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História Wonderwall | Jikook - Capítulo 1


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Notas do Autor


essa história é original minha do wattpad, e to começando a postar aqui por puro impulso! vamos ver se vou gostar desse site de novo. Boa leitura!

Capítulo 1 - Preso na caixa.


Fanfic / Fanfiction Wonderwall | Jikook - Capítulo 1 - Preso na caixa.

- Eu não aguento mais. 


- Eu também. A única graça nessa porcaria são essas taças. - a garota de estatura alta bufou, tomando uma goleada de vinho tinto em seu recipiente de cristal.


Park Jimin e sua prima de consideração, Chaeyoung, estavam sentados em um barzinho próximo a um chafariz de mármore, conversando sobre coisas aleatórias. Ambos só se encontravam em sociais da elite ou em almoços de família, o que no momento, era a primeira opção. Ambos se encontravam na festa dos socialites de Cheongdam, um dos bairros mais luxuosos e ricos de Seul. As pessoas discutiam sobre negócios, falavam sobre política, posses e tudo que envolvia dinheiro. Era tudo extremamente refinado e o salão do evento era enorme; mesas reservadas para as famílias, alguns seguranças, luzes bem planejadas no teto e até mesmo uma estátua de gelo no centro do salão, que era a figura de um cisne pescoçudo e alto. Jimin sempre comparecia a aquele tipo de evento por causa dos pais, que sempre eram convidados, já que faziam parte da renomada "alta sociedade".


Por fim, Park intuitivo do jeito que era, tinha quase certeza que Chaeyoung não ia com sua cara. Porém, era melhor ter uma conversa super forçada com ela do que ficar plantado como um rabanete na mesa de seus pais, os escutando papear sobre dinheiro e bolsa de valores. Aquilo era o maior saco, fala sério. 


Sendo filho de pais podre de ricos, Jimin estava mais do que acostumado com aquele tipo de ambiente; mesmas pessoas, mesmos assuntos fúteis e etc. Mas tinham momentos que o garoto simplesmente não aguentava mais aquela gente rica e elitizada. Sua prima fazia parte de grupo. Era de se sufocar. 


- Eu não vi nenhum cara atraente aqui até agora, o universo só pode me odiar.


- Você não namora?


- Namoro. - a garota revirou os olhos - Mas, Jiminzinho, querido, só porque eu namoro, não significa que achar alguém atraente seja errado. Olhar não mata ninguém, certo? Só porque eu achei um cara bonito não quer dizer que quero transar com ele. - o garoto franziu o cenho, afinal, ela falava como se ele fosse uma criança.


- Entendi. - Jimin apertou os olhos, logo em seguida abaixando a cabeça, mordendo o canudo de ferro do seu refrigerante. 


- Tsc, qual o seu problema? - Chaeyoung perguntou, entediada. 


- Nenhum.


Chaeyoung apertou os olhos, mordendo os lábios. Ao levantar a cabeça e observar aquela feição, pelo tempo que conhecia a prima, Jimin previa alguma pergunta bem sem noção por parte da mesma estaria por vir.


- Por acaso você já fez um tchecatheca na butcheca? 


Já estava demorando, Jimin pensou.


- Por acaso já lhe falaram que você parece uma senhora de sessenta anos quando faz essas perguntas? - o loiro respondeu, completamente vermelho e constrangido.


- Ah, Jimin, qual é? Estamos no século vinte e um. Sexo não é mais tabu. - a prima revirou os olhos, como se aquilo fosse ridículo - Você tem quantos anos?


- Dezoito. - respondeu seco.


- Aí, que coisa. 


- Como? - o garoto cogitava a ideia de que a prima iria começar com o sermão que tanto escutava, de que devia começar a sair mais, de que devia ter uma vida social, de que é muito ingênuo e blábláblá.


- Você é um caso perdido. Mas como sou uma ótima pessoa, vou tentar te ajudar. - revirou os olhos e pegou o celular de Jimin, sem o consentimento do mesmo. 


- Ei!


- Você está precisando de novos ares, Jimin. Ficar só naquele joguinho idiota não vai te dar experiência de vida, muitos menos histórias para contar quando for mais velho. - a garota proferiu, enquanto digitava o próprio número na agenda de contatos do telefone de Jimin, contendo sua insatisfação pelo fato do mesmo já não o ter gravado - Quando estiver querendo uma vibe nova, apenas me chame. - deu uma piscadela rápida, voltando a atenção para o seu vinho tinto. 


Jimin suspirou, revirando os olhos. 


Um, dois, três... Não exploda, Park Jimin... Você consegue, respira fundo... Jimin mentalizou seu mantra, que sempre usava quando estava prestes a ter um ataque de nervos. O que acontecia fácil com ele.


- O que há de errado com o League of legends? É um jogo muito complexo e espirituoso. E para completar, fiz vários amigos lá! - o Park falava, irritado, com um punho nas mãos.


- Só retardado joga isso. Você precisa de amigos reais, garoto. De carne e osso. Se quiser posso te apresen...


- Son Chaeyoung! - a garota foi interrompida pela mãe, que a chamou de uma mesa não muito distante dali, a qual se encontravam todos da família Son.


Jimin agradeceu mentalmente pela mãe da garota a ter chamado, nunca sentira tanto alívio.


- Enfim, irei adorar te corromper. Sua fachada de santinho vai cair fácil. Se estiver afim, já sabe. Até mais. - a garota seguiu a mesa da mãe, com os saltos vermelhos estalando no chão de madeira, deixando Jimin sozinho no bar.


Ele não entendia, porque as pessoas sempre arranjavam um jeito de encher o saco? Jimin não precisava dos concelhos da adolescente mais problemática da família, muito menos do contato dela. Park se considerava um ser humano complexo, visto que odiava as coisas clichês, que a maioria dos adolescentes amavam, como drogas, festas, bebidas... Toda essa mesmice de juventude revoltada. Ele estava muito bem jogando seu LOL e lendo seus livros de genética, não precisava de mais do que isso. 


No entanto, por mais que a opinião de Jimin estivesse formada, algo em seu interior cogitava a ideia de o problema estar em si. Era ruim nunca ter tido relações sexuais e amorosas? Park nunca tivera uma fase de questionamento e preocupação em relação a tais assuntos, que eram tão importantes na idade em que estava. Será que deveria ter?


- Eu sou tão estranho assim? - Jimin perguntou a si mesmo, perdido em seus pensamentos, com a cabeça entre os braços, no balcão dourado do bar.


- Eu te achei uma gracinha, se quer saber. 


Os olhos do menino arregalaram imediatamente. Jimin congelou ao escutar a voz grave e desconhecida, que lhe pegara desprevenido, e que também havia causado um arrepio até então nunca sentido por todo o seu corpo.



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