História Worlds Collide - Capítulo 16


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Categorias Bia
Personagens Alex Gutiérrez, Beatriz (Bia) Urquiza, Carmín Laguardia, Celeste Quinterro, Chiara Callegri, Helena Urquiza, Jhon Caballero, Manuel Quemola Gutiérrez, Mara Morales, Personagens Originais, Thiago Kunst, Víctor Gutiérrez
Tags Adolescente, Amor, Binuel, Isulio, Romance
Visualizações 49
Palavras 1.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Capítulo XVI


Manuel

   O relógio no corredor marcava quatro e cinquenta da tarde. Fazia exatos trinta minutos que eu estava esperando Bia, e pela demora só me deixava mais nervoso por ela. Não quero que ela sinta o que eu senti. E nem passe por tudo que a minha mente está fazendo eu passar.

- Oi- suspiro aliviado ao ouvir sua voz.

   A menor vinha em minha direção, deixando para trás o corredor em que antes estava. Observo de longe seu rosto e passo a mão no cabelo em um ato de frustração, quando vejo o mesmo vermelho e seu olhar distante. Algo ruim havia acontecido.
   Eu não sabia o que dizer, e tudo que havia sentido com a perda da minha mãe só me fez lembrar do quanto eu precisava apenas de um ato carinhoso, e não de palavras. Levanto da cadeira em que estava e vou ao seu encontro, sorrio sem mostrar os dentes quando paro em sua frente e a abraço. Ela retribui e ficamos ali por um bom tempo. Eu sentia minha camiseta molhada e já sabia o que era, a dor que ela estava sentindo, independente do que realmente acontecera, estava presente, e a única coisa que eu podia fazer era dar todo o meu apoio para o que ela precisar, eu sempre vou estar aqui.

- Obrigada- ela sussurra baixo, sua voz já estava rouca pelo choro.

- Não precisa agradecer- passo a mão pelos seus cabelos e faço um cafuné ali- quer sentar?

- Pode ser- nos soltamos e passo os polegares em baixo de seus olhos, tentando limpar as poucas lágrimas que ainda insistiam em cair.

   Caminhamos devagar até às cadeiras. O lugar estava apenas com um casal e uma garota ocupando três lugares, eles lançavam um olhar de pena e solidariedade, e eu conseguia sentir como meus amigos, quando me viram totalmente debilitado com a perda.
  
- Como ela está?- indago um pouco apreensivo.

- Mal- Bia suspira, e parece tentar encontrar forças para completar a frase- leucemia.

   Apenas a aconchego mais ainda em mim, e vejo sua respiração voltar ao normal aos poucos.

- Ela vai ficar bem- digo baixo somente para Bia ouvir.

- E se não ficar? Eu não sobrevivo sem a minha mãe- lágrimas já desciam novamente pela sua face. Não queria vê-la assim, mas sei o quão difícil é ver alguém muito próximo numa situação parecida.

- Não pensa no pior está bem? Somente foque no presente, ela ainda estava aqui e vocês vão ter muitas histórias juntas- ela apenas balançou a cabeça em sinal de concordância e me abraçou forte.

   Ficamos o restante do dia no hospital. Ela dizia a todo instante que eu podia ir, já que apesar de amanhã ser sábado ainda teríamos aula. Mas eu jamais me sentiria bem em deixa-la aqui, sozinha. Eu só conseguia me por em seu lugar e ir embora estava fora de cogitação.

- Beatriz Urquiza?- ouço a voz cansada do médico que entendia a mãe de Bia.

- Aqui- disse se levantando rapidamente.

- Sua mãe está com leucemia mielóide aguda, não vou mentir é grave, mas não evolui muito então ela está bem, por enquanto- ele volta a encarar a planilha em suas mãos- ela vai precisar ficar em observação alguns dias, tem algum responsável ou parente próximo para ficar com você?
  
- Não, aqui é somente eu e minha mãe- fala e discretamente eu seguro em sua mãe- e a minha prima.

- Ela é de maior?

- 17 igual a mim.

- Beatriz, e Manuel?- uma voz estridente ecoa pela sala, me viro e vejo Mara vindo em nossa direção- o que você faz aqui?

- Vim pela Bia- digo e encaixo meu braço esquerdo em seu ombro, rodeando seu pescoço e sinto a mesma segurar minha mão.

- E porque você está aqui?- pergunta a morena ao meu lado.

- Que eu saiba Alice é minha tia- sorri sínica, colocando uma das mãos na cintura.

- Então você é a prima dela?- indagou o médico apontando para Bia- existe algum responsável legal, por sua parte, que possa ficar com as duas?

- Claro, os meus pais- olho para a menor ao meu lado e vejo-a cruzando os braços, parecia nervosa com a fala da prima.

- Mas eles estão trabalhando Mara- rebate Beatriz.

- Sem problemas, eles são donos da empresa, podem sair quando quiserem- ela sorri vitoriosa e o médico apenas anota algumas coisas- amanhã mesmo eles vêem.

- Ótimo, podem ir para casa, amanhã aviso se haver novidades- ele diz e antes de sair redireciona seu olhar a Mara- certifique de que eles realmente virão, vocês são menores não podem ficar sem algum responsável.

- Claro- fala Mara e o doutor sai, deixando nós três naquela sala.

- Não precisa realmente chamar seus pais, ele não vai perguntar de novo- diz Bia se ferindo ao que o médico havia dito.

- Eles não se importam de vir, na verdade acabei de avisa-los- Mara vira a tela frontal de seu celular em nossa direção, fazendo a Beatriz suspirar frustada.

- Vamos?- sussurro discretamente para Bia, que apenas assente segurando minha mão.

   Ao darmos o primeiro passo, somos interrompidos pela prima da minha amiga próxima. Bufo. Essa garota não vai largar do nosso pé?

- Onde vão?

- A para Londres, quer ir também? Alugamos um jatinho particular- Bia diz debochada, me fazendo dar altas risadas, existe pessoa melhor?

- Tá nervosinha é? Chama a mamãe para vir te proteger, a esqueci ela está doente né?- nessa hora só deu tempo para que eu segurasse Bia pela cintura, antes que a mesma fizesse Deus sabe o que, com Mara.

- Vamos sair daqui- falo baixo em seu ouvido e a guio para fora rapidamente, ignorando qualquer fala da maior que vinha atrás de nós.

- Não quero ir para casa- ouço a voz baixa e chorosa de Bia, não podia deixa-la sozinha com Mara.

- Você não vai- a grudo mais em mim, e com toda a velocidade que tinha andamos apressados para longe daquele hospital.

   Sinceramente, não sei qual vai ser a reação de Alex e Victor, ao verem quem vai dormir conosco hoje. Nem mesmo sei como ela reagirá ao ver onde estou a levando, mas jamais iria permitir que ela ficasse sozinha com aquela garota, eu não sei o que vai acontecer quando os pais dela aparecerem, porém talvez eles não sejam igual a ela, e talvez Bia fique bem, é o que eu espero.


Notas Finais


• Me desculpem qualquer erro gramatical, fiquei com preguiça de revisar sorry
• Mara mais insuportável impossível, e Bia debochada é um ícone
• E sobre a série gentee eu necessito dessa 2 temp, n sei se aguento até 2020 n kkkkkkkk


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