompeu bem na hora.

— Me desculpe. – Tento sorrir, sabendo que devo estar mais fazendo uma careta. Meu ego iludido me diz que Yoongi pareceu um pouco aliviado ao dizer que eu interrompi a confissão do Kihyun. — Pode voltar lá, eu digo para o Taehyung que você está ocupado.

— Ocupado com o que? – O dito cujo berra atrás de mim, fazendo-me virar abruptamente e soltar a mão do meu hyung.

— Olha ele aqui! – Sorrio com falso entusiasmo, dando vários passos na direção do Kim e o abraçando pelo pescoço. — Trouxe o Yoongi hyung, assim como você pediu.

— Eu pe.. – Beslico o braço do ruivo, que me olha com raiva. Minha expressão de desespero é o suficiente para que ele perceba o que quero de si. — Ah, claro. Eu pedi mesmo, pode crer.

— E então? O que você quer? – Min indaga, cruzando os braços e encarando a nós dois.

— Vamos fazer uma brincadeira agora, e quero que você participe. – Taehyung sorri, e eu fico paralisado. Mas já?!

— Que brincadeira? – Meu hyung parece curioso, aproximando-se de nós.

— Sete minutos no paraíso. – O Kim anuncia, e eu sinto vontade de sair correndo no mesmo segundo.

 — O que é isso? – O rosto do Min adota uma expressão perdida e eu não o julgo, pois a minha deve ter sido uma cópia.

— Uma garrafa irá ser girada. – Taehyung mostra um recipiente de cerveja vazio em sua mão. — E as duas pessoas que forem escolhidos pelas pontas, vão ficar sete minutos dentro de um armário.

— Eu não quero participar disso não. – Yoongi reclama, dando dois passos para trás.

— Você acha mesmo que tem escolha? – O ruivo arqueia a sobrancelha, e o meu hyung bufa. Acabo rindo da sua reação, todos nós sabemos que Taehyung consegue tudo o que quer com sua insistência.

— Agora? – Yoongi questiona, aparentemente se rendendo.

— Sim, vamos subir para o quarto do Jin, aqui tá muito barulho. – Meu melhor amigo anuncia, vitorioso.

Assim que pega na mão do Jeongguk, os dois somem em direção à escada. Permaneço parado, encarando Yoongi que termina sua bebida. As memórias frescas do que ele me disse me incomodam. O que ele iria ter respondido para o Kihyun?

— Vamos? – Min chama minha atenção, passando por mim e indo atrás do casal. Eu o sigo.

Quando chegamos ao andar superior, eu me sinto ansioso. Estamos quase no ápice do plano do Taehyung, e se algo der errado? Ele me assegurou que tudo ficaria bem.

“Você e o Yoongi hyung serão escolhidos para entrar no armário.” O Kim me explicou tudo sobre a brincadeira e terminou assim. Eu acabei arregalando os olhos de desespero. “Lá dentro é só você tomar a iniciativa.”

“Mas e se a garrafa parar em ele e outra pessoa?” Indago, pensando em todas as possibilidades de isso dar errado. “E se ele me empurrar?”

“Ele vai se negar a entrar com outro alguém, eu tenho certeza.” Meu amigo pisca. “E mais certeza ainda de que ele vai retribuir, isso se não for ele quem te beije primeiro.”

“Tae, e se der tudo errado e eu perder a amizade do hyung para sempre?” Sussurro, meio cabisbaixo ao pensar na possibilidade.

“Vai dar tudo certo!” Taehyung reclama, parecendo frustrado. “Nota zero pra percepção lixo de vocês, tá na cara que um gosta do outro.”

Acabo rindo ao me recordar do que ele disse, e Yoongi me olha curioso. Apenas balanço a cabeça para os lados. É possível que meu sentimento seja reciproco?

Quando entramos no quarto do Seokjin, eu começo a me perguntar se aquilo realmente foi uma boa ideia. O cômodo é grande, mas com tantas pessoas ele pareceu ter se tornado pequeno. O círculo está incompleto, mas há sete pessoas sentadas ali. Taemin está no meio, e acena com carisma para mim. Antes que um sorriso de resposta possa nascer em meus lábios, eu percebo a figura de cabelos rosados do outro lado. Kihyun também está aqui.

O medo de a garrafa parar no aluno exemplar e no Yoongi é real, e eu me sinto nervoso conforme nos aproximamos daquelas pessoas. Min senta-se ao lado do Kihyun, e seguindo as orientações do Taehyung, eu preciso ficar de frente a ele. Sento-me ao lado do Jeongguk.

— Geral aqui sabe como isso funciona, né? – Taehyung questiona, e todos murmuramos que sim. — Vou girar apenas uma vez, e os escolhidos terão a opção de rejeitar e optarem por outra pessoa, mas para isso terão que pagar algum desafio.

— Anda logo com isso. – Um garoto de cabelo descolorido reclama, aconchegando-se mais perto.

— Certo. – O Kim me lança um sorriso antes de girar a garrafa, e vê-la rodando demorou mais do que o esperado para mim.

As primeiras pessoas escolhidas são: Taemin e aquele outro garoto apressado. Os rapazes não fazem objeção alguma, apenas se levantam e vão para o armário perto de nós. Assim que eles entram, eu paro de encará-los. Meus olhos ao voltar para a roda encontram-se com os de Yoongi. Ele parece analisar minha reação a aquilo tudo, e eu acabo sorrindo. Meu hyung está sondando se fiquei incomodado ou algo assim?

Min desvia o olhar quando eu o encaro de volta, fitando atentamente a garrafa no chão. Os sete minutos passam rapidamente, Taehyung tratou de trazer bebidas aqui para o quarto, e as bebemos para matar o tempo. Muitos gritos e risadinhas ganharam vida nesses minutos, porque o barulho das duas pessoas no armário era audível para nós. Sem conseguir impedir, minha mente pinta a imagem minha e do Yoongi ali dentro. Sinto meu rosto queimando, e agradeço o fato de ter álcool nas minhas veias, posso usar a desculpa dele se me questionarem.

— Não vamos mais participar. – Taemin fala com um sorriso no rosto ao sair do armário, ele está de mãos dadas com o outro garoto.

— Vamos para outro lugar. – O descolorido completa, puxando meu amigo na direção da porta com uma risada sugestiva.

— A coisa deve ter sido boa. – Taehyung murmura, fazendo com que todos nós déssemos risadinhas.

Arrisco olhar para Yoongi, que parece um pouco nervoso. Inconscientemente, o meu hyung parece morder o lábio, e isso o está deixando um pouco inchado e avermelhado. Suspiro ao encará-lo, como eu almejo beijá-lo..

— Deixa que eu faço agora. – Jeongguk toca a mão do namorado, certificando-se de girar por si mesmo a garrafa.

— Faça direitinho. – O Kim sussurra na orelha do Jeon, mordendo seu lóbulo em seguida. Reviro os olhos.

— Vão para um quarto. – Murmuro, e meu melhor amigo ri.

Jeongguk gira a garrafa, e meu coração se acelera naquele mesmo instante. Poucos segundos se passam, e a cada volta que o vidro completa, sua velocidade diminui. E quando ela finalmente para..

— Jimin e Kihyun. – Taehyung anuncia, com o cenho franzido.

— Eu.. – Começo, pronto para pedir uma troca.

— Vamos lá? – O rosado se levanta, fazendo com que minha expressão vacile. Como assim, vamos lá?

— Você pode trocar a pessoa, Jimin. – O Kim me lembra, me fitando com ansiedade.

Pergunto-me por que diabos Kihyun iria querer ir ao armário comigo. Olho para o Yoongi, que encara o rosado com uma expressão irritada e confusa. Uma parte de mim quer saber o porquê, e a outra me pede para que eu pague o desafio e possa ir com o Min. Suspiro. Minha maldita curiosidade ainda vai me matar.

— Certo. – Me levanto, colocando minha cerveja pela metade no meu lugar. Taehyung e Jeongguk me encaram, incrédulos.

Olho de soslaio para Yoongi enquanto sigo Kihyun para o armário, meu hyung parece um pouco chateado, e me arrependo da minha decisão assim que a porta de madeira se fecha atrás de mim.

— Por que aceitou vir comigo? – Questiono o rosado, que se encostou à parede oposta. — Não é como se você tivesse algum interesse em mim, sequer somos amigos.

— É claro que eu não ligo pra você. – Kihyun revira os olhos, falando o óbvio. Cruzo os braços, esperando uma resposta. — Mas, eu me importo com Yoongi.

— E o que isso tem a ver? – Indago, começando a ficar impaciente. Conversar sobre o meu hyung com uma pessoa que gosta dele não é o que eu queria estar fazendo no momento.

— Eu quero o Yoongi para mim. – O rosado sorri, e eu sinto vontade de gorfar. — Mas sinto que isso não vai ser possível enquanto você estiver na jogada.

— O que eu tenho haver com vocês? – Ele tá mesmo falando sério?

— Eu já percebi a maneira como você olha para o Min. – Kihyun semicerra os olhos, aproximando-se de mim lentamente. — E a forma como ele te olha, é muito.. Carinhosa.

— Somos amigos, Kihyun. – Descruzo os braços, encarando o rosto delicado.

— E você não tem vontade de algo a mais com ele? – Sussurra, e eu me sinto incomodado. Ele está perto demais.

— Creio que isso não é da sua conta. – Estendo meu braço, mantendo uma distância saudável do rosado.

— Isso é um sim, então? – Kihyun suspira, parando de andar. Eu não o respondo.

Meu cenho se franze automaticamente quando o rosado muda sua postura. As mãos de Kihyun sobem até sua camiseta, e em um movimento rápido – que me assusta – ele a rasga em duas partes. Começa a bagunçar seu próprio cabelo, deixando-o totalmente emaranhado.

— O que você.. – Começo a questionar, mas sou impedido com um empurrão violento contra a parede.

Minhas costas começam a doer, eu provavelmente fui pressionado contra um lugar pontudo. Antes que eu perceba, os lábios de Kihyun estão colados nos meus. Sua boca fede a vodca. O rosado tenta me beijar, mas eu consigo o afastar antes disso. Seus dedos puxam o meu cabelo para trás, bagunçando-os igual fez com o seu próprio. Eu o empurro, e percebo um sorriso vitorioso em seus lábios.

— Você pirou?! – Grito, irritado e desconcertado. — Que porra você ‘tá fazendo?

— Patético. – Kihyun murmura, apertando seus lábios e deixando-os inchados. Abre o zíper da sua calça e altera sua expressão para desespero. O que ele.. — Pare, Jimin!

— Que?! – Arregalo os olhos quando Kihyun abre as portas do armário e sai tropeçando para o quarto, eu o sigo, me deparando com olhares espantados na minha direção.

— P-Pare! – Kihyun choraminga, caminhando para longe de mim um pouco encolhido. Alguém o abraça. — Eu não quero transar com você!

— Você tá louco?! – A indignação me faz gritar, e o fingido se encolhe nos braços do garoto. — Eu nem toquei em você!

— O que você fez Park?! – O rapaz que abraça o Kihyun chama minha atenção, e eu acabo bufando. Sério mesmo que alguém vai acreditar nesse idiota?!

Uma pessoa fica em pé, e automaticamente eu me esqueço de tudo o que aconteceu. Meus olhos se focam na expressão magoada que me encara de volta, e que sem dizer uma palavra, sai do quarto.

Sim, alguém havia acreditado.

Yoongi.  


Notas Finais


porra yoonmin


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