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História Woolfs BookStore - Capítulo 30


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Notas do Autor


Prestem atenção ao figurino da foto do capítulo. Os figurinos serão importantes para entender algumas cenas. Principalmente o figurino da Margot.

Capítulo 30 - Desculpe, eu errei...


Fanfic / Fanfiction Woolfs BookStore - Capítulo 30 - Desculpe, eu errei...

William encontrou Mel dormindo quando chegou em casa tarde da noite após deixar Amy com Susan depois dela ser transferida para o apartamento. Depois do banho se juntou a Mel na cama. Olhando ela dormir, ele só conseguia pensar no quanto queria afastar Mel do arquiteto, nada e nem ninguém poderia tirar essa ideia da cabeça dele. O que ele não poderia permitir era perder Mel no processo, ela já estava cansando daquilo. Não dava para negar que era realmente desgastante toda aquela situação. Ele precisava ter paciência, com sorte, muita sorte ele iria conseguir o que queria. Nessa noite, ele deixou a saudade falar mais alto, mesmo estando ciente da situação delicada do casamento deles, ele a puxou pra si e dormiu com o rosto enterrado na nuca dela e a mão sobre sua cintura. No dia seguinte, Mel o deixou dormindo e foi até o hospital ficar com Susan para que Amy pudesse sair um pouco. Susan já estava acordada, mas bastante sonolenta ainda. No meio da manhã, William se juntou a elas. Mel ficou satisfeita por ele estar presente ali, se desligando um pouco do trabalho para fazer companhia a Susan pelo segundo dia seguido. Para a completa surpresa de Mel, Will se mostrou carinhoso e preocupado com ela. Ela não poderia afirmar se aquilo era real ou ele estava tentando esconder de Susan como a situação estava ruim entre eles para evitar preocupá-la. Não importa qual era a realidade, ela gostou dos gestos carinhosos, do olhar cúmplice e dos beijos que ganhou na testa e na cabeça. Nesse dia, Mel foi quem ficou com Susan durante a noite e no dia seguinte Susan foi para casa. William providenciou tudo, das contas médicas às adaptações necessárias na casa de Susan para que ela não se esforçasse muito. Essa situação aproximou o casal que passou ao menos a se comunicar melhor durante esses dias.

Na livraria, Jen tentava convencer Mel a ir à festa de casamento de Amber.

Jen: Mas eu já comprei até um vestido!

Mel: Ótimo. Não perca a oportunidade de usá-lo.

Jen: Não quero ficar lá sozinha. Não conheço ninguém.

Mel: Vc não vai estar sozinha. Brad vai estar com vc, foi por isso que ele te chamou.

Jen: Ele não vai ficar o tempo todo comigo. Ele conhece muita gente, vai socializar. Vou ter que ficar de papinho com a Margot enquanto isso?! – Mel revirou os olhos. Jen riu. Mel não queria protagonizar mais uma cena parecida com a de semanas atrás quando foi até o trabalho de William. Porém, não dava pra negar que as coisas haviam melhorado um pouco nos últimos dias entre eles, então, ela estava começando a considerar a ida a esse casamento. – Além do mais... Depois de dar um presentão daqueles, vc tem mais é que beber as custas dos noivos mesmo.

Mel: Que presentão? – Mel fez uma expressão confusa pra Jen.

Jen: De casamento. – Mel continuou sem entender. – A lua de mel... – Vendo que Mel não fazia ideia do que ela falava, Jen continuou. – William deu de presente de casamento a Amber, uma luxuosa viagem de lua de mel para o Havaí.

Mel: Uau... – Mel deu de ombros. – Ele estava inspirado, não?

Jen: Vc não sabia? – Mel negou com a cabeça. – Brad disse que Amber está nas nuvens.

Mel: Vc me convenceu. Agora sou eu que preciso de um vestido. – Jen bateu palmas em comemoração.

Jen: Vamos à caça! - Elas tiraram à tarde para fazer compras. Depois de muitas trocas de vestidos, Mel se agradou de um vestido preto transparente com uma bela fenda na perna. Quando comunicou a William que iria ao casamento e até havia comprado um vestido, ele quis saber qual era a cor do vestido dela para que ele pudesse usar uma camisa combinando. Mel achou a ideia divertida e o ajudou a escolher o melhor terno que combinava com a camisa preta.

O casamento seria naquele sábado no fim da tarde, então, Mel passou o dia com Jen se dando um dia de princesa num salão/SPA. Chegou em casa completamente montada e muito relaxada graças as massagens recebidas e as taças de champanhe ingeridas. William perdeu o fôlego quando a viu exibindo a perna inteira, pediu calma ao seu parceiro dentro da cueca prometendo Mel a ele quando voltassem da festa. Mel não poderia negar que seu marido estava absurdamente gostoso com aquela camisa aberta no último botão. Mordeu a boca inconscientemente enquanto dava um beijo mentalmente no peitoral dele. Notando que ela não usava nenhuma joia, William finalmente deu a ela a corrente de ouro branco que ele comprou em NY. Ajudou a colocar no pescoço de Mel, completando o look dela. Mel ficou radiante com o presente, nem tanto pela joia e sim por ele ter se lembrado dela apesar do clima péssimo que estavam vivendo naquele momento da viagem dele. William ganhou um beijo apaixonado e cheio de desejo da esposa, que não se importou em precisar retocar o batom antes mesmo de sair de casa. E assim, ignorando os demais problemas por hora, eles foram com motorista ao casamento de Amber.

O casamento aconteceu num palacete que imitava algum castelo antigo da Inglaterra. A cerimônia religiosa aconteceu nos fundos, para aproveitar a claridade do final do dia. Já a festa aconteceu no enorme jardim frontal da casa. Mel e William acompanharam a cerimônia de mãos entrelaçadas, trocando selinhos de vez em quando. O pensamento de William enquanto olhava a cerimônia, era que casaria novamente com Mel se pudesse. Ele sentia o coração falhar a cada vez que ela olhava pra ele e sorria com os olhos antes do sorriso chegar aos lábios. Onde ele estava com a cabeça quando foi tão grosso com aquela mulher tão doce que o fazia tão feliz, que o deixava tão apaixonado a cada olhar que trocavam? Se sentiu um estúpido por ter gastando tanto tempo preocupado com o arquiteto. Mel era apaixonada por ele, ele sabia disso. Ele era perdidamente apaixonado por ela. Essa noite ele pediria desculpas por tudo. Estava realmente arrependido. Não sabia se era o casamento que ele assistia que o fez enxergar o quanto ele estava colocando o seu em risco por uma bobagem sem sentido ou era o olhar doce e cúmplice que Mel que lhe dava que o fez quebrar por inteiro qualquer insegurança que havia dentro dele. Talvez fosse a junção das duas coisas. A única coisa que ele queria agora era ter uma oportunidade com Mel de se desculpar e se redimir. Esperava de verdade conseguir o perdão dela ainda hoje, para que ele pudesse beijar toda extensão daquela perna que ela exibia que estava deixando ele louco. Murmurou no ouvido dela, a vontade que estava sentindo de vê-la sem calcinha só pra vê-la enrubescer olhando para os lados se certificando que ninguém mais tinha ouvido. Fazendo ele ri e ganhar dela uma mordida discreta nos lábios.

Só após a cerimônia que o casal começou a encontrar os conhecidos, quando foram direcionados a mesma mesa. Mel e Jen se uniram numa conversa animada enquanto William e Brad falavam com outros funcionários da empresa deles. Margot, Kristen e Bárbara se juntaram a mesa, receberam os cumprimentos de William e Brad. Jen e Mel sorriram e acenaram para as novas integrantes da mesa, em seguida voltaram para a sua conversa. A mesa era redonda e grande o suficiente para comportar as 16 pessoas que haviam sido convidadas da empresa. Sem surpresa nenhuma, Mel notou que Margot sentou ao lado de William. Quando notou que eles começaram a conversar, Mel chamou a atenção de William apenas pra lhe dar um selinho demorado fazendo ele ri e cheirar o pescoço dela. Um garçom se aproximou para servir champanhe e Margot animadamente elevou sua taça pedindo para ser servida. Chamou atenção de Mel, a pulseira que Margot tinha no pulso direito. Onde ela havia visto uma igualzinha?? Não demorou muito para sua mente voltar ao jantar na casa de Susan após o retorno da viagem a NY de William. A pulseira Cartier que ele deu a Susan era igualzinha a que Margot usava agora. Isso não pode ser coincidência! Mel direcionou um olhar furioso a William. Ele havia mesmo presenteado aquela loira azeda com uma pulseira?? A raiva subiu da ponta dos dedos dos pés até os fios de cabelo de Mel. Se imaginou derramando o líquido dourado que o garçom despejava na taça da loira na cara dela e em seguida quebrando a garrafa de champanhe na cabeça de William. O que porra significa isso? Mel sabia que William presenteava Susan, porque ele a amava como mãe. Qual era a desculpa para presentear a loira azeda?! Mel não podia pedir uma explicação a William ali, sem fazer uma verdadeira cena. Então ela se fechou que nem concha, ajudando a raiva a descer com champanhe. Quando se voltou pra Mel, William a notou encolhida, olhando fixamente para o nada. Se aproximou dela e sussurrou no seu ouvido.

Will: O que foi, baby?

Mel: Não-fale-comigo. – Mel respondeu pausadamente com os dentes trincados. William arregalou os olhos. O que porra eu fiz agora?

Will: Baby...

Mel: William, não.

William bufou. Que porra é essa? William virou o Scotch dele e olhou novamente pra Mel sem entender absolutamente nada da atitude dela. Há poucos instantes ela estava sorridente e beijando ele. Agora ela tá aqui com o olhar de quem quer mata-lo. Quando foi que vc se tornou tão difícil de entender? William completamente desolado passou a beber tudo que lhe era oferecido. Mel se voltou pra Jen e retomou a conversa com ela. Não daria novamente a satisfação a Margot de brigar com William. Depois de algumas taças de champanhe e conversa trivial jogada fora com Jen, Mel já se sentia mais relaxada e já conseguia pensar melhor. Na primeira oportunidade a sós com William, ela deixaria claro que não iria tolerar esse tipo de atitude dele. Quem ele pensa que é pra ficar dando presentinho a secretária? Por isso a loira aguada se sente tão íntima dele!! Mel revirou os olhos para o próprio pensamento. Essa festa acabou de se tornar um enterro! Brad puxou William e os dois seguiram para o bar montado no canto. Os dois estavam interessados na fonte do delicioso Scotch que estavam servindo. Margot e as outras funcionárias foram dançar. Após uma hora, Brad voltou sozinho para a mesa. William havia permaneceu no bar bebendo tudo que podia. Mel encorajou Jen a dançar com o Brad e os dois saíram da mesa. Mel finalmente se desmanchou na cadeira, cansada de manter a pose ereta. Quando sentiu que estava próximo de criar bolhas nos pés, Margot se despediu das amigas e foi saindo da pista de dança quando um desconhecido altamente embriagado esbarrou nela, derramando um pouco de vinho tinto no seu decote. Margot rapidamente colocou as mãos no líquido derramado, impedindo que ele escorresse até seu delicado vestido fazendo ela sujar de vinho as duas mãos e o vão entre os seios. O desconhecido se desculpou e desajeitadamente quase termina de derrubar o restante do vinho sobre ela. Margot praticamente correu para longe da sua ‘ajuda’ e seguiu em direção ao banheiro.

Depois de misturar Scotch, cerveja e champanhe, William sentiu sua bexiga apontar que estava cheia. Perguntou ao garçom diante dele onde ficava o banheiro.

Garçom: Siga no corredor principal do palacete, segunda porta a direita.

William agradeceu e saiu meio cambaleante até a entrada principal da casa. No banheiro feminino, Margot desceu as finas alças do vestido pelos ombros, expondo os seios para o espelho. Depois de lavar as mãos, umedeceu alguns papéis toalha e limpou o vinho derramado entre os seios dela. William chegou ao corredor principal e encontrou a segunda porta a direita. Por um momento hesitou. O garçom falava da direita de William ou da direita dele próprio? Já que estava um diante do outro... Não havia nenhuma indicação na porta, então William arriscou e abriu a porta a sua direita. Por um segundo Margot não deu atenção a quem entrou no banheiro, quando viu de relance que se tratava de um homem, cobriu os seios com as mãos e se virou pra ele num pulo completamente em choque quase gritando. Quando sua mente assimilou que o homem se tratava de William, sua expressão se suavizou passando de choque para quase um sorriso. Ela descobriu os seios, soltando os braços nas laterais do seu corpo sem nenhum pudor de exibir seus seios firmes para seu chefe. Quando os olhos deles se encontraram, William quase tropeçou nos próprios pés.

Will: Desculpe, eu errei... – Ele estava completamente vermelho de vergonha. – Eu... Não vi nada! – Dito isso, ele saiu às pressas do banheiro e voltou o jardim.



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