1. Spirit Fanfics >
  2. Worlds fail, but i still here >
  3. He still my brother.. Right ?

História Worlds fail, but i still here - Capítulo 7


Escrita por:


Capítulo 7 - He still my brother.. Right ?


Zoe sempre esteve com medo de Connor, principalmente depois que ele voltou da reabilitação.. Aquilo era supostamente para ajudá-lo, não para agravar o problema.


"EU VOU MATAR VOCÊ !" 


"Dá pra calar a boca ?!" 


"SOME DA MINHA FRENTE !"


"Por favor…. Vai embora"


Ela tinha escutado todas essas e mais algumas das frases de Connor… Ela tinha mais medo do que Connor faria consigo mesmo do que com qualquer um naquela casa, ela estava preocupada e isso deixava-a frustrada.


— Bom dia querida ! Coma um pouco das panquecas — Cinthia estava com um sorriso gentil e amável de sempre 


— Connor dormiu na casa do Evan de novo ? — perguntou distraída após se sentar na cadeira à mesa. Connor tem ficado muito tempo com o Evan, Zoe nunca admitiria, mas ela estava com um pouco de inveja. 


— Sim, Evan está ajudando ele a estudar para as provas de fim bimestral — dizia Cinthia enquanto comia um pão de queijo 


— A senhora vai sair para algum lugar ? — disse Zoe observando a postura de sua mãe


— Oh, sim, eu arranjei um novo emprego na loja aqui perto, assim pelo menos não vamos ter que esperar pela boa vontade de seu pai para comprar algo — ao terminar a frase, Cinthia apenas pegou uma pequena bolsa que estava meio largada no sofá e logo se dirigiu até a porta — Eu vou voltar meio tarde então se você preferir pode ir na casa da Alana — disse por fim e logo saiu da casa.



Zoe não gostava de ficar sozinha, por isso ela se apressou em arrumar todas as coisas que precisaria e praticamente correu para fora de casa.


 

Ela ficou muito tempo sem fazer nada, não saiu para almoçar e nem prestou atenção nas aulas. Ela estava totalmente alheia a tudo.


Zoe não estava preocupada, Alana sempre a ajudava em todas as matérias que ela perdia, então não era grande coisa, de qualquer maneira, ela apenas observava tudo à sua volta.


O professor falava muito alto.


Os meninos não calavam a boca.


As meninas estavam mexendo no celular.


Tudo era alto demais.




E assim passou o dia na escola, Zoe correu até em casa e se trancou no quarto.


.



.



.



.



— "ELE NÃO PRECISA DE AJUDA ! NÓS PODEMOS RESOLVER ISSO EM CASA ! EM FAMÍLIA ! É O JEITO DIFÍCIL MAS É O CERTO !"


— ENTÃO VOCÊ QUE SE FERRE COM O SEU "JEITO CERTO" ! NÃO VÊ QUE SEU FILHO ESTÁ SOFRENDO ??!! 




Zoe estava encolhida, porta trancada, ela tremia de forma desesperada.


Ela estava com a cabeça encostada na parede, o quarto de Zoe era ao lado do de Connor, então ela podia ouvir o que acontecia, e ela queria entender. Queria saber o que seu irmão mais velho achava de tudo, se ela conseguisse saber nem que fosse uma fração do que Connor pensava, isso seria suficiente para ela.


E ela ouviu, foi bem baixinho, mas foi bastante para que ela levantasse em um pulo e corresse em direção ao quarto ao lado, deixou a porta escancarada e olhou para Connor assim que abriu a porta.


— Connor ..? — ela apenas contemplou seu irmão encolhido, no chão ao pé da cama, seu braço estava exposto, vários cortes eram vistos, alguns cicatrizados e alguns, bem poucos, eram novos, estavam sangrando e pareciam mais fundos.


Zoe não hesitou em correr de volta para o próprio quarto e pegar um kit de primeiros socorros que sempre guardava no guarda roupa e voltou para perto de Connor.


Ela enfaixava e limpava as feridas, Connor não disse nada, mas Zoe percebia que ele abria e fechava a boca repetidas vezes em uma forma falha de tentar dizer algo.


— Não precisa dizer nada, eu estou aqui porque quero estar, apenas… Me deixe cuidar de você okay ? — e assim, Connor parou de tentar falar, mas continuava com os lábios trêmulos e escondia o rosto nos joelhos.


Zoe ouvia o barulho de choro, ela não conseguia ver o rosto de seu irmão, mas sabia que tanto ele, quanto ela, estavam totalmente quebrados. Ela iria tentar o ajudar de todas as formas que conseguisse.


Assim que Zoe soltou o braço de Connor, após ter terminado de cuidar dos cortes, ele se encolheu ainda mais, Zoe via ele tremendo e soluçando de forma engasgada como se não quisesse ser ouvido.


— Posso ver o outro braço ? — perguntou.


Connor se virou para ficar de frente para ela, ele não falou nada, apenas estendeu o outro braço, ainda de cabeça abaixada e as lágrimas caindo de encontro ao chão.


"VOCÊ ESTÁ QUEBRANDO A FAMÍLIA !" 


"EU ESTOU TENTANDO SALVAR A FAMÍLIA!"


Zoe e Connor estremeceram ao ouvir os gritos de seus pais.


Zoe analisou o outro braço de Connor, não tinha cortes novos, apenas muitas marcas de ferimentos antigos, cicatrizes e mais cicatrizes.. Aquilo deu um nó no estômago de Zoe.


— Connor… Olha pra mim por favor — seu tom era de urgência, sua voz estava trêmula e ela teve de se segurar para não começar a chorar igual seu irmão.


Connor ficou de cabeça baixa por um tempo ainda, mas logo depois olhou para cima e encarou sua irmã nos olhos, e a cena partiu o coração de ambos.


A visão que Connor teve foi de que Zoe parecia cansada, cabelo desgrenhado e ela mordia o lábio como quem quer evitar começar a chorar, isso o machucou de uma maneira que não soube descrever.


E a visão de Zoe foi de seu irmão mais velho, com os olhos inchados e vermelhos pelo choro, bochechas esmagadas por ficarem tanto tempo sendo precionadas pelos joelhos e seu cabelo estava cheio de nós e meio, não, muito bagunçado.


— Vem cá.


Zoe não precisou dizer nada mais que isso para que Connor a abraçasse com força.


A cabeça de Connor estava em seu ombro, Zoe também não segurava mais as lágrimas, mas ela não estava triste, pelo contrário, estava feliz de poder compartilhar esse momento com o irmão, estava feliz de saber que ele ainda estava ali.


Ela estava feliz por tê-lo ali com ela.


Quando Connor se afastou, a blusa de Zoe estava bem úmida pelo choro do irmão, mas isso não a aborrecia, Connor não teve nem chance de dizer algo, pois Zoe apenas colocou as mãos uma em cada bochecha dele e beijou sua testa.


— Eu sei que nunca fomos próximos.. Mas eu preciso do meu irmão, eu me importo muito com você e quero estar aqui.. Então, por favor, me deixe te ajudar. — Zoe ainda tinha o tom de urgência mas seu rosto estava com uma expressão decidida.


— Você é a pessoa mais legal que eu já conheci — pela primeira vez, Connor disse uma frase completa, sua voz estava falha e muito baixa, como se estivesse fazendo força até para sussurrar, mas ele sorriu, foi um sorriso bem pequeno, mas foi suficiente para que Zoe também sorrisse.


— Melhor eu voltar — Zoe disse já se levantando.


Mas Connor também se levantou.


— Posso… Te abraçar só mais uma vez ? — ele abaixou a cabeça enquanto falava, ainda se sentia envergonhado de falar, olhar ou chegar perto de sua irmã mais nova, mas ele precisava dela nesse momento.


— Claro que pode, seu idiota — dito e feito, Zoe o abraçou mais uma vez, não foi tão longo quanto o último mas ainda foi aconchegante e aliviador para ambos.


— Boa noite Zo — Connor ainda falava em sussurro, mas o sorriso tinha crescido um pouco.


— Boa noite Con — ela não estava diferente, o sorriso já estava estampado em seu rosto.


£


Alana estava sentada à mesa de seu quarto revisando tudo o que estudará quando começou a receber várias mensagens de Zoe. 


Isso deixou-a muito feliz, parece que os irmãos Murphy estão finalmente se dando bem.




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...