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História Work Out (Malec Lemon) - Capítulo 1


Escrita por: BaneStan_88

Capítulo 1 - Capítulo Único - Uma Comemoração Bem Quente


Fanfic / Fanfiction Work Out (Malec Lemon) - Capítulo 1 - Capítulo Único - Uma Comemoração Bem Quente

 Enquanto ajudo Raphael a levantar a barra durante sua série de exercícios, sei que Alec está apoiado no batente da porta da sala de musculação, me observando atentamente.

 Não ergui os olhos por um minuto sequer, então não o vi de verdade, mas simplesmente sei que está ali. Esse é o tipo de conexão que nós temos: conseguimos sentir a presença um do outro, antes mesmo que nosso olhar a perceba.

 Seguro os punhos de Raphael com mais força, contraindo mais os bíceps, embora não haja necessidade disso. Apenas quero provoca-lo, lhe dar algo para abrir o apetite. Alexander não faz ideia disso, mas tenho plano especiais para essa noite e esse gesto pode ser considerado o começo do meu show.

 — ¡Dios mio! – resmunga Raph, se sentando sobre o banco, depois de concluir a série. – Assim você vai acabar me matando, feiticeiro.

 Solto uma risada alta e dou um tapinha no ombro dele. Esse é o apelido que os alunos da Pandemonium me deram: segundo eles, os treinos que crio trazem resultados tão rápido que parecem até mágicos.

 Mas é claro que não há nenhum tipo de magia envolvida nisso, apenas tenho experiência suficiente como personal trainer e sei o que funciona melhor para cada um deles.

 Alec também tem um apelido entre os frequentadores da academia: arqueiro. Ele dá aulas de arco e flecha aqui, foi assim que nos conhecemos. Quando botei os olhos naquele anjo alto, de pele clara e cabelos escuros, vestindo preto dos pés à cabeça e parecendo uma pintura de Michelangelo em preto e branco, soube imediatamente que o queria para mim.

 E agora eu o tenho. Só para mim.

 Me despeço de Raphael, que deixa a sala. Ele é o último aluno a ir embora e agora não tem mais ninguém aqui além de nós dois. Como nossas aulas eram as últimas do dia, eu e Alexander ficamos encarregados de fechar a academia hoje. Por isso, sei que o caminho está livre para botar o meu plano em prática.

 Agora que estamos sozinhos, ele se aproxima, sorridente. Envolvo sua cintura com os braços e lhe dou um beijo, que começa delicado, mas vai se intensificando aos poucos. Alec corresponde, colando o peito no meu, me puxando mais para perto. Ele suspira sobre os meus lábios e cruza as mãos sobre a minha nuca.

 Já estamos enroscados um no outro há alguns minutos, quando paro de beijá-lo. Então lambo meu polegar, enfio a mão por dentro da calça dele e passo a ponta úmida do dedo sobre a sua glande.

 Ele me afasta, rindo.

 — Magnus... – diz, em um tom de advertência. – Não tente começar um incêndio que não pode apagar.

 Eu passo os braços ao redor do seu pescoço, o rosto a poucos centímetros de distância do dele.

 — E quem disse que eu não posso? – provoco. – Estamos sozinhos aqui, com a academia inteira só para nós. Você não acha que seria praticamente uma heresia não tirar proveito disso?

 Alec pondera por alguns instantes e vejo que quase o convenci. Me inclino e sussurro, bem perto da sua orelha:

 — Os chuveiros daqui são bem melhores do que o do nosso apartamento. Que tal a gente aproveitar para tomar um banho bem quente?

 Ele assente, rindo mais uma vez. Eu seguro sua mão e vou o arrastando até o vestiário. Mal passamos pela porta e Alec começa a tirar suas roupas, mas eu seguro seu braço, o fazendo parar. Ele sorri, entendendo o que quero fazer, e fica em pé na minha frente, enquanto eu tiro sua calça de moletom, a camiseta e a cueca.

 Quando termino, é a minha vez de ficar parado enquanto ele arranca minha regata, minha bermuda e a cueca boxer preta. Despir um ao outro é uma coisa que gostamos de fazer, algo que consideramos muito excitante e nos ajuda a entrar no clima.

 Não que eu já não esteja totalmente no clima nesse momento.

 Nós entramos em uma das divisórias e ligamos a ducha. Começamos a nos ensaboar, aos risos, nos cobrindo de espuma, deslizando as mãos por todos os lados, provocando com toques indiscretos. Lavamos nossos cabelos também, brincando com os fios. Logo estamos totalmente limpos e cheirosos.

 Então o encosto na parede, as costas contra os azulejos frios, e enterro o rosto em seu pescoço, sentindo o cheiro do sabonete. Lambo e dou mordiscadas na pele, deixando pequenas marcas avermelhadas na região. Vou descendo, passando pelas clavículas, e paro no peito dele, sugando seus mamilos. Alec solta um suspiro, se recostando mais na parede, sabendo o que está por vir.

 Continuo minha descida, lambendo as gotas de água que escorrem pelo seu abdômen bem trabalhado, até chegar a virilha. O coloco na boca, mas não inteiro: abocanho só a pontinha. Mantenho os lábios parados logo abaixo da glande e passo a cobri-la com lambidinhas, ora deslizando a língua de maneira bem rápida, ora mais devagar.

 Percebo que ele começa a projetar os quadris para a frente, querendo que eu o abocanhe mais. Levanto os olhos e vejo que está me encarando. Seus olhos perguntam:

 — É só isso?

 Os meus respondem:

 — Por enquanto, é.

 Sigo provocando, mantendo a língua ali, sugando e lambendo. Depois de um tempo, sem aviso, o enfio inteiro na boca, até quase engasgar. Avanço e recuo os lábios, chupando com vontade. Alec passa a gemer alto, mas estou apenas começando e não quero deixa-lo gozar na minha boca, como já fiz várias vezes antes.

 Então paro subitamente e fico de pé mais uma vez. Me encosto na parede, de frente para ele, e começo a me masturbar, olhando bem nos seus olhos. Sei que gosta disso, de ficar observando enquanto eu me toco, por isso capricho nas caras e bocas enquanto movimento furiosamente a mão entre as minhas pernas. Alexander morde os lábios, com um olhar guloso.

 Não vou muito longe, ainda não terminei meu show. Só quero gozar depois que estiver dentro dele, por isso ignoro a vontade de acelerar os movimentos, indo até o fim, e paro. Minha ereção lateja contra a barriga e confesso que chego a sentir um pouco de dor, de tanto tesão.

 Mas essa noite não é só sobre mim, nem só sobre ele.

 É sobre nós. Os dois. Juntos.

 Não vou parar enquanto não estivermos ambos satisfeitos.

 Avanço sobre Alec e o prenso contra a parede, agora de costas para mim. Pego o sabonete e ensaboo minhas mãos, até que fiquem completamente cobertas pela espuma. Encosto a ponta do indicador na sua nuca e desço bem devagar, seguindo a linha da espinha.

 Então enfio um dedo dentro dele.

 Ele solta um gemido baixo.

 Enfio um segundo dedo.

 Ele arqueia o corpo, os músculos das costas saltando.

 Enfio um terceiro.

 Ele joga o pescoço para trás e solta um palavrão.

 Me mexo lá dentro, até encontrar o ponto certo. Começo a fazer lentos movimentos circulares bem ali, pressionando, instigando. Alec enlouquece, soltando gemidos, arquejos e palavrões, que ecoam pelo vestiário vazio.

 — Isso mesmo, grite bem alto, honey. – provoco. – Eu gosto de te ouvir.

 O sinto pulsando, se contraindo ao redor dos meus dedos, e sei que não vai aguentar muito mais.

 Sei que chegou a hora.

 Com um movimento brusco, eu o puxo da parede e o empurro para o chão, fazendo que fique de quatro. Sem avisos, simplesmente entro nele e começo a movimentar os quadris, em um ritmo acelerado.

 Os ossos da minha bacia batem contra o corpo dele, que se sacode para frente e para trás, enquanto eu avanço e recuo. Quero que isso dure o máximo possível, então passo a me mover mais devagar, quase como se fosse parar.

 — Se você... parar agora, eu .. morro. – diz Alexander, ofegando.

 Eu abro um sorriso satisfeito, que ele não pode ver. É claro que Alec não iria morrer de verdade caso eu parasse. Mas gosto de saber que o que estou fazendo é tão bom que o leva a se sentir assim, como se parar fosse causar a sua morte.

 O jato do chuveiro cai logo abaixo das suas omoplatas, bem no centro das costas dele, e escorre pelos seus ombros, formando uma cortina de água. Eu seguro um tufo de cabelos da parte de trás da sua cabeça e a puxo para trás com força, porém não o suficiente para machucar.

 Essa noite, não quero lhe causar nenhuma dor, mas apenas prazer.

 Então paro totalmente de me mexer. Antes que ele tenha tempo de reclamar, coloco as mãos nas laterais dos seus quadris e tento incentiva-lo, de modo que seja ele a se movimentar e não eu.

 Alec entende o recado e começa a se balançar para a frente e para trás, usando os cotovelos apoiados no chão para tomar impulso. Ele avança e recua contra mim, cada vez mais rápido, cada vez gemendo mais alto. Eu permaneço parado e deixo que controle a situação.

 — Ah, meu Deus! Ah, meu Deus! – grita Alexander, e sei que está prestes a gozar.

 Meu trabalho já está feito. A única coisa que não queria era me permitir chegar lá antes dele, então finalmente solto tudo que estava segurando até agora e me deixo levar.

 Volto a me movimentar, em sincronia com ele, avançando e recuando, indo cada vez mais fundo, o sentindo latejar ao meu redor. Dou um tapa na lateral do seu traseiro e Alec solta um arquejo de surpresa.

 Nós dois explodimos ao mesmo tempo, tremendo, suando, gemendo e gritando juntos. Sinto tudo escorrer de mim, enquanto eu despenco rumo ao nada, vibrando e pulsando feito um arame esticado.

 Quando o orgasmo recua, como uma onda depois de quebrar, ele simplesmente se deixa cair, esticado de bruços sobre o piso molhado. Caio por cima dele, sem forças sequer para pensar, quase sem respirar, o corpo todo trêmulo.

 Não sei quantos minutos se passam até que eu volto a me considerar forte o suficiente para ficar de pé, levanto e desligo o chuveiro.  Depois me sento, apoiado na parede e com as pernas esticadas.

 Alec também levanta e senta ao meu lado, com a cabeça pousada no meu ombro. Beijo sua bochecha e faço um carinho nos seus cabelos. Ele me olha de um jeito doce, muito diferente dos olhares de luxúria e lascívia que me lançou poucos minutos antes.

 — Feliz aniversário de cinco anos. – diz, me surpreendendo.

 — Ah, então você lembrou. – retruco, mas não há nenhum tom de repreensão em minha voz.

 Hoje estamos completando cinco anos de namoro. Ele raramente lembra dessas datas e eu realmente não me importo com isso. Mas tenho uma memória boa e, embora nós dois tenhamos combinado nunca fazer nenhum tipo de comemoração, não consigo deixar de fazer alguma coisa especial ou diferente nelas.

 Como fiz nessa noite.

 — Parece que meu cérebro teve a decência de me fazer lembrar dessa vez. – brinca ele, antes de perguntar: – Então, essa foi toda a nossa comemoração ou podemos fazer mais alguma coisa?

 Eu arregalo os olhos, chocado. Alec ri, dando um tapa na minha coxa.

 — Não estou falando de sexo, seu bobo. Nesse sentido, já estou bastante satisfeito. Eu... – ele hesita um pouco, até finalmente revelar: – Eu fiz uma reserva para a gente essa noite, em um restaurante bem bacana.

 Agora sim ele me deixou em choque.

 — Mas nós combinamos de não comemorar essas datas. – lembro.

 Alexander sorri, me lançando um olhar condescendente, antes de afirmar:

 — Magnus, eu sei você sempre se lembra, ao contrário de mim. E que tenta fazer alguma coisa diferente, especial. Como nessa noite.

 Eu dou um soco leve no ombro dele, de brincadeira.

 — Quer dizer que você sabia muito bem o que eu estava fazendo, mas não disse nada? Seu danadinho!

 Ele solta sua risada alta, relaxada, que eu tanto amo.

 — Nós ainda não tínhamos trepado aqui na academia e eu não quis desperdiçar a oportunidade. – confessa, com um sorriso travesso. Depois segura de leve minha mão, brincando com meus dedos. – Agora, falando sério: não precisamos ir, se você não quiser. Eu posso cancelar a reserva sem problemas, mas preferia jantar na sua companhia.

 Não consigo deixar de sorrir.

 — Não precisa cancelar nada. É claro que eu quero jantar com você essa noite, Alexander.

 — Então vamos nos arrumar logo, senão chegaremos atrasados. – responde ele, já se levantando.

 Eu também fico de pé. Analiso meu próprio corpo e digo:

 — Acho que preciso de outro banho.

 Alec pensa um pouco e assente.

 — Eu também vou tomar mais uma chuveirada. Mas acredito que seja melhor tomarmos banho separados dessa vez – afirma.

 Depois sai da ducha em que estamos e entra na do lado. Ele olha para mim por cima da divisória, antes de completar:

 — Se eu passar mais dez minutos pelado com você, senhor Bane... Não vou poder garantir que a gente chegue no restaurante na hora certa.

 Nós dois caímos na gargalhada. Então abrimos o chuveiro e começamos a tomar banho, cada um de um lado.

 Mas não me importo nem um pouco com isso. A noite ainda não terminou e temos muito tempo pela frente para passar um ao lado do outro.

 



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