História Words - Capítulo 9


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Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Izzy Stradlin, Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizade, Anna Chlumsky, Anos 80, Anos 90, Axl Rose, Banda, Infância, Izzy Stradlin, Paixão, Personagens Originais, Primeiro Amor, Rock, Romance
Visualizações 39
Palavras 4.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii Gente!!!

New Cap...espero que gostem!!!

Desculpem pelo tamanho do capitulo, ficou enoooorme :/

Boa Leitura :)

Capítulo 9 - Sunday Dress II


Fanfic / Fanfiction Words - Capítulo 9 - Sunday Dress II

 

...

No dia seguinte conforme combinado, Jeffrey se encontrou com Jonas numa esquina próxima ao Dunk. Jonas tinha 18 anos, era moreno, alto e  tinha os cabelos pretos cacheados, gostava de usar boné e sempre estava com uma jaqueta jeans. Ele aguardava Isbell encostado em um poste enquanto fumava um cigarro.

- Precisa de ajuda para carregar o pacote? – Jeffrey fita o moreno que dá um sorriso divertido.

- Já esta aqui. – Aponta para a pequena caixa presa na garupa de sua velha motocicleta.

Isbell admira o tamanho do pacote que não ultrapassava o de uma caixa de sapato comum.

- Só isso? Pensei que precisasse da minha ajuda? – Franze o cenho.

- Eu disse que precisava de alguém que me acompanhasse na entrega. – O amigo retifica. – Vamos! O local fica um pouco distante. – Aponta para a garupa da moto.

Jeffrey sobe segurando a embalagem em suas mãos.

Jonas atravessa toda a Lafayette e apesar de sempre ter morado na cidade, aquele bairro era novidade para Isbell. O bairro ficava bem afastado do centro, era escuro e tinhas as ruas sujas e fedidas. Pichações eram presentes em quase todos os muros.

Após adentrar aquele bairro, Jonas estaciona a moto. Ele caminha mais uma quadra com Jeffrey, que olhava para todo o local temendo ser assaltado ali, mas pensava: o que levariam dele? Ele não tinha nada.

O garoto sentia-se ansioso e com receio, por vezes teve vontade de voltar, mas prosseguiu.  

Eles dobraram uma esquina, entrando em um beco escuro e sujo. Jonas parou em frente a uma porta de ferro batendo na mesma. Não demorou a que dois caras magrelos e estranhos aparecessem a porta. Eles cumprimentaram Jonas e logo a seguir fitaram Isbell de cima a baixo.

- Quem é o moleque? – O mais alto questionou Jonas.

- Eu não sou moleque. – Isbell responde.

- Relaxa Jim, o garoto é de confiança. – Jonas explica.

Os dois caras analisam rapidamente Isbell, o garoto apesar de tremer por dentro tenta manter uma aparência firme os encarando-os de volta. Eles rodeiam Jeffrey, mas não questionam mais nada.

- Trouxe nossa encomenda? – Kay pergunta.

- Claro, sabe que comigo podem contar sempre. – Jonas aponta para o pacote nas mãos do albino.

Os caras olham de um lado para o outro e rapidamente pegam o pacote. Jim esconde o mesmo sobre a jaqueta.

- Tá aqui. – Kay entrega 150 dólares a Jonas.

- Que isso mano? O combinado não foi esse. Duzentinhos, se lembra? – Jonas relembra.

- Não acho que esteja valendo tudo isso Jonas, da outra vez tua mercadoria tava “estragada”. Não era da boa. – Jim rebate.

- Já expliquei que houve um problema com o fornecedor, mas lhe garanto que essa tá 100% pura. – Jonas argumenta.

Os caras olham duvidosos, mas resolvem pagar o valor restante.

- Só espero que esteja falando a verdade Jonas, se for mentira, nos sabemos onde te encontrar. – Kay ameaça e os dois entram novamente no galpão onde estavam.

Jeffrey respira aliviado, apesar da tensão e do medo inicial, ao final já não se importava mais com os caras, que mais pareciam apenas querer intimidar. Observou tudo detalhadamente, vendo tanto a atitude de Jonas perante os caras, como as deles.

- Melhor sairmos daqui. Esse bairro não é muito seguro. – Jonas fala para Jeffrey.

Os dois colegas sobem na motocicleta e saem de volta para o centro de Lafayette.

- Como combinado, aqui estar. – Jonas estende a nota de 50 dólares.

- Você ganhou tudo isso apenas por aquele pacote? – O moreno pergunta admirado.

- Acredite, aquele pacote era especial. Ás vezes ganho mais, às vezes menos, depende da mercadoria. – Jonas explica.

- O que realmente tinha ali dentro? – Jeffrey pergunta curioso, obviamente ele já havia sacado que se tratava de droga, mas queria saber qual.

- Isso fica para uma próxima conversa. – Jonas pisca. – Gostei Isbell, não se intimidou com caras, já tive alguns companheiros que mijaram nas calças. – Riu. – O levei dessa vez porque nem sempre as coisas são assim tranquilas, mas hoje deu tudo certo. E aí, se precisar de dinheiro e quiser me acompanhar nas próximas. Quem sabe mais a frente não acabe entregando só e fique com a maior parte do dinheiro. – Jonas propõe.

- Não cara, valeu. Isso era só porque precisava mesmo. Mas, não acho que vou querer repetir. – Isbell disse.

- Tem certeza? É um bom dinheiro. – Jeffrey se sentiu tentando, mas no final acabou mantendo sua palavra. – Você quem sabe. Nos vemos por aí. – Jonas se despediu saindo em sua moto.

...

 

Cinco dias haviam se passado. Ellen saía animada até o jardim da frente de sua casa quando avistou Jeffrey junto à cerca fumando na calçada.

- Jeffrey, queria falar com você. Não te vi na escola hoje.

- Eu matei aula. – O moreno respondeu tranquilamente.

- Bem amanhã é meu aniversário... – Ellen disse empolgada.

- Eu sei.

- Não me interrompa... – Cruzou os braços. – ... Bem, a mamãe já se conformou que não haverá festa, mas convidou a minha tia Ayla para vir passar o dia, vamos sair e almoçar lá no clube. Mas após pedir muito para minha mãe e contar com a ajuda da minha tia, ela me liberou para sair à noite com meus amigos, tudo pago pelo papai, é coisa simples, vamos ao parque que esta aí na cidade. Eu queria muito que você e o Bill fossem. – Ela pediu.

- Parque é? – Isbell franziu a testa. – Não sei Ellen, sua mãe sabe que eu e o Bill estamos nessa sua lista de amigos?

- Sabe, e não é bem uma lista, fora vocês dois vai a Amy, a Mônica e a Paty. – Ela explicou.

- Já sei até o que o Bill vai falar: que antes fossemos para um bar. – Isbell disse caindo na risada.

- Como se pudéssemos entrar em um bar, Jeffrey. – A menina rolou os olhos.

- Relaxa El, nos vamos. – Ele cruza os dedos dando um beijo nos mesmos como o sinal de juramento que sempre faziam. Um enorme sorriso brota na face da garota.

- Por que me chamou de El? Nunca me chamou assim antes. – Ela interroga.

Porém antes que ele respondesse.

- Ellen, que bom que estar em casa. – Mônica apareceu na calçada.

- Mônica, o que faz aqui? – A loira indaga surpresa.

- Perdi meu dever de casa e queria copiar o seu. – Ela diz olhando para o moreno que acompanhava a conversa.

- Ah tudo bem. – Ellen responde.

- Fuma há muito tempo? – Mônica puxa assunto com Isbell.

- Um pouco. – Ele fita a morena.

- Me deixa experimentar? Sempre tive muita curiosidade. – Mônica pede dengosa.

- Ele não vai deixar, diz que isso não é coisa de garot...- Ellen diz rindo para a amiga, mas para sua surpresa Jeffrey estende o cigarro para Mônica.

Ellen olha inconformada para a cena, ele nunca a deixou tentar, relembra.

A morena traga o cigarro soltando a fumaça perfeitamente. Jeffrey saca na hora que aquela não era a primeira vez que ela fumava. Mônica estende seu braço para devolver o cigarro para o moreno, mas antes disso Ellen pega o mesmo.

- Bem, também quero experimentar. – A garota diz confiante.

Ao tragar o cigarro, se engasga e começa a tossir.

- Não puxe tanto Ellen, é só um pouco. – Mônica diz aos risos.

- Ellen, você está bem? – Jeffrey imediatamente vai até a amiga.

- Tô, tô...- Ela diz se esquivando dele. – Pega seu cigarro idiota. – Diz com a voz rouca.

- Se quiser eu te ensino Ellen. – Mônica se oferece.

- Não precisa. – Ela diz irritada. – Vamos, melhor entrarmos, vou te passar o dever de casa. – Ela sai chateada para casa.

Mônica se despede de Isbell, dando-lhe um sorriso travesso retribuído pelo moreno que lhe olha de cima a baixo.

...

 

O sábado havia amanhecido ensolarado. Ellen acordou radiante, afinal, acabara de completar 15 anos. Não se sentia mais uma menininha. Estava feliz com seu dia, mesmo não tendo festa.

Assim que chegou à cozinha foi recebida com muita algazarra pelos seus pais e sua tia.

Abriu o presente de seus pais: um álbum dos Rolling Stones, a menina deu gritos de euforia. Era tão fã da banda, mas os discos estavam tão caros devido à inflação. Em seguida o presente de sua tia: um estojo de maquiagem. A garota olhou animada, afinal até então sua mãe apenas permitia que ela usasse batom.

- Agora já é uma moça e poderá usar maquiagem. – Ayla disse a sobrinha.

- Mas de bom gosto não é minha filha. Nada daquelas maquiagens extravagantes. – Mary salientou.

- Vamos garotas, o clube hoje deve ficar cheio, melhor chegarmos cedo. – John chama a todas que se apressam.

O dia foi de festa, aproveitaram a piscina do clube, almoçaram e Ellen ainda ganhou um bolinho de surpresa de seus parentes que resolveram confraternizar seu dia no clube. Tudo muito simples, mas com carinho.

A garota retornou para casa feliz, seu dia estava maravilhoso com seus familiares, mas admitia que estava ansiosa para chegar a noite para sair com seus amigos.

Assim que chegou em casa, Ellen tomou um banho longo e depois foi se arrumar, parou em frente o guarda-roupa procurando uma roupa para seu dia. Escolheu uma blusa branca e uma saia rosa rodada, com um sapatinho nude. Escovou os cabelos, deixando-os soltos. Parou em frente ao espelho se olhando, faltava algo, então lembrou-se da maquiagem que sua tia lhe deu.

Timidamente, passou uma sombra em seus olhos e um lápis preto bem delicado, realçando seus olhos verdes. Jogou um blush rosado nas bochechas, tudo muito discreto afinal, sua mãe piraria se ela fizesse algo mais chamativo. Finalizou com um batom rosa. Mesmo sutil Ellen notou a diferença ao se olhar no espelho, sentia-se bonita, como nunca havia sentido antes.

- Uau Ellen, esta linda. – Ayla disse assim que a menina surgiu na escada.

- Parece uma princesa, a princesa do papai. – Seu pai disse orgulhoso indo até a menina e dando um beijo em seu rosto.

- Tá linda filha, mas mesmo sem tudo isso na cara, já é muito bonita. – Sua mãe relata.

- Deixa a garota Mary, hoje é o dia dela e ela esta linda. – Ayla sorri.

- Vocês querem parar. – A garota diz incomodada e com vergonha. – Eu já vou indo, acho que já estão me esperando aí fora. – Ellen diz.

- Toma cuidado, filhinha, e esteja de volta ás 22h. – Mary diz.

- 22h mamãe? Mas já são quase 20h. – Ela diz triste.

- Vá Ellen e se divirta, esteja de volta só às 23h. – Ayla fala, e mesmo após repreender a irmã com o olhar, Mary concorda.

A garota sai entusiasmada.

- Aí não sei, devia ter mantido às 22h. Se ela fosse só com as amiguinhas, mas aqueles garotos também vão. – Mary comenta preocupada.

- Ah Mary, para de ser chata. É aniversário dela, além do mais, ela vai estar com os amigos, todos juntos. – Ayla rola os olhos e volta para cozinha para comer do bolo que havia sobrado.

...

 

Assim que saiu de casa, Ellen encontrou Mônica e Paty a esperando na calçada. Após os abraços e troca de elogios, às garotas seguiram caminho.

- Seu amigo não vem com a gente? – Mônica pergunta.

- Ele disse que ia junto com o Bill e a Amy e que iam me encontrar lá. – Explicou.

As garotas caminharam até o parque que não ficava muito distante da casa de Ellen. Quiseram aproveitar, pois era raro esses parques irem para Lafayette. Tinha roda gigante, montanha russa, carrinho de bate-bate e muitos quiosques com guloseimas e jogos.

Ao chegar à entrada, Ellen avistou os três amigos conversando enquanto a esperavam. Assim que se aproximou:

- Ellen, você esta linda amiga. – Amy deu um grito empolgado a abraçando.

- Hey Ellen, Parabéns. – Bill se aproximou. – Esse aqui é o Mike, desculpa não ter avisado que ele vinha, mas o Mike é assim mesmo cara de pau e resolveu ficar mesmo eu falando que ele não tinha sido convidado. – Bill apresentou o garoto.

- Não, tudo bem. Se é amigo de vocês é bem vindo. – Ela falou.

- Viu Bill, como sou bem vindo. – Mike fitou o amigo. - Parabéns gatinha. – Mike fez que ia dar um abraço em Ellen, mas Bill o puxou antes disso.

Por último, Jeffrey se aproximou olhando fixo para Ellen. Notava que havia algo diferente nela, parecia mais ...mais ... não sabia explicar...era como se ela tivesse desabrochado nessa manhã, estava mais mulher e menos menina.

- Esta linda Ellen.

- Obrigada. – A garota, diferente das outras vezes, corou imediatamente pela forma que ele a olhava.

- E então? Para onde vamos primeiro? – Mike interrompeu.

- Vamos para o navio pirata. – Bill falou caminhando apressado até o local.

Todos o seguiram, se perguntando se já iam mesmo começar logo pelo navio.

...

A noite estava incrível, os jovens se divertiam, conversavam, riam. Nunca havia passado pela cabeça de Ellen comemorar seu aniversario em um parque, mas não podia esta sendo melhor.

- Ah não, a gente fica aqui. Vão vocês. – A loira disse aos garotos que saíram se esbarrando até a fila do brinquedo.

- Eu não encaro aquela montanha russa. – Amy disse nervosa.

- Nem eu. – Mônica e Paty concordaram.

Ellen olhava os garotos na fila pensando se teria coragem ou não. Os meninos estavam conversando enquanto aguardavam a vez, mas sempre se batiam, se provocavam e brigavam. As meninas só observam ao longe, rolando os olhos e pensando: Coisas de garotos.

- É verdade que eles têm uma banda e o Bill é o cantor? – Paty perguntou.

- Sim, Bill canta, Mike toca guitarra e Jeffrey bateria. – Ellen confirmou.

- Nossa, será que o Bill canta bem? Por que gatinho ele já é, se cantar então. – Paty deu um sorriso travesso.

- Quem é gatinho? – Amy perguntou.

- O Bill. – Paty suspirou.

- O Bill??? – Amy estava incrédula.

- É Amy, as meninas acham seu irmão bonito. – Ellen explicou.

- Aquele lagartixa branquelo ? – Rolou os olhos. – Chato pra caramba. O que vocês vêm naquele magrelo? Na verdade, em qualquer garoto. – Ela rolou os olhos.

As meninas apenas sorriram, era compreensível, Amy era a mais nova, tinha apenas 13 anos e ainda não achava nada demais nos garotos.

- O Jeffrey também é muito gatinho. – Mônica comentou com Paty que apenas sorriu.

- O Jeffrey também é chato pra caramba. – Ellen disse a Mônica.

- Ah Ellen, você só diz isso porque vocês são como irmãos. – Mônica rebate.

- Irmãos? Nós não somos irmão. – A garota repete extenuada.

- Não, eu sei. Eu disse que se tratam como irmãos, não é? – Mônica tornou enfatizar.

A garota não disse nada, apenas ficou pensando.

- Ellen? Tá tudo bem? – Amy tirou a garota de seus devaneios.

- Sim, é...estava me decidindo se ia ou não. – Dito isto a garota saiu correndo se encontrando com seus amigos na fila do brinquedo.

- Vai mesmo encarar Ellen? – Jeffrey a olhou surpreso.

- Você não? – Ela deu um sorriso travesso e entrou na cabine do brinquedo.

Jeffrey sentou do seu lado e Bill e Mike logo atrás. A tensão era grande quando o mesmo começou a longa subida.

- Quer segurar minha mão? – Jeffrey ofereceu vendo a garota nervosa.

Ela apenas assentiu. Segurou firma na mão do amigo. O garoto não sabia explicar o que estava sentindo, com ela segurando sua mão. Era algo estranho, algo que nunca tinha sentido antes, mesmo já tendo segurado a mão de outras garotas, a dela era diferente.

Logo o brinquedo desceu os trilhos em alta velocidade, no começo o grito de medo e adrenalina, depois apenas os risos da emoção. Os dois aproveitaram cada sensação imposta não só pelo brinquedo.

...

Os amigos já estavam exaustos, já tinham comido, conversado e se divertido muito. Mike era o mais palhaço da turma, e apesar das investidas em Ellen sempre serem boicotadas por Bill ou Jeffrey, ele ainda tinha esperança que a loira olhasse para ele.

- Vamos embora? Acho que já fomos a praticamente todos. – Bill relata.

- Não fomos na roda gigante. – Mônica diz.

- Ah roda gigante é tão sem graça. – Mike afirma.

- Vamos, eu nunca fui. Quero vê como é. – Ellen pede animada.

- Ah se a princesa, digo, aniversariante quer, isso é uma ordem. – Mike diz todo sorridente para Ellen.

- Acho que não vou. Prefiro ir comprar algodão doce. – Amy diz indo ate um quiosque.

Bill e Paty são os primeiros a entrar. Jeffrey para ao lado de Ellen, para irem juntos.

- Jeffrey, vem comigo? – Mônica pede estendendo a mão para o moreno que fica sem graça em rejeitar.

- Claro. – Ele entra na cabine com a morena e olha para Ellen que apenas os fita calada.

- Vamos, linda? – Mike a chama sendo os próximos a entrar.

A garota permanece sem dizer nada, apesar de Mike não calar a boca um só momento, ela não consegue tirar os olhos da cabine onde Mônica e Jeffrey estão sentados. Sente um incômodo a cada risada alta que Mônica dá, se perguntando o que tanto eles conversam.

Após as 05 voltas, eles descem e se despedem. Já esta tarde e é hora de voltar para casa. Cada um segue para um rumo e Ellen e Jeffrey retornam juntos conversando.

- Você e a Mônica parecem ter se dado bem. – Ela comenta.

- Ela parece ser uma garota bacana.

- Acho que ela gosta de você. – Ellen diz fitando o amigo.

- Ela falou alguma coisa? – Ele pergunta curioso.

- Não, mas pelo jeito que ela estava com você. – Ellen  altera levemente em sua voz.

- Teria algum problema para você, Ellen? – Ele inquiri a garota.

- Pra mim? Não, nenhum. Por quê? – Pergunta desconfiada.

- Não sei, por ela ser sua amiga. Talvez você não goste que eu fique com alguma de suas amigas. – Ele esclarece olhando bem para a reação da loira.

- Não, não tem nenhum problema, ela já é bem grandinha. Você pode ficar com ela se quiser. – Ellen dá de ombros.

Os amigos seguem algumas ruas em silêncio, até que o moreno se manifesta.

- Preferia a festa? – Puxa assunto.

- Acho que hoje foi tudo...muito bom. – Ela diz, mas ele não sente tanta firmeza em sua voz.

- Tem certeza?

- Sim. – Ela dá um sorriso fraco.

- Chegamos. – Ele diz parando em frente à casa da garota.

- Bem na hora. – Ela olha no relógio que marca 23h em ponto.

A garota olha o céu estrelado e sente o vento fresco da noite.

- À noite esta tão linda, o céu, as estrelas. O dia realmente foi muito bom...acho que bem melhor do que se fosse a festa que a minha mãe queria. Eu adorei passar esse dia com você, quer dizer, vocês. – Ela corrige.

O garoto apenas sorri.

- Ellen, tem uma coisa que eu... – Ele começa falar.

- Ellen, já chegou? – Mary surge na porta. – Esta esfriando querida, melhor entrar pra dentro. – Ela diz.

- Já estou indo mãe. – Ela fala para mulher, que permanece na porta a esperando. – O que ia dizer Jeffrey? – Pergunta curiosa.

- Parabéns pelos seus 15 anos, boa noite. – Ele sai indo em direção a sua casa.

Ellen caminha até a porta de sua casa calada, sendo recebida por sua mãe.

- Tô inteira mãe, viu. – Passa chateada pela mulher e vai em direção as escadas indo para seu quarto.

Apesar do dia incrível que teve, em seu peito ainda sentia que faltava algo.

...

A garota se preparava para dormir, arrumava os lençóis da cama e já ia por seu baby-doll quando ouviu barulhos em sua janela. Ignorou a primeira, a segunda, mas na terceira vez foi olhar. Assim que abriu a mesma, viu Jeffrey no seu quintal atirando pedras em sua janela.

- O que faz aí? – Ela o olha surpresa. Já era bem tarde.

- Desce aqui. – Ele chama.

- Eu já vou dormir, tá tarde. – Ela sussurra, mas o amigo insiste.

Tomada pela curiosidade a garota desce as escadas e sai escondida para o quintal de sua casa.

Ellen abre a porta da cozinha e vê Jeffrey parado em frente à mesma a esperando.

- O que quer? Tá todo mundo dormindo. – Ela múrmura.

- É que faltou eu dar o meu presente e eu queria dá-lo hoje. Ainda é seu aniversário, não queria que já tivesse passado.

O garoto então entrega uma pequena caixa de papel que segurava em suas mãos. Ellen pega a caixa surpresa, não esperava por um presente dele, principalmente sabendo das condições de sua mãe. Ela abre a caixa arregalando os olhos surpresa.

- Jeffrey, é muito lindo.

Ellen pega a delicada corrente de ouro com o pingente em “E” trabalhado com uma pedra de cristal. Era simplesmente lindo e ela nunca havia ganhado algo parecido.

- Jeffrey eu não posso aceitar, é muito caro. – Ela diz.

- Não, não foi. Um amigo trabalha numa loja, me fez um preço camarada. – Mente.

Ela torna olhar para o colar. Era um sonho.

- Posso colocá-lo? – Isbell pergunta e a garota assenti.

Ela vira de costas e ele o coloca em seu pescoço.

Ela olha para baixo tentando vê o pingente.

- Obrigada Jeffrey. – Diz emocionada.

- Você merece. – Ele sorri ao vê a alegria da amiga.

Ambos se olham com um imenso sorriso no rosto.

- Tem outra coisa Ellen, que eu queria te dar. – O garoto desfaz o sorriso ficando sério enquanto mira seus olhos.

- O que? – Ela pergunta fitando o mesmo.

Jeffrey se aproxima da garota, pegando em sua mão delicada. Olha fixo em seus olhos, descendo até seus lábios rosados. Coloca a outra mão na cintura de Ellen, puxando ainda mais seu corpo para junto dele. A garota fica tensa com tamanha proximidade, sente seu corpo estremecer e uma borboleta tomar conta de seu estômago. Suas mãos começam a tremer, ficando cada vez mais nervosa.

Ellen sente o hálito quente de Jeffrey junto à pele delicada de seu rosto, ele aproxima seus lábios do dela, colando suas bocas. O beijo começa delicado, suave e sutil, Ellen fecha os olhos sentindo a maciez de seus lábios colados nos dela, de repente o garoto aprofunda o beijo e ela sente sua língua invadir sua boca. Ellen estranha tal sensação, no começo se sente meio perdida, mas deixa-se envolver e quase como por reflexo corresponde aos movimentos.

A garota não sabia explicar o que sentia naquele momento, mas era a melhor sensação que já tinha sentido na vida. Era algo novo, algo mágico. Seus lábios se mexiam em perfeita sintonia, numa doce cadência.

E assim, esses segundos mágicos, foram finalizados tão sutilmente como começou.

A garota abriu os olhos se deparando com Jeffrey a olhando com meio sorriso nos lábios.

- Talvez não tenha sido numa festa, ou numa dança, nem com um príncipe, mas pelo menos agora você já sabe como é um beijo de verdade. – Ele falou.

Ela levou as mãos aos lábios ainda sem acreditar no que tinha acontecido.

- Boa noite Ellen. – A garota apenas deu um sorriso bobo para o amigo que logo saiu pelos fundos de sua casa.

Ellen fechou a porta da cozinha e subiu para seu quarto.

Agora sim, seu dia havia sido perfeito.

...

Na manhã seguinte a garota não podia estar mais radiante. Correu apressada para frente do espelho para se arrumar, queria estar bonita, afinal provavelmente o veria hoje.

Não sabia o que aquele beijo tinha significado, tudo foi tão rápido na noite anterior.

Ellen desceu as escadas animada, na cozinha pegou apenas uma maça e já ia saindo para fora de casa quando foi chamada pela sua mãe.

- Que colar é esse? – A mulher havia notado o cordão reluzente no pescoço da filha.

- É...é...foi a tia Ayla que me deu. – Sua tia ao ouvir a justificativa quase se engasgou com o café da manhã.

- Mas o presente da Ayla não foi à maquiagem? Parece um colar muito caro. – Mary fitou Ellen desconfiada.

- Na verdade, esse era o presente principal, quis dar num momento de tia e sobrinha. E nem foi tão caro assim, estava em promoção.  – Ayla interveio.

Mary fitou ambas desconfiada, mas retornou seus afazeres.

Ellen correu até a porta da sala, mas antes de sair sua tia a chamou.

- Depois me contará essa história, viu mocinha. – Ela alertou a sobrinha. – Mas já até imagino quem te deu. – Sorriu divertida.

- Somos apenas amigos tia. – Ela respondeu.

- Sei. – Ela fitou Ellen. – Mas ele é bem gatinho. – Disse deixando Ellen encabulada.

- Tia!!! – Ayla apenas voltou aos risos para cozinha.

Finalmente Ellen saiu para fora, espera vê Jeffrey, e realmente o viu, mas não como imaginava. Ele estava lá fora, conversando animadamente com Mônica na calçada.

Seu sorriso se desfez e a passos lentos Ellen caminhou até os dois.

- Bom dia. – Cumprimenta séria a ambos.

- Ellen, ontem foi tão divertido. Estava comentando com o Jeffrey. – Mônica falou entusiasmada.

- Sim, foi. – Confirmou sem o mesmo entusiasmo. – Tínhamos marcado de estudar alguma coisa Mônica? – Ela indagou à morena.

- Ah não, não. Hoje eu vim vê o Jeffrey tocar, ele havia me convidado. – Mônica esclareceu.

- Não sabia que tinha ensaio da banda hoje, Jeffrey. – Ellen mirou Isbell.

- Não tem, será apenas eu. A Mônica quis vê como é tocar bateria. - Deu um sorriso de canto para a morena.

Na hora Ellen entendeu que tipo de ensaio seria aquele. Ao mesmo tempo, sentiu algo em seu peito pesar.

- E então, vamos? – Jeffrey chamou Mônica.

- Ellen, eu só peço que se meus pais ligarem você confirme que eu estou na sua casa, disse que tinha vindo estudar. – A morena lhe pede sorrindo antes de sair acompanhada de Isbell.

Ellen não diz nada, apenas fica na calçada e vê os dois caminhando lado a lado em direção à casa de Isbell. Antes mesmo de entrar, Jeffrey passa o braço envolta do pescoço de Mônica, cochichando algo em seu ouvido e arrancando risos da garota. Eles seguem assim até adentrarem a casa por fim desaparecendo das vistas de Ellen que permaneceu sozinha na calçada.

 

 


Notas Finais


Parecia que tudo ia bem..aí nosso moreno... :/
Espero que tenham gostado ;)

Bjos e até o próximo :)


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